terça-feira, dezembro 20, 2011

SUPREMO DERRUBA MAIS UM PILAR DA DEMOCRACIA

Desabou mais um pilar da Democracia, a Democracia que, na republiqueta brasileira da corrupção, mais parece um barraco, pendurado no morro, em alguma área de risco.

Numa polêmica decisão (polêmica até porque foi uma decisão individual), tomada na última sessão do Supremo Tribunal Federal, relativa à pauta de 2011, o ministro Marco Aurélio Mello reduziu os poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle externo do Poder Judiciário.

Agora, em questões disciplinares, o CNJ não poderá tomar a iniciativa de fiscalizar, investigar ou punir juízes, antes que os tribunais, em que eles atuam nos estados, tomem a iniciativa. A medida, que tem caráter liminar, precisa ser referendada pelo plenário do Supremo, em fevereiro.

Ao justificar a decisão, com sua fala mansa, o ministro Marco Aurélio agiu como ilusionista. Tentou iludir os brasileiros. Alegou que o conselho não tem poderes para “atropelar o autogoverno dos tribunais”.

A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, disse ter ficado surpreendida com a medida, mas não vai se manifestar, até a decisão do plenário do Supremo. Com a liminar, ficam prejudicadas as investigações já em andamento.

E os juízes corruptos agradecem. Vão passar o Natal, bem mais seguros e tranqüilos. Beneficiados pelo corporativismo da turma da capa preta. 

É bem assim que o diabo gosta! Essa decisão do Supremo tem o objetivo de anestesiar o CNJ, órgão que hoje tem o poder de investigar o Poder Judiciário. Se o plenário do Supremo confirmar essa aberração do ministro Marco Aurélio de Melo, só os tribunais terão o poder de investigar os juízes, justamente onde eles trabalham e têm amplos poderes – tentáculos de um polvo maldito. É como autorizar o gambá a cuidar do galinheiro.

Com o CNJ investigando – tem mais de 700 membros do Poder Judiciário na degola – a justiça já é lenta, misteriosamente lenta demais, e contaminada pela corrupção. Imaginem agora, com a castração dos poderes do CNJ. Sem um órgão independente, que possa exercer o controle externo do Poder Judiciário, vai desabar, talvez, o último pilar da Democracia.

A decisão do poderoso ministro do Supremo é um presente podre e fedorento para os brasileiros. Pois, o que está em pauta não é a inconstitucionalidade do CNJ, alegada pela Associação dos Magistrados Brasileiros. O que está em jogo é a ética, a moralidade pública (ou o que ainda resta delas), o desejo insano de alguns, de praticar a corrupção, sem punição.  

O CNJ foi criado pelo Congresso Nacional. Resultou do clamor da sociedade que, durante décadas, cobrou do Executivo e do próprio Congresso, um órgão que tivesse poderes para exercer o controle externo do Poder Judiciário.

Assim, o Congresso Nacional deu vida jurídica ao CNJ, através da Emenda 45. E o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade do CNJ, em 2005. Reconheceu. Hoje não reconhece mais.

Porque, no país da corrupção, onde existem “bandidos escondidos atrás da toga”, como denunciou, a corregedora-nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, é claro, não interessa, a alguns juízes, um órgão de controle externo.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

AJUDA FINANCEIRA E UM TRATOR PARA OS PESCADORES DA PINHEIRA

Governo do Estado entregou 200 mil reais. Prefeitura de Palhoça deve repassar 100 mil reais às vítimas do vendaval, que afundou três barcos, no inicio de setembro
O velho ditado popular, que nos ensina, que “depois da tempestade, vem a bonança”, se cumpriu, integralmente, no Balneário da Pinheira, Sul de Palhoça, cidade da Região Metropolitana de Florianópolis. Em noite de mar calmo e temperatura muito agradável, pescadores e autoridades se reuniram, no Restaurante do Rica, para a cerimônia de assinatura de contratos, que permitirá a transferência de recursos, às vítimas do naufrágio da madrugada de 04 de setembro deste ano.
Naquela data, um vendaval, com rajadas de até 90 quilômetros, soprando de Norte a Sul, afundou três barcos pesqueiros, causando prejuízos imediatos aos seus proprietários, de cerca de 400 mil reais, mas atingindo, duramente, mais de quinze famílias, que dependiam das mesmas embarcações para garantir suas rendas.
Depois da tempestade, a bonança... A partir das 19 horas da noite de segunda-feira, 28 de novembro, quase simultaneamente, adentraram ao restaurante, local da cerimônia, pescadores e autoridades.  Contrariando aquele ideia de que “autoridade importante”, motivadora do evento, sempre atrasa, o Secretário de Agricultura e Pesca, João Rodrigues, foi rigorosamente pontual. O vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta), o primeiro a remar, em defesa dos pescadores atingidos, chegou junto com o secretário. Renato Hinnig, Secretário Regional da Região Metropolitana de Florianópolis também foi pontual.
Em poucos minutos, o salão do restaurante estava cheio. Dezenas de pescadores, autoridades do Governo do Estado, vereadores (além de Pitanta, Leonel Pereira, Nazareno Martins, e Nilson João Espíndola), pré-candidatos à Prefeitura de Palhoça (o próprio Pitanta, pelo DEM, Ivon de Souza, do PSDB, e Toninho Pagani, postulante do PP), outras autoridades e vários convidados, todos muito descontraídos, aguardavam o desfecho do ato formal, na “casa” do Rica. Bandejas com ostras deliciosamente temperadas, produção da região, circulavam entre autoridades e convidados.
Nas janelas, muitos curiosos. Da cozinha vinha o bom aroma da peixada tão anunciada. Na baía, onde dormiam várias lanchas e canoas, tanto na areia quanto no mar, as ondas subiam e desciam a areia, preguiçosamente. Noite de mar calmo, muito diferente da violência das ondas, registradas na noite de sábado, 03, e madrugada de domingo, 04 de setembro.
Dispensando o mestre de cerimônia, o próprio Secretário João Rodrigues, que fez história no rádio e na televisão, dotado de voz forte e empostada, tomou o microfone e deu início à  reunião, de forma descontraída. Sem rodeios anunciou: “Vim trazer, para a comunidade, aquilo que é dela”. Traduzindo, o secretário se referia, à proposta de devolver aos pescadores, o que o mar, acidentalmente, tirou.
Após outros pronunciamentos, todos breves, aconteceu a cerimônia propriamente dita da assinatura de contratos, entre a Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca e os pescadores. O ato autorizava a transferência de 200 mil reais para os três pescadores atingidos, cujo dinheiro já está nas contas específicas. Os 100 mil reais, prometidos pelo prefeito Ronério Heiderscheidt, deverão pingar nas contas dos pescadores, em breve.
O vereador Pitanta revelou que a contrapartida da Prefeitura de Palhoça, no valor de 100 mil reais, está assegurada, através de projeto de lei, aprovado na Câmara, “em caráter de urgência”.

Renato Hinnig justificou o apoio financeiro do Governo do Estado, porque, “sem essa ajuda financeira, os pescadores atingidos talvez não se recuperassem nunca”. O Major Márcio, da Defesa Civil Estadual, disse que o apoio financeiro “é o reconhecimento à grandeza do trabalho dos pescadores”. Ivon de Souza aproveitou para alfinetar a administração municipal: “A Região Sul merece muito mais respeito”, declarou. “A Pinheira é o Eldorado de Palhoça, mas a região foi esquecida”, reclamou Toninho Pagani.

Fotos: Baby Espíndola Repórter

João Rodrigues assina os contratos, observado pelos pescadores

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ESTALEIRO TRABALHA NA CONSTRUÇÃO DOS BARCOS


Manoel, "Rajada" e "Inho": amigos inseparáveis, nas horas difíceis

Enquanto a burocracia trabalhava para repassar o dinheiro, na certeza de que seriam beneficiados, os pescadores não perderam tempo. Em São Lourenço do Sul – RS, um tradicional estaleiro está trabalhando na confecção dos barcos, que vão substituir, já na próxima safra da tainha, os saudosos “São Pedro III”, “Marisia Melo” e “Matheus”.

A construção das três embarcações deverá durar três meses. Então, quando fevereiro chegar, três imponentes barcos pesqueiros, construídos com “grapa”, madeira apropriada para enfrentar os rigores do mar, deverão ocupar seus espaços na Baía da Pinheira. E que o mar permaneça calmo, como recomendou Jesus, diante do discípulo Pedro.

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OS BARCOS QUE AFUNDARAM E SEUS PESCADORES


SÃO PEDRO III – Comandante, Antônio Pedro Dias, também conhecido como “Rajada”, 57 anos de idade, no mar desde os 16 anos. Provavelmente o barco novo vai se chamar São Pedro IV. “Não posso usar o mesmo nome, porque o nome afundou com o barco”, comentou Rajada. É preciso “dar baixa” nos documentos, junto à Capitania dos Portos.




Antônio Dias, “Rajada”, e seus camaradas do barco “São Pedro III”

MARISIA MELO – Proprietário, Manoel Florisvaldo Rodrigues, o “Manoel da Gelomel”, 45 anos de idade, pescador desde os 12 anos. Manoel, que encontra no comércio outra fonte de renda, sempre manifestou preocupação maior com a equipe do “Marisia”, que “ficou sem trabalho e dependente de ajuda de terceiros, para sobreviver”.



Manoel, com a tripulação do “Marisia Melo”, que naufragou

MATHEUS – Nilson Nilton da Silva, ou simplesmente “Inho”, é o orgulhoso mestre de pesca, que comandava o “Matheus”, que está “sepultado” no fundo da Baía da Pinheira. Inho, agora com 36 anos de idade, enfrenta os rigores do mar desde os 14 anos. E a luta vai continuar, a bordo da nova embarcação.



Nilson da Silva, "Inho", com os parceiros de pescaria, do “Matheus”

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A SURPRESA DA REUNIÃO: UM TRATOR PARA OS PESCADORES


Talvez, sob os efeitos da suave brisa que soprava do mar, o Secretário João Rodrigues surpreendeu os pescadores, com uma promessa inesperada. E até definiu a data para cumprimento da promessa. “Em fevereiro, eu voltarei à Praia da Pinheira, acompanhado pelo Secretário Renato Hinnig, para entregar um trator aos pescadores”.


Rodrigues revelou que, em conversa com os pescadores, descobriu que “botar e tirar os barcos do mar”, são atividades difíceis, principalmente com a maré baixa. E resolveu amenizar “o sofrimento dos pescadores”. Certamente, o presente será entregue quando os novos barcos já estiverem “habitando” a pitoresca Baía da Pinheira.



Ao final da reunião, Secretário Rodrigues anuncia doação de trator



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Mais fotos da reunião entre autoridades e pescadores da Pinheira, no
Blog Rádio Cambirela Eventos






terça-feira, novembro 29, 2011

TJ DECIDE CONTINUAR INVESTIGANDO RONÉRIO E MAIS SEIS INDICIADOS

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina não acatou o pedido de habeas corpus, impetrado pelos advogados do prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, e defensores de mais seis indiciados, e decidiu, na terça-feira, 29, “por votação unânime afastar a preliminar e receber a denúncia”.

Isso significa dizer que o TJ vai continuar a investigação contra o prefeito Ronério e mais seis pessoas, no caso do “processo licitatório no. 150/2008”, que trata da “execução de serviços de drenagem e pavimentação com lajotas, da Rua Flórida, no Loteamento Carioca, bairro Passa Vinte”.

Por doze votos, unanimidade, os desembargadores do TJ decidiram investigar o caso. Há indícios de que a administração municipal pagou, duas vezes, serviços de drenagem e pavimentação da Rua Flórida.

Através do habeas corpus, os advogados do prefeito e dos demais indiciados no processo crime, impetrado pelo Ministério Público, pretendiam “trancar o processo”. Como o TJ não aceitou o recurso, a investigação vai continuar.

Segundo o site do TJ, além do prefeito Ronério, também são indiciados, no mesmo processo: Aroldo Heiderscheidt, Carlos Alberto Fernandes Júnior, José Tadeu Cunha, Emerson Freiberger Nunes, Edi Fábio da Silva, e Lucas de Souza Braga Pedroso.

terça-feira, novembro 22, 2011

A POLÊMICA DO MANGUE DEGRADADO. E QUASE MORTO

Bastou o presidente da Câmara de Palhoça, Otávio Martins Filho (Tavinho), manifestar sua preocupação com uma pequena área do que, um dia, foi mangue, no bairro Barra do Aririú, para provocar um alvoroço entre os esverdeados defensores da natureza.
Trata-se de um triângulo de terra (lama podre, parcialmente coberta por lixo), na confluência das ruas José Luiz Martins (acesso ao centrinho da Barra) e Nossa Senhora dos Navegantes (ligação da Barra com a Ponta).
Fotos: Baby Espíndola Repórter

O pequeno trecho de mangue mais parece uma floresta fantasma

Em matéria publicada, em jornal de circulação regional, Tavinho manifestou sua preocupação com a área degradada, que está servindo de depósito de lixo e materiais descartáveis, como garrafas plásticas, pneus e outros materiais. Tavinho cobrou, das autoridades ambientalistas municipais e organizações não governamentais (Ongs), sugestões e propostas para resolver o problema. Sugeriu estudos para recuperar o trecho de mangue degradado e, em caso de inviabilidade da recuperação, propôs a utilização do local como área de lazer.
Segundo o vereador, o que não pode acontecer é a aceitação passiva, por parte das autoridades e ambientalistas, enquanto o mangue, ou o que resta dele, vai sucumbindo sob o lixo e entulho. Quando o mangue está seco, o mau cheiro é insuportável. Quando chove, acumula água pluvial, o que facilita a proliferação de insetos. Toda essa situação vem provocando reclamações de moradores vizinhos.


Moradores reclamam do mau cheiro e proliferação de insetos

Como o comando do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Palhoça (Comdema) vem demonstrando muito interesse em salvar o resquício de mangue, o presidente da Câmara está solicitando providências efetivas. Aproveitando as boas intenções do órgão, Tavinho está sugerindo, via correspondência oficial, ao presidente do Comdema, Gilmar de Paulo, a elaboração de projetos para sanear e restaurar o pedacinho do meio-ambiente, o que deverá implicar na reabertura de canais, ligando a área degradada ao resto do manguezal, ao sul da estrada geral da Barra do Aririú.


Sem contato com o mar, o mangue acumula água da chuva


A Fundação Cambirela do Meio Ambiente (FCAM) já esclareceu que “não existe nenhum pedido formal para aterrar área de mangue e criar um parque. Então, não temos como saber se seria possível construir um parque naquela área ou não. Teríamos que analisar o estado do mangue”, afirmou o presidente da FCAM, Danilo Netto Al Cici, quando o assunto se tornou público.


O mangue está precisando, urgentemente, de uma faxina


Em resumo, não há nenhum projeto para se aterrar mangue. O que o vereador Tavinho deseja é uma solução, para evitar que o mangue se transforme em depósito de lixo. Já é uma lixeira, como mostram as fotos, em poder do vereador. Por isso, ele está solicitando que o Comdema e a FCAM apresentem um projeto salvador do restinho de mangue.



O mangue agoniza, enquanto recebe altas dosagens de lixo

  

FÓRUM PERMANENTE DE SEGURANÇA PARA COMBATER A VIOLÊNCIA

O tema segurança, ou violência, significa, hoje, a maior preocupação das cidades, independentemente do tamanho da economia e do número de habitantes. O crime está se espalhando, no asfalto e nas áreas rurais, como erva daninha.
E Palhoça, com quase 150 mil habitantes, a 15 quilômetros de Florianópolis, não é uma exceção. Muito pelo contrário. Está sendo massacrada pelos respingos da criminalidade da Capital e de São José, da mesma forma como abriga, nos bolsões de miséria, seus próprios “exércitos” do crime.
Como reação a essa situação preocupante, autoridades e representantes de entidades da sociedade organizada estão gesticulando, para criar o Fórum Permanente de Segurança de Palhoça. Com esse objetivo, no próximo dia 24, às 20 horas, na sede do Clube 7 de Setembro, vai acontecer uma segunda reunião, sob a coordenação do CDL do município.
O Fórum Permanente terá, por objetivo, planejar a curto, médio e longo prazos, “estratégias de segurança para a cidade”, conforme explicam seus idealizadores, dentre eles,  Ranieri Schneider, presidente do Conseg 172 c7, com quem conversei, na noite de segunda-feira, 21.

segunda-feira, outubro 31, 2011

PALHOÇA DO FUTURO: CRESCIMENTO EXIGE MAIS INVESTIMENTOS

Acompanhado pelo vereador Ademir Farias (PSD), visitei a região da Bela Vista e Terra Fraca, na tarde de quarta-feira, 26, e constatei que o crescimento populacional de Palhoça, nos próximos anos, vai ser mais acentuado do que se imagina.

É muito preocupante. Na Terra Fraca, no final da Rua José João Barcelos, estão surgindo três grandes loteamentos, que, juntos, formarão uma cidadela, dentro da cidade de Palhoça, na Grande Florianópolis. A certeza desse inchaço populacional, uma explosão demográfica não planejada, se constata em vários pontos do município.  

Que lição tirei da visita? Que o próximo prefeito de Palhoça, que vai administrar o município, de 2013 a 2016, terá duas alternativas. Ou investe pesado em saneamento, educação, saúde, segurança (criação da Guarda Municipal), ou terá que puxar o freio de mão do setor imobiliário.

Porque, o processo de parcelamento do solo, com novos loteamentos surgindo, em todas as regiões do município, e a construção civil ganhando as alturas, numa surpreendente verticalização, vão exigir muito dos futuros administradores.

Quem está se aninhando em Palhoça, num futuro bem próximo, vai exigir mais escolas, uma saúde pública de melhor qualidade, mais estradas e outros serviços. Um impressionante desafio para o futuro prefeito e os novos vereadores.

Particularmente sobre Terra Fraca e Bela Vista, o vereador Ademir Farias, agindo como porta-voz do prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), anunciou a realização de importantes obras de pavimentação e drenagem, na região.

Destaque para a pavimentação asfáltica da Rua José João Barcelos (“Geral da Terra Fraca”), numa extensão de dois quilômetros, da Rua José Cosme Pamplona, “Geral do Bela Vista”, até o morro, 200 metros após o centro de treinamento da Prosegur.

Foto: Baby Espíndola Repórter

Ademir Farias, no final da Rua José João Barcelos: "Asfalto vem até aqui"

quarta-feira, outubro 26, 2011

MÁQUINAS VOLTAM A TRABALHAR NA AVENIDA ANICETO ZACCHI

Predominou o bom senso. A comunidade se mobilizou, contra a obra modificada. O Ministério Público ouviu, de imediato, os munícipes, evitando longos embates jurídicos. E o prefeito Ronério determinou a retomada dos serviços, à luz do projeto original.  

Fotos: Baby Espíndola Repórter




O trânsito é lento, na Avenida Aniceto Zacchi em obras

Neste espaço, pretendo abordar um dos temas mais controversos, dos últimos anos, na cidade de Palhoça, Região Metropolitana de Florianópolis, e que ficou fortemente marcado pela mobilização popular. Pela vitória da população. Um assunto que se transformou num verdadeiro duelo de titãs, tendo, de um lado, a administração municipal, e, do outro extremo da barricada, comerciantes e moradores do bairro Ponte do Imaruim.

A obra de revitalização da Avenida Aniceto Zacchi, com certeza, ainda nos proporcionará muitas alegrias. Mas, até agora, foi motivação de fortes dores de cabeça, principalmente para o prefeito Ronério Heiderscheidt, que, sem outra alternativa, mandou suspender os trabalhos, e determinou que fosse retomado o projeto original.

Desde o final de setembro, a Prefeitura mobilizou homens e máquinas, para colocar, em prática, o projeto de revitalização da “Geral da Ponte do Imaruim”, a Avenida Aniceto Zacchi. Porém, ao invés de ser motivo de felicidade para os comerciantes e moradores, que há muito tempo reivindicavam a obra, ela passou a ser um aborrecimento.

É que a Prefeitura alterou substancialmente o projeto original. No lugar de galerias de águas pluviais, nos dois lados da avenida, a empresa contratada passou a instalar uma tubulação, bem no meio da importante via de trânsito. E, sobre a tubulação do sistema de drenagem, a empreiteira começou a preparar o terreno, para criar, um canteiro para pedestres.

Segundo os manifestantes deixaram claro no abaixo assinado, em panfletos e durante as longas reuniões, as duas pistas de rolamento, separadas por um canteiro central, ficariam insignificantes ao trânsito de veículos. Impróprias para o trânsito de ônibus e caminhões. E a passarela, de tão estreita, seria um transtorno para os pedestres. Alegaram, ainda, prejuízos ao comércio, principalmente pela ausência de retornos para os carros.

A mobilização comunitária, contra o projeto alterado, foi muito intensa. A Associação Ambientalista Viva o Verde reuniu centenas de assinaturas, num abaixo-assinado, que foi parar no Ministério Público, com cópia à Prefeitura Municipal e à Câmara de Vereadores. O vice-presidente da ONG, corretor de imóveis Cláudio Silva, adotou a responsabilidade de mobilizar a comunidade.

Reuniões aconteceram. Diversas propostas foram analisadas, e os interessados, comerciantes e moradores do bairro, decidiram acionar o Ministério Público, pela paralisação da obra. E conseguiram.






Cláudio Silva, com o abaixo-assinado, com centenas de assinaturas

No pior momento da crise, os munícipes recorreram ao presidente da Câmara, Otávio Martins Filho. Tavinho agendou uma reunião, com o Secretário de Planejamento, Fabiano Ferreira, que ouviu, atentamente, as alegações dos representantes do bairro. Ao que parece, esse encontro foi fundamental, para o prefeito Ronério tomar uma decisão.

Ocorre que, nesse quase final de ano pré-eleitoral, não é conveniente, à administração municipal, uma queda de braço com moradores e comerciantes do maior bairro de Palhoça. Não há dúvida, em dois mandatos, o prefeito Ronério alcançou um alto índice de amadurecimento político, o suficiente para saber quando deve evitar desgastes. Por isso, depois de conversar, demoradamente, com o Secretário da Ponte do Imaruim, João Carlos Amândio (Bala), mandou suspender os trabalhos, que eram baseados no projeto modificado.


Prefeitura retorna ao projeto original, como mostra a placa, no acesso à avenida

Assim, no início desta semana, as máquinas voltaram a roncar, mas agora, guiadas por um projeto de interesse dos comerciantes e munícipes. Menos mal. Porque, nas contendas e desavenças, o povo é sempre o grande prejudicado, até porque é o mantenedor das obas públicas, através do pagamento de pesados impostos.

Depois da tempestade, a bonança. As obras foram reiniciadas. O projeto original deverá guiar os passos da empreiteira, que tem prazo de quatro meses, para concluir os trabalhos. A revitalização da Aniceto Zacchi está orçada em um milhão e 200 mil reais.



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Detalhes da pesquisa CNT sobre o estado das estradas federais, no blog
O ESTRADEIRO


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segunda-feira, outubro 24, 2011

CARTA ABERTA AOS POLÍTICOS - Menos acordos, mais projetos

A partir de agora, neste blog e nos jornais, onde assino colunas, pretendo elencar subsídios, que poderão servir de plataforma aos futuros gestores públicos. Faço isso, porque me preocupo com o futuro de Palhoça. Porque, a única conversa que se ouve, nos meios políticos, gira em torno de coligações, alianças, filiações, mudanças de partido. Negociatas, em geral, que, mais uma vez, vão beneficiar alguns, em detrimento da coletividade.

Ninguém defende ideologia partidária, ninguém se compromete com a elaboração de estudos e projetos, para resolver problemas que atingem Palhoça e cidades vizinhas, na Região Metropolitana de Florianópolis.

Por isso, em nome dos munícipes, que não têm tribuna para manifestar suas idéias, ou para desabafar o profundo descontentamento, proponho que, em meio às negociatas, os políticos profissionais e candidatos às câmaras municipais e prefeituras, façam uma reflexão, por alguns minutos ao menos. E que, durante essa breve concentração, vislumbrem proposições para as questões sociais.

Alguns problemas, como a violência e o caos no sistema viário, são comuns à maioria das cidades da Região Metropolitana de Florianópolis. Porém, Palhoça tem seus agravantes. Em comparação aos municípios vizinhos – São José, Biguaçu, Florianópolis –, Palhoça tem hoje, uma péssima mobilidade urbana e registra os mais altos índices de violência.

Com as forças de segurança sucateadas, com a proposta da criação da Guarda Municipal engavetada, o município tem a preferência dos criminosos, que fogem de São José e Florianópolis, onde os efetivos policiais são mais numerosos – embora, também, muito longe do ideal. Mas, todos esses temas serão abordados, minuciosamente, nos próximos editoriais.

Por ora, acho importante dizer que, se as regras do jogo político não forem alteradas, se a população não exercer, rigorosamente, o seu poder e dever de cobrar, com toda certeza, teremos, em 2012, uma das piores eleições municipais. Principalmente, em Palhoça. Entre alguns pretendentes a cargos públicos, está predominando a vaidade pessoal. Vai, aqui, um conselho: Ser candidato, não é conquista de status ou troféu. Ser candidato, significa compromisso de responsabilidade social.











quarta-feira, outubro 05, 2011

AUMENTA A VIOLÊNCIA EM PALHOÇA E REGIÃO METROPOLITANA DE FPOLIS

Os criminosos nunca foram tão ousados. A criminalidade nunca alcançou níveis tão elevados. E os políticos e administradores públicos nunca foram tão omissos e incompetentes. O governador Raimundo Colombo e os prefeitos não podem continuam fingindo, que nada está acontecendo. Os prefeitos e vereadores precisam se reunir e cobrar das autoridades estaduais, uma posição, um planejamento ousado e definitivo, no combate à criminalidade.

Porque muita coisa desagradável está acontecendo. Em Palhoça e Região Metropolitana de Florianópolis - SC, diariamente, acontecem furtos, roubos (assaltos com armas), seqüestros. A violência é constante. Inclusive à luz do dia, como aconteceu em frente à Praça 7 de Setembro, em Palhoça, onde os bandidos renderam o proprietário e funcionários de uma relojoaria, causando um enorme prejuízo.

Enquanto os bandidos fazem a farra pelas ruas, os policiais militares, espécie em extinção, desapareceram das cidades. Os policiais civis fazem BOs e ensaiam investigações, tão lentas e sem sentido, quanto os atos da justiça, que age como tartaruga perneta.

E os governantes fingem que nada está acontecendo. Se me permitem, utilizar uma linguagem bem da boca do povo, diria: Os políticos só vão reagir, quando seus familiares se transformarem em vítimas de estupros, seqüestros, assaltos. Aí, sim, os cabritos vão berrar.







terça-feira, outubro 04, 2011

PRESIDENTE DA CÂMARA DE PALHOÇA ASSINA FICHA NO PSD

O presidente da Câmara de Palhoça, Otávio Martins Filho (Tavinho) assinou ficha de filiação no PSD, durante reunião realizada, em sua casa, na Barra do Aririú, no sábado, primeiro de outubro. O encontro foi conduzido pelo presidente do partido no município, deputado federal Paulinho Bornhausen, e contou com as presenças do vice-presidente, vereador Ademir Farias, e do Secretário de Governo, Mário Cesar Hugen.

Fotos: Baby Espíndola


Paulinho cumprimenta Tavinho, sob os aplausos de Ademir Farias

O vereador, que exerce o quarto mandato, disse que está deixando o PMDB, partido ao qual estava filiado desde 1995, “para fazer parte de um macro projeto de desenvolvimento sustentável para Palhoça. No PMDB, não havia espaço para desenvolver esse projeto”, comentou.

Paulinho Bornhausen, que está gerenciando o PSD de Palhoça, segundo ele, “durante o período de transição”, revelou que convidou Tavinho, porque se trata de “uma grande liderança no município, um nome forte e confiável, para encabeçar a chapa majoritária”.  



 Paulinho abraça Tavinho: “Uma grande liderança”

sexta-feira, setembro 23, 2011

Editorial - KOBRASOL, TERRA SEM LEI


Andar, no Kobrasol, em São José, à noite, é uma verdadeira aventura. Visitar as vitrines das lojas, então, nem pensar. Você é atacado por um batalhão de pedintes, de todas as idades e formatos, além de outros bichos estranhos. Para dar gorjeta, é muito arriscado. Se o cidadão resolve puxar a carteira do bolso, pode ficar sem ela. Se negar o “trocado”, corre o risco de ser atacado.

E também tem as bichas, ensandecidas, assanhadas, como mariposas ao primeiro contato com a luz elétrica. Essas, se imaginam eternamente na televisão, um casulo da cor do arco-íris. Até parece que toda noite e noite da parada da diversidade.

Guardadores de carros andam aos bandos, no Kobrasol. Disputam os “clientes”, com uma ferocidade de leão territorial. Quem não paga, pode até sofrer danos no veículo. A gíria é agressiva e ameaçadora, com aqueles que ousam desafiar a “otoridade” do dono das vagas. Que deveriam ser públicas.

Na Avenida Central do Kobrasol, nas paralelas e também nas transversais, circulam carrões abarrotados de alegres rapazes, todos muito valentes e atrevidos. Drogados e embriagados, ou tudo junto. Música, de péssima qualidade, em tom ensurdecedor, bebida, muita bebida, inclusive copos e latinhas nas mãos dos motoristas, são alguns ingredientes daquilo que se pode qualificar como tragédia anunciada. São candidatos à sacanagem, acidentes, que sempre vitimam famílias inocentes, brigas inconseqüentes e arruaças generalizadas.

Assim, pode-se dizer que o bairro Kobrasol, em São José, é uma terra sem lei. Cada vândalo age da forma que melhor lhe convém, sem nenhum respeito aos demais moradores e freqüentadores da vida noturna do bairro.

O Kobrasol, não é um buraco qualquer do fim do mundo. É um bairro com alta densidade demográfica, economicamente viável, com um comércio diverficicado, farta prestação de serviços e considerável númeo de indústrias. É o centro comercial e empresarial de São José, cidade da Região Metropolitana de Florianópolis - aliás, vizinha da capital de Santa ctarina. Justamente, por isso, merece um pouco mais de respeito e atenção das autoridades.

Enquanto a barbárie cresce, como erva daninha, descontrolada e perigosa, o poder público vira as costas, abandona o cidadão. Isso é uma constante, o que facilita o crescimento da criminalidade. O bairro Kobrasol vem registrando índices alarmantes de violência.

Os bandidos, desordeiros e delinqüentes se multiplicam nas noites do Kobrasol. Favorecidos pela ausência total dos órgãos de segurança. A Polícia Militar, espécie em extinção, desapareceu.

Na noite de sábado, 10 de setembro, por exemplo, instalou-se o império do caos e da desordem, mas a PM não estava lá. Não havia viaturas circulando e nem mesmo estacionadas em pontos estratégicos. Os PMs também não apareceram montando motocicletas ou cavalos. Nem mesmo a pé, como os lendários Cosme & Damião. Simplesmente, sumiram.

Talvez a PM não apareceu, para enfrentar os delinqüentes e desordeiros, porque acredita que a Guarda Municipal de São José está protegendo o bairro Kobrasol. E, provavelmente, a GM não comparece, porque acha que a proteção do cidadão é função da PM.

Ou, talvez, as duas forças de segurança desaparecem, recolhem seus homens aos quartéis, porque, à noite, é muito perigoso andar nas ruas de São José e do Kobrasol.

terça-feira, setembro 20, 2011

PROFESSORES DE PALHOÇA PROTESTAM COM PARALISAÇÃO


Professoras manifestam descotentamento com cartazes, na Câmara

Na sessão da noite de segunda-feira, 19, o plenário da Câmara de Palhoça rejeitou dois projetos de lei, de autoria do Executivo Municipal, que tratam de questões da Educação. Foram rejeitados, com abstenção do vereador Nazareno Martins, o Projeto de Lei 706, que trata da contratação de ACTs, e o Projeto de Lei 65 / 2011, que modifica a redação do “Novo Estatuto do Plano de Carreira dos Profissionais da Educação Escolar Básica” de Palhoça. Dezenas de professores se manifestaram na Câmara, através de cartazes de protesto, contra os projetos oriundos do Executivo.

Na quinta-feira, 22, vai acontecer a “paralisação geral do magistério”, com o objetivo de “abrir uma negociação com a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação”, adiantou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Palhoça, Ary Donatello.

Antes da votação, o presidente da Câmara, Otávio Martins Filho (Tavinho) e demais vereadores, se reuniram com a direção do sindicato. Durante o breve encontro, a direção do sindicato pediu que a Câmara rejeitasse os dois projetos. O presidente do sindicato, Ary Donatello, que estava acompanhado pelo tesoureiro geral da entidade, Pedro Kreusch, deixou bem claro que “os projetos não interessavam aos professores”.

 

Ary Donatello, na tribuna: "Projetos ferem direitos já garantidos"

Depois, usando a tribuna da Câmara, Donatello, disse que “estes projetos, enviados pelo Executivo Municipal, ferem os direitos já garantidos por lei específica (097) do magistério”. Lembrou que “a Lei Federal nº 11.738 garante, a todos os professores, o piso mínimo nacional”.

Donatello relatou que “a categoria, em assembléia geral, não aceitou a proposta do Executivo, com a diminuição da regência de classe, de 45 por cento para 34,26 aos professores efetivos, e de 30 por cento para 05 por cento aos professores ACTs., porque iria contra a lei 097 / 2010, aprovada pela Câmara, em 15 de dezembro de 2010”.

– Estão dando com uma mão (em relação ao piso nacional), e tirando com a outra”, reclamou o presidente do sindicato.



Donatello na tribuna, em defesa dos professores, que aparecem, ao fundo


Ele lembrou que “a categoria também está cobrando o cumprimento de outros direitos, já consagrados em lei, como o pagamento das progressões verticais e horizontais, já aprovadas no plano; o pagamento de insalubridade para merendeiras e agentes de serviços gerais”.

Fotos: Baby Espíndola


Diretores do sindicato, com professoras, na Câmara de Palhoça

TRISTE REALIDADE – Os governos insistem no mesmo erro. Não investem em segurança, saúde e Educação. Neste item, a situação é grave. Ao economizar com o salário dos professores, os governantes acabam prejudicando os estudantes e a qualidade do ensino. Este é o quadro geral, nas cidades, nos estados e na administração federal. E Palhoça não é exceção.



terça-feira, setembro 13, 2011

VEREADOR TAVINHO RECLAMA:

RÓTULA DA ELETROSUL CONTINUA ABANDONADA. E PERIGOSA

Desde junho deste ano, o presidente da Câmara, Otávio Martins Filho (Tatinho), vem lutando para que a Prefeitura de Palhoça, cidade da Região Metropolitana de Florianópolis, implante uma rótula decente, com sinalização, na esquina da Eletrosul, entre o Bairro Madri e o Loteamento Caminho Novo.

Tavinho fez de tudo. Colocou um requerimento em votação, que foi aprovado pela Câmara, e enviado à Prefeitura de Palhoça. Mandou elaborar um croqui, montou um relatório com várias fotos, que comprovam os riscos, que motoristas e pedestres enfrentam no local, mas, até agora, não obteve uma resposta.

Enquanto a Prefeitura de Palhoça não se manifesta, os acidentes continuam acontecendo, alguns com gravidade.

Fotos: Baby Espíndoola

Os veículos se cruzam e mudam de direção, perigosamente, sem nenhuma sinalização





Tavinho: Cobrando uma solução




DESOBEDIÊNCIA TOTAL EM PALHOÇA:


VEREADOR PITANTA RETIRA CONES DA PRAÇA 7 DE SETEMBRO, EM DEFESA DE COMERCIANTES


Liderando um pequeno grupo de munícipes, o vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta – DEM) reabriu, pelo menos temporariamente, o trecho da Praça 7 de Setembro, que, há uma semana, fora fechado ao trânsito de veículos, no sentido Avenida Rio Branco / Rua José Maria da Luz. Pitanta recolheu todos os cones de sinalização – sete ou oito – e os levou ao posto da PM, em frente ao Colégio Ivo Silveira.


Quando terminou a operação, por volta das 21h30 de segunda-feira, 12, apareceram três viaturas da Polícia Militar. Porém, ninguém foi preso. Na manhã de terça-feira, os cones estavam novamente na esquina da praça, sob os olhos atentos de policiais militares, que os vigiavam, à distância, do pátio da Igreja Matriz.

Antes de desobstruir o trecho da Praça 7, Pitanta fez um veemente discurso, na tribuna da Câmara, em defesa dos comerciantes, que se consideram prejudicados pela medida, que o vereador considera “autoritária e arbitrária, porque os maiores interessados não foram ouvidos”.

Fotos: Baby Espíndola




Os cones retornaram à esquina da Praça 7, e são vigiados, pela PM

Alguns comerciantes, da Praça 7, estiveram na Câmara, na noite de segunda-feira, para angariar o apoio dos vereadores, pela reabertura do trecho interditado. Eles dizem que, desde que a praça foi interditada, as vendas caíram cerca de 50 por cento. É o que argumentam Elizabete Santos Silva, da Scheday Modas, e Rosinei Pedro, da Eletrônica Santa Mônica.


Pitanta: "Medida autoritária e arbitrária"
Outro ponto negativo: as recentes mudanças no trânsito aumentaram as filas e o tumulto na região central de Palhoça. Os comerciantes sugerem a reabertura do trecho interditado e a implantação do sistema “mão inglesa”, como foi feito no lado Norte da Praça 7.



Comerciantes, reunidos na Câmara, pedem apoio dos vereadores

segunda-feira, setembro 05, 2011

VENDAVAL AFUNDA TRÊS BARCOS DE PESCA NO BALNEÁRIO PINHEIRA

Ventos do quadrante Norte, com rajadas de até 90 quilômetros por hora, atingiram duramente o Balneário da Pinheira, tradicional colônia de pescadores, no Sul de Palhoça, na noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Três barcos de pesca afundaram, provocando prejuízos de mais de 400 mil reais. As operações de resgate das embarcações foram encerradas, no final da tarde de segunda-feira, e deveriam ser retomadas às primeiras horas da manhã do dia seguinte, isso se as condições climáticas permitissem.

Já no final da tarde de domingo, o vento, que se manifestava com fortes rajadas, dava indícios de que seria uma noite de muita expectativa e preocupação. Com a escuridão, a situação se agravou, quando os ventos atingiram 80 a 90 quilômetros por hora. As ondas alcançaram níveis jamais vistos, segundo os pescadores, o que provocou dois naufrágios – do “Bote do Borracha” e da lancha do “Nilton da Santa” – isso num espaço de poucas horas.

Na madrugada de segunda-feira, pouco depois das 4 horas, o vento, cada vez mais violento, afundou o barco “Cristiano e Cristiane”, avaliado em cerca de 170 mil reais. A embarcação, super-equipada para a pesca, pertence a Manoel Rodrigues, mais conhecido como “Manoel da Gelomel”, popular sorveteria do Centrinho da Pinheira. (O barco tem os nomes dos filhos de Manoel).

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Palhoça tentaram resgatar as embarcações, que afundaram na baía da Pinheira, exatamente onde estavam ancoradas, mas o mar agitado dificultou a operação. Os coordenadores da operação de resgate às embarcações, que afundaram com todos os equipamentos de pesca, pretendiam retomar as buscas, na manhã de terça-feira, 06.

Fotos: Baby Espíndola / Arquivo


Vendaval da noite de domingo e madrugada de segunda, abalou a tranqüilidade do tradicional balneário e afundou três barcos








segunda-feira, agosto 29, 2011

BABY ESPÍNDOLA REPÓRTER DENUNCIA:

Viaduto do Aririú: a cara da desordem e da corrupção

Fotos: Baby Espíndola

Área sob o viaduto, virou berçario de insetos, inclusive o temido mosquito da dengue

Essa obra inacabada é o retrato da ingerência e da incompetência. Na verdade, é a cara do Governo Federal, envolto em corrupção. Resultado de uma herança maldita, deixada por Lula da Silva, o pai da corrupção, para a presidente Dilma Rousseff.



O trânsito é uma confusão. Ninguém entende nada. É bem assim: Salve-se quem puder

Difícil de acreditar que isso acontece no centro urbano da cidade de Palhoça. Sujeira, restos de material, lama, poças d’água e muita confusão no trânsito, é isso que motoristas e pedestres enfrentam, diariamente, para cruzar, sob a BR-101, no outrora denominado “Trevo de Santo Amaro”. Que, na verdade, é a passagem, a ligação da região do Grande Aririú, com o centro da cidade.


Há muitos anos, a população vinha reivindicando um viaduto decente. A elevação, sobre as ruas transversais foi erguida. Mas o Dnit não consegue construir a passagem sob a rodovia. A situação se agravou depois das denúncias de corrupção e desvio de dinheiro público, no Ministério dos Transportes e Dnit. A presidente Dilma mandou suspender todos os contratos, sob suspeita de superfaturamento.


Os comerciantes do Aririú, no lado Oeste da BR-101, estão desesperados com a queda das vendas. No lado Leste, nasce outro grande loteamento, o Nova Palhoça, que também está a exigir mais mobilidade urbana.


Sob a BR-101, não há sinalização, não há decência no local escuro e repleto de entulho, por onde transitam todos os dias, centenas de carros. Um desrespeito da turma da corrupção com os palhocenses.



Lixo, entulho, restos de materiais, poças d'água: desrespeito ao cidadão que paga impostos


É uma grande obra. Mas só dois empregados trabalhavam, no dia das fotos, lavando placas


Como não tem passarela, os pedestres se arriscam, no local imundo e, à noite, mal iluminado


A sinalização é precária. Os tambores prejudicam a visão dos motoristas, que cruzam as marginais da 101


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quinta-feira, agosto 25, 2011

Editorial – PM E POLÍCIA CIVIL: UM DUELO DE TITÃS EM SANTA CATARINA

Enquanto as polícias Civil e Militar de Santa Catarina travam um verdadeiro duelo de titãs, uma briga para demonstrar quem tem mais poder, mais força, os bandidos agem, impunemente, cada vez mais ousados. E perigosos. E, como sempre, as vítimas da incompetência administrativa são os cidadãos catarinenses, que pagam os impostos, que financiam os salários dos policiais. E, principalmente, as pesadas mesadas dos políticos rançosos, que deveriam administrar os assuntos públicos, com mais respeito e competência.

O quadro é gravíssimo. E caótico. As cúpulas das duas instituições de segurança não se entendem. Oficiais e delegados trocam ofensas por telefone e via documentos oficiais. E toda essa sujeira e incompetência chegam, à população, através da imprensa e da internet, aumentando, ainda mais, a sensação de insegurança.

Na verdade, enquanto policiais fardados e civis lutam pelo direito de confeccionar Boletim de Ocorrência, o crime aumenta nas ruas. BO não é o mais importante. É pura burocracia. Grande parte dos BOs emitidos vão parar no lixo. O que a população deseja é ver a PM fazendo o trabalho preventivo e ostensivo. E a Civil, cumprindo suas funções de polícia judiciária, aparelhada para investigar crimes. Ocorre que as duas forças policiais não estão cumprindo suas funções constitucionais.

A Civil não investiga, por falta de estrutura, e a PM, sem efetivo suficiente para abraçar novas atividades, deixa de correr atrás dos criminosos. Prefere redigir Boletins de Ocorrências, uma burocracia que prende o policial ao local do fato. Há casos conhecidos, de excessiva demora na elaboração do BO, tempo suficiente para facilitar a fuga dos criminosos.

Recentemente, no interior da Ilha de Santa Catarina, enquanto os PMs elaboravam o BO, sobre um assalto, a todo instante pedindo informações pelo rádio, a outros policiais, os bandidos fugiram com objetos e o carro da vítima. Detalhe: em nenhum momento, os policiais militares usaram o rádio, para transmitir informações sobre os bandidos e o carro roubado. Sem perseguição policial, alguns quilômetros à frente, eles fizeram mais um assalto, mais vítimas.

Os últimos acontecimentos são vergonhosos, vexatórios. Policiais civis reclamam que estão sendo abordados de forma agressiva, por PMs. Alegam abuso de autoridade. Um policial civil, parado no trânsito, alega que apanhou tanto dos policiais militares, que nem se lembra dos detalhes. Não sabe, por exemplo, como levou uma pancada na cabeça. Só sabe que dói muito.

Diante dos últimos acontecimentos, não se descarta a possibilidade de um confronto armado entre as duas forças. A pólvora está instalada, só basta alguém acender o estopim. O governador Raimundo Colombo precisa adotar medidas preventivas. Como sugestão, o chefe do Executivo e comandante das instituições de segurança poderia baixar um decreto, para recolher as armas dos PMs e dos policiais civis. É como prevenção, para se evitar uma tragédia.

Pode até parecer uma simples ironia. Porém, a briga existe, e é das grandes. Um verdadeiro duelo de titãs.


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