segunda-feira, outubro 31, 2011

PALHOÇA DO FUTURO: CRESCIMENTO EXIGE MAIS INVESTIMENTOS

Acompanhado pelo vereador Ademir Farias (PSD), visitei a região da Bela Vista e Terra Fraca, na tarde de quarta-feira, 26, e constatei que o crescimento populacional de Palhoça, nos próximos anos, vai ser mais acentuado do que se imagina.

É muito preocupante. Na Terra Fraca, no final da Rua José João Barcelos, estão surgindo três grandes loteamentos, que, juntos, formarão uma cidadela, dentro da cidade de Palhoça, na Grande Florianópolis. A certeza desse inchaço populacional, uma explosão demográfica não planejada, se constata em vários pontos do município.  

Que lição tirei da visita? Que o próximo prefeito de Palhoça, que vai administrar o município, de 2013 a 2016, terá duas alternativas. Ou investe pesado em saneamento, educação, saúde, segurança (criação da Guarda Municipal), ou terá que puxar o freio de mão do setor imobiliário.

Porque, o processo de parcelamento do solo, com novos loteamentos surgindo, em todas as regiões do município, e a construção civil ganhando as alturas, numa surpreendente verticalização, vão exigir muito dos futuros administradores.

Quem está se aninhando em Palhoça, num futuro bem próximo, vai exigir mais escolas, uma saúde pública de melhor qualidade, mais estradas e outros serviços. Um impressionante desafio para o futuro prefeito e os novos vereadores.

Particularmente sobre Terra Fraca e Bela Vista, o vereador Ademir Farias, agindo como porta-voz do prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), anunciou a realização de importantes obras de pavimentação e drenagem, na região.

Destaque para a pavimentação asfáltica da Rua José João Barcelos (“Geral da Terra Fraca”), numa extensão de dois quilômetros, da Rua José Cosme Pamplona, “Geral do Bela Vista”, até o morro, 200 metros após o centro de treinamento da Prosegur.

Foto: Baby Espíndola Repórter

Ademir Farias, no final da Rua José João Barcelos: "Asfalto vem até aqui"

quarta-feira, outubro 26, 2011

MÁQUINAS VOLTAM A TRABALHAR NA AVENIDA ANICETO ZACCHI

Predominou o bom senso. A comunidade se mobilizou, contra a obra modificada. O Ministério Público ouviu, de imediato, os munícipes, evitando longos embates jurídicos. E o prefeito Ronério determinou a retomada dos serviços, à luz do projeto original.  

Fotos: Baby Espíndola Repórter




O trânsito é lento, na Avenida Aniceto Zacchi em obras

Neste espaço, pretendo abordar um dos temas mais controversos, dos últimos anos, na cidade de Palhoça, Região Metropolitana de Florianópolis, e que ficou fortemente marcado pela mobilização popular. Pela vitória da população. Um assunto que se transformou num verdadeiro duelo de titãs, tendo, de um lado, a administração municipal, e, do outro extremo da barricada, comerciantes e moradores do bairro Ponte do Imaruim.

A obra de revitalização da Avenida Aniceto Zacchi, com certeza, ainda nos proporcionará muitas alegrias. Mas, até agora, foi motivação de fortes dores de cabeça, principalmente para o prefeito Ronério Heiderscheidt, que, sem outra alternativa, mandou suspender os trabalhos, e determinou que fosse retomado o projeto original.

Desde o final de setembro, a Prefeitura mobilizou homens e máquinas, para colocar, em prática, o projeto de revitalização da “Geral da Ponte do Imaruim”, a Avenida Aniceto Zacchi. Porém, ao invés de ser motivo de felicidade para os comerciantes e moradores, que há muito tempo reivindicavam a obra, ela passou a ser um aborrecimento.

É que a Prefeitura alterou substancialmente o projeto original. No lugar de galerias de águas pluviais, nos dois lados da avenida, a empresa contratada passou a instalar uma tubulação, bem no meio da importante via de trânsito. E, sobre a tubulação do sistema de drenagem, a empreiteira começou a preparar o terreno, para criar, um canteiro para pedestres.

Segundo os manifestantes deixaram claro no abaixo assinado, em panfletos e durante as longas reuniões, as duas pistas de rolamento, separadas por um canteiro central, ficariam insignificantes ao trânsito de veículos. Impróprias para o trânsito de ônibus e caminhões. E a passarela, de tão estreita, seria um transtorno para os pedestres. Alegaram, ainda, prejuízos ao comércio, principalmente pela ausência de retornos para os carros.

A mobilização comunitária, contra o projeto alterado, foi muito intensa. A Associação Ambientalista Viva o Verde reuniu centenas de assinaturas, num abaixo-assinado, que foi parar no Ministério Público, com cópia à Prefeitura Municipal e à Câmara de Vereadores. O vice-presidente da ONG, corretor de imóveis Cláudio Silva, adotou a responsabilidade de mobilizar a comunidade.

Reuniões aconteceram. Diversas propostas foram analisadas, e os interessados, comerciantes e moradores do bairro, decidiram acionar o Ministério Público, pela paralisação da obra. E conseguiram.






Cláudio Silva, com o abaixo-assinado, com centenas de assinaturas

No pior momento da crise, os munícipes recorreram ao presidente da Câmara, Otávio Martins Filho. Tavinho agendou uma reunião, com o Secretário de Planejamento, Fabiano Ferreira, que ouviu, atentamente, as alegações dos representantes do bairro. Ao que parece, esse encontro foi fundamental, para o prefeito Ronério tomar uma decisão.

Ocorre que, nesse quase final de ano pré-eleitoral, não é conveniente, à administração municipal, uma queda de braço com moradores e comerciantes do maior bairro de Palhoça. Não há dúvida, em dois mandatos, o prefeito Ronério alcançou um alto índice de amadurecimento político, o suficiente para saber quando deve evitar desgastes. Por isso, depois de conversar, demoradamente, com o Secretário da Ponte do Imaruim, João Carlos Amândio (Bala), mandou suspender os trabalhos, que eram baseados no projeto modificado.


Prefeitura retorna ao projeto original, como mostra a placa, no acesso à avenida

Assim, no início desta semana, as máquinas voltaram a roncar, mas agora, guiadas por um projeto de interesse dos comerciantes e munícipes. Menos mal. Porque, nas contendas e desavenças, o povo é sempre o grande prejudicado, até porque é o mantenedor das obas públicas, através do pagamento de pesados impostos.

Depois da tempestade, a bonança. As obras foram reiniciadas. O projeto original deverá guiar os passos da empreiteira, que tem prazo de quatro meses, para concluir os trabalhos. A revitalização da Aniceto Zacchi está orçada em um milhão e 200 mil reais.



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Detalhes da pesquisa CNT sobre o estado das estradas federais, no blog
O ESTRADEIRO


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segunda-feira, outubro 24, 2011

CARTA ABERTA AOS POLÍTICOS - Menos acordos, mais projetos

A partir de agora, neste blog e nos jornais, onde assino colunas, pretendo elencar subsídios, que poderão servir de plataforma aos futuros gestores públicos. Faço isso, porque me preocupo com o futuro de Palhoça. Porque, a única conversa que se ouve, nos meios políticos, gira em torno de coligações, alianças, filiações, mudanças de partido. Negociatas, em geral, que, mais uma vez, vão beneficiar alguns, em detrimento da coletividade.

Ninguém defende ideologia partidária, ninguém se compromete com a elaboração de estudos e projetos, para resolver problemas que atingem Palhoça e cidades vizinhas, na Região Metropolitana de Florianópolis.

Por isso, em nome dos munícipes, que não têm tribuna para manifestar suas idéias, ou para desabafar o profundo descontentamento, proponho que, em meio às negociatas, os políticos profissionais e candidatos às câmaras municipais e prefeituras, façam uma reflexão, por alguns minutos ao menos. E que, durante essa breve concentração, vislumbrem proposições para as questões sociais.

Alguns problemas, como a violência e o caos no sistema viário, são comuns à maioria das cidades da Região Metropolitana de Florianópolis. Porém, Palhoça tem seus agravantes. Em comparação aos municípios vizinhos – São José, Biguaçu, Florianópolis –, Palhoça tem hoje, uma péssima mobilidade urbana e registra os mais altos índices de violência.

Com as forças de segurança sucateadas, com a proposta da criação da Guarda Municipal engavetada, o município tem a preferência dos criminosos, que fogem de São José e Florianópolis, onde os efetivos policiais são mais numerosos – embora, também, muito longe do ideal. Mas, todos esses temas serão abordados, minuciosamente, nos próximos editoriais.

Por ora, acho importante dizer que, se as regras do jogo político não forem alteradas, se a população não exercer, rigorosamente, o seu poder e dever de cobrar, com toda certeza, teremos, em 2012, uma das piores eleições municipais. Principalmente, em Palhoça. Entre alguns pretendentes a cargos públicos, está predominando a vaidade pessoal. Vai, aqui, um conselho: Ser candidato, não é conquista de status ou troféu. Ser candidato, significa compromisso de responsabilidade social.











quarta-feira, outubro 05, 2011

AUMENTA A VIOLÊNCIA EM PALHOÇA E REGIÃO METROPOLITANA DE FPOLIS

Os criminosos nunca foram tão ousados. A criminalidade nunca alcançou níveis tão elevados. E os políticos e administradores públicos nunca foram tão omissos e incompetentes. O governador Raimundo Colombo e os prefeitos não podem continuam fingindo, que nada está acontecendo. Os prefeitos e vereadores precisam se reunir e cobrar das autoridades estaduais, uma posição, um planejamento ousado e definitivo, no combate à criminalidade.

Porque muita coisa desagradável está acontecendo. Em Palhoça e Região Metropolitana de Florianópolis - SC, diariamente, acontecem furtos, roubos (assaltos com armas), seqüestros. A violência é constante. Inclusive à luz do dia, como aconteceu em frente à Praça 7 de Setembro, em Palhoça, onde os bandidos renderam o proprietário e funcionários de uma relojoaria, causando um enorme prejuízo.

Enquanto os bandidos fazem a farra pelas ruas, os policiais militares, espécie em extinção, desapareceram das cidades. Os policiais civis fazem BOs e ensaiam investigações, tão lentas e sem sentido, quanto os atos da justiça, que age como tartaruga perneta.

E os governantes fingem que nada está acontecendo. Se me permitem, utilizar uma linguagem bem da boca do povo, diria: Os políticos só vão reagir, quando seus familiares se transformarem em vítimas de estupros, seqüestros, assaltos. Aí, sim, os cabritos vão berrar.







terça-feira, outubro 04, 2011

PRESIDENTE DA CÂMARA DE PALHOÇA ASSINA FICHA NO PSD

O presidente da Câmara de Palhoça, Otávio Martins Filho (Tavinho) assinou ficha de filiação no PSD, durante reunião realizada, em sua casa, na Barra do Aririú, no sábado, primeiro de outubro. O encontro foi conduzido pelo presidente do partido no município, deputado federal Paulinho Bornhausen, e contou com as presenças do vice-presidente, vereador Ademir Farias, e do Secretário de Governo, Mário Cesar Hugen.

Fotos: Baby Espíndola


Paulinho cumprimenta Tavinho, sob os aplausos de Ademir Farias

O vereador, que exerce o quarto mandato, disse que está deixando o PMDB, partido ao qual estava filiado desde 1995, “para fazer parte de um macro projeto de desenvolvimento sustentável para Palhoça. No PMDB, não havia espaço para desenvolver esse projeto”, comentou.

Paulinho Bornhausen, que está gerenciando o PSD de Palhoça, segundo ele, “durante o período de transição”, revelou que convidou Tavinho, porque se trata de “uma grande liderança no município, um nome forte e confiável, para encabeçar a chapa majoritária”.  



 Paulinho abraça Tavinho: “Uma grande liderança”

sexta-feira, setembro 23, 2011

Editorial - KOBRASOL, TERRA SEM LEI


Andar, no Kobrasol, em São José, à noite, é uma verdadeira aventura. Visitar as vitrines das lojas, então, nem pensar. Você é atacado por um batalhão de pedintes, de todas as idades e formatos, além de outros bichos estranhos. Para dar gorjeta, é muito arriscado. Se o cidadão resolve puxar a carteira do bolso, pode ficar sem ela. Se negar o “trocado”, corre o risco de ser atacado.

E também tem as bichas, ensandecidas, assanhadas, como mariposas ao primeiro contato com a luz elétrica. Essas, se imaginam eternamente na televisão, um casulo da cor do arco-íris. Até parece que toda noite e noite da parada da diversidade.

Guardadores de carros andam aos bandos, no Kobrasol. Disputam os “clientes”, com uma ferocidade de leão territorial. Quem não paga, pode até sofrer danos no veículo. A gíria é agressiva e ameaçadora, com aqueles que ousam desafiar a “otoridade” do dono das vagas. Que deveriam ser públicas.

Na Avenida Central do Kobrasol, nas paralelas e também nas transversais, circulam carrões abarrotados de alegres rapazes, todos muito valentes e atrevidos. Drogados e embriagados, ou tudo junto. Música, de péssima qualidade, em tom ensurdecedor, bebida, muita bebida, inclusive copos e latinhas nas mãos dos motoristas, são alguns ingredientes daquilo que se pode qualificar como tragédia anunciada. São candidatos à sacanagem, acidentes, que sempre vitimam famílias inocentes, brigas inconseqüentes e arruaças generalizadas.

Assim, pode-se dizer que o bairro Kobrasol, em São José, é uma terra sem lei. Cada vândalo age da forma que melhor lhe convém, sem nenhum respeito aos demais moradores e freqüentadores da vida noturna do bairro.

O Kobrasol, não é um buraco qualquer do fim do mundo. É um bairro com alta densidade demográfica, economicamente viável, com um comércio diverficicado, farta prestação de serviços e considerável númeo de indústrias. É o centro comercial e empresarial de São José, cidade da Região Metropolitana de Florianópolis - aliás, vizinha da capital de Santa ctarina. Justamente, por isso, merece um pouco mais de respeito e atenção das autoridades.

Enquanto a barbárie cresce, como erva daninha, descontrolada e perigosa, o poder público vira as costas, abandona o cidadão. Isso é uma constante, o que facilita o crescimento da criminalidade. O bairro Kobrasol vem registrando índices alarmantes de violência.

Os bandidos, desordeiros e delinqüentes se multiplicam nas noites do Kobrasol. Favorecidos pela ausência total dos órgãos de segurança. A Polícia Militar, espécie em extinção, desapareceu.

Na noite de sábado, 10 de setembro, por exemplo, instalou-se o império do caos e da desordem, mas a PM não estava lá. Não havia viaturas circulando e nem mesmo estacionadas em pontos estratégicos. Os PMs também não apareceram montando motocicletas ou cavalos. Nem mesmo a pé, como os lendários Cosme & Damião. Simplesmente, sumiram.

Talvez a PM não apareceu, para enfrentar os delinqüentes e desordeiros, porque acredita que a Guarda Municipal de São José está protegendo o bairro Kobrasol. E, provavelmente, a GM não comparece, porque acha que a proteção do cidadão é função da PM.

Ou, talvez, as duas forças de segurança desaparecem, recolhem seus homens aos quartéis, porque, à noite, é muito perigoso andar nas ruas de São José e do Kobrasol.

terça-feira, setembro 20, 2011

PROFESSORES DE PALHOÇA PROTESTAM COM PARALISAÇÃO


Professoras manifestam descotentamento com cartazes, na Câmara

Na sessão da noite de segunda-feira, 19, o plenário da Câmara de Palhoça rejeitou dois projetos de lei, de autoria do Executivo Municipal, que tratam de questões da Educação. Foram rejeitados, com abstenção do vereador Nazareno Martins, o Projeto de Lei 706, que trata da contratação de ACTs, e o Projeto de Lei 65 / 2011, que modifica a redação do “Novo Estatuto do Plano de Carreira dos Profissionais da Educação Escolar Básica” de Palhoça. Dezenas de professores se manifestaram na Câmara, através de cartazes de protesto, contra os projetos oriundos do Executivo.

Na quinta-feira, 22, vai acontecer a “paralisação geral do magistério”, com o objetivo de “abrir uma negociação com a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação”, adiantou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Palhoça, Ary Donatello.

Antes da votação, o presidente da Câmara, Otávio Martins Filho (Tavinho) e demais vereadores, se reuniram com a direção do sindicato. Durante o breve encontro, a direção do sindicato pediu que a Câmara rejeitasse os dois projetos. O presidente do sindicato, Ary Donatello, que estava acompanhado pelo tesoureiro geral da entidade, Pedro Kreusch, deixou bem claro que “os projetos não interessavam aos professores”.

 

Ary Donatello, na tribuna: "Projetos ferem direitos já garantidos"

Depois, usando a tribuna da Câmara, Donatello, disse que “estes projetos, enviados pelo Executivo Municipal, ferem os direitos já garantidos por lei específica (097) do magistério”. Lembrou que “a Lei Federal nº 11.738 garante, a todos os professores, o piso mínimo nacional”.

Donatello relatou que “a categoria, em assembléia geral, não aceitou a proposta do Executivo, com a diminuição da regência de classe, de 45 por cento para 34,26 aos professores efetivos, e de 30 por cento para 05 por cento aos professores ACTs., porque iria contra a lei 097 / 2010, aprovada pela Câmara, em 15 de dezembro de 2010”.

– Estão dando com uma mão (em relação ao piso nacional), e tirando com a outra”, reclamou o presidente do sindicato.



Donatello na tribuna, em defesa dos professores, que aparecem, ao fundo


Ele lembrou que “a categoria também está cobrando o cumprimento de outros direitos, já consagrados em lei, como o pagamento das progressões verticais e horizontais, já aprovadas no plano; o pagamento de insalubridade para merendeiras e agentes de serviços gerais”.

Fotos: Baby Espíndola


Diretores do sindicato, com professoras, na Câmara de Palhoça

TRISTE REALIDADE – Os governos insistem no mesmo erro. Não investem em segurança, saúde e Educação. Neste item, a situação é grave. Ao economizar com o salário dos professores, os governantes acabam prejudicando os estudantes e a qualidade do ensino. Este é o quadro geral, nas cidades, nos estados e na administração federal. E Palhoça não é exceção.



terça-feira, setembro 13, 2011

VEREADOR TAVINHO RECLAMA:

RÓTULA DA ELETROSUL CONTINUA ABANDONADA. E PERIGOSA

Desde junho deste ano, o presidente da Câmara, Otávio Martins Filho (Tatinho), vem lutando para que a Prefeitura de Palhoça, cidade da Região Metropolitana de Florianópolis, implante uma rótula decente, com sinalização, na esquina da Eletrosul, entre o Bairro Madri e o Loteamento Caminho Novo.

Tavinho fez de tudo. Colocou um requerimento em votação, que foi aprovado pela Câmara, e enviado à Prefeitura de Palhoça. Mandou elaborar um croqui, montou um relatório com várias fotos, que comprovam os riscos, que motoristas e pedestres enfrentam no local, mas, até agora, não obteve uma resposta.

Enquanto a Prefeitura de Palhoça não se manifesta, os acidentes continuam acontecendo, alguns com gravidade.

Fotos: Baby Espíndoola

Os veículos se cruzam e mudam de direção, perigosamente, sem nenhuma sinalização





Tavinho: Cobrando uma solução




DESOBEDIÊNCIA TOTAL EM PALHOÇA:


VEREADOR PITANTA RETIRA CONES DA PRAÇA 7 DE SETEMBRO, EM DEFESA DE COMERCIANTES


Liderando um pequeno grupo de munícipes, o vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta – DEM) reabriu, pelo menos temporariamente, o trecho da Praça 7 de Setembro, que, há uma semana, fora fechado ao trânsito de veículos, no sentido Avenida Rio Branco / Rua José Maria da Luz. Pitanta recolheu todos os cones de sinalização – sete ou oito – e os levou ao posto da PM, em frente ao Colégio Ivo Silveira.


Quando terminou a operação, por volta das 21h30 de segunda-feira, 12, apareceram três viaturas da Polícia Militar. Porém, ninguém foi preso. Na manhã de terça-feira, os cones estavam novamente na esquina da praça, sob os olhos atentos de policiais militares, que os vigiavam, à distância, do pátio da Igreja Matriz.

Antes de desobstruir o trecho da Praça 7, Pitanta fez um veemente discurso, na tribuna da Câmara, em defesa dos comerciantes, que se consideram prejudicados pela medida, que o vereador considera “autoritária e arbitrária, porque os maiores interessados não foram ouvidos”.

Fotos: Baby Espíndola




Os cones retornaram à esquina da Praça 7, e são vigiados, pela PM

Alguns comerciantes, da Praça 7, estiveram na Câmara, na noite de segunda-feira, para angariar o apoio dos vereadores, pela reabertura do trecho interditado. Eles dizem que, desde que a praça foi interditada, as vendas caíram cerca de 50 por cento. É o que argumentam Elizabete Santos Silva, da Scheday Modas, e Rosinei Pedro, da Eletrônica Santa Mônica.


Pitanta: "Medida autoritária e arbitrária"
Outro ponto negativo: as recentes mudanças no trânsito aumentaram as filas e o tumulto na região central de Palhoça. Os comerciantes sugerem a reabertura do trecho interditado e a implantação do sistema “mão inglesa”, como foi feito no lado Norte da Praça 7.



Comerciantes, reunidos na Câmara, pedem apoio dos vereadores

segunda-feira, setembro 05, 2011

VENDAVAL AFUNDA TRÊS BARCOS DE PESCA NO BALNEÁRIO PINHEIRA

Ventos do quadrante Norte, com rajadas de até 90 quilômetros por hora, atingiram duramente o Balneário da Pinheira, tradicional colônia de pescadores, no Sul de Palhoça, na noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Três barcos de pesca afundaram, provocando prejuízos de mais de 400 mil reais. As operações de resgate das embarcações foram encerradas, no final da tarde de segunda-feira, e deveriam ser retomadas às primeiras horas da manhã do dia seguinte, isso se as condições climáticas permitissem.

Já no final da tarde de domingo, o vento, que se manifestava com fortes rajadas, dava indícios de que seria uma noite de muita expectativa e preocupação. Com a escuridão, a situação se agravou, quando os ventos atingiram 80 a 90 quilômetros por hora. As ondas alcançaram níveis jamais vistos, segundo os pescadores, o que provocou dois naufrágios – do “Bote do Borracha” e da lancha do “Nilton da Santa” – isso num espaço de poucas horas.

Na madrugada de segunda-feira, pouco depois das 4 horas, o vento, cada vez mais violento, afundou o barco “Cristiano e Cristiane”, avaliado em cerca de 170 mil reais. A embarcação, super-equipada para a pesca, pertence a Manoel Rodrigues, mais conhecido como “Manoel da Gelomel”, popular sorveteria do Centrinho da Pinheira. (O barco tem os nomes dos filhos de Manoel).

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Palhoça tentaram resgatar as embarcações, que afundaram na baía da Pinheira, exatamente onde estavam ancoradas, mas o mar agitado dificultou a operação. Os coordenadores da operação de resgate às embarcações, que afundaram com todos os equipamentos de pesca, pretendiam retomar as buscas, na manhã de terça-feira, 06.

Fotos: Baby Espíndola / Arquivo


Vendaval da noite de domingo e madrugada de segunda, abalou a tranqüilidade do tradicional balneário e afundou três barcos








segunda-feira, agosto 29, 2011

BABY ESPÍNDOLA REPÓRTER DENUNCIA:

Viaduto do Aririú: a cara da desordem e da corrupção

Fotos: Baby Espíndola

Área sob o viaduto, virou berçario de insetos, inclusive o temido mosquito da dengue

Essa obra inacabada é o retrato da ingerência e da incompetência. Na verdade, é a cara do Governo Federal, envolto em corrupção. Resultado de uma herança maldita, deixada por Lula da Silva, o pai da corrupção, para a presidente Dilma Rousseff.



O trânsito é uma confusão. Ninguém entende nada. É bem assim: Salve-se quem puder

Difícil de acreditar que isso acontece no centro urbano da cidade de Palhoça. Sujeira, restos de material, lama, poças d’água e muita confusão no trânsito, é isso que motoristas e pedestres enfrentam, diariamente, para cruzar, sob a BR-101, no outrora denominado “Trevo de Santo Amaro”. Que, na verdade, é a passagem, a ligação da região do Grande Aririú, com o centro da cidade.


Há muitos anos, a população vinha reivindicando um viaduto decente. A elevação, sobre as ruas transversais foi erguida. Mas o Dnit não consegue construir a passagem sob a rodovia. A situação se agravou depois das denúncias de corrupção e desvio de dinheiro público, no Ministério dos Transportes e Dnit. A presidente Dilma mandou suspender todos os contratos, sob suspeita de superfaturamento.


Os comerciantes do Aririú, no lado Oeste da BR-101, estão desesperados com a queda das vendas. No lado Leste, nasce outro grande loteamento, o Nova Palhoça, que também está a exigir mais mobilidade urbana.


Sob a BR-101, não há sinalização, não há decência no local escuro e repleto de entulho, por onde transitam todos os dias, centenas de carros. Um desrespeito da turma da corrupção com os palhocenses.



Lixo, entulho, restos de materiais, poças d'água: desrespeito ao cidadão que paga impostos


É uma grande obra. Mas só dois empregados trabalhavam, no dia das fotos, lavando placas


Como não tem passarela, os pedestres se arriscam, no local imundo e, à noite, mal iluminado


A sinalização é precária. Os tambores prejudicam a visão dos motoristas, que cruzam as marginais da 101


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quinta-feira, agosto 25, 2011

Editorial – PM E POLÍCIA CIVIL: UM DUELO DE TITÃS EM SANTA CATARINA

Enquanto as polícias Civil e Militar de Santa Catarina travam um verdadeiro duelo de titãs, uma briga para demonstrar quem tem mais poder, mais força, os bandidos agem, impunemente, cada vez mais ousados. E perigosos. E, como sempre, as vítimas da incompetência administrativa são os cidadãos catarinenses, que pagam os impostos, que financiam os salários dos policiais. E, principalmente, as pesadas mesadas dos políticos rançosos, que deveriam administrar os assuntos públicos, com mais respeito e competência.

O quadro é gravíssimo. E caótico. As cúpulas das duas instituições de segurança não se entendem. Oficiais e delegados trocam ofensas por telefone e via documentos oficiais. E toda essa sujeira e incompetência chegam, à população, através da imprensa e da internet, aumentando, ainda mais, a sensação de insegurança.

Na verdade, enquanto policiais fardados e civis lutam pelo direito de confeccionar Boletim de Ocorrência, o crime aumenta nas ruas. BO não é o mais importante. É pura burocracia. Grande parte dos BOs emitidos vão parar no lixo. O que a população deseja é ver a PM fazendo o trabalho preventivo e ostensivo. E a Civil, cumprindo suas funções de polícia judiciária, aparelhada para investigar crimes. Ocorre que as duas forças policiais não estão cumprindo suas funções constitucionais.

A Civil não investiga, por falta de estrutura, e a PM, sem efetivo suficiente para abraçar novas atividades, deixa de correr atrás dos criminosos. Prefere redigir Boletins de Ocorrências, uma burocracia que prende o policial ao local do fato. Há casos conhecidos, de excessiva demora na elaboração do BO, tempo suficiente para facilitar a fuga dos criminosos.

Recentemente, no interior da Ilha de Santa Catarina, enquanto os PMs elaboravam o BO, sobre um assalto, a todo instante pedindo informações pelo rádio, a outros policiais, os bandidos fugiram com objetos e o carro da vítima. Detalhe: em nenhum momento, os policiais militares usaram o rádio, para transmitir informações sobre os bandidos e o carro roubado. Sem perseguição policial, alguns quilômetros à frente, eles fizeram mais um assalto, mais vítimas.

Os últimos acontecimentos são vergonhosos, vexatórios. Policiais civis reclamam que estão sendo abordados de forma agressiva, por PMs. Alegam abuso de autoridade. Um policial civil, parado no trânsito, alega que apanhou tanto dos policiais militares, que nem se lembra dos detalhes. Não sabe, por exemplo, como levou uma pancada na cabeça. Só sabe que dói muito.

Diante dos últimos acontecimentos, não se descarta a possibilidade de um confronto armado entre as duas forças. A pólvora está instalada, só basta alguém acender o estopim. O governador Raimundo Colombo precisa adotar medidas preventivas. Como sugestão, o chefe do Executivo e comandante das instituições de segurança poderia baixar um decreto, para recolher as armas dos PMs e dos policiais civis. É como prevenção, para se evitar uma tragédia.

Pode até parecer uma simples ironia. Porém, a briga existe, e é das grandes. Um verdadeiro duelo de titãs.


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quinta-feira, agosto 04, 2011

GÂNGSTER É JULGADO EM PALHOÇA SOB FORTE ESQUEMA DE SEGURANÇA

<< CONDENADO >>

O julgamento durou dez horas. Gângster foi condenado a nove anos e 11 meses de prisão, mas poderia recorrer da sentença, em liberdade.

Porém, como também está preso, preventivamente, por tráfico de drogas, foi levado do local do julgamento para a cadeia.

Veja o absurdo da legislação penal brasileira. O bandido atirou contra os PMs Ademir Alex Leandro e João Batista Honorato (feriu Ademir), durante a fuga de um assalto, mas poderia recorrer da sentença, solto. Em liberdade, para cometer outros crimes.

Outro absurdo, uma vergonha para o Poder Judiciário. Entre a data do crime (11 de agosto de 2002) e o julgamento, 04 de agosto, se passaram quase nove anos. Só agora, a justiça acordou do sono de bicho preguiça.

A tese da defesa foi uma pérola da hipocrisia. O advogado de Gângster, Cléoberson Cachambú Pain, afirmou que ele não atirou contra os policiais militares. Não atirou não, doutor. Quando fugia, Gângster mandou beijinhos para os PMs. O dinheiro do tráfico faz coisas!


Foi montado um (quase) aparato de guerra, envolvendo mais de vinte policiais das tropas de elite da PM, fortemente armados, para o julgamento do assaltante Davi Schroeder, o “Gângster”, 27 anos, acusado de dupla tentativa de homicídio. Há nove anos, ele tentou assassinar dois policiais militares, durante a fuga de um assalto. Gângster é considerado um dos chefões da perigosa facção criminosa de Florianópolis, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

A quadra do prédio da Câmara de Palhoça, no Bairro Pagani, onde aconteceu o júri popular, foi interditada pela PM, desde as primeiras horas da manhã de quinta-feira, 04. Também, por medida de segurança, não houve expediente no Poder Legislativo.

Foto: Baby Espíndola

Quadra da Câmara, interditada pela Polícia Militar, por medida de segurança

Na ficha de Gângster, constam três condenações por assaltos e porte de arma, crimes ocorridos na Grande Florianópolis. Em 2004, o bandido foi absolvido de acusação de tráfico de drogas e assassinato.

O Fórum da Comarca de Palhoça exigiu um forte esquema de segurança, para evitar surpresas. Havia boatos de que comparsas de Gângster tentariam resgatá-lo, durante o julgamento, que começou às 9 horas.

Vale lembrar que, em maio deste ano, Gângster causou constrangimento e humilhação, às autoridades policiais, porque fugiu de um quarto do Hospital Nereu Ramos, onde estava internado.

Consta que ele tirou a corrente que o prendia à cama, pulou a janela e foi resgatado por um motociclista. A fuga aconteceu duas semanas após ter sido preso pela Deic. O bandido foi recapturado, em Itajaí, 37 horas depois, e aguardava julgamento na Penitenciária de Florianópolis.

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Editorial – DILMA ROUSSEFF E O IMPÉRIO DA CORRUPÇÃO

A presidente Dilma Rousseff vive um dilema complexo. Continua com a faxina, iniciada no Ministério dos Transportes, que resultou na queda de Alfredo Nascimento e duas dezenas de ladrões de dinheiro público, ou cede às pressões da tropa de choque da corrupção.

Se der sequência à histórica caçada, aos vermes palacianos e ministeriais, conquistará apoio irrestrito da sociedade, que não suporta mais tanta roubalheira. Mas, sofrerá as conseqüências no Congresso Nacional, quando da votação de matérias de origem do Executivo. Da mesma forma, o próprio complexo governamental poderá se transformar num caldeirão infernal, refletindo a revolta dos descontentes com a decapitação dos lesas-pátria.

Haverá retaliações, com toda certeza. Até porque, alguns parlamentares, da Câmara e do Senado, são patrocinados por esquemas fraudulentos, e votam em matérias, movidos por conveniência. Assim, sempre que alguém ameaça fechar as torneiras imorais do dinheiro público, eles se transformam em vespas ultra-venenosas. Da mesma forma, como um animal corre para o curral, onde vai receber a ração, certos deputados e senadores se deixaram viciar pela propina.

O quadro é gravíssimo. Enquanto as quadrilhas roubavam no MT e no Dnit, as estradas federais multiplicavam buracos. Mal sinalizadas, sem conservação, as rodovias federais se transformaram em corredores de desgraças. Mais de 35 mil pessoas morrem, a cada ano, nas rodovias e cidades brasileiras – principalmente nas rodovias. É a silenciosa guerra do asfalto. Obras importantes – como a duplicação da BR-101 Sul – se arrastam durante anos, sem previsão de conclusão.

Na verdade, há um esquema de corrupção em vários ministérios. Até políticos catarinenses, que conseguiram se manter distantes de outros escândalos, agora seus nomes estão rolando na mesma vala comum da corrupção. A roubalheira chegou a um nível insustentável. Por isso, sumiram os recursos para setores importantes, como saúde, educação, segurança, transportes.

Enquanto isso, nós, os súditos do império, somos forçados, sob ameaça de fuzis e metralhadoras, a pagar os mais altos impostos do mundo. Isso, para alimentar a ganância dos corruptos de Brasília. A capital da república do mensalão merece o mesmo destino da Roma Antiga: o fogo da justiça.

Entendo, que Dilma herdou toda essa corrupção. Na verdade, o padrinho do esquema é o ex-presidente Lula da Silva, que continua agindo, nos bastidores do submundo da política, para manter os apadrinhados no poder.

Com esse esquema muito bem montado – um castelo sinistro de mentiras e falcatruas, que agora está ruindo –, Lula se manteve à frente do império, por oito anos, sempre aparecendo na mídia como um rei muito bondoso, que dava comida para “us pobri”. Autor de bravatas e discursos estapafúrdios, para enganar os ignorantes, mentiras e falsas estatísticas, Lula manteve a farsa por uma década. Mas, agora, o império da corrupção está se deteriorando.

Dilma não montou esse império de corrupção, que envolve, com tentáculos monstruosos, praticamente todos os ministérios, todo o governo. Mas tem culpa, sim, porque, no auge da podridão do governo do falastrão Lula da Silva, era a ministra da Casa Civil. E não pode dizer que não sabia de nada.

terça-feira, julho 26, 2011

Editorial – LULA DA SILVA, O PADRINHO DA CORRUPÇÃO

Lula da Silva vem sendo extremamente deselegante, antiético e nada diplomático com a “cumpanheira” Dilma Rousseff. Devidamente instalado nos esgotos da baixa política, ele esboça uma deplorável reação contra a presidente Dilma, que tenta desarticular uma quadrilha, que vinha agindo no Ministério dos Transportes. Não podemos esquecer, que quase todos os ladrões de dinheiro público do MT, foram nomeados por Lula da Silva, nos dois mandatos.

O ex, que não respeita nenhum princípio ético, deu início a uma escandalosa campanha eleitoral – escandalosa, imoral e informal –, pelos quatro cantos da Bahia. Ciceroneado pelo governador Jacques Wagner (PT), Lula da Silva visitou algumas cidades, discursou espalhafatosamente e até ensaiou um ato de inauguração.

Em Feira de Santana, Lula visitou as instalações do Hospital Estadual da Criança, que não pôde inaugurar, no ano passado, porque um temporal, tão grande quanto os escândalos de seu governo, impediu o pouso do helicóptero. Agiu como presidente, inaugurando a obra.

Na recente aparição na cidade, o ex-presidente deixou os baianos mais confusos que corda de berimbau, depois de vibrar uma noite inteira numa roda de samba. Ninguém entendeu nada. Afinal, Lula foi vítima de um ataque de saudosismo, ou incorporou um “spritu” presidencial? No discurso, ele jurou de pés juntos que, finalmente, conseguira “desencarnar” do cargo de presidente. Assim, vai acabar despachando numa encruzilhada, com vela e galinha preta.

Na verdade, o espertalhão, que se posiciona acima das leis e das regras gerais, deu início a uma campanha prematura. Fora de época, mais uma vez. O falastrão irresponsável agiu como alguém encravado no poder. E está disputando espaço com a presidente, sua criatura.

Em resumo... As aparições públicas de Lula têm sido ridículas. E imorais, como sempre. Por exemplo, quando Antônio Palocci, o multiplicador de dinheiro, estava para despencar do poleiro do poder central, a Casa Civil, Lula, que teve os dois mandatos manchados pela podridão da corrupção, saiu do “armário”, para defender, publicamente, o aliado. O mesmo Palocci, que, no primeiro governo de Lula, foi demitido do Ministério da Fazenda, depois de uma queda de braço com um caseiro.

Recentemente, quando, novamente, Palocci era alvo de graves denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito, Lula da Silva não só defendeu o velho “cumpanheiro”, como também arrastou Dilma para o balaio de caranguejos. Nos bastidores, Lula agiu sorrateiramente, até forçar a presidente a apoiar, publicamente, o ex-ministro. Observadores afirmam que Dilma fez isso de má vontade.

Agora, Lula da Silva, que sempre quer voltar, está, nos bastidores do submundo da política, entrincheirado ao lado de quadrilhas que roubam dinheiro público, articulando para desestabilizar o poder de Dilma Rousseff. Ardiloso como é, ele sabe que, se conseguir enfraquecer a “cumpanheira”, vai reduzir o ritmo das demissões. Lula está agindo ao lado das forças ocultas, que desejam a permanência dos ladrões de verbas públicas no poder. Ladrões, dentre os quais, alguns ele nomeou, quando presidente.

Porém, a atitude de Lula, que pode ser comparada a um tanque de espuma de esgoto, provocou uma reação de outros políticos, no Congresso Nacional, que decidiram formar uma plataforma de apoio à intenção da presidente, de continuar demitindo corruptos, tanto no Ministério dos Transportes, quanto em outros rincões do Governo Federal. É um grupo suprapartidário, não muito numeroso, mas expressivo, que até poderá irritar a couraça do monstro da corrupção.

Como Dilma Rousseff já demitiu o ex-ministro Alfredo Nascimento, um recordista em contratos superfaturados, e quase duas dezenas de quadrilheiros, Lula demonstra, agora, uma suspeita “preocupação com o enfraquecimento das bases aliadas”.

Em resumo, Dilma luta – pelo menos, aparentemente –, para extirpar a quadrilha do Ministério dos Transportes. E até ensaia umas pedradas, em outros setores, infestados de parasitas. Se a presidente insistir, com a faxina, que é mais uma iniciativa da imprensa, com certeza, vai localizar outras quadrilhas, em outros ministérios.

Já Lula da Silva, do bando Lula-lá e seus 40 ladrões (a turma do mensalão), está preocupado, somente, em manter “a base política de sustentação do governo”. Mesmo que os pilares dessa base sejam podres. Podres de corrupção. Lula não tem pedigree. É o padrinho da corrupção.

Mas, devemos analisar os fatos com muita cautela. Não podemos, ainda, botar a mão no fogo por ninguém. Afinal, não partiu, da presidente Dilma Rousseff, a iniciativa de investigar e destruir a quadrilha do Ministério dos Transportes. Ela foi forçada a tomar essa atitude, pela imprensa.

Até porque, pelo fato de ser conhecida como “mãe do PAC”, título que lhe foi outorgado pelo próprio Lula, seu criador, Dilma, então chefe da Casa Civil, deveria conhecer muito bem as atividades do Ministério dos Transportes, a locomotiva do tal Programa de Aceleração do Crescimento. Não faz sentido, a versão de que a “dama de ferro” do Governo Lula não soubesse das falcatruas, praticadas em um ministério tão importante.

Vale ressaltar que o PAC, outra invenção midiática de Lula da Silva, foi um dos principais palanques da presidenciável Dilma. Mas, agora, quase nada se ouve falar desse programa. Parece, temos mais escândalos em obras paralisadas do que realizações.

segunda-feira, julho 11, 2011

BRASÍLIA PODRE E CORRUPTA PRODUZ GÊNIOS DAS FINANÇAS

No Palácio do Planalto, nos ministérios da república do mensalão e em volta deles estão se revelando verdadeiros gênios das finanças. Depois da fase áurea da mitologia grega, agora temos o fenômeno da brasiologia da roubalheira.

Muito embora tia Dilma tenha demonstrado mais rapidez em se livrar dos corruptos – no período Lula da Silva o processo era bem mais moroso –, continua cometendo o grave erro de seu antecessor e criador. Bota panos quentes sobre os crimes dos aliados. Estendeu seu braço protetor sobre os ombros largos de Antônio Palocci e repetiu o gesto caridoso em relação a Alfredo Nascimento,

No caso Palocci, Dilma Rousseff, incorporou a figura de secretária executiva do terceiro mandato de Lula. O chefão viajou a Brasília e, nitidamente, literalmente, empurrou Dilma pelos ombros, forçando-a a uma mobilização constrangedora. Mesmo de cara amarrada, ela apareceu entre senadores da base aliada, numa defensoria pública do então super-ministro da Casa Civil. Mas, de nada adiantou, Dilma reiterar apoio palaciano a Palocci, porque, dias depois, ele ruiu estrondosamente.

Foi a segunda queda de Palocci do poder central da república do mensalão. No primeiro mandato de Lula, Antônio Palocci, então ministro da Fazenda, se meteu num ruidoso entrevero, uma sujeira envolvendo políticos corruptos, lobistas, prostitutas. A gota d’água, que derrubou Palocci, foi a denúncia do caseiro Francenildo, que confirmou as aparições do ministro na mansão suspeita, à beira de um lago paradisíaco. O caseiro confirmou fatos anteriormente elencados.

Recentemente, descobriu-se que Antônio Palocci multiplicou sua renda vinte vezes, em quatro anos. Como não explicou, convenientemente, a origem da dinheirama, caiu do poleiro da Casa Civil. Uma segunda queda palaciana, tão espalhafatosa quanto a primeira.

Porém, gênio das finanças é o filho de Alfredo Nascimento, que deixou o Ministério dos Transportes, sob uma chuva de denúncias de corrupção. O patrimônio da empresa de Gustavo Morais Pereira, que, em 2005, era de 60 mil reais, agora soma 52 milhões de reais. O genial crescimento foi de 86.500 por cento. Isso durante a fase em que o pai foi o imperador dos Transportes.

As autoridades precisam investigar, exaustivamente, para auferir a legalidade das relações entre a empresa do filho de Alfredo Nascimento, a Forma Construções, e o Ministério dos Transportes. Tudo parece muito nebuloso.

Lulinha da Silva, o filhote de Lula da Silva, também revelou-se um gênio na arte de ganhar dinheiro. Quando o paizão se tornou presidente, Lulinha era um pobre rapaz assalariado. Logo depois, virou sócio de empresas e enriqueceu. Quando o esquema foi denunciado pela imprensa, o pai, orgulhoso do sucesso do filho, afirmou que nós, os pagadores de impostos, temos inveja do Lulinha, porque ele é um “Ronaldo dos negócios”. Tá explicado.

E, assim, Brasília vai revelando seus gênios das finanças. Bastaria uma superficial investigação, para descobrirmos que existem genialidades financeiras superfaturando obras, sugando verbas públicas em outros ministérios.

Talvez, por causa desses fantasmas financeiros, que rondam os castelos de Brasília, e que, na escuridão das tenebrosas noites jurídicas, se infiltram nos cofres públicos, não sobram mais recursos para investimentos em educação, saúde, segurança, transportes.


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