segunda-feira, abril 14, 2008

EDITORIAL: LULA DA SILVA, O DENGOSO, AGORA DÁ CONSELHOS SOBRE A DENGUE

Quando é que o eterno retirante, o sindicalista convicto, o turista do dinheiro público, o aprendiz de presidente, caçador da arca do terceiro mandato, vai deixar o pedestal da popularidade, para governar com seriedade? Talvez, nunca. Mas, ao menos poderia ser mais discreto. Lula da Silva, que ainda não sabe que há um risco de epidemia de dengue em todo o Brasil, saiu repentinamente da moita do comodismo para dizer besteira, o que lhe é muito peculiar. Há cerca de quinze dias, culpou o povo pela epidemia de dengue no Rio de Janeiro e agora, está pretendendo dar de dedo nos prefeitos.

Lula da Silva, o dengoso, passa da defesa para o ataque, sem cerimônias. Antes mesmo de ser cobrado, por uma sociedade que vive anestesiada pelas mentiras palacianas e os muitos escândalos sem solução e punição, o presidente do Norte e do Nordeste tenta roubar a cena mais uma vez.

Aproveitando a Marcha dos Prefeitos a Brasília, o dengoso escancarou a bocarra, no programa semanal de rádio, café com os puxa-sacos (os jornalistas são, criteriosamente, selecionados; só os amigos do rei podem fazer perguntas), para cobrar uma posição dos prefeitos.

Disse vossa alteza, aquele que, de tão bom e eficiente, deve ser eterno no poder, quase um Deus na terra: "Nós temos que fazer um chamamento aos prefeitos no combate à dengue. Cada prefeito precisa assumir a responsabilidade de cuidar com muito carinho da sua rua, do seu bairro, da sua vila e da sua cidade".

Disse e lavou as mãos, como se tudo ficasse resolvido com a sua fala, que, inevitavelmente, atropela a língua portuguesa.

Porém, aos brasileiros de boa fé, cabe o direito e o dever de apontar à vossa alteza os seus pecados administrativos. A irresponsabilidade de Lula da Silva e do Ministro da Saúde, José Carlos Temporão, com o caso dengue pode ser qualificada como criminosa. Crime contra a sociedade. Mesmo sabendo (perdão, o dengoso nunca sabe de nada) da iminência de uma epidemia, o governo da república do mensalão aplicou somente 57 por cento da verba destinada ao combate à dengue, no ano passado. Dos outros 43 por cento dos recursos, ninguém tem notícia. Talvez tenham sido picados pelo mosquito aedes aegipty – que o dengoso, em sua nobre sabedoria, deve achar que é uma praga do velho Egito.

Um presidente que permite o desvio de recursos, destinados a uma causa emergencial, não pode, agora, se arrogar no direito de dar conselhos a quem quer que seja. Deveria sim, pular fora do seu pedestal da fama e popularidade, arregaçar as mangas e assumir o comando do batalhão da solidariedade, no combate a uma praga, que pode se espalhar por todo o território nacional.

Até os governos dos Estados Unidos e de países da União Européia dão mais sinais de preocupação com a epidemia de dengue, que assola o Rio e se espalha para outros estados, do que vossa alteza, o dengoso. Isso porque, sanitaristas de países que têm intercâmbio turístico com o Brasil, sabem que larvas e mosquitos, ou mesmo pessoas contaminadas podem, num momento estar no Rio, horas depois, a milhares de quilômetros.

E o mosquito não reconhece fronteiras geográficas. A ele não pode ser dito: Aedes, não saia do território do Rio! O dengoso, com sua voz cavernosa, até que pode tentar admoestar o inseto, mas não obterá êxito. O mosquitinho teimoso pode viajar de trem, de navio, de caminhão, de ônibus, introduzido a variados tipos de cargas, ou mesmo nas veias de pessoas contaminadas. Uma só pessoa infectada poderá funcionar como hospedeira para insetos que se tornarão transmissores.

Culpa extrema também têm o parceiro de Lula da Silva, o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, que nenhuma medida drástica adota para, se não erradicar, pelos menos amenizar o avanço da doença, e o omisso prefeito da Cidade do Rio, César Maia, que também desviou parte da verba de cinco milhões e 500 mil reais para outras finalidades menos emergenciais. Mas, sem dúvida, a culpa maior é do chefe da nação, o dengoso, que agora acorda da letargia para, espertalhão que é, cobrar dos prefeitos, antes de ser energicamente cobrado.

A Marcha dos Prefeitos, gente frouxa que muito fala em suas bases, mas que, quando chega à capital da república da corrupção, perde a vociferação e adota o sistema do tapinha nas costas, tem se caracterizado pelo turismo, gastança do dinheiro público sem sentido. Que nessa edição, quando a dengue ameaça os brasileiros, principalmente os mais carentes, a marcha seja literalmente efetivada, um “arrastão” em direção ao Palácio do Planalto, capaz de despertar a atenção do dengoso.

Digam, senhores prefeitos, gritem bem alto, que vossos municípios não têm dinheiro para manter a saúde pública, para o saneamento, porque, dos impostos arrecadados, quase 70 por cento são desviados para Brasília, para manter o status da corrupção.

Confirme, senhor César Maia, que no Rio uma pessoa é contaminada pelo mosquito da dengue a cada minuto, numa escalada alarmante. Confesse que já são bem mais de uma centena de mortos. Que as pessoas, mesmo com diagnóstico positivo de dengue no sangue, voltam para casa, uma duas, três vezes, para marcar encontro com a morte.

Digam a verdade e não permitam que o dengoso roube a cena. Pois ele tem a intenção de desviar o foco da discussão para sua maneira nada sutil e populista de indicar, de aconselhar, sobre aquilo que ele próprio deixa de fazer. Que é cuidar da saúde do povo.

Nessa marcha, senhores prefeitos, façam com que o dengoso cale a boca, que pare de dizer asneiras, para ouvir os gemidos dos que sofrem nas filas em busca de saúde pública. Que ele respeite os mortos da guerrilha da irresponsabilidade e a dor e o luto de seus familiares.

Baby Espíndola


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COMENTÁRIO


Blogger 100 Censura disse...

O dengoso presidente, convidou algum de seus colegas que cuidam da "denguice" brasileira, para colher amostras de larvas no rio Tietê em São Paulo. Os dengosos colheram duas garrafas pets dois litros de amostra, e se dirigiram a Buenos Aires na Argentina, onde jogaram as amostras colhidas de mosquitos da dengue, num lago na praça central da cidade, para ver se o clima frio argentino que vem através das correntes frias de ar, não é o principal proliferador domosquito da dengue no Brasil.

Com suas idéias estupendas, e seu dengoso jeito de governar, era Lula da Silva corre o risco de se tornar hino de torcida organizada, aquela do norte do país, que já mostram faixas com os dizeres, " O presidente mais "dengoso" do Brasil"

9:52 PM





Um comentário:

100 Censura disse...

O dengoso presidente, convidou algum de seus colegas que cuidam da "denguisse" brasileira, para colher amostras de larvas no rio Tietê em São Paulo. Os dengosos colheram duas garrafas pets dois litros de amostra, e se dirigiram a Buenos Aires na Argentina, onde jogaram as amostras colhidas de mosquitos da dengue, num lago na praça central da cidade, para ver se o clima frio argentino que vem através das correntes frias de ar, não é o principal proliferador domosquito da dengue no Brasil.

Com suas idéiasn estupendas, e seu dengoso jeito de governar, era Lula da Silva corre o risco de se tornar hino de torcida organizada, aquela do norte do páis, que já mostram faixas com os dizeres, " O presidente mais "dengoso" do Brasil"