terça-feira, março 25, 2008

COLUNA BABY ESPÍNDOLA REPÓRTER


"TRANSFERIDA AUDIÊNCIA EM PALHOÇA COM

O PREFEITO E REPRESENTANTES DA ANTT E OHL"

"Por motivo de agenda, foi transferida a audiência dessa sexta, 28, entre o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, e representantes da ANTT e da empresa concessionária da BR-101, a espanhola OHL, em Palhoça. Uma nova data será agendada. A reunião tem como pauta a definição da melhor alternativa para isentar os veículos com placas de Palhoça da tarifa de pedágio que vai ser cobrada a partir de agosto na rodovia federal. Duas propostas foram apresentadas para não onerar a população de Palhoça. A primeira seria isentar a taxa de pedágio para os veículos com placas de Palhoça. Outra possibilidade é a construção de um acesso exclusivo para os veículos emplacados no município".


Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Palhoça




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Baby Espíndola Repórter

comenta


OS SÚDITOS DO REI MERECEM MAIS RESPEITO


Sempre vai haver uma "agenda" entre os interesses dos palhocenses e as decisões do império podre de Brasília. O vereador Bala, João Carlos Amândio (PMDB), líder do governo na Câmara de Palhoça, tem razão: temos que radicalizar, se necessário, fechar a BR-101, protestar. É a única maneira de exigir o respeito que Palhoça e os catarinenses merecem. Afinal, os súditos do rei de Brasília merecem mais respeito.



E o vereador Bala não é o único descontente com o tratamento que vem do Governo Federal. O presidente da Câmara, de hoje, Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), quando presidente, também em 2004, fechou a rodovia e realizou uma Sessão Especial, com 19 vereadores e centenas de pessoas sobre o asfalto, com transmissão de televisão.


Não se esqueçam, que Palhoça foi o palco final da Marcha pela Duplicação, que começou no Rio Grande do Sul. Assim sendo, necessário se faz admitir que os palhocenses têm know-how de sobra para peitar o governo de Brasília, com suas decisões antipáticas.


E os moradores dos municípios vizinhos, vão ficar atrás da moita? Se pretendem permanecer nessa posição incômoda, façam um estoque de papel. Porque a coisa vai feder! Não se esqueçam , o pedágio não é um problema isolado dos palhocenses. Lembrem-se que entre Palhoça e Tijucas serão duas praças de cobrança de pedágio, o que atinge a todos. Pedágio também pode "matar" nas estradas, pelo bolso.


Eu, enquanto profissional da imprensa, serei sempre radicalmente contra a cobrança de pedágio. Porque já pagamos a maior carga tributária do mundo. Imposto da Dinamarca, com serviços sociais de país tribal. Só otários pagam duas vezes pelo mesmo serviço. Em verdade, vos digo: Com tantos impostos e taxas, estamos alimentando a corrupção de Brasília.


Também acho, que essa história de isenção do pagamento de pedágio para os carros emplacados em Palhoça, pode ser qualificada como uma medida egoísta. É bairrismo. Estamos pensando em nós e não nos preocupamos com os demais. Sou contra a cobrança de pedágio, sou contra gafanhoto, das roças e do asfalto. Já pagamos impostos em excesso. (Não deixe de ler o editorial.)

É bom lembrar que o presidente Lula da Silva, quando em campanha pela reeleição, tratava o tema privatização como obra do satanás. Te afasta de mim, demônio da privatização - pensava ele, fantasiado de pobre, para enganar justamente os mais humildes.

E conseguiu seu objetivo: Enganou o povo, se reelegeu e agora tenta privatizar as rodovias federais. Na 101, serão quatro praças de pedágio. Na Grande Florianópolis, duas: em Tijucas e Palhoça. Isso significa dizer que o centro comercial e administrativo da Grande Florianópolis estará cercado de pedágios.

Decididamente, nós os súditos do Rei Lula merecemos mais respeito. Se necessário, o povo, através de suas lideranças, vai se impor, para exigir mais atenção do governo do império.


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Editorial
PEDÁGIO, O GAFANHOTO DO ASFALTO

Alguém já testemunhou o ataque de uma praga de gafanhotos? É incrível. Causa pânico e terror. Inicialmente, ao longe, você avista uma nuvem escura, que se desloca, rapidamente, impulsionada pelo vento. E, quando você menos espera, a praga está no seu quintal, nas suas terras. Em minutos, não sobra nada. As folhas das árvores, as plantações desaparecem, consumidas por um apetite voraz, destrutivo. Após a passagem dos gafanhotos, nada sobrou, além da terra seca.

Assim, de certa forma, agem as empresas que exploram o pedágio. Entretanto, há uma notória diferença entre as atitudes do agricultor, que de tudo faz para proteger sua produção, e as decisões dos governantes. Enquanto o agricultor luta contra a praga de gafanhotos, num esforço desesperado, os governos agem justamente ao contrário. Simplesmente insistem em entregar sua “plantação”, as rodovias, para os gafanhotos do asfalto, as concessionárias.

Rodovias, obras importantes para impulsionar o desenvolvimento, depois de prontas, são repassadas à iniciativa privada. Toma e explora o povo!, asseguram os contratos. Pois é justamente assim: O governo usa o nosso dinheiro, sugado de maneira avarenta, pelos métodos da repressão tributária, para construir rodovias, e depois as entrega, em bandeja de ouro, para as concessionárias, os gafanhotos do pedágio. Elas, as empresas, nada plantaram, simplesmente adquirem, em contrato, o dinheiro de consumir a “plantação”, o lucro fácil da praça de pedágio, a roça indesejável. Como gafanhotos, de tudo se apoderam, sob o argumento de conservar. Isso, quando conservam.

Tenho afirmado: Pedágio também pode “matar”, pelo bolso. Se não “mata”, mas causa um enorme estrago na economia de um estado. Querem um exemplo? Os usuários das 28 praças de pedágio, em operação no Rio Grande do Sul, já pagaram um bilhão, 300 mil reais, entre julho de 1998 e dezembro de 2006.

Ao invés de construir, para privatizar, o governo deveria entregar o todo, o ônus e o bônus: pedágio para a empresa que arcasse com despesas de construção. Assim, economizaria o dinheiro público.

E tem mais: a ação dos gafanhotos do asfalto é inconstitucional. Pelo menos, é o que argumenta uma estudante do Rio Grande do Sul. Na ausência de mestres com coragem para reagir, a estudante de Direito, Márcia dos Santos Silva, da Universidade Católica de Pelotas, resolveu denunciar “a inconstitucionalidade dos pedágios”, nas estradas brasileiras.


A jovem revelou, para uma platéia de estudantes e professores, que não paga pedágio. Contou que, em seu deslocamento, de Pelotas, onde mora, até a cidade do Rio Grande, onde apresentou seu trabalho de conclusão de curso, não pagou pedágio. E garantiu: na volta, faria o mesmo.


A Constituição da República, no artigo 5º., inciso XV, assegura que “É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. A considerar o texto, então, pedágio é barreira, é ilegal. Nesse caso, a rebeldia é salutar. Então, inseticida para os gafanhotos do asfalto.

Não é justo pagar pedágio, porque os impostos cobrados, inclusive a Cide, são por demais suficientes para assegurar a construção e a conservação das rodovias.

A estudante gaúcha “fura” o pedágio. Preferimos, ainda, a escolha dos caminhos jurídicos, para tentar derrubar essas barreiras, que dificultam o “o direito de ir e vir”, assegurado pela Constituição.

Para finalizar: Se o governo reduzisse a cobrança de impostos, os brasileiros, com certeza, concordariam com o pagamento de pedágio. Agora, pagar duas vezes pelo mesmo serviço, jamais poderemos aceitar isso, passivamente.

(Texto: Baby Espindola)

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COMENTÁRIO

martha barbosa deixou um novo comentário sobre a sua postagem "COLUNA BABY ESPÍNDOLA REPÓRTER":

Nossa, cada vez que leio sobre política, fico triste, e essa história de pedágio? QUe textos bons, virei visitá-lo mais vezes.meu blog é marthacorreaonline.blogspot.com.Posso te adicionar nos meus favoritos?


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ISENÇÃO DE PEDÁGIO
A deputada Ângela Amin (PP-SC), deverá encaminhar, nos próximos dias, à Mesa Diretora da Câmara Federal, um projeto de lei, propondo a isenção do pagamento de pedágio, para os veículos emplacados em Palhoça, no posto de cobrança, que deverá ser instalado no quilômetro 221 da BR-101, próximo à Polícia Rodoviária Federal.

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PREFEITO APROVA
A iniciativa da deputada catarinense agradou ao prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt (PMDB), que, no dia 10 de março, esteve em Brasília, na Agência Nacional de Transportes Terrestres, para tratar do assunto. Na ocasião, o prefeito, o deputado estadual Renato Hinnig (PMDB), vereadores e representantes de lideranças comunitárias e empresariais, reuniram-se com o diretor geral em exercício da ANTT, Noburo Ofugi, quando propuseram a mudança da praça de pedágio, do km 221 para o km 246 (que fora definido no projeto original), na divisa entre Palhoça e Paulo Lopes.

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NOTA DA REDAÇÃO:

Essa informação já foi tornada sem efeito, lá no alto da página. Foi mantida, assim, no original, para o leitor saber que havia um compromisso agendado.

TÉCNICOS DA ANTT, EM PALHOÇA


Quando do fechamento dessa edição, a jornalista Valquíria Guimarães, da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Palhoça, enviou essa informação, via e-mail: “Confirmada para sexta, dia 28, às 11hs, no gabinete do prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, a audiência com representantes da ANTT e da empresa concessionária da BR-101, a espanhola OHL. Em pauta, a definição da melhor alternativa, para isentar os veículos com placas de Palhoça, da tarifa de pedágio, que vai ser cobrada, a partir de agosto, na rodovia federal”.

Informa, ainda, o comunicado: “Estarão presentes na audiência o superintendente de exploração de infra-estrutura da ANTT, Amarildo Floriani, e o diretor superintendente da OHL em Santa Catarina , Márcio Protta. Antes da audiência, às 10hs será realizada uma vistoria no local onde está prevista a instalação da praça de pedágio, no KM 221, próximo ao posto da Policia Rodoviária Federal”.

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A MOBILIZAÇÃO CONTINUA
Em Palhoça, as lideranças que formam a Comissão Contra o Pedágio continuam mobilizadas, realizando reuniões semanais, e aguardando um posição da ANTT. Se não houver uma decisão satisfatória, vereadores e lideranças vão “radicalizar”, inclusive com o fechamento da BR-101.

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PROTESTO
João Carlos Bala: aguardando solução
Foto: Baby Espíndola








O vereador João Carlos Amândio (Bala, PMDB), líder do governo na Câmara de Palhoça, aguarda uma solução para esse impasse, chamado pedágio, na sexta-feira, na reunião com a direção da ANTT. Se o pleito palhocense não for atendido, o caminho é a “radicalização”, o que significa, inclusive, fechamento da BR-101, como forma de protesto.

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COERÊNCIA

Manoel Silva: contra o pedágio
Foto: Baby Espíndola





Elogiável a postura do vereador Manoel Scheimann da Silva. Mesmo filiado ao PT, o partido do presidente Lula da Silva, cujo governo pretende instalar pedágio em Palhoça, Manoel não abre mão de seus princípios. É contra a cobrança de pedágio, independentemente de cor partidária ou de governo.

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DEPUTADO RENATO HINNIG PEDE ACESSO PARA ASSEMBLÉIA E VEREADORES NA VIAMAX TV

Deputado Renato Hinnig e vereador Nirdo Artur Luz

Foto: Baby Espíndola

O deputado Renato Hinnig (PMDB), encaminhou ao presidente da Câmara Municipal de Palhoça, Nirdo Artur da Luz (Pitanta, DEM), cópia do requerimento encaminhado à Viamax, TV por assinatura, solicitando o cumprimento das determinações contidas no artigo 23, inciso I, alínea “B” da Lei Federal nº. 8.977/1995, para que passem a transmitir sessões ordinárias da Assembléia Legislativa e Câmaras Legislativas Municipais. Renato Hinnig sugere que as mesas diretoras das câmaras se mobilizem. É questão de cumprimento a uma lei existente.


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EPIDEMIA DE DENGUE

O mosquito da dengue está desafiando as “otoridades” da cidade e do estado do Rio de janeiro. Com status de epidemia, a doença já atinge quase 35.000 pessoas. Com um agravante, a Saúde Pública não está dando conta do recado. Enquanto o Ministério da Saúde, Governo do Estado e Prefeitura batem boca e se acusam, mutuamente, na tentativa de repassar a culpa adiante, a epidemia avança. Da boca do povo: o governador Sérgio Cabral e o prefeito César Maia deveriam ser presos, sob acusação de homicídio doloso, com o agravante do crime continuado.


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MOSQUITO SEM FRONTEIRAS
O mais grave é que não há fronteiras para o mosquito da dengue. Ele pode viajar de carro, de avião, de navio, para outros estados. E basta uma pessoa contaminada se deslocar do Rio para outro ponto, para aumentar os tentáculos da mortal epidemia. Em contato com o seu sangue, os mosquitos se tornariam transmissores e espalhariam a dengue na nova região.

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ARMADILHAS EM SC
Mosquito da dengue esperto, bate asas para longe de Santa Catarina. Isso porque, a Secretaria Estadual da Saúde espalhou 18.000 armadilhas no Estado, e determinou que os mais de 700 agentes da dengue visitem todas e relatem tudo o que acontece.

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FOCOS OFICIAIS
Em sua pestilenta multiplicação, o mosquito da dengue conta com importantes aliados: as “otoridades” da área da saúde. Na cidade do Rio (dos traficantes), carros doados pelo Ministério da Saúde, destinados justamente ao combate à dengue, continuam abandonados em um terreno baldio. Ironicamente, se transformaram em focos de proliferação do temido inseto, aquele, que parece ser do Egito.

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“MINISTRO INCOMPETENTE”
O Ministro da Saúde, José Carlos Temporão, mal desembarcou no Rio e já atacou as autoridades municipais, responsabilizando-as pela epidemia descontrolada de dengue. Disse que o município foi negligente, no quesito prevenção. Tem razão, o senhor ministro. Mas levou o troco. O prefeito César Maia contra-atacou: “O ministro foi demitido, da subsecretaria da Saúde do Rio, porque é incompetente. Foi no tempo dele que a dengue se alastrou”. Enquanto os titãs brigam, o povo... Em melhor situação está o polvo.

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ACORRENTADO 2, O FILME DA VIDA REAL

Delegada Andréia: enérgica contra o crime

Novamente, Palhoça é destaque na mídia nacional, por conseqüência de um problema crônico: a superlotação nos presídios. O que mais uma vez, forçou a delegada Andréia Pacheco a acorrentar o autor de uma tentativa de homicídio. A sociedade como um todo deu seu apoio à delegada. Afinal, mesmo tratando-se de um menor de 18 anos, ela não poderia soltar alguém que tenta matar outra pessoa. Seria o máximo do incentivo à impunidade. Em 2007, pelo mesmo motivo – Acorrentados, o filme da vida real –, o município ocupou espaços em jornais, na televisão e no rádio.


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LE MONDE EM PALHOÇA
A empresa concessionária Le Monde planeja investir um milhão de reais em Palhoça, na construção de um galpão de 8.000 metros quadrados, em um terreno de 30.000 metros quadrados, nas margens da BR101, próximo ao bairro Passa Vinte. A informação é do prefeito Ronério Heiderscheidt, comemorando a possibilidade da implantação de uma revenda da Citroen, no município.


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Um comentário:

martha barbosa disse...

Nossa, cada vez que leio sobre política, fico triste, e essa história de pedágio? QUe textos bons, virei visitá-lo mais vezes.meu blog é marthacorreaonline.blogspot.com.Posso te adicionar nos meus favoritos?