sexta-feira, outubro 03, 2008

Editorial - A OMISSÃO DA DIPLOMACIA BRASILEIRA

Por tudo aquilo que o Brasil representa para o continente sul-americano, o presidente Lula da Silva tem porteiras abertas para se consagrar como uma grande liderança. No entanto, embora os ventos favoráveis, está encontrando dificuldades para assumir essa postura de grande líder. No campo da diplomacia, um líder precisa ouvir muito e falar na hora certa. Ponderar, em momentos cruciais e adotar medidas, quando necessário, mesmo que sejam consideradas antipáticas, ou que venham a provocar algum tipo de resistência entre os vizinhos interlocutores.

Problema é que, em mais um episódio, uma arranca rabo com um país vizinho, o presidente Lula da Silva e seus comandados, principalmente o Ministro das Relações Exteriores, Azeredo da Silveira, pecaram pela omissão e timidez.

Quando o “cumpanheiro” Rafael Correa escorraçou a construtora Norberto Odebrecht do equador, os brasileiros esperavam uma postura mais enérgica do governo brasileiro. Porém a diplomacia do Itamaraty frustrou as expectativas. Mais uma vez.

Lula da Silva, Silveira e outros simpatizantes das bandeiras vermelhas, que dominam a América do Sul, preferiram seguir a cartilha ideológica. O presidente do Brasil, abandona a postura de provável líder do continente, para assumir a posição de paizão avermelhado, do tipo complacente, caridoso, que perdoa tudo e que tenta justificar até atitudes desrespeitosas com o Brasil.

Além de correr com a empresa brasileira do Equador, Rafael Correa ainda ameaçou aplicar um calote no Brasil. Falou, com todas as letras, de sua intenção ditatorial de suspender o pagamento de uma dívida com o BNDES, banco estatal brasileiro, de quase 200 milhões de dólares, dinheiro esverdeado como a floresta amazônica, que foi utilizado para financiar obras, que alavancam o desenvolvimento daquele país.

Recentemente, Lula da Silva, Rafael Correa e Hugo Chávez, da Venezuela, reuniram-se em Manaus, capital do Amazonas. Como sempre, o discurso de Chávez teve como alvo “El Diablo”, o presidente George W. Bush, dos Estados Unidos. Não dá para entender. Se Hugo Chávez amaldiçoa, com tal intensidade, o presidente norte-americano, porque, então, continua vendendo grande parte do petróleo da Venezuela, para El Diablo? Será que é para manter o fogo do inferno sempre aceso e em altas temperaturas?

Na condição de palpiteiro presidencial, Lula também arriscou conselhos irônicos aos americanos, sobre a crise financeira dos Estados Unidos. O brasileiro manteve um encontro reservado com o presidente do Equador. Vestido de branco, como pai de santo de encruzilhada, nosso líder bajulou o mais que pode o vizinho Rafael Correa, que não desiste nunca da ensaiada pose de galã de folhetim.

Mas, de nada adiantou. Ao final do frustrante encontro, Rafael Correa manteve sua firme decisão de expulsar a empresa brasileira do território equatoriano. E o nosso líder maior retornou para Brasília com mais essa derrota diplomática em seu histórico. Uma humilhação para os brasileiros.

Pela importância que representa o Brasil, no continente, inclusive na condição de exportador de tecnologia e desenvolvimento, e financiador de projetos para os países vizinhos, o presidente Lula da Silva bem que poderia aplicar um puxão de orelha no insinuante Rafael Correa, um corretivo, capaz de assanhar o ego dos brasileiros, que amargam derrotas, desde as travessuras de Evo Morales, que botou a Petrobras a correr, da Bolívia.

Senhor presidente Lula da Silva, nunca é tarde para mudar de estratégia. Os brasileiros estão a exigir uma postura mais arrojada, da diplomacia brasileira, em relação aos vizinhos, fantasiados de pobres.

Pobre, é o povo brasileiro, que paga duas vezes pelos mesmos serviços, nas áreas da educação, saúde, segurança e transportes. Paga na forma de impostos e comprando serviços da iniciativa privada. Serviços que deveriam ser públicos, prestados pelo Estado / Nação.

Menos ideologia, menos paixão pelas bandeiras vermelhas, e mais ação. Eis a solução. É isso que os brasileiros esperam, do Presidente da República.
Baby Espíndola

Um comentário:

Eduarda Kreusch disse...

aa eu também sou filha do marcelo kreusch e quando ele morreu eu tinha 10 anos e meu nome é EDUARDA KREUSCH