quinta-feira, novembro 27, 2014

A PONTE DO MAR QUE CAI

Se as forças das rajadas do vento sul aumentarem, a lendária Ponte Hercílio Luz poderá desabar, no fundo do mar – admite o Governo do Estado.



A ponte do rio que cai” lembra um quadro de um programa de televisão. A produção televisiva, foi inspirada no filme anglo-americano, “A Ponte do Rio Kwai”, dirigido por David Lean, vencedor do Oscar de Melhor Filme de 1958. Bom filme, com trilha sonora de igual valor.

O filme narra uma história de bravura, heroísmo e dignidade humana. Reproduz a ação de um grupo de prisioneiros britânicos que, cumprindo ordem dos japoneses, construíram uma ponte de transporte ferroviário, sobre o Rio Kwai, na Tailândia. A construção serviu para elevar o moral dos prisioneiros, liderados pelo Coronel Nicholson. A ponde foi destruída, no momento em que passava o primeiro trem com armamento japonês, para invadir a Índia.

Mas, que os prisioneiros britânicos fizeram a ponte, isso fizeram. Humilhados, maltratados, famintos, mesmo assim, deram conta do recado.

Em outro cenário, mas também sem grandes recursos, humildes operários, contratados por uma empresa americana, construíram a nossa Ponte Hercílio Luz. Era a vontade do governador Hercílio Luz. Com determinação e coragem, Hercílio Luz construiu a ponte em quatro anos. Ressalto, mais uma vez que, naqueles tempos, os construtores não dispunham de tecnologia de elevado nível. Mesmo assim, botaram a ponte de pé, para espanto de muitos.

A ponte foi originalmente construída para sustentar a pista de rolamento, uma via férrea, uma passarela de pedestres e a adutora de abastecimento de água de Florianópolis.


Relata a história, que os trabalhos começaram em 1922, com inauguração ocorrida em 13 de maio de 1926, uma quinta-feira, com chuva tocada pelo vento sul. A monumental obra consumiu um orçamento de cinco milhões de dólares, financiados pelos Estados Unidos.

Pois agora, quase 90 anos (88 anos, na verdade), depois de sua inauguração, nessa quinta-feira (27 de novembro), outra vez açoitados pelo vento sul, estamos na iminência de sermos protagonistas de um filme da vida real, que pode ser intitulado como “A Ponte do mar que cai”.

De fato, está ventando do sul. Rajadas moderadas, agregando ao nosso ambiente, temperaturas agradáveis. Com sintoma de que poderá chover a qualquer momento.

Sempre consideramos o minuano, como fato rotineiro, aparecendo de tempos em tempos, farfalhando as folhas das bananeiras, fazendo as árvores dançar. Nunca foi motivo de pavor, de preocupação.

Porém, desde a noite de quarta-feira, o vento sul é uma preocupação. Se as forças das rajadas aumentarem, a lendária Ponte Hercílio Luz poderá desabar, no fundo das baías, com tendência a ser empurrada mais para a Baía Norte.

Foi o que afirmou o presidente do Deinfra, Paulo Meller. Com cara de vidente desajeitado, o gerente da falência da ponte admitiu o fracasso do Governo do Estado, para conseguir manter a sobrevivência do maior símbolo de Santa Catarina. Pois disse que, vento sul, com rajada de cem quilômetros pode derrubar a ponte. Só por isso, merece uma surra de vara de pitangueira.

Seria uma tragédia inimaginável. Ninguém consegue imaginar Florianópolis sem a velha ponte de aço.

Ela esta lá, quase sem vida, desde que foi interditada, em 22 de janeiro de 1982, por decisão do DER/SC. E não faz parte do nosso rosário de preocupações do cotidiano. Mas, se desaparecer, vai fazer falta. O buraco negro, com toneladas de ferragem no fundo do mar, vai ser motivo de muita saudade. Uma triste lembrança.

[27 11 14]

terça-feira, novembro 25, 2014

REVOLTA POPULAR CONTRA A FARSA DA DEMOCRACIA

Aqui, Lula e Dilma, que transformaram a Petrobras em galinha dos ovos de óleo, são considerados intocáveis. São os fora (do alcance) da lei. Em Portugal, o ex-primeiro ministro socialista, José Sócrates, foi detido, por suposto envolvimento em crimes de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção.


Lula e Dilma, grudados pelo poder, boiando na lama do maior esquema de corrupção


Está em andamento uma mobilização, que busca punição para o comando nacional da corrupção. Trata-se de uma mobilização nada contundente, como a situação merece, pois é, na verdade, até um tanto evasiva.

A fragilidade do movimento pela ética na política é frágil, por algumas razões.
Vale citar que, num país onde milhões de homens passam horas, assistindo futebol e bajulando, noite e dia, jogadores, enquanto as mulheres direcionam olhos e ouvidos para as novelas, num cenário assim, fica muito difícil acontecer uma mobilização.

No Brasil, celeiro do crime e da corrupção, a população é alvo fiel da velha tática – pão e circo para o povo –, muito bem utilizada pelos sanguinários imperadores da Roma Antiga. Lá, atiravam os cristãos, aos leões famintos, nas arenas de sangue. Aqui, executam, covardemente, quase 60 mil pessoas a cada ano, e deixam morrer outros milhares, nas portas de hospitais, por falha no sistema nacional de saúde. Os “imperadores e imperadoras” do Brasil não jogam as vítimas diretamente, aos palcos de extermínio. Simplesmente permitem que as arenas de matança se multipliquem nas favelas, nos subúrbios e até mesmo nos grandes centros urbanos.

O mais escandaloso é que, quem mata, a serviço do tráfico de drogas, também pede votos, justamente, para manter os políticos sanguinários e corruptos no poder.

Também, devemos atentar para o seguinte fato. Os mobilizadores profissionais de massa usam bandeiras vermelhas e vivem às sombras de palácios. E, sempre que o povo sai às ruas, voluntariamente, como aconteceu em junho de 2013, os mobilizadores profissionais infiltram, nas manifestações, bandidos profissionais, mercenários – muitos deles funcionários públicos –, para tumultuar e confundir a opinião pública. E espalham o pânico entre os voluntários da Pátria que, por medo, se refugiam em suas casas e apartamentos.

Durante as manifestações populares, a esquerda utiliza grupos terroristas – com know how palaciano –, para depredar, destruir, incendiar e saquear o comércio e bancos, com o objetivo de provocar a confusão generalizada e o caos. Isso desmotiva qualquer mobilização séria.

Devemos, ainda, ter consciência, que a turminha da cueca vermelha reclama que, impeachment é tentativa de golpe. Mas eles aplicaram esse tipo de "golpe" contra Collor de Mello, por uma insignificância, se compararmos com o montante da roubalheira atual.

Fechar o Congresso Nacional – onde algumas centenas de parlamentares fogem da polícia e se escondem da justiça –, na opinião dos bandidos que ocupam palácios, também é golpismo. É atentato à Democracia, alegam.

Mas, de que Democracia estamos falando? Devemos lembrá-los que os alicerces da Democracia são Justiça, serviços públicos de qualidade, nas áreas de Educação, Saúde, Segurança. Contudo, sabemos que nada disso funciona.

Mais grave ainda. Os membros das altas cortes de Justiça, que têm a missão de julgar os políticos e celebridades palacianas, são indicados pelos próprios ladrões e corruptos. Isso é Justiça? Pois é, justamente, esse tipo de Justiça, o pilar, a sustentação de nossa Democracia.

Portanto, a Democracia no Brasil é uma farsa. Exatamente, porque alguns bandidos, que estão empoleirados no poder, entendem, como Democracia, a liberdade total de corromper e roubar o dinheiro público, protegidos pelo IBI – Instituto Brasileiro da Impunidade.

Com base nas supostas leis democráticas, criadas por eles mesmos (os corruptos), ladrões de fortunas dos cofres públicos, têm direito à ampla defesa, o que significa utilizar um balaio de recursos, o que os mantém sempre bem longe da cadeia. E, quando alguém é preso, logo ganha a liberdade e é tratado, não como criminoso, mas como herói nacional. Esses benefícios atingem a classe política como um todo, os governantes (da presidência da República às prefeituras) e até alguns funcionários públicos, considerados de confiança.

Por isso, na condição de jornalista, sou, sim, a favor da abertura de um processo de impeachment, para investigar os atos da presidente Dilma Rousseff.

Só para começo de conversa, Dilma e Lula transformaram a Petrobras em galinha dos ovos de óleo. (Esse tema está num texto anterior, na minha página, aqui, no Face). Em defesa dos magnatas do poder, o comando do PT alvoraça seus lacaios, que passam a dirigir ameças a quem sugere investigar a presidente e o “cumpanheiro”. Aqui, Lula e Dilma são considerados intocáveis. São os fora (do alcance) da lei.

Vale citar que, em outras nações democráticas, ninguém está acima da lei. Em Portugal, um ex-ministro foi conduzido à cadeia, por denúncia que, no Brasil, é fato corriqueiro. O ex-primeiro ministro socialista, José Sócrates, foi detido, por suposto envolvimento em crimes de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção.

Da mesma forma, defendo uma ampla investigação no Congresso Nacional, Câmara e Senado, e que os congressistas sejam submetidos a uma triagem. Podem acreditar, uma operação varredura no Congresso, levaria quase a metade dos deputados e senadores à cadeia. Na verdade, um pente fino nas casas legislativas e nos palácios de Brasília, resultaria num contingente prisional, capaz de lotar estádios.
[24 11 14]



segunda-feira, novembro 24, 2014

REAÇÃO POPULAR DE REVOLTA À CORRUPÇÃO


Leitores e participantes de redes sociais estão manifestando todo a sua revolta e descontentamento com a classe política, principalmente com o “alto clero”, que se estabeleceu em Brasília, particularmente no Palácio do Planalto e ministérios, além do Congresso Nacional.

Nas páginas e nas ruas, em seus ambientes de trabalho e de descanso, os brasileiros chegam a sugerir o linchamento de alguns políticos corruptos, defendem atos de justiça pelas próprias mãos. Falam em arrastar políticos corruptos pelos cabelos, e arrancar-lhes o couro da bunda a chicotadas.

Esse posicionamento, é resultante do altíssimo grau de corrupção que se instalou no País, como um polvo maldito, um instituição que se alastra de forma ensandecida. O efeito cascata da corrupção atinge praticamente todas as instituições, da capital federal às cidades.

Mas, necessário se faz dizer que, muitos desses enfezados brasileiros que, agora, manifestam tão profunda indignação, em outubro deixaram escapar o privilégio de condenar o desmando e a corrupção, através do mais solene mecanismo democrático o voto.

O voto que, no mínimo, deve promover a alternância de poder, não como deveria. Não. Os brasileiros não esboçaram, nas urnas, a reação que o Brasil esperava e merecia. Consagraram, sim, com o voto, os detentores de cargos públicos, que poluem o cenário político-administrativo.

[24 11 14]

POLÍTICOS TÊM PRAZO ATÉ TERÇA-FEIRA, 25, PARA LIMPAR A CIDADE

>>> Os candidatos, partidos políticos e coligações, que disputaram o segundo turno das eleições, em outubro de 2014, têm até o dia 25 de novembro, a próxima terça-feira (amanhã, portanto), para retirar, das ruas, todas as propagandas eleitorais.


Fotos: Baby Espíndola Repórter

Isso quer dizer que o prazo para eliminar, das ruas, a publicidade partidária do primeiro turno já expirou faz tempo. Na verdade, os restos do primeiro turno estão com prazo de validade vencido desde 4 de novembro.

A data limite consta das normas do Tribunal Superior Eleitoral, para o calendário das eleições de 2014. Consta que os meios de publicidade de candidatos afixados em muros ou fachadas de imóveis privados deverão ser removidos, sob pena de apreensão e multa de R$ 125 por peça. Será considerada irregular toda propaganda eleitoral de partidos, candidatos e coligações, a partir de 25 de novembro.

Em Palhoça, a faxina começou há alguns dias, uma tarefa de certo modo eficiente, porque a cidade estava infestada de placas, cartazes e restos de faixas, ainda do primeiro turno das eleições. Durante um certo tempo, a cidade virou uma lixeira política.


Nos últimos dias, porém, grande parte do resíduo solido da campanha eleitoral foi retirado o que, segundo entendidos em publicidade visual, deve ter acumulado algumas toneladas de material.

Mas, algumas placas ainda resistem às intempéries do tempo (ação do sol, chuva, sereno e ventos) e desafiam a legislação eleitoral. Cabe ao TRE (Tribunal Superior Eleitoral) de Santa Catarina, fazer com que candidatos e partidos cumpram as regras.

Hoje, pouco antes da postagem do texto, percorremos o centro de Palhoça e alguns bairros. As placas remanescentes das eleições de outubro, foram encontradas, principalmente, no bairro Passa Vinte e na paralela Norte / Sul da BR-101, próximo ao Bairro Pacheco.

O material encontrado é quase todo do primeiro turno. Isso porque Raimundo Colombo, da coligação encabeçada pelo PSD, se reelegeu no primeiro turno. E os partidários de Dilma Rousseff (PT) e de Aecio Neves (PSDB), poucos espaços utilizaram, para fixação de cartazes e placas. A divulgação das campanhas aconteceu através de santinhos e panfletos. Os únicos exemplares, relativos ao segundo turno, retratam Dilma Rousseff e aliados.

Todos deveriam empreender um esforço concentrado para manter a cidade limpa, sem a poluição que o excesso de placas e cartazes produz.
[24 11 14]











sexta-feira, outubro 31, 2014

NAVEGAR É PRECISO. É POSSÍVEL NAVEGAR


Não importa como. Navegar é preciso. Utilizando, inclusive, recursos naturais, como fez a ave das fotos, um socó, velho habitante do Rio Aririú.

Quero contar, que ainda lembro muito bem da navegação, em meados dos anos 1950. Canoas de garapivu, bateiras montadas com madeira e pregos de cobre, calafetadas com alcatrão, batelões e os saudosos botes à vela.

Uma verga de bambu, um remo artesanal, uma vela aos ventos, tudo isso era utilizado para impulsionar essa navegação rudimentar, mas muito eficiente.

Meu avô paterno, da tribo Espíndola, usava canoas e lanchas, na pescaria de tainhas, anchovas e outras espécies marítimas. Claro que também pescava camarão, tanhotas e parati, no Rio Aririú e no Rio Cubatão.

Já o avô materno, Zé Manduca, da tribo Alves, pescava muito pouco. Se ocupava bem mais com as roças de mandioca, aipim, milho, feijão. Cuidava do gado, e fazia farinha no engenho.

Mas, também exercia a atividade paralela de “pombeiro” – até hoje não entendo o porquê do nome, pois não negociava com pombos. Porém, sabe-se que pombeiro é um comerciante ambulante que compra e vende de tudo um pouco. É um personagem folclórico dos Açores e do litoral catarinense.

Zé Manduca comprava e vendia, sim, galinhas, ovos, verduras, frutas, charque, açúcar mascavo, lenha. Comprava dos vizinhos, ia longe recolher as mercadorias, e revendia no Mercado Público, em Florianópolis.

O transporte, para entregar essas mercadorias aos clientes, na Ilha, utilizava o sistema aquaviário, ou hidroviário. Esse é o ponto dessa conversação. O velho Zé Manduca usava um bote à vela como meio de transporte.

Duas ou três vezes por semana, o bote de velas brancas partia do “porto”, na Vila Nova, bem cedinho, antes do sol nascer. Navegava pelo Rio Aririú até alcançar a Baía Sul. Costumava retornar, do Mercado Público, sempre no comecinho da tarde, trazendo querosene, ferramentas, cordas, sal, açúcar refinado. Para consumo próprio e para revender.

Fui caroneiro do bote de peroba, algumas vezes. Lembro ainda, da minha satisfação de menino, vendo o sol nascendo, avermelhado, enorme, por cima das águas, que batiam crespas no casco do barco.

Ainda lembro... Costumava passar a noite acordado, espreitando, com os ouvidos atentos a qualquer ruido, os olhos arregalados, caçando a primeira luz da lamparina. A luz e o galo, que cantava para anunciar o dia, me convenciam a pular da cama. Mesmo numa madrugada fria. É que o Vô Manduca estava preparando o bote para partir.

Estou, apenas, pretendendo dizer que navegar é preciso. Que é possível navegar. Que o transporte marítimo, interligando Palhoça, São José, Florianópolis e Biguaçu, é uma excelente alternativa, para amenizar os problemas decorrentes da falta de mobilidade urbana.

A ave das fotos, um socó pousado sobre uma jangadinha improvisada, um “bote” de entulhos, está indicando o caminho da navegação. Navegar é preciso. É possível navegar.
[31 10 14]

Fotos: Baby Espíndola Repórter





BAIRRO DE PALHOÇA FICOU SEM ENERGIA POR MAIS DE QUATRO HORAS


O Bairro Pacheco, a cerca de cinco quilômetros do centro de Palhoça, ficou sem energia elétrica, por mais de quatro horas. Os plantonistas da Celesc restabeleceram o fornecimento de energia há aproximadamente dez minutos.

O acidente, que interrompeu o fornecimento, aconteceu logo depois das 19 horas dessa quinta-feira (30), na “Estrada Geral” do Bairro Pacheco, em frente à Agropecuária Júnior, bem perto da ponte que cruza o Rio Aririú e que dá acesso ao CT do Figueirense.

Segundo informações, um cabo de alta tensão se rompeu, mas permaneceu energizado. Pessoas que moram perto, passaram a alertar os motoristas sobre o perigo, inclusive colocando galhos de árvore como sinalização improvisada.

Mesmo assim, o motorista de um ônibus da Jotur não conseguiu parar a tempo e se embrulhou com o fio energizado. Testemunhas atestam que aconteceu um cenário de horror. O coletivo arrastou o fio que puxou e sacudiu intensamente o poste, provocando uma sequência de descargas e estouros, “como trovão”, disseram.

Bolas de fogo invadiram a escuridão, provocando o pânico entre os passageiros, bem como aos motoristas que foram parando na fila.

Os usuários do transporte coletivo queriam descer, mas foram impedidos e alertados sobre o perigo de tocar no chão possivelmente energizado, ou na própria lataria do ônibus. Felizmente, ninguém se feriu.

Dois técnicos da Celesc fizeram todo o trabalho de restauração da fiação e restabeleceram o fornecimento de energia.

>>> Fotos: Baby Espíndola Repórter 






quinta-feira, outubro 30, 2014

DILMA NÃO TEM PROJETO PARA O BRASIL VOLTAR A CRESCER


Sem projeto viável, sem propostas, Dilma Rousseff é a cara da desolação

Na campanha eleitoral do segundo turno, Dilma Rousseff falou demais, prometeu o que jamais terá condições de cumprir.

Dilma Estela Rousseff dilacerou a ética e injetou ainda mais veneno, nas veias do País. Muito mais do que fez Lula da Silva. Dilma e Lula enganaram e trapacearam. Criaram um laboratório de calúnias, cujo produto final foi digerido por mais de 50 por cento dos eleitores.

Com propostas vazias, sem base de sustentação, Dilma se apresentou à Nação como governo novo, como se fosse uma candidatura de oposição.

E agora, ao final da eleição mais vulgar da história da República, a presidente não tem um projeto para guinchar o Brasil do atoleiro, da crise econômica e moral em que se encontra.

Até agora, o fato novo, é a continuação da escalada de aumento dos juros bancários. A titia “coração valente” teve a coragem de aumentar os juros, quando os empresários, o povo em geral, esperavam uma redução da taxa Selic, agora fixada em 11,25% ao ano.

Na ausência de projetos, Dilma Rousseff, que de fato não tinha um plano de governo, está transferindo, ao inválido Congresso Nacional, a responsabilidade de criar alternativas. Ao mesmo tempo em que retorna à ultrapassada ladainha de plebiscito. Através de um plebiscito, a presidente tenta, pela segunda vez, responsabilizar o povo pelo caos que se instalou na Nação.

Porém, enquanto persiste essa falta de iniciativa do Palácio do Planalto, os brasileiros continuam cobrando propostas de reforma. As reformas necessárias para o Brasil voltar a crescer.


domingo, outubro 26, 2014

POVO DE JUNHO, HOJE É O DIA D. DE MUDANÇAS


É o dia “D”. De nos livrarmos da maldita estrela solitária. Estrela de sangue, de terror, de guerrilha, de invasões de terras produtivas, de censura e depredação da imprensa.

Baby Espíndola

Bom dia. Dia bom, para mudanças.

Hoje, estamos vivendo um momento histórico. Certamente, nos lembraremos dessa data, por muitos anos. Esse 26 de outubro não é apenas a data de uma eleição. Porque essa é a oportunidade de escolhermos entre o bem e o mal.

De um lado, estão aqueles que nos aprisionam com ideias absurdas, que nos aproximam de ditaduras sanguinárias. Que defendem criminosos de favela e de palácios. Que protegem bandidos internacionais, com status de exilados políticos. Do outro lado estão aqueles que amam e protegem menores que praticam crimes hediondos. 

Devemos nos posicionar, unidos, em busca da paz e da ordem. Devemos ser fortes, para votarmos na mudança, na constitucional alternância do poder.

Oito anos para o canalha Lula da Silva. Quatro mais quatro para Dilma-Estela guerrilheira. Depois, mais dois mandatos para Lula, criador de mensalões. E, possivelmente, oito anos para Zé Dirceu... É demais. Seria a ditadura, mascarada através do voto de dominação. Voto de cabresto.

Chega. Chega, porque não se faz um país apenas dando esmolas do bolsa-voto. Não se constrói uma nação com falsas estatísticas. É como construir uma moradia com alicerce de papel.

É o momento importante para dizermos, juntos, basta de corrupção, corrupção endêmica, sistemática, institucionalizada, com todos roubando. Enquanto, a nós, cabe o direito de assistirmos a turma da cueca vermelha roubando. Roubando e rindo de nós. E sendo tratados como heróis nacionais.

É o dia “D”. De mudanças. Dia do chega. Chega de violência e impunidade. Momento de enfrentarmos os assassinos, ladrões, corruptos e jogá-los todos, numa vala comum. Talvez na prisão de Guantánamo. Isso, nós podemos fazer através do voto.

Momento inesquecível para começarmos um processo de fechamento das fronteiras com os países podres, cujos governos vermelhos, ditatoriais, incentivam a produção de drogas e contrabando de armas.

Não é a mudança de um candidato, de um partido político. É uma mudança de consciência, mobilização da Nação. De um povo que necessita de mais segurança, justiça, conhecimento e desenvolvimento.

Hoje, é o dia “D”. De nos livrarmos da maldita estrela solitária. Estrela de sangue, de terror, de guerrilha, de invasões de terras produtivas, de censura e depredação da imprensa.

Vamos instalar, em nossas vidas, em nossas almas, a imagem das 27 estrelas que nos unem. Que unem todos os brasileiros em um único coração, de amor, de compreensão, de trabalho e progresso. Sem o rancor que os falsos líderes vermelhos nos impuseram, nos últimos anos.

Hoje é o dia “D”. De voltarmos a crescer. O vizinho Paraguai já fez isso, há dois anos, e está dando certo. Nossos irmãos brasiguaios sabem disso.

O Brasil poderá ser o exemplo para o Continente. Se o nosso país impuser uma derrota aos tiranos, aos saqueadores, mentirosos levianos, caluniadores, guerrilheiros e defensores de terroristas, com certeza, teremos dias melhores.

Povo de junho. Povo heróico, é hora de ocuparmos as ruas, de forma ordeira e pacífica. É hora de votar.

[26 10 14]


sábado, outubro 25, 2014

CENSURA, VANDALISMO E TERRORISMO CONTRA A IMPRENSA

OAB e Abert condenaram a invasão da Revista Veja. Ex-ministro de Lula, envolvido em corrupção, elogiou os invasores


Cerca de 200 estudantes de guerrilha, terrorismo, vandalismo e pichação, militantes de extrema esquerda da União da Juventude Socialista, atacaram o prédio onde fica a sede da Editora Abril, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na noite de sexta-feira (24 de outubro).

O ataque, que lembra a Venezuela, foi praticado em represália porque a Revista Veja, da Editora Abril, publicou uma reportagem sobre o escândalo da propina na Petrobras. 

A revista afirma que o doleiro Alberto Youssef disse, em depoimento à Polícia Federal, que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento de um suposto esquema de corrupção na Petrobras, que abasteceria campanhas do PT. Como se isso fosse novidade para os brasileiros.

Três estudantes de cueca vermelha foram detidos, prestaram depoimentos e foram liberados. Depois, foram festejar a façanha, ao lado dos patrões criminosos.

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no 14º DP, de Pinheiros, por volta das 20h de sexta-feira, cerca de 200 pessoas se reuniram em frente ao prédio da editora, com o apoio de um carro de som da União da Juventude Socialista.

Os vândalos jogaram muito lixo em frente ao prédio e picharam frases como “Veja mente” e “Fora Veja”, e promoveram destruição. Exemplares da revista foram rasgados.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) afirmou em nota que “repudia veementemente os ataques”.  A OAB também condenou o ataque.

Esse ataque à Veja é indício de tempos tumultuados, no futuro. O tom de voz usado pela presidente-candidata, Dilma Rousseff, no debate da TV Globo, pode ser interpretado como um incentivo à desordem.


A capa, que denuncia Dilma e Lula, em mais um grave esquema de corrupção. A publicação deixou os petistas raivosos

CENSURA PRÉVIA >>> Antes do ataque de vandalismo, a revista Veja já havia sofrido outro golpe. Nessa sexta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar, que proíbe a editora Abril, responsável por publicar a revista Veja, de fazer propaganda em qualquer meio de comunicação, da reportagem de capa segundo a qual a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam conhecimento do esquema de corrupção da Petrobras.

A reportagem diz se basear em depoimento prestado na última terça pelo doleiro Alberto Youssef no processo de delação premiada a que ele se submete para ter direito à redução de pena.

O pedido para impedir a publicidade da matéria foi apresentado pela campanha de Dilma na tarde desta sexta-feira. A defesa da petista requereu, ao tribunal, que a revista se abstivesse fazer propaganda de sua capa, que tem, na opinião dos advogados de Dilma, conteúdo ofensivo à candidata à reeleição. Para a campanha petista, uma eventual publicidade do caso tem por objetivo único beneficiar a candidatura do tucano Aécio Neves.

Em sua defesa, a Editora Abril sustentou que as liberdades de comunicação e de atividade econômica são direitos previstos na Constituição. Esses direitos, disse a editora, "não podem ser sufocados por medidas de cunho censor sob a alegação de imaginária propaganda eleitoral".


TERRORISMO >>> Ex-Ministro dos Esportes, no governo Lula, usou o Twitter para elogiar o ato de invasão e terrorismo, praticado por bandidos que usam carteirinha de estudante. Vale lembrar que Orlando Silva caiu por escândalos de corrupção e uso irregular dos cartões corporativos. Como se percebe, é um desqualificado, envolvido com a corrupção. Certamente, Orlando Silva também defende a roubalheira na Petrobras.

O mais grave é que o ex-ministro confunde os significados de verbos. No Twitter, Orlando Silva cumprimentou os estudantes, candidatos à guerrilha, por  “denunciar” a revista Veja. Invadir, depredar, destruir, ameaçar, vandalizar não são sinônimos de “denunciar”. Até agora, não. Pode ser que sejam sinônimos, no dicionário do PT.

[Com informações do G1 e Correio do Povo]

A LENDA DA GUERRILHEIRA ROBOCOFRE


Na propaganda eleitoral, Dilma Rousseff aparece como “Coração Valente”, uma heroína brasileira, a mãezona do bolsa-voto.

Comparar Dilma com o personagem de um clássico do cinema norte-americano é, no mínimo, uma aberração. A começar pelo currículo.

Coração Valente  é o título que o filme “Braveheart - O Desafio do Guerreiro” recebeu no Brasil, onde fez imenso sucesso. Trata-se de  um filme norte-americano de 1995, estrelado e realizado por Mel Gibson. Braveheart recebeu dez indicações para o Oscar, ganhou em cinco categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção (Para Mel Gibson).

O filme retrata a figura histórica de William Wallace, guerreiro, patriota escocês e herói medieval. A ação situa-se em finais do século XIII, tempo em que os rebeldes escoceses lutavam contra o domínio do rei inglês Eduardo I.

Em síntese, o herói do filme, luta por sua gente, é ético, é correto. Luta pela independência de seu povo.

Dilma faz bem o contrário. Em sua epopeia de guerrilheira, Dilma se envolveu em escaramuças com as autoridades de segurança. Seu grupo de guerrilheiros assaltou bancos, roubou residências, seqüestrou um embaixador dos Estados Unidos. Dilma, Zé Dirceu e outros lacaios de Cuba, tentaram impor, ao Brasil, uma ditadura comunista.

Agora, a presidente-guerrilheira está tentando a mesma façanha. Trocou as armas e o chumbo por uma caneta de ouro. Incorporou Estela, a guerrilheira do passado, e afasta o Brasil dos aliados democráticos. Vai empurrando nosso país para bem pertinho de ditaduras, como Cuba, China e outras.

Devido a essa estratégia errada, motivada por uma ideologia arcaica, os investimentos estrangeiros estão caindo e as exportações estão em baixa, comprometendo a balança comercial, que vem acumulando resultados negativos.

Eu prefiro comparar a presidente petista com o personagem central do filme/série RoboCop. A começar pela postura. Dilma quando fica irritada, nos debates, não parece um robô? Um robô desajeitado, truculento. Com uma diferença. O personagem do cinema usa uma armadura de lata.

Dilma se veste insistentemente com panos vermelhos. Podem ser modelitos caros, assinados por algum estilista, que manda contas altíssimas para o Palácio do Planalto pagar. Mas, eu vejo a carapaça da robocop brasileira como trapos de bandeiras de ditaduras sanguinárias e governos corruptos. 

Os petistas que endeusaram o trambolho Lula da Silva no cinema, bem que poderão fazer o mesmo com Dilma Rousseff.

Vou dar uma sugestão de título. O filme poderá se chamar A lenda da Guerrilheira Robocofre. A trama, de muita ação e suspense, que deverá envolver guerrilha urbana e corrupção, poderá ser rodada em alguma instalação da Petrobras. Com direito a um financiamento de dez bilhões de dólares, com certeza o filme será um sucesso de crítica e de público. 

[25 10 14]


sexta-feira, outubro 24, 2014

A VOZ QUE AMEAÇA O BRASIL PEDE VOTOS PARA O PT


>>> Tudo indica que os telefonemas são feitos de dentro de presídios, dos mesmos “escritórios” que comandam o terror, com fogo, sangue e chumbo.

Desde terça, ou quarta-feira (21 / 22 de outubro), os brasileiros estão recebendo ligações de interlocutores, que estão pedindo votos para a candidatura do PT. Mais do que pedir votos para Dilma Rousseff, a “voz” elenca os motivos pelos quais não se deve, de forma alguma, votar em Aécio Neves.

Entre os motivos alegados, consta que o candidato do PSDB, se eleito, vai acabar com o Bolsa Família (nos últimos anos, transformado em bolsa-voto), os brasileiros vão perder o emprego, o salário mínimo vai cair, a inflação vai aumentar. Quem tem imóvel financiado, principalmente através de projetos sociais como “Minha casa, minha vida”, vai ficar sem teto. O Brasil vai parar com Aécio, ameaça a voz.

Alegam, inclusive, que o senador Aécio Neves é traficante de cocaína. Isso é grave, porque a afirmação parte justamente de traficantes e envolvidos com o tráfico, que habitam presídios e também palácios.

A “voz” esquece de dizer quais são os políticos que têm ligações com as Farc, com os cocaleiros da Bolívia, além de um “diálogo franco” com terroristas.

O elenco de motivações para continuar apoiando Dilma e deixar tudo como está é bem maior. Mas, ficamos com essas alegações citadas.

Isso é o que se pode classificar como terrorismo eleitoral. O mais grave é que ninguém investiga. Todos se calam. Como Dilma Rousseff não mandou a Polícia Federal investigar, a PF não investigou.

Enquanto isso, o TSE continua com a sua propaganda enganosa, garantido que estamos numa democracia, que o voto é sigiloso, que as urnas são seguras. Isso é uma verdade parcial. Porque as urnas são seguras, até a hora que o voto é depositado. Mas, e depois? Estudos de especialistas indicam que o sistema de urnas eletrônicas praticado no Brasil não é seguro. As urnas podem ser fraudadas, garante técnicos.

Mas, o que está em questão, nesse momento, é o terrorismo por telefone. Após toda a argumentação, que acaba convencendo pessoas menos esclarecidas e medrosas, vem a fase do constrangimento.

A voz explica que Aécio vai trazer desgraça para o Brasil. E quando o ouvinte discorda, vem a etapa das ameaças. Porque “os irmão” não querem o Aécio no poder. Porque “ele vai mexer na lei, pra prejudicar os irmão”. A voz garante que “o Aécio vai ferrar com os irmão de menor”. Numa alusão à proposta de reduzir a maioridade penal para 16 anos.

Portanto, o jeito é votar na Dilma. A candidata do PT e outros petistas nem mesmo admitem debater o assunto. "Não se pode prejudicar os meninos", costuma dizer Lula da Silva. 

Nitidamente, inclusive com base no vocabulário, os telefonemas são feitos de dentro de presídios, dos mesmos “escritórios” que comandam o terror, com fogo, sangue e chumbo. Como aconteceu em Santa Catarina, antes do primeiro turno.

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quinta-feira, outubro 23, 2014

A DESTRUIÇÃO SILENCIOSA DO RIO ARIRIÚ



“Sentado” à beira do riacho, à sombra de uma figueira, o velho sofá parece aguardar o rabo do antigo dono
Fotos: Baby Espíndola Repórter

O que os ribeirinhos estão fazendo com o Rio Aririú, deve ser entendido como crime. Não apenas um crime ecológico, conforme as leis em vigor. É um crime de falta de respeito, de ausência total de consciência e cidadania.

Jogam de tudo no rio, que também é conhecido como Rio Pacheco, porque corta o bairro com esse nome, para depois desaguar na Barra do Aririú. Mas, é o Rio Aririú, que nasce lá para as bandas do Alto Aririú, ainda em terras de Palhoça, na divisa com Santo Amaro da Imperatriz.

As fotos mostram a degradante imagem de um sofá velho. As peças menores foram arrastadas pelas águas das últimas chuvas. Só o trambolho mais pesado, permanece há bem mais de dois meses, na margem esquerda do rio, perto da Mercearia Pacheco.

O pior de tudo é que, justamente, as pessoas que jogam no rio, tudo o que não interessava mais, são as mesmas que se alvoraçam, como marimbondos, se o rio sobe acima do nível normal, após uma intensa chuva. São elas as grandes responsáveis pelo assoreamento.

Além de plásticos, papéis, colchões velhos, restos de madeira e de lixo doméstico, que flutuam e são visíveis, o fundo lamacento do velho Aririú guarda “tesouros” ocultos.

No fundo das águas turvas, se acumulam geladeiras velhas, fogões inúteis, restos de eletrodomésticos em geral, pneus, peças de carro. Tudo que é considerado inservível, pelos ribeirinhos, é atirado ao rio. Detalhe importante. Os ribeirinhos de agora, não são nativos, são invasores das barrancas do rio.

Incrível como o Ministério Público Federal não dá atenção a esse fato. Talvez porque os ribeirinhos são os “pobri”, protegidos por ideologias falsamente socialistas.

Vale lembrar que o mesmo Ministério Público Federal anda assanhado, ameaçando demolir as obras de toda a colonização histórica, que cresceu à beira do mar e de lagoas.

A Lagoa da Conceição é o alvo preferido dos intransigentes defensores do meio ambiente. Mas, as “otoridades” federais já estão metendo o bico onde não devem, inclusive aqui na nossa Palhoça.

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PRIMEIRO, FOI O DÓLAR NA CUECA. DEPOIS, EURO NA CALCINHA


A bagunça nacional é bem pior do que você pode imaginar. Primeiro, foi o dólar na cueca, onde o pintinho, de tão minúsculo, desapareceu entre as cédulas esverdeadas.

No caso em questão, a transportadora de dinheiro é uma calcinha. E a inquilina da calcinha, é uma poderosa, uma farta visão do pecado, com amplo espaço para alguns milhares de euros.

Vamos relembrar. São relembranças desagradáveis, escandalosas, cômicas, hilárias. Vamos voltar no tempo...

Pois bem. Em 2005, no auge do escândalo do mensalão, uma faraônica obra de Lula da Silva, fomos agraciados com um episódio grotesco. Um fato inesquecível, no currículo peçonhento do PT, o partido que mais protagonizou escândalos no país: mais de 40, em doze anos – apoiado pelo podre PMDB, claro.

Estamos relembrando a prisão de um assessor do PT do Ceará, no Aeroporto de Congonhas. José Adalberto Vieira foi preso quando tentava embarcar para Fortaleza, com 200 mil reais em uma mala, além de 100 mil dólares na cueca.

Brasileiros de memória curta, relembrem. Adalberto era assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães, irmão do então presidente do PT, José Genoino. O Zé Genoino, aquele que, quando entra ou sai da cadeia, faz um desafiador gesto de herói nacional, o que deixa o amigo Lula da Silva imensamente emocionado. Lula vai às lágrimas. Fica todo arrepiado.

Mesmo sem relação com o mensalão, os dólares na cueca carimbaram a queda de Genoino.

Mas, agora, o transporte de moedas estrangeiras abaixo da linha da cintura ganhou um novo episódio.

Desta vez, não é um pintinho minúsculo, sufocado pelos valorizados dólares. Agora, a agente do crime é uma sufocada. Uma sofredora. Uma violentada.

Pois muito bem. Vamos aos fatos. A doleira Nelma Kodama escondeu 200 mil euros na calcinha, e acabou presa pela Polícia Federal, no aeroporto de Guarulhos, quando se preparava para embarcar para a Europa. Devido ao número de cédulas, ou a calcinha é um calção, um cuecão vermelho, ou a gaveta da Nelma é espaçosa demais.

Detalhe 1, que não pode ser esquecido. Nelma foi alvo da Operação Lava Jato, que prendeu quadrilhas que enriqueceram com lavagem de dinheiro.

Detalhe 2, que não pode ser esquecido. O dinheiro 'lavado' era oriundo do tráfico de drogas, sonegação de impostos e até contrabando de pedras preciosas.

Segundo informou o Estadão, Nelma alegou que iria usar os 200 mil euros da calcinha, para comprar móveis na Europa. Ela disse que os valores não foram declarados porque o posto da Receita Federal estava fechado. Mas a usuária da calcinha estava bem aberta, para receber a montanha de euros.

Nelma gosta de ser apresentada como "a grande dama do mercado de câmbio", conforme escreveu a Folha de São Paulo.

Detalhe 3, que não pode ser esquecido. Antes de ser monitorada pela PF, Nelma já tinha sido investigada pela CPI dos Bingos, no Congresso Nacional.

Detalhe 4, muito importante, que não pode ser esquecido. Em 2006, parlamentares apuravam, se Nelma tinha comprado dólares para o PT, durante a campanha eleitoral de 2002. "Não conheço", "nunca vi" e "não sei", foram as respostas mais comuns de Nelma Kodama, na sessão de 9 de março de 2006.

Detalhe 5, importantíssimo. Nelma sofre do mesmo mal de esquecimento, a síndrome Lula da Silva.

>>> Puxei esse assunto, porque, na quarta-feira, 22, Nelma Kodama, acusada de atuar em parceria com Alberto Youssef (o doleiro do caso Petrobras), foi condenada a 18 anos de prisão, em regime fechado. A sentença foi publicada nesta quarta-feira, pela Justiça Federal do Paraná. Segundo a denúncia, a calcinha de Nelma virou transportadora de dinheiro do crime.

Baby Espíndola

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