sábado, janeiro 24, 2009

INSPIRAÇÕES DO PREFEITO RONÉRIO, NA TERRA DE BARACK OBAMA

Em viagem de dez dias aos Estados Unidos, talvez inspirado pelos bons fluídos do carismático Barack Obama, o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt (PMDB), passou a produzir idéias geniais, na área do saneamento e, também, com o objetivo de atacar a poluição visual.

Através da Assessoria de Imprensa, mandou avisar que pretende deflagrar uma operação de despoluição visual, definindo onde, quando e como devem ser instalados outdoors, placas e painéis, na cidade. Uma boa medida,visto que o município, que mais cresce na Grande Florianópolis, precisa, urgentemente, de normas de disciplina em várias áreas. A poluição visual, com placas, cartazes, faixas, essas escritas de qualquer jeito, precisa ser atacada, com coragem.

Inclusive, recomendo que qualquer produto de comunicação visual, antes de ser instalado, que seja inspecionado por técnicos capacitados do poder público. Para evitar os insanos ataques cometidos contra a língua portuguesa. Qualquer criatura tosca, da escola cultural Lulalá-da-Silva, armada com spray, pincel ou até carvão, produz peças de comunicação visual, sem nenhuma regra. Verdadeiras aberrações, atentados à cultura e ao bom senso.

Para colocar em prática as novas regras de despoluição visual, o prefeito Ronério vai enviar, à Câmara, em fevereiro, “um projeto de lei, para regulamentar a colocação de outdoors, placas e painéis na cidade”. É claro que os vereadores deverão aprovar, sem dificuldades, essa boa iniciativa do Executivo.

Ainda na terra, agora de Barack Obama, o prefeito Ronério busca inspiração para dar um tratamento mais adequado aos resíduos sólidos, produzidos em Palhoça, que hoje são transportados para Biguaçu. “Um destino ecologicamente correto para o lixo doméstico e industrial do município”, para ser mais exato. Vai seguir orientação dos técnicos norte-americanos, para os quais, o lixo urbano não é considerado como um problema, mas, sim, riqueza.

Sem dúvida, as inspirações em terras americanas estão influenciando o prefeito de Palhoça. Paralelamente aos anúncios de moralidade pública, feitos pelo primeiro presidente negro norte-americano, que inclusive congelou os salários dos principais assessores, o alemão Ronério (um “branquelo”, diriam alguns negros), também anuncia, via telefone e e-mail, aquilo que chama de “enxugamento da máquina”.

Segundo informações do prefeito, do orçamento 2009, da ordem de 200 milhões de reais, haverá uma reserva de onze por cento, para investimentos.

Nós, os mortais, que não temos o privilégio de passar dez dias na terra de Obama, estamos torcendo para que, diante da Estátua da Liberdade, Ronério Heiderscheidt encontre, também, inspiração para resolver outro problema gravíssimo.

E-mail que recebi, da Associação dos Caranguejos Atingidos pela Poluição, denuncia, com veemência, a falta de atenção para a questão esgoto. Dia e noite, mais de 130 mil palhocenses urinam e defecam em redes improvisadas de esgoto, inclusive a pluvial, produzindo um caldo escuro e fedorento que, através de canais, valas e rios, escorre para a Baía Sul. Menos de um por cento do esgoto de Palhoça recebe tratamento.

A poderosa Águas de Palhoça, a marca de fantasia, testa de ferro jurídica de outra empresa, que deveria investir no tratamento de esgoto, em Palhoça, não esta cumprido suas metas, conforme o prometido. A Prefeitura não renovou contrato com a Casan, alegando que a estatal não investia em obras de saneamento. Mas a Águas de Palhoça também não vem investindo.

Que o prefeito Ronério se inspire sob a Estátua da Liberdade, e, ao retornar a Palhoça, possa, finalmente, detectar que aquele caldo escuro, que escorre para o mar, não é água. É qualquer outro produto de composição química muito suspeita. Mas, água não é mais.

domingo, janeiro 18, 2009

MAIS CINCO ATRAÇÕES DIVERSIFICAM PROGRAMAÇÃO DA RÁDIO CAMBIRELA

A partir de segunda-feira, 19 de janeiro, mais cinco programas na Rádio Cambirela, alguns deles, com propostas bem ousadas.

Tarde Total Cambirela, com Rangel Valente, reserva espaço para a boa música, a conversa descontraída com os internautas, a notícia da hora, entrevistas com convidados especiais. Tarde Total Cambirela, de segunda à sexta-feira, das 13 às 14 horas.

Cambirela Mulher, com Luci Gonzaga, “a Guerreira da Flor”, das 17 às 18 horas, é outra boa atração. Uma viagem no trem do tempo, para fortalecer as lutas e revelar as conquistas das mulheres no Brasil e no mundo. Dicas de beleza, comportamento, etiqueta, sugestões. Entrevistas com convidadas especiais. Informação e música, com um desfile de grandes vozes femininas de todos os tempos.

Cambirela Afro Brasil, com Ricardo Leopoldino, o “Doutor Misticismo”, é outro bom programa. De segunda à sexta, das 19 às 20 horas, Cambirela Afro Brasil é uma viagem no tempo, entre o Continente Africano e o Brasil. O resgate da cultura, detalhes da culinária, a musicalidade que une os dois povos, a fé, a religião, o misticismo.

Cambirela Energia, com a participação especial do Consultor Técnico, Engenheiro Eletricista, Gilberto dos Passos Aguiar, é outra nova atração da Rádio Cambirela. Passos Aguiar analisa fenômenos da área energética, responde questionamentos dos ouvintes.





Gilberto dos Passos Aguiar analisa fenômenos da área energética e também responde questionamentos dos ouvintes.





Cambirela Entrevista - Também estou dando a minha contribuição nessa nova safra de programas. Cambirela Entrevista é mais um espaço para o jornalismo da Cambirela. De segunda a domingo, às 11 horas, estaremos abordando importantes temas, com destacados convidados. Cambirela Entrevista, compromisso com a verdade.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

GOVERNO LULA ABRAÇA CRIMINOSO ITALIANO

Por muito esforço que se faça, mesmo assim, impossível é compreender algumas atitudes adotadas pelo Governo Brasileiro, no campo da diplomacia internacional. Episódios grotescos estão a arrazoar essa argumentação.

No mais recente deles, contrariando recomendação do Itamaraty, que optou pela extradição, o Ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu (ele, o ministro, com o aval de Lula da Silva) “status de refugiado político” para o criminoso italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua, por vários crimes, inclusive quatro homicídios. Essa decisão pessoal de Tarso Genro está colocando Brasil e Itália em lados opostos da trincheira diplomática.

Alguns membros do governo petista agem por impulsos emocionais, motivados por ideologias. Difícil é aceitar que assuntos tão delicados sejam tratados por pessoas tão despreparadas.

Figuras destacadas do Governo Lula fazem valer, ao pé da letra, o velho ditado popular, segundo o qual, “os semelhantes se entendem”. Explico: O italiano Cesare Battisti, considerado um extremista de esquerda, cometeu vários crimes, na velha Itália, nos anos 70. No mesmo período, aqui no Brasil, alguns moços e moças – que, se hoje não estão com os cabelos brancos, é graças à boa tintura, talvez paga com cartão corporativo –, também assaltaram bancos, trocaram tiros com a polícia, praticaram seqüestros. E hoje estão no governo. Endeusados e fantasiados com os trapos da democracia.

Em resumo. Os semelhantes se atraem. Não só por ideologias. Também pelos crimes praticados. Assim sendo, aqueles que tiveram mais sorte e subiram ao pedestal do poder, passam a socorrer antigos “cumpanheiros”, “camaradas” de crimes e de ideologias.

Em seu favor, contam com um fato importante. A oposição ao governo petista é mais frágil que barata em galinheiro. Mas, há a imprensa, fiscalizando, ciscando nas gavetas oficiais e no lixo dos poderosos.

O que mais se estranha é que o presidente Lula Castro, Chávez, Morales da Silva, logo que o escândalo veio a público, correu em defesa do amigo Tarso Genro. Fez um pronunciamento, de maneira improvisada, usando uma camisa quadriculada, do tipo fantasia para parecer um “pobri”.

Afinal, por que tanto interesse do governo brasileiro, em contemplar um criminoso condenado à prisão perpétua, com o status de refugiado político? Inclusive, contrariando recomendação do corpo diplomático do Itamaraty.
Como se no Brasil já não tivéssemos bandidos de sobra. O Brasil é um celeiro do crime. Nossa safra de criminosos, tanto de tênis sujo, quanto de gravata importada, do tipo mensaleiros, é suficiente para abastecer o mundo todo, por vários anos.
Mas, amparar bandidos importados, é especialidade do Governo Lula. Devemos recordar do rumoroso caso, em que Francisco Antonio Cadena Collazos (conhecido como padre Olivério Medina, ou também "Cura Camilo"), delegado das Farc no Brasil, foi beneficiado com uma “proteção especial”, por ser casado com uma brasileira, que trabalha num ministério.

Medina foi preso em São Paulo, em agosto de 2005. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a "Cura Camilo" o status de refugiado. Decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia.

Se compararmos os dois casos – o status de refugiado político para o criminoso italiano e a “proteção especial”, concedida a Medina, das Farc –, com a postura nada diplomática, adotada no caso de dois pugilistas cubanos, ficamos mais perplexos ainda. Os atletas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, que desertaram da delegação cubana, durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, foram expulsos do Brasil e atirados aos leões da família Castro.

Nesse episódio – lamentável, do ponto de vista diplomático –, ficou evidente o interesse pessoal do presidente Lula em agradar a Fidel Castro. Os dois boxeadores queriam proteção diplomática aqui no Brasil. Através de um processo de deportação cheio de falhas, Lula e Celso Amorim empurraram os cubanos de volta ao regime tirano dos ditadores Castro.

Já no caso do criminoso italiano... Bem, já afirmei: os semelhantes se entendem. E como se entendem.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

VICE ASSUME PREFEITURA DE PALHOÇA. NAZARENO É O PRESIDENTE DA CÂMARA

A Câmara de Vereadores de Palhoça realizou duas sessões, na noite de primeiro de janeiro. Na Sessão Solene, marcada para as 20 horas, mas que começou com cerca de uma hora de atraso, foram empossados o prefeito reeleito, Ronério Heiderscheidt (PMDB), o vice-prefeito, Valmir Walmor Schwindem (DEM), e onze vereadores, dos quais sete foram reeleitos. Na sequência, outra sessão foi convocada, às 23h25min, para a eleição da Mesa Diretora, para o biênio 2009 / 2010.

Ronério disse que seu segundo mandato será “marcado pelo continuísmo, mas com algumas alterações, visando sempre o empreendedorismo”. Lembrou que, em sua administração, mais de 2.400 empresas se instalaram em Palhoça, o que elevou a receita, de 46 milhões de reais, para cerca de 200 milhões de reais.

Logo após ser empossado, para o segundo mandato, Ronério Heiderscheidt transmitiu o cargo ao vice-prefeito, Valmir Walmor Schwindem, o empresário "Valmir das Tintas, um fato inédito no município. Ronério é o primeiro prefeito reeleito em Palhoça.




O vice tenta sentir o peso da caneta, que recebeu de Ronério, para descobrir se tem tinta. Esse assunto, "Valmir das Tintas" conhece muito bem


Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha


A Sessão Solene, ou solenidade de posse, foi presidida pelo vereador mais velho, dentre os onze: Nazareno Martins.

UMA DISPUTA ACIRRADA, NA MADRUGADA

A disputa pela direção do Poder Legislativo de Palhoça foi bastante acirrada. Depois de um intenso debate de opiniões divergentes e duas interrupções, foi finalmente conclamado o resultado, já na madrugada de 2 de janeiro. Nazareno Martins (DEM) é o novo presidente da Câmara, para o biênio 2009 /2010.

Duas chapas – a “Chapa 1”, encabeçada pelo vereador Nazareno Martins (DEM) e a “Chapa 2”, tendo à frente o vereador Otávio Martins Filho (PMDB) – disputaram os onze votos, sob os olhos atentos de pelo menos duas centenas de munícipes, que permaneceram no plenário da Câmara, mesmo após o final da Sessão Solene. Ao final do processo de votação, que contou com discursos inflamados e até acusações, a Chapa 1 venceu por seis votos a cinco.

Embora a votação tenha sido secreta, sabe-se que, optaram pela Chapa 1, além dos membros da Mesa – o próprio Nazareno, Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM, vice-presidente), Isnardo Brant (PMDB, primeiro secretário), e Adelino Machado (Keka, PMDB, segundo secretário) – Cláudio Ari Leonel (Biriba, PSDB) e Ademir Farias (DEM).

Na Chapa 2 estavam, além de Otávio Martins Filho, os vereadores André Machado (PSDB), Nilson João Espíndola (PR), Arcendino José Cerino (Zunga – PR), e Leonel José Pereira (PDT). Eles somaram cinco votos. O sexto voto, do chamado G-6, do vereador Pitanta, migrou para a Chapa 1.




Tavinho (votando) e o G-6, que, sem Pitanta, se transformou em G-5


Fotos: Heverton Alessandro / Primeira Folha










A decisão do vereador Pitanta foi muito criticada, primeiro pelo colega Tavinho e, ao final da sessão, pelo novato Leonel José Pereira. Ambos qualificaram a decisão do veterano Pitanta como “uma traição, porque ele não honrou um documento que assinou”. Pitanta rebateu as críticas, argumentando que, por um período, emprestou apoio ao G-6, porque “não votaria no candidato do prefeito (Ronério), o vereador (Isnardo) Brant. Mas, depois, surgiu um fato novo. Eu não poderia votar contra o Nazareno, por vários motivos”, explicou. “Nossas esposas são primas-irmãs e o Nazareno abriu mão de uma candidatura a vice-prefeito, em meu favor. Isso gerou um compromisso”, afirmou. Detalhe: a candidatura de Pitanta não se consolidou. O vice de Ronério é o empresário Valmir.





Pitanta, na tribuna: "Eu não poderia votar contra o meu partido"



Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha


Porém, lembrou Pitanta, o fator decisivo foi a “posição do Diretório Municipal do DEM, que fechou questão em torno da candidatura do Nazareno. Eu não poderia votar contra o meu partido. É bom lembrar que os outros dois vereadores do PMDB não votaram no colega Tavinho, do mesmo partido”, ironizou.

“UM GRUPO INDEPENDENTE”

O G-6, agora esfacelado pela migração do vereador Pitanta para a Chapa 1, se autodenominava “um grupo independente”, mas não de oposição. Seus membros, quatro novatos e dois veteranos, queriam “mais autonomia”, em relação ao Executivo, e pretendiam eleger o presidente da Câmara de Palhoça. Porém, quando tudo parecia decidido, ocorreu aquilo que já era previsto. Uma reação do grupo ligado ao prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB).

De fato, seria difícil não acreditar numa reação. Afinal, os onze vereadores, eleitos e reeleitos, são filiados aos partidos da base de sustentação, ou seja, formam o grupo que elevou Ronério ao status de primeiro prefeito reeleito de Palhoça.

A mobilização que, ao que tudo indica, sepultou as ousadas pretensões do G-6, tornou-se realidade, na sexta-feira, 26 de dezembro. Ao final de um demorado encontro, o Diretório do Democratas fechou questão em torno do nome do vereador Nazareno Martins (DEM), como candidato de consenso, na sucessão de Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM). Na mesma reunião, ficou bem claro: os três vereadores do DEM, inclusive Pitanta, que ameaçava com uma rebeldia, deveriam votar na candidatura, que mais tarde foi oficializada como Chapa 1.

Inicialmente, o grupo liderado pelos três vereadores do DEM apoiaria o vereador Isnardo Brant (PMDB), aparentemente, o preferido do prefeito Ronério e seus principais aliados. Mas, por diversos fatores, diante da necessidade de unir o grupo, em torno de um candidato de consenso”, conforme explicaram as lideranças do DEM, surgiu o nome do veterano Nazareno Martins.

A decisão do DEM, de lançar candidato, significou um balde de água fria nos planos do Grupo dos Seis. Sem o voto do vereador Pitanta, Otávio Martins Filho (Tavinho, PMDB) e os quatro novatos – André Machado (PSDB); Nilson João Espíndola (PR); Arcendino José Cerino (Zunga – PR); e Leonel José Pereira (PDT) – não conseguiram a maioria (seis votos), para eleger o presidente. Que seria Tavinho.



Antes da votação, era visível o clima de tensão entre os vereadores

Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha


Antes da votação, que terminou já na madrugada do dia 2, a sessão foi suspensa duas vezes, quando foi proposto, ao grupo da Chapa 2, a migração de membros para a Chapa 1, “como maneira de se encontrar o consenso, o que tentamos de todas as formas”, conforme explicou Nazareno Martins. Mas eles preferiram “bater chapa”, como declarou Tavinho em plenário.


NAZARENO E A PROPORCIONALIDADE POSSÍVEL







Nazareno: “Família legislativa” em busca do consenso

Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha

Essa posição, segundo Nazareno Martins, derruba a tese de que a regra da proporcionalidade dos partidos na Mesa Diretora fora quebrada. A diretoria do Legislativo de Palhoça foi composta por dois vereadores do DEM (presidente e vice) e dois do PMDB, primeiro e segundo secretário. “Não podemos obrigar os outros partidos (PSDB, PDT e PR) a fazer parte da nossa chapa”, disse Nazareno. No caso, a proporcionalidade fica na base do “tanto quanto possível”. Mesmo assim, membros da Chapa 2 ameaçam recorrer à justiça.

A Mesa Diretora da Câmara de Palhoça, para o biênio 2009 / 2010, ficou assim composta: Nazareno Martins (DEM), presidente; Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), vice-presidente; Isnardo Brant (PMDB), primeiro secretário; Adelino Machado (Keka, PMDB), segundo secretário.




A Mesa Diretora: Isnardo Brant, Pitanta, Nazareno Martins e Adelino “Keka” Machado

Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha

VETERANO NO SEXTO MANDATO

Nazareno Martins, 56 anos, casado com Luci Pagani Martins, três filhos, já presidiu a Câmara em cinco oportunidades. Conquistou o primeiro mandato em 1976. Além de vereador, também foi vice-prefeito e secretário municipal.

Na noite de primeiro de janeiro, Nazareno propôs “a união da família legislativa”, como forma de eliminar desentendimentos resultantes do processo de escolha da Mesa Diretora. Prometeu lutar pela “regularização fundiária”, defendeu a realização de “audiências públicas nas mini-regiões”, e a criação da TV Câmara, viabilizando “uma maior transparência aos temas em debate”.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

RÁDIO CAMBIRELA TRANSMITE A POSSE DO PREFEITO, VICE E VEREADORES DE PALHOÇA

A Rádio Cambirela, que acompanhou toda a cerimônia de diplomação, na tarde de 12 de dezembro, no prédio da Câmara, no Loteamento Pagani, também vai transmitir o ato de posse do prefeito, do vice e dos vereadores eleitos de Palhoça, para o período legislativo 2009 / 2012.



Jornalista Baby Espíndola, entrevista o vereador Pitanta, um veterano de oito mandados
Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha


A transmissão começa às 19 horas, relatando tudo o que acontece nos bastidores, antes do ato oficial. Dois blocos políticos estão tentando se firmar, para conquistar a maioria dos votos (seis), para consolidar o nome do presidente da Mesa Diretora, para o biênio 2009 / 2012.

De um lado, o G-6, formado por dois veteranos e quatro vereadores novatos, tenta formar um bloco mais independente, em relação ao Executivo personalístico, comandado pelo prefeito reeleito, Ronério Heiderscheidt (PMDB).

De última hora, como carta na manga, uma reação do grupo liderado por Ronério, surge a candidatura de Nazareno Martins, imposta pelo DEM, com o apoio da bancada do PMDB. (Leia matérias sobre esse assunto).

O veterano Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), eleito para o oitavo mandato consecutivo, é o coringa, nesse jogo de poder. Se firmar posição na trincheira do DEM, desarticula o G-6, que passa a contar com Otávio Martins Filho (Tavinho, PMDB), e os estreantes André Machado (PSDB), Nilson João Espíndola (PR), Arcendino José Cerino (Zunga – PR), e Leonel José Pereira (PDT). Portanto, somente cinco votos, numa Câmara de onze cadeiras.

Há que se reconhecer, ainda, a habilidade de um principiante na política palhocense, o advogado Camilo Pagani Martins. Na função legal de vice-presidente do DEM, o jovem Camilo foi de fundamental importância na costura do acordo, que deverá indicar o nome do presidente do Legislativo. (Tem matéria detalhada nesse blog).

Para dinamizar ainda mais a transmissão, a Rádio Cambirela vai contar com os trabalhos de reportagem do jornalista J. Bulin. Baby Espíndola estará na coordenação dos trabalhos. A Cambirela também acompanha a cerimônia de posse do prefeito Djalma Berger (PSB) e vereadores de São José.

VICE-PREFEITO ASSUME PREFEITURA DE PALHOÇA, POR QUINZE DIAS

Logo após ser empossado, no cargo de prefeito, para o segundo mandato, Ronério Heiderscheidt (PMDB) deverá transmitir o cargo ao vice-prefeito, Valmir Walmor Schwindem (DEM).



Vice-prefeito Valmir Schwinden, com o juiz Vilmar Cardozo: prefeito por quinze dias

Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha

A fonte da informação é a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, que afirma que Ronério pretende “se afastar por quinze dias da Prefeitura de Palhoça”. Esse é um fato inédito. Pode ser traduzido como prestigiamento ao empresário “Valmir das Tintas”, um estreante na política.

A solenidade de posse do prefeito será conduzida pelo vereador mais velho, dentre os onze: Nazareno Martins. A cerimônia será realizada, às 20 horas do dia primeiro de janeiro, na Câmara de Vereadores, no Loteamento Pagani.

NOVOS E ANTIGOS POLÍTICOS. ANTIGOS E NOVOS DESAFIOS

A responsabilidade dos novos governantes e legisladores, para o período 2009 / 2012, vai além dos ensinamentos da cartilha formal. A Região Metropolitana de Florianópolis precisa se preparar para enfrentar graves desafios.

O sistema viário é ultrapassado, incapaz de acolher os milhares de veículos que, mensalmente, são despejados nas ruas. O transporte público, que poderá reduzir o caos no trânsito, é outro desafio a exigir soluções. A Saúde Pública, nem de longe, consegue amenizar o sofrimento da população. A Educação prioriza a quantidade de alunos matriculados, em detrimento da qualidade do ensino.

E, o pior dos problemas, a criminalidade, é um monstro errante, descontrolado e ensandecido. A violência precisa muito mais do que discurso e retórica. Exige investimentos e ações rigorosas dos administradores públicos e legisladores.

O saneamento básico, como plataforma para eliminar os riscos de enchentes e deslizamentos, está, desde agora, cobrando mais planejamento e medidas preventivas.

Para discorrer, breve e superficialmente, sobre esse tema, tomo emprestadas algumas palavras do juiz eleitoral, Vilmar Cardozo , pronunciadas, em tom de aconselhamento, na cerimônia de diplomação dos eleitos, em 12 de dezembro.


Prefeito Ronério, recebe o diploma do juiz eleitoral, Vilmar Cardozo: reflexão para o futuro.

Foto: Heverton Alessando / Primeira Folha

Do magistrado, em seu discurso nada econômico em metáforas, partiu um sutil recado, aos poderes Executivo e Legislativo. Citando a tragédia das enchentes e deslizamentos – que resultaram, até agora, em mais de 130 vítimas oficialmente confirmadas, e causaram prejuízos incalculáveis, aos catarinenses –, o juiz Vilmar Cardozo lembrou “a responsabilidade de quem exerce uma atividade pública”, no sentido de planejar, de exercer a autoridade legal, para evitar ocupações irregulares às margens de rios, valas e encostas.

Faz sentido, sua advertência. No Vale do Itajaí, muitas das vítimas fatais e alguns milhares de desabrigados e desalojados, são membros de famílias que migraram das várzeas e baixadas – onde sofreram duras perdas com inundações –, para as encostas. Ocorre que, no Vale do Itajaí, como nas demais cidades catarinenses e brasileiras, por extensão, não há um rigoroso planejamento, para definir a ocupação do solo.

Para não adotar medidas consideradas antipáticas, o que pode significar a perda de votos, as autoridades fazem vistas grossas à desordem de loteamentos, alguns até clandestinos, que nas últimas décadas proliferaram nas margens de rios, valas e nas encostas. Aqueles que evitam tomar medidas antipáticas, impedindo tais loteamentos e construções, agora contabilizam as perdas e ajudam a recolher os cadáveres, dentre os escombros, lama e entulhos.

Que as autoridades de Palhoça, do Executivo, do Legislativo e do Ministério Público tenham aprendido uma lição, com a tragédia que enlutou Santa Catarina, e que, a partir do aconselhamento do juiz Vilmar Cardozo, agendem projetos e ações. O juiz Cardozo, foi discreto, mas transmitiu um importante recado.

NAZARENO MARTINS É O CANDIDATO DE CONSENSO PARA O LEGISLATIVO DE PALHOÇA

Durante quase um mês, o G-6, um grupo dissidente, mas não de oposição, reinou absoluto. Seus membros, quatro novatos e dois veteranos, queriam “mais autonomia”, em relação ao Executivo, e pretendiam eleger o presidente da Câmara de Palhoça. Porém, quando tudo parecia decidido, ocorreu aquilo que já era previsto. Uma reação do grupo ligado ao prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB).

De fato, seria difícil não acreditar numa reação. Afinal, os onze vereadores, eleitos e reeleitos, são filiados aos partidos da base de sustentação, ou seja, formam o grupo que elevou Ronério ao status de primeiro prefeito reeleito de Palhoça.

A mobilização que, ao que tudo indica, sepultou as ousadas pretensões do G-6, tornou-se realidade, na sexta-feira, 26 de dezembro. Ao final de um demorado encontro, o Diretório do Democratas fechou questão em torno do nome do vereador Nazareno Martins (DEM), como candidato de consenso, na sucessão de Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM).

O vice-presidente do Diretório Municipal do DEM, o advogado Camilo Pagani Martins, revelou que, antes da reunião decisiva, “fizemos várias consultas aos demais partidos”. Em princípio – revelou – o candidato do grupo seria o vereador Isnardo Brant (PMDB), aparentemente, o preferido do prefeito Ronério e seus principais aliados. Mas, “por diversos fatores”, conforme explicou Camilo Martins, “diante da necessidade de unir o grupo, em torno de um candidato de consenso”, surgiu o nome do veterano Nazareno Martins.


Nazareno Martins, candidato de consenso

Foto: Heverton Alessando / Primeira Folha



Camilo Martins revelou, ainda, que é determinação do Diretório, que os três vereadores do DEM votem no “nome de consenso escolhido”, em primeiro de janeiro. Essa recomendação inclui o vereador Pitanta, até então considerado um rebelde, que formaria trincheira com o G-6.

Procurado pela reportagem, no final da tarde de terça-feira, 30, Pitanta confirmou seu apoio à candidatura Nazareno Martins. E justificou: “Não posso votar diferente. Afinal, o DEM fechou questão, para apoiar o Nazareno, que inclusive tem o apoio do PMDB. Minha posição é de apoio à decisão do Diretório do DEM. Nazareno Martins é um bom nome”, afirmou Pitanta.

A decisão do DEM, de lançar candidato, significou um balde de água fria nos planos do Grupo dos 6. Sem o voto do vereador Pitanta, Otávio Martins Filho (Tavinho, PMDB) e os quatro novatos – André Machado (PSDB); Nilson João Espíndola (PR); Arcendino José Cerino (Zunga – PR); e Leonel José Pereira (PDT) – não têm maioria para eleger o presidente. Que seria Tavinho.

Inicialmente, segundo informou Camilo Martins, Tavinho foi convidado a fazer parte da Mesa Diretora, mas, como tentou resistir na tarefa de recuperação do G-6, acabou ficando de fora da composição. “O Tavinho é um amigo, um parceiro”, disse Camilo, que acredita que “ele (Tavinho) vai apoiar o nosso grupo”. Para que Tavinho tome assento à Mesa Diretora, alguém (Pitanta, Brant ou Keka) terá que desistir do posto. Tudo é possível.

Ainda segundo informações do vice-presidente do DEM, a chapa de consenso, encabeçada pelo vereador Nazareno, conta com “o apoio do prefeito Ronério”.

Se o acordo for mantido até a noite de primeiro de janeiro, a Mesa Diretora da Câmara de Palhoça, para o biênio 2009 / 2010, ficará assim composta: Nazareno Martins (DEM), presidente; Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), vice-presidente; Isnardo Brant (PMDB), primeiro secretário; Adelino Machado (Keka, PMDB), segundo secretário.

MOBILIZAÇÃO DO DEM DESARTICOU OS PLANOS DO G-6, EM PALHOÇA

A proposta do G-6, para a composição da Mesa Diretora da Câmara, se descortinava como um cenário nada promissor, para as pretensões do prefeito Ronério, reeleito com mais de 73 por cento dos votos válidos.

Fato é que, se a sementinha lançada à terra fértil da dissidência germinasse, o G-6 poderia crescer como uma árvore robusta, capaz de provocar alguma sombra nos sóis da Nova Palhoça. Na verdade, a posse do prefeito reeleito, do vice estreante (Valmir Walmor Schwindem, DEM), e dos onze vereadores, significa muito mais do que o ato formal deixa transparecer. Muito mais está em jogo. É a sedução do poder.

Alguns dos membros do G-6 insistem em afirmar que não se trata de um grupo de oposição ao prefeito Ronério. Porém, tudo indica que, no segundo mandato, o prefeito Ronério, que não enfrentou oposição até agora, poderia, sim, tropeçar em algumas dificuldades, no relacionamento com o Legislativo. Isso, se vingar o projeto do G-6, o que parece impossível. Diziam os “amotinados”, que o G-6 deveria “ agir com autonomia em relação ao Executivo”.

Mesmo não sendo um grupo de oposição, pois seus membros ajudaram a eleger Ronério, com certeza, mudaria o modelo de relacionamento entre o Legislativo e o Executivo.

Há que se admitir que eleição para a presidência do Poder Legislativo, em qualquer estágio, é sempre um ponto de interrogação. O mais sensato, mesmo, é esperar a contagem dos votos, em primeiro de janeiro.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

UM NATAL DE CONSCIÊNCIA

É um costume muito antigo...
Todos os anos,
na festa comemorativa ao nascimento de Jesus,
o convidado de honra é sempre o Papai Noel.
E nem é preciso expulsar o bom-velhinho,
que alegra as festas,
com sorrisos e carinho.

Mas, neste Natal,
abra as portas da sua consciência
e convide Jesus para a festa na sua casa.
Jesus deve ser o convidado especial,
pois Ele é o motivo da festa.

Se Jesus estiver sangrando,
cure suas feridas.
Se ele chorar lágrimas milenares de dor,
enxugue Seu rosto sofredor.

Console Jesus com cantigas e orações.
Se Jesus resolver falar,
escute suas palavras,
pois são verbos, parábolas
e metáforas de muita sabedoria.

< . >

Silêncio, por favor, silêncio...
baixem a música...

Ouço passos... um choro, um gemido...
talvez um lamento...
Pode ser Jesus chegando,
nosso ilustre convidado.

– Então, venha até nós, Jesus!
Portas e janelas de nossas consciências
estão finalmente abertas.
Venha nos ensinar Sua santa sabedoria,
tudo aquilo que, dois mil anos depois,
já estamos esquecendo.

< . >

Sem o Senhor Jesus, acredite, a Festa de Natal não tem graça,
pois não faz sentido festejar,
sem a presença do aniversariante.

Portanto, neste Natal,
abra as portas e janelas de sua vida,
de suja consciência,
e deixe Jesus entrar.

Jesus deve ser o convidado especial,
pois Ele é o verdadeiro motivo da festa.

< . >

Fpolis, noite de 03 de Dezembro 2008


(Baby Espíndola)

domingo, dezembro 07, 2008

TRÊS GERAÇÕES DE FERAS DO JORNALISMO E DA RÁDIO-DIFUSÃO, NA FESTA DA ACI

A festa de final de ano, promovida pela Associação Catarinense de Imprensa, segundo comentário de uma jovem jornalista, “foi um arraso”.

Jornalistas, radialistas e profissionais da publicidade, além de familiares e convidados especiais, participaram da confraternização, na Sede Balneária da ABO – Associação Brasileira de Odontologia -, à Rodovia SC-401, em Vargem Pequena, Florianópolis, no sábado, 06 de dezembro.

Nem mesmo o desconforto das filas, na SC-401, há duas semanas interditada, em virtude da queda de uma barreira, foi capaz de ofuscar o evento.

Profissionais da comunicação, representantes de três gerações, uns muito saudosistas, outros bastante entusiasmados com as novas ferramentas do jornalismo, trocaram idéias, inventariaram alguns feitos, projetaram empreendimentos futuros.

A Rádio Cambirela esteve no evento dos jornalistas e radialistas, que teve como pano de fundo, as celebrações dos 40 anos da Associação Catarinense de Imprensa – ACI – e o centenário da Associação Brasileira de Imprensa – ABI.

Rever amigos, é sempre muito agradável. Por exemplo, conversei muito com Osmar Ayres Teixeira, com quem trabalhei na Rádio Guarujá, TV Catarinense (RBS) e jornal A Notícia, sucursal de Florianópolis. Lá também estavam, entre outros, Aldo Granjeiro, meu primeiro editor, no velho jornal O Estado. “Seu” Osmar (Sch ...), com aquele sobrenome complicadíssimo, que nem arrisco rabiscar. O veterano Osmar carimbou meu primeiro contrato, como jornalista, em 1975, no “mais antigo”, infelizmente, desaparecido.

Contactei com Marcos Bedin, de Chapecó, no velho Oeste Catarinense. Nossa relação profissional sempre foi assim: eu, em Florianópolis (O Estado, Jornal de Santa Catarina, AN, Diário Catarinense), Bedin, em Chapecó. Raul Sartori, respeitável colunista, também estava lá.

O mais consagrado plantão esportivo do rádio catarinense, Luiz Osnildo Martinelli, ainda se recuperando de um problema de saúde, marcou presença e foi aplaudido, de pé, pelos legítimos representantes de três gerações. O mesmo ocorreu, quando foi citado o nome do veterano de guerra das redações, Silva Júnior.

Moacir Pereira, falando aos colegas de trabalho, familiares e convidados, fez uma reflexão sobre a importância da liberdade de imprensa. Os mesmos conselhos que dele ouvi, quando passei a trilhar nos corredores de O Estado. Liberdade e ética!

Alguém conhece o cantor Roberto Alves? Pois olha, confesso que o cronista e comentarista de esportes é um excelente cantor. Afinadíssimo, está prontinho para gravar. Não gravei o áudio. Mas eternizei o especial momento, com uma boa imagem. Que Vale mais que muitas palavras.

Mantive um rápido contato com Vitor (...), com quem trabalhei no DC, na primeira equipe, nos anos 80. Juntos, passamos maus momentos, a bordo de um navio. Revelo o fato em rápidas palavras:

Os tripulantes de um navio, de bandeira árabe, assassinaram o comandante, no porto de Itajaí, e fugiram para o porto de Imbituba, onde atracaram o navio e se amotinaram. Situação de alto risco. Entramos no navio, meio que forçando a barra, eu como repórter, o Vitor – à época estagiário, “foquinha” da redação do DC –, como tradutor. No momento crucial da confusão, fomos cercados por “piratas”, com argolas nas orelhas e adagas afiadas. Mas, terminou tudo bem, e a reportagem, de página dupla, saiu no DC.

Para a Rádio Cambirela, entrevistei o presidente da Associação Catarinense de Imprensa, jornalista Ademir Arnon, e Roberto Salun, que está de volta à televisão, via TVBV. São entrevistas reveladoras, que serão apresentadas, nos próximos dias, no Conexão Cambirela (
www.radiocambirela.com.br), às 8h15 e 18 horas.

Porém, dentre tantos amigos, que tive a oportunidade de ouvir novidades, relatos emocionados de grandes feitos, dedico menção honrosa ao jornalista / radialista Júlio Ramos. Trabalhei com Ramos, na espetacular Rádio Mirador, de Rio do Sul, Alto Vale do Itajaí, no período em que Collor de Mello derrotou Lula da Silva, se tornou presidente e... Quando ele despencou do Planalto, pela porta dos fundos, eu já estava retornando à Grande Florianópolis, para fundar o jornal O Metropolitano.

Na Mirador, escola da radiodifusão no Sul do Brasil, dirigi e editei jornalismo, contando com o jovem talentoso, Júlio Ramos, que tive a honra de reencontrar e abraçar, no sábado, 06 de dezembro, na festa da ACI. Claro, gravei uma boa conversa com Ramos, para os ouvintes da Cambirela.

Era uma boa equipe, aquela da Mirador, sob o comando do saudoso Osni Gonçalves. Baby Espíndola na reportagem, redação, edição e também apresentação. Nilton Waltrick nos microfones. Que voz!, que sensibilidade na interpretação da “Crônica do Acontecido”, com textos de minha autoria.

Júlio Ramos, Siqueira Júnior, Rogério Fernandes, na reportagem, que também contava com Gilberto Luz, “o Repórter Picapau”. Gilberto Luz, ex-Programa César Souza, ex-Ric / Record, soube, como ninguém, utilizar os recursos da Unimóvel Mirador. Um show de informação.

Gilberto Luz estréia na Rádio Cambirela, em 15 de dezembro, com o programa “Tarde Total Cambirela”. Júlio Ramos poderá ser a voz da Rádio Cambirela, no Alto Vale do Itajaí. Estamos conversando.

Mesmo admitindo que é uma injustiça, resumir a nominata de feras do jornalismo e da rádio-difusão a algumas citações, paro por aqui. Pedindo, antecipadamente, escusas pela ausência de outros nomes. Apenas tentei recordar de fatos e nomes de profissionais, com quem tive um contato mais direto.

Um imenso abraço a todos, aos jovens e aos veteranos de guerra das redações e apaixonados pela “latinha”.
ALGUMAS FOTOS
Embora sem muita qualidade, devido a um problema técnico (uma estranha entrada falsa de luz - isso é possível, numa digital?), o que inviabiliza alguns flagrantes importantes, estou postando algumas fotos. Se algum colega quiser enviar fotos melhores, agradeço.



Osmar Teixeira e Luiz Osnildo Martinelli, que se recupera de um problema de saúde

Adenir Arnon, na luta pela união da classe de jornalistas e radialistas

O cantor Roberto Alves conquistou aplausos e provocou fortes emoções

A Rádio Cambirela, presente na festa da Associação Catarinense de Imprensa. Entrevistas com Roberto Salum (foto ao lado) e Júlio Ramos

Muitos brindes foram sorteados, em clima de descontração. O sortudo Roberto Salum ganhou uma viagem aérea da Tam. Na foto, Salum recebe a passagem, das mãos do Gerente Comercial da Tam, Wanderlei Fraga

quarta-feira, dezembro 03, 2008

JUSTIÇA DE PALHOÇA PROÍBE VEREADOR DE SE MANIFESTAR SOBRE A PRAÇA DE PEDÁGIO


Praça de pedágio, em construção, na BR-101, em Palhoça: o motivo da polêmica entre a população e a concessionária

Fotos: Baby Espíndola

Enquanto representantes das comunidades, diretamente envolvidas com a praça de pedágio e diretores, técnicos e engenheiros da empresa concessionária, se reúnem, com o objetivo de encontra uma solução, a Justiça da Comarca de Palhoça radicaliza e proíbe manifestações na BR-101, na localidade de Aririú Formiga.

Há cerca de uma semana, a Auto Pista Litoral Sul S/A, que detém o contrato de concessão com o Governo da União, para a exploração do pedágio, no trecho entre Curitiba e Palhoça, deu entrada, na Justiça de Palhoça, com uma “Ação de Interdito Proibitório”, para evitar, preventivamente, o fechamento da BR-101.

Os alvos da citada ação foram o vereador Adelino “Keka” Machado e o líder comunitário Edson Eugênio da Silva. Pretendeu, a empresa do pedágio, que ambos “se abstenham de realizar qualquer manifestação na BR-101”.

Os advogados da empresa argumentaram que o vereador e a comunidade estariam organizando um movimento para fechar a rodovia. Argumento que, na opinião do advogado Ezair José Meurer Júnior, que faz a defesa do vereador Keka, “é muito frágil (para não dizer: falso), por algumas razões”, segundo explica.

“Primeiro, porque seria uma manifestação pacífica. Não há nenhuma prova concreta de que a comunidade pretendia fechar a BR-101. Importante, também, mencionar que o vereador Keka não faz parte da Comissão de Moradores e nem de qualquer outro movimento. E, na data agendada (15 de novembro), o vereador Keka estava em um hotel de Águas Mornas, participando de eventos patrocinados pela Associação de Vereadores de Palhoça”, alega o advogado.

Apesar disso, o juiz Vilmar Cardoso, da Primeira Vara Cível da Comarca de Palhoça, advertiu, em seu despacho, o vereador e o líder comunitário Edson Eugênio da Silva, para que “se abstenham de efetuar qualquer manifestação, que possa haver no km 220,9, da rodovia BR-101/SC, obstruindo a passagem dos veículos, sob pena de aplicação de multa, no valor de cinco mil reais”.

Entenda-se a expressão “se abstenham”, como uma proibição ao direito constitucional de se manifestar. Vale lembrar, que, em seu artigo quinto, inciso IV, a Constituição Federal trata do direito à “livre manifestação do pensamento”. E, no inciso XVI, garante, aos brasileiros, “o direito de reunir-se, pacificamente, independentemente de autorização”.

Tudo isso, porém, foi negado ao vereador Keka e ao líder comunitário Edson Silva.


Na Câmara de Vereadores, centenas de moradores da região atingida pelo pedágio, puderam se manifestar, de maneira pacífica, sem constrangimento, como assegura a Constituição

FILHA DO PRESIDENTE LULA ACEITA CONVITE PARA OCUPAR SECRETARIA EM SÃO JOSÉ


Gilberto Rosa, Édio Vieira, presidente da Câmara de São José, Djalma Berger, Lurian da Silva Sato, e Telmo Vieira, vice-prefeito de São José

Fotos: Baby Espíndola

O prefeito eleito de São José, Djalma Berger (PSB), reuniu autoridades, representantes da imprensa e convidados, para anunciar nomes do secretariado, com destaque para a confirmação de Lurian Cordeiro Lula da Silva Sato, filha do presidente da República, para a Secretaria de Desenvolvimento Social. A reunião aconteceu na manhã de sexta-feira, 28 de novembro, no plenário da Câmara de São José.

Lurian da Silva Sato, com Djalma Berger e Gilberto Rosa (dir.), o grande articulador

A jornalista Lurian da Silva Sato demorou alguns dias para dar a resposta ao convite, pela necessidade de “realizar algumas consultas”, principalmente ao pai, o presidente Lula da Silva, e ao presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini. Ela explicou que, mesmo sabendo que “esse convite é muito mais pessoal do que político”, de tudo fez para “evitar possíveis divergências”.

Ela disse que a relação familiar com o presidente da República não deverá interferir em suas ações, porque “quem está assumindo a secretaria é a Lurian, não é a filha do presidente. Vou agir de maneira profissional”, afirmou.



Lurian pretende acabar com a cesta básica, para criar o cartão cidadão, que “dá mais dignidade para a pessoa”

“Quem está assumindo a secretaria é a Lurian, não é a filha do presidente"



Entre suas principais ações, de imediato, Lurian da Silva Sato pretende “acabar com essa coisa de cesta básica, para criar o cartão cidadão, que dá mais dignidade para a pessoa, mais opções, como, por exemplo, ir ao supermercado para comprar o que ela quer”. Vai se esforçar, também, para “construir abrigos para moradores de rua, para quem está em situação de risco, quem sofre com a violência doméstica, principalmente as crianças”.

Lurian deixou bem claro que conhece “a dimensão do desafio que vai enfrentar”, mas confessou que está “ansiosa para assumir. Se houvesse possibilidade, através de uma rápida transição, assumiria já”. Nos próximos dias, Lurian pretende visitar todo o município, para se inteirar da realidade social dos moradores, além de procurar informações sobre a Secretaria de Desenvolvimento Social, tais como: recursos previstos no orçamento, estrutura, quadro funcional disponível.

Ao anunciar o nome da jornalista Lurian da Silva Sato, Djalma Berger, prometeu buscar a integração de outras pastas – Educação, Saúde, Cultura, Esportes –, como forma de “agilizar os trabalhos”.

Embora ele venha negando, apenas por discrição, nos bastidores, circula a informação de que o grande articulador do processo, que culminou com a indicação da filha do presidente da República, para compor o secretariado em São José, foi o vice-presidente estadual do PSB, o palhocence Gilberto Rosa. Djalma Berger, inclusive, agradeceu “ao companheiro Gilberto Rosa, pela objetividade, como articulador político”.

Na mesma cerimônia, Berger fez duras críticas ao prefeito Fernando Elias (PSDB), por entender que “ele está dificultando o processo de transição”. Revelou que protocolou alguns pedidos de informações, que a equipe de trabalho considera importantes, mas, infelizmente, não obtivemos nenhuma resposta aos pleitos”. Contudo, Djalma Berger está a esperar que “o bom senso ilumine o prefeito Fernando Elias, para que ele nos repasse as importantes informações”.

domingo, novembro 23, 2008

PREFEITO RECLAMA DO “DESCASO DA CASAN COM SÃO JOSÉ” E AMEAÇA ROMPER CONTRATO

A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São José, comunicou, através de e-mail, assinado pela jornalista Rafaela Linhares, que o prefeito Fernando Elias (PSDB), chegou à conclusão que “a única solução é rescindir o contrato com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan)”, por considerar que “o acordo de concessão não é bom para São José”.

O prefeito alega, segundo relato da jornalista, que “a Casan não cumpre as cláusulas do contrato e ainda utiliza os recursos do município para cobrir despesas com os municípios deficitários. Não podemos mais suportar essa situação”, desabafa Fernando Elias.

– A cada dia, crescem o descaso e transtornos causados aos moradores – segundo afirmação da assessora do prefeito. – “Após inúmeras tentativas de solucionar os problemas causados pela Casan, em São José, a Prefeitura relata a falta de compromisso da empresa com o município e com o meio ambiente, além das dívidas pendentes”.

A Prefeitura lembra que, “desde 1975, a Casan atua no abastecimento de água, coleta e disposição de esgoto sanitário de São José”. E que, “por meio de dispensa de licitação, o contrato com a Casan estabelece prazo para execução dos serviços no município até o ano de 2027”.

LAGOA "FEDENTINA"

Em 1997, o contrato de concessão firmado com a Casan permitiu a instalação da Lagoa de Estabilização, no Bairro Potecas, uma obra inacabada e criminosa, que provoca o desespero de moradores no entorno, que sofrem com o mau cheiro. A “fedentina”, provoca doenças, principalmente nos mais idosos e nas crianças.

Há anos, pressionada por constantes protestos, a direção da Casan vem prometendo uma solução para o grave problema. Mas, na verdade, está apenas ganhando tempo, enquanto a situação se agrava.

Zulmar Kammers, líder comunitário de Potecas e região, vem denunciando, há muito tempo, a contaminação do solo, de mananciais e até da rede de abastecimento de água, em conseqüência de vazamentos da tubulação, que leva o esgoto in natura até a tal “Lagoa de Estabilização”. Um total desrespeito da Casan e do Governo do Estado, que vêm mentindo, descaradamente, para a população de São José.

Durante programa radiofônico (Última Hora, que apresentei, até novembro de 2007, numa emissora AM, de Florianópolis), realizado em Potecas, técnicos e engenheiros da Casan, anunciaram a solução para a “fedentina”. Porém, mais uma vez, não cumpriram a promessa. Ficaram as gravações, como prova.

Na Lagoa de Estabilização de Potecas, local onde são despejadas mais de 40 mil ligações de esgoto da área continental de Florianópolis e menos da metade de São José, “os problemas são ainda maiores. Considerada uma área de risco para os moradores, com obras inacabadas, presença de insetos e problemas com mau-cheiro, a lagoa causa preocupação e desvalorização dos imóveis da região, além de se tornar um problema de saúde pública”, cita o relatório da Prefeitura.

“A Casan foi multada duas vezes, num total de R$1,5 milhão, por lançar esgoto, sem prévio tratamento, nas águas da Baía Norte, em São José. Segundo a Fundação Municipal do Meio Ambiente, a autuação da empresa foi baseada na Lei Federal nº 9605/98, artigo 54; no Decreto Federal 6514/08, artigos 2º, 3º e 62º; na Lei Municipal nº 4428/06, artigos 14 e 15; e no Decreto Municipal nº 22.346/2006, que estabelecem as normas para infrações ambientais”.

E tem mais: “Houve ainda uma terceira multa, no valor de R$350 mil, em função de a Companhia estar exercendo atividade potencialmente poluidora, sem a devida licença ambiental de operação”.

TATU IRRESPONSÁVEL

Na choradeira, elencada pela Prefeitura, para romper o contrato com a Casan, consta que a empresa não vem fazendo “a recomposição da pavimentação asfáltica”, nas ruas onde realiza obras. Age como tatu, espalha o caos na malha viária, e desaparece. Não faz os reparos dos buracos, no “prazo de sete dias”, definido em contrato. Mas goza do privilégio da “isenção total dos tributos municipais”, conforme acordo firmado. Em contrapartida, “o município teria isenção total do pagamento tarifário de água e esgoto”.

Ainda, segundo o relato da jornalista Rafaela Linhares, “em dezembro de 2001, dois termos aditivos foram assinados, pelo então prefeito de São José, Dário Berger, que alteraram as cláusulas do contrato, modificando as obrigações da Casan”.

– O município passou a não ter mais a isenção total de água e esgoto (mas a Casan continuou com isenção total dos tributos) e a responsabilidade com a pavimentação passou a ser da Prefeitura Municipal, mediante posterior ressarcimento da Casan (num prazo máximo de 30 dias após a comprovação dos serviços)”.

Contudo, “passados alguns anos após a alteração das cláusulas, a Casan deixou de cumprir as normas legais e ambientais e está despertando a indignação dos moradores e do Poder Executivo, por deixar de cumprir sua parte no contrato e pelo total descaso com o município”.

Segundo informações oficiais, “somente em 2007, a Casan arrecadou R$ 32 milhões (além da receita de esgoto do continente) em São José, sendo que, desse montante, apenas só R$ 7 milhões retornaram ao município em forma de investimentos”.

Reclama o prefeito Fernando Elias: “Mais de 60 buracos são abertos semanalmente pela Casan e fechados pela Prefeitura Municipal, sem que o reembolso dos serviços prestados seja realizado. Um prejuízo acumulado em mais de R$ 4.755.803,50 (quatro milhões, setecentos e cinqüenta e cinco mil, oitocentos e três reais e cinqüenta centavos)”.

– Apesar do Tribunal de Justiça já ter julgado procedente o processo de execução judicial da dívida, nenhum reembolso foi realizado. Tanto a Prefeitura quanto à população aguardam mais uma vez o comprometimento da empresa.

Na opinião do prefeito Fernando Elias e equipe, “o contrato de concessão não é bom para São José”, porque “a Casan não cumpre as cláusulas do contrato e ainda utiliza os recursos do município para cobrir despesas com os municípios deficitários. Não podemos mais suportar essa situação. A única solução é rescindir o contrato”.

ISOLAMENTO POLÍTICO

Difícil é se imaginar que o prefeito, que não conquistou a reeleição, ao final de um tumultuado mandato, durante o qual manteve uma queda de braço permanente com a Câmara, disponha, ainda, de tempo (pouco mais de 30 dias no cargo), para promover o rompimento de contrato com a Casan.

Não teria nem mesmo força política para agir. Até porque, não contaria com o respaldo do Legislativo. Além disso, seu sucessor, Djalma Berger (PSB), irmão de Dário Berger (reeleito em Florianópolis e aliado do governador Luiz Henrique da Silveira), já deve estar agindo nos bastidores, para evitar a quebra de contrato. Contrato que foi renovado por Dário Berger, quando prefeito de São José.

Infelizmente, só agora, o prefeito Fernando Elias tenta se impor, contra a Casan e as forças subjugadoras do Governo do Estado, que não tratam os municípios com o devido respeito. Senhor Elias, tudo indica que sua atitude é tardia e inútil.

< . > < . > < . >

RÁDIO CAMBIRELA

Informação com Opinião. Musical selecionado.

http://www.radiocambirela.com.br/

< . > < . > < . >

ENFEITES LUMINOSOS DE NATAL PODEM PROVOCAR ACIDENTES FATAIS E INCÊNDIOS

O alerta é do chefe da Agência Regional da Celesc Distribuição em Florianópolis, engenheiro eletricista Gilberto dos Passos Aguiar.



Gilberto Aguiar com os pisca-piscas perigosos: “Cuidado com os cordões de luz”
Foto: Baby Espíndola


Gilberto Aguiar chama a atenção da população sobre os riscos de acidentes durante o manuseio e a utilização indiscriminada e sem precauções dos pisca-piscas em pinheirinhos e mangueiras luminosas energizadas.

Esses equipamentos, muito utilizados durante as festas de Natal e Ano Novo, que emprestam uma beleza toda especial às casas, lojas, prédios, pátios e jardins, são extremamente perigosos, porque conduzem energia elétrica da rede de distribuição de 220 Volts.

Os riscos aumentam – segundo explica o engenheiro eletricista –, porque muitos desses equipamentos, que em sua maioria são importados de maneira clandestina, não oferecem os requisitos necessários de segurança. No caso dos pisca-piscas, que custam em média quatro reais, os fios são extremamente finos e a proteção de borracha não tem os padrões recomendados.

Assim, basta um atrito continuo, por algum tempo, para descascar a proteção e expor o fio energizado, o que é um risco de choque, que pode ser fatal. Além disso, esses equipamentos sem qualidade podem provocar incêndios.

As lâmpadas, também, muito frágeis, quebram facilmente, podendo provocar acidentes. E, o mais grave: se uma criança morder uma lâmpada, além de sofrer lesões na boca, certamente receberá um choque violento.

Gilberto Aguiar faz outro alerta: “Não coloque adereços, enfeites de papel ou de plástico, fitas, sobre as lâmpadas e fiação, porque pode provocar um super-aquecimento, com possibilidade de incêndio”.

Se as medidas cautelares não forem adotadas, os riscos de acidentes aumentarão, consideravelmente, nas épocas de festas, devido ao intenso consumo de pisca-piscas e mangueiras luminosas.

Segundo Passos Aguiar, “devemos fazer de tudo para proporcionar um belo espetáculo de luzes e brilho, que toma conta das cidades, enchendo os olhos e alegrando ainda mais essa época festiva. Mas é preciso tomar alguns cuidados para evitar que a iluminação natalina e os enfeites luminosos sejam causa de acidentes com choques elétricos e curtos-circuitos”.

Ele recomenda que “o primeiro passo é escolher com cuidado os cordões de luz, mangueiras e pisca-piscas, que devem ser de boa procedência, certificados pelos institutos controladores de qualidade”.

O que não vem acontecendo. Por economia, as pessoas acabam adquirindo produtos mais baratos. E perigosos.

terça-feira, outubro 07, 2008

SONHOS DE PAPEL, DIA 26 DE OUTUBRO, NA CIDADE UNIVERSITÁRIA PEDRA BRANCA

PROGRAMAÇÃO SONHOS DE PAPEL, "UM PROJETO SOCIAL ENTRE A TERRA E O CÉU", FOI ADIADA EM CONSEQÜÊNCIA DAS PÉSSIMAS CONDIÇÕES DO CLIMA. ASSIM QUE POSSÍVEL, AGENDAREMOS OUTRA DATA, APÓS AMPLA CONSULTA À PREVISÃO DO TEMPO.

A Direção da Rádio Cambirela
Estatísticas indicam que mais de dez por cento dos acidentes, que resultam em queda de energia elétrica, são provocados por restos de pipa na fiação, que, na Região Metropolitana de Florianópolis, mais parece uma teia de aranha energizada.

Além dos prejuízos causados às comunidades, à indústria e ao comércio, que deixam, temporariamente, de produzir e vender, há o iminente risco de choque elétrico, que pode, inclusive, provocar a morte de quem manuseia a pipa.

A situação é mais grave, principalmente, em regiões onde as crianças cultivam a cultura de brincar com pipas. Uma brincadeira saudável, mas muito perigosa, se não forem adotadas as necessárias medidas de segurança.

O cerol é outro inconveniente que deve ser evitado. Os pais precisam fiscalizar para descobrir que tipo de cordão está agregado à pipa. Atingidas pelo cerol do cordão das pipas, muitas pessoas já morreram degoladas, uma morte lenta, através de um processo hemorrágico. Outras tiveram braços amputados e outros ferimentos, como cortes no rosto e em outras partes do corpo. As vítimas mais constantes são os motoqueiros e ciclistas.

Utilizar ou vender pipa com cerol é crime previsto em lei. Algumas lojas da Região Metropolitana de Florianópolis vendem esse produto ilegal. Mas, como não há fiscalização, ninguém é punido.

Devido à gravidade do problema, a direção da Rádio Cambirela, está criando “Sonhos de Papel – Um projeto social entre a terra e o céu”, com o objetivo de orientar as crianças, adolescentes e até adultos, sobre os riscos da inocente brincadeira. Soltar pipas e papagaios entre a fiação de distribuição de energia é muito perigoso e pode provocar até a morte.

Sonhos de Papel visa a organização e a disciplina de uma brincadeira tradicional que, se realizada com segurança, é muito agradável. Como não basta orientar e até impedir a brincadeira, a Rádio Cambirela vai realizar um evento a cada mês, sempre numa ampla área de lazer, longe dos fios de energia.

A primeira edição do projeto vai acontecer no próximo dia 26 de outubro, na área de lazer da Cidade Universitária Pedra Branca, próximo ao lago, em Palhoça. A produção do evento espera atrair um grande público. Inicialmente, o evento estava marcado para 12 de outubro, mas, atendendo a sugestões, foi agendado para o dia 26.

A Rádio Cambirela, que conta com o apoio da AMO – Associação dos Moradores e Proprietários de Terrenos da Cidade Universitária Pedra Branca – e da Agência Regional da Celesc, vai transmitir o evento, ao vivo, das 9 às 12 horas. Além de dezenas de pipas alçadas aos céus, outras atividades serão desenvolvidas, para divertir as crianças, adolescentes e adultos.
“MENOR RESPONSÁVEL”
Em mais uma sessão do Júri Popular da Comarca de Palhoça, sentou-se, no banco dos réus, um mandante de homicídio. O autor do crime, um menor, está recolhido, temporariamente, no São Lucas, em São José. Geralmente, para cada crime bárbaro, tem um “menor responsável”. Em muitos casos, mesmo quando adultos cometem crimes, menores de 18 anos assumem a culpa. Todos sabem que eles são protegidos pelo IBI – Instituto Brasileiro da Impunidade. Só as “otoridades” não percebem.

ELES CONVIDAM
E nós vamos, porque vai ser um grande evento. “Eles Convidam, Especial 2 anos”, está programado para acontecer em 19 de outubro, um domingo, a partir das 14 horas, no Praia Park Clube, em Palhoça. Grandes atrações estão agendadas. Basta citar: pagodeira, com Sensatez, Swing Maneiro. Victor & Leo Cover, na linha sertanejo universitário. A galera vai se divertir a mil com os DJs Roger Farias, Luiz Nunes e Winrcius Scharf. Outra grande atração: Projeto Caramelo, hip hop de alto nível. A direção da Rádio Cambirela está conversando com os realizadores, Beto Wagner & Evandro Maciel, com o objetivo de transmitir o evento, ao vivo.

PM DE LUTO
A Polícia Militar da Grande Florianópolis está de luto. Luto que se traduz por um imenso sofrimento, que a todos envolve. Na noite de um sábado, 27 de setembro, bandidos armados assassinaram o policial Marcelo Kreusch, 34 anos. Ele deixou esposa e uma filha, de 9 anos. Marcelo foi mortalmente ferido, durante assalto a um posto de combustíveis, em Santo Amaro da Imperatriz. Na seqüência, foi montado uma mega operação, envolvendo mais de cem policiais da região, o que resultou na prisão de cinco bandidos. Anito Araújo, autor do disparo que matou o policial, também foi ferido.

<> + <> + <>

Musical de bom gosto.
Informação com opinião.
<> + <> + <>
CONEXÃO CAMBIRELA

Jornalismo compromissado com a verdade.
Às 08 e 18 horas.
Horários alternativos: 10, 14 e 21 horas.
<> + <> + <>

sexta-feira, outubro 03, 2008

Editorial - A OMISSÃO DA DIPLOMACIA BRASILEIRA

Por tudo aquilo que o Brasil representa para o continente sul-americano, o presidente Lula da Silva tem porteiras abertas para se consagrar como uma grande liderança. No entanto, embora os ventos favoráveis, está encontrando dificuldades para assumir essa postura de grande líder. No campo da diplomacia, um líder precisa ouvir muito e falar na hora certa. Ponderar, em momentos cruciais e adotar medidas, quando necessário, mesmo que sejam consideradas antipáticas, ou que venham a provocar algum tipo de resistência entre os vizinhos interlocutores.

Problema é que, em mais um episódio, uma arranca rabo com um país vizinho, o presidente Lula da Silva e seus comandados, principalmente o Ministro das Relações Exteriores, Azeredo da Silveira, pecaram pela omissão e timidez.

Quando o “cumpanheiro” Rafael Correa escorraçou a construtora Norberto Odebrecht do equador, os brasileiros esperavam uma postura mais enérgica do governo brasileiro. Porém a diplomacia do Itamaraty frustrou as expectativas. Mais uma vez.

Lula da Silva, Silveira e outros simpatizantes das bandeiras vermelhas, que dominam a América do Sul, preferiram seguir a cartilha ideológica. O presidente do Brasil, abandona a postura de provável líder do continente, para assumir a posição de paizão avermelhado, do tipo complacente, caridoso, que perdoa tudo e que tenta justificar até atitudes desrespeitosas com o Brasil.

Além de correr com a empresa brasileira do Equador, Rafael Correa ainda ameaçou aplicar um calote no Brasil. Falou, com todas as letras, de sua intenção ditatorial de suspender o pagamento de uma dívida com o BNDES, banco estatal brasileiro, de quase 200 milhões de dólares, dinheiro esverdeado como a floresta amazônica, que foi utilizado para financiar obras, que alavancam o desenvolvimento daquele país.

Recentemente, Lula da Silva, Rafael Correa e Hugo Chávez, da Venezuela, reuniram-se em Manaus, capital do Amazonas. Como sempre, o discurso de Chávez teve como alvo “El Diablo”, o presidente George W. Bush, dos Estados Unidos. Não dá para entender. Se Hugo Chávez amaldiçoa, com tal intensidade, o presidente norte-americano, porque, então, continua vendendo grande parte do petróleo da Venezuela, para El Diablo? Será que é para manter o fogo do inferno sempre aceso e em altas temperaturas?

Na condição de palpiteiro presidencial, Lula também arriscou conselhos irônicos aos americanos, sobre a crise financeira dos Estados Unidos. O brasileiro manteve um encontro reservado com o presidente do Equador. Vestido de branco, como pai de santo de encruzilhada, nosso líder bajulou o mais que pode o vizinho Rafael Correa, que não desiste nunca da ensaiada pose de galã de folhetim.

Mas, de nada adiantou. Ao final do frustrante encontro, Rafael Correa manteve sua firme decisão de expulsar a empresa brasileira do território equatoriano. E o nosso líder maior retornou para Brasília com mais essa derrota diplomática em seu histórico. Uma humilhação para os brasileiros.

Pela importância que representa o Brasil, no continente, inclusive na condição de exportador de tecnologia e desenvolvimento, e financiador de projetos para os países vizinhos, o presidente Lula da Silva bem que poderia aplicar um puxão de orelha no insinuante Rafael Correa, um corretivo, capaz de assanhar o ego dos brasileiros, que amargam derrotas, desde as travessuras de Evo Morales, que botou a Petrobras a correr, da Bolívia.

Senhor presidente Lula da Silva, nunca é tarde para mudar de estratégia. Os brasileiros estão a exigir uma postura mais arrojada, da diplomacia brasileira, em relação aos vizinhos, fantasiados de pobres.

Pobre, é o povo brasileiro, que paga duas vezes pelos mesmos serviços, nas áreas da educação, saúde, segurança e transportes. Paga na forma de impostos e comprando serviços da iniciativa privada. Serviços que deveriam ser públicos, prestados pelo Estado / Nação.

Menos ideologia, menos paixão pelas bandeiras vermelhas, e mais ação. Eis a solução. É isso que os brasileiros esperam, do Presidente da República.
Baby Espíndola

segunda-feira, setembro 29, 2008

EDITORIAL – O MASSACRE DOS IMPOSTOS NO IMPÉRIO DO REI LULA

Os números, sobre os quais passaremos a conjecturar, são impressionantes e, de imediato, provocam um intenso sentimento de revolta nos brasileiros, dotados de um mínimo de dignidade. Pois, as estatísticas indicam que estamos sendo enganados, saqueados, explorados, por um sistema avarento de arrecadação de impostos.

A conclusão a que chegamos, bastando, para isso, uma superficial análise dos números, é que estamos pagando duas vezes pelo mesmos serviços, que deveriam ser públicos, mas que são transferidos para a iniciativa privada.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) revela que a classe média brasileira vai trabalhou 75 por cento do ano de 2008, para pagar tributos e adquirir serviços públicos essenciais, principalmente nas áreas da saúde, educação e segurança. Isso significa três quartos do ano. Ou seja: de janeiro a setembro, marchamos nas trincheiras de produção, para alimentarmos os governantes e a classe política, principalmente o bando de Brasília.

Segundo conclusão a que chegaram os técnicos do IBPT, “a deficiência na prestação dos serviços públicos obrigam as famílias a gastar cada vez mais com serviços privados, em substituição àqueles que deveriam ser fornecidos pelo Estado”.

Como isso acontece? Os governos – principalmente aquele estabelecido na república brasileira do mensalão –, saqueiam os súditos de todo o país, exigindo, constrangendo e até ameaçando para conseguir seus objetivos: que é arrecadar o máximo possível.

Somente em 2008, a Receita Federal já amontoou, em seus cofres, mais de 700 bilhões de reais. Assim, pagamos a maior carga tributária do mundo, ao império do Rei Lula, mas não desfrutamos de serviços públicos nos mesmos níveis.

Não é mais novidade para ninguém, que a saúde é um caos. E, como a saúde está na UTI, apelamos para os planos complementares, que nem sempre correspondem à expectativa.

Que a educação é deficiente – basta citarmos que mais de dois milhões de crianças, rigorosamente matriculadas nas escolas, como manda o figurino oficial, para engordar estatísticas, não sabem ler, nem escrever. Então, se a educação não é das melhores, os filhos da classe média passam a freqüentar escolas particulares.

E a segurança mais parece um roteiro de filme de terror. Quem dita as regras são os narcotraficantes, contrabandistas de armas, membros do crime organizado e desorganizado, espalhados como polvos malditos, das favelas aos palácios, com seus tentáculos em setores do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Horrorizados com a criminalidade, compramos equipamentos e contratamos serviços. Nos enjaulamos em nossas casas e no trabalho.

Conclusão: pagamos pelos serviços públicos, através dos impostos, mas não podemos contar com o Estado / Nação. Então, somos forçados a comprar os mesmos serviços da iniciativa privada.

Na área dos transportes, gradativamente, o governo Lula da Silva (que na campanha pela reeleição era contra as privatizações, uma manobra de Satanás! – dizia) vai privatizando as rodovias. Mas continua cobrando impostos nas mesmas proporções, inclusive através da Cide, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, o imposto específico dos combustíveis, um embuste do Governo Federal. (Sobre a Cide, trataremos, detalhadamente, num capítulo à parte).

Por todos os serviços aqui mencionados, e tantos outros não referidos, pagamos muito caro e nem sempre a qualidade é a ideal.

Detalhe importante: geralmente, as empresas prestadores de serviços, nas áreas de saúde, educação e segurança, pertencem aos políticos e administradores públicos, ou a aliados, que, em épocas de campanha eleitoral, como agora, sustentam suas gorduchas despesas e mordomias.

É fácil de entender mais essa maracutaia. A classe política deixa de prestar o serviço público, para vender os serviços através da iniciativa privada. Muito conveniente.

Assim, precisamos trabalhar três quartos do ano, de janeiro a setembro, para pagarmos impostos e despesas com serviços prestados pela iniciativa privada. Serviços que deveriam ser prestados pelo Estado / Nação.

Apesar de tudo isso, cerca de 65 por cento dos súditos acham que o rei é muito bom. O rei saqueia as províncias, através de seus soldados arrecadadores de impostos, mas o rei é bom.

(Baby Espíndola)

sábado, setembro 27, 2008

DEZ POR CENTO DAS QUEDAS DE ENERGIA SÃO PROVOCADOS POR RESTOS DE PIPAS NOS FIOS

A direção da Celesc adverte: os cabos da rede de distribuição têm energia suficiente para matar uma criança.

Reportagem Especial / Baby Espíndola

Estatísticas indicam que mais de dez por cento dos acidentes, que resultam em queda de energia elétrica, são provocados por restos de pipa na fiação. Além dos prejuízos causados às comunidades, à indústria e ao comércio, que deixam, temporariamente, de produzir e vender, há o iminente risco de choque elétrico, que pode, inclusive, provocar a morte de quem manuseia a pipa.

A situação é mais grave, principalmente, em regiões onde as crianças cultivam a cultura de brincar com pipas. Uma brincadeira saudável, mas muito perigosa, se não forem adotadas as necessárias medidas de segurança.

Essa advertência foi feita pelo chefe da Agência Regional da Celesc, na Grande Florianópolis, Santa Catarina, engenheiro Gilberto dos Passos Aguiar, em entrevista à Rádio Cambirela / Jornal O Caranguejo. Simpatizante da brincadeira, que atrai centenas de crianças em toda a Região Metropolitana de Florianópolis, mas preocupado com os casos de queda de energia e riscos de acidentes (choques), Gilberto Aguiar alerta:

– Não queremos tirar o lazer das crianças, mas as pipas devem ser soltas longe da rede elétrica. – E explica o porquê: – Justamente porque a pipa, ao enrolar na rede, pode causar muitos problemas. Por exemplo, em dias com muita umidade, pode passar corrente de um ponto para outro, e fechar um curto circuito. Se isso ocorrer, toda a região, no entorno, ficará sem energia.



Gilberto Aguiar: “Soltar pipa, bem longe da rede de energia”



Fatos mais graves podem acontecer, alerta o engenheiro, que tem profundo conhecimento em energia e sobre os riscos do contato humano com ela. Segundo Gilberto Aguiar, por causa do curto circuito provocado pelos restos de pipa na fiação, pode acontecer o derretimento de um cabo, com sua conseqüente queda. E, o pior pode ocorrer. Por exemplo, “se alguém tiver contato com esse cabo, vai pagar com a vida, será um acidente fatal, com certeza”.

TEIA DE ARANHA ENERGIZADA

Os pais e os responsáveis, adultos mais experientes de uma maneira em geral, devem alertas as crianças, sobre os riscos que elas correm, ao brincar com pipas em áreas urbanas, onde a fiação, de tão intensa, mais parece uma teia de aranha energizada.

Deve-se ressaltar outro detalhe muito importante: “Se o cordão estiver úmido, a criança que está brincando com a pipa, com certeza, será atingida pela corrente elétrica. Principalmente, se estiver com os pés no chão úmido, sem calçados. Vai ser um acidente fatal”, adverte o engenheiro. (Acidentes dessa natureza já aconteceram).

Gilberto Aguiar explica que “para provocar a morte de uma pessoa, principalmente uma criança, basta um mínimo de corrente. Se a criança estiver sem calçado, num dia úmido, após uma chuva, é fatal. Os cabos da rede de distribuição têm energia bastante para matar uma criança”.

Acidentes dessa gravidade podem acontecer com a maior facilidade. Na temporada de férias, exatamente quando as crianças mais brincam com pipas, são comuns as trovoadas rápidas, chamadas justamente de “chuvas de verão”.

Por hipótese: uma criança está brincando com sua pipa e é atingida por uma chuva repentina, enquanto recolhe o cordão, que pode se enrolar em algum fio, principalmente, se empurrado pelo vento. Para não perder o brinquedo a criança insiste em recolhê-lo. O que poderá provocar o choque elétrico fatal.

Em outra situação, o cordão pode ser atingido pela umidade da chuva e, como o sol sempre retorna após a breve tempestade, numa nova fase da brincadeira (pois a criança se apressa em voltar ao que fazia antes), pode ocorrer o acidentes fatal.

Além do risco com a segurança de quem solta a pipa, os restos (papel, cordão, bambu, que é um excelente transmissor de energia), deixados na fiação, provocam prejuízos para a empresa (Celesc), que deixa de fornecer energia.

A comunidade fica sem energia, ocorrem danos a eletrodomésticos e outros aparelhos dependentes da rede de distribuição, empresas param de funcionar, o comércio é prejudicado, porque deixa, temporariamente, de vender.

Então, é importante que os pais, responsáveis, vizinhos, orientem as crianças para que brinquem com pipas bem longe da fiação de energia elétrica, justamente, porque, além de ser muito perigoso, essa brincadeira, aparentemente, inofensiva, provoca acidentes e queda de energia.

Uma criança, que horas antes deixou restos de uma pipa na viação, ela própria pode ser prejudicada. Se o “lixo”, preso aos fios, provocar queda de energia, a criança fica sem poder assistir à televisão, não pode brincar com vídeo-game e não poderá desfrutar de outros benefícios proporcionados pela energia elétrica.

CEROL, UMA ARMA LETAL

O cerol é outro inconveniente que deve ser evitado. Os pais precisam fiscalizar para descobrir que tipo de cordão está agregado à pipa. Atingidas pelo cerol do cordão das pipas, muitas pessoas já morreram degoladas, uma morte lenta, através de um processo hemorrágico. Outras tiveram braços amputados e outros ferimentos, como cortes no rosto e em outras partes do corpo. As vítimas mais constantes são os motoqueiros e ciclistas.




Vítima do cerol, que sobreviveu ao acidente, ficou com graves seqüelas

Utilizar ou vender pipa com cerol é crime previsto em lei. Algumas lojas da Região Metropolitana de Florianópolis vendem esse produto ilegal. Mas, como não há fiscalização, ninguém é punido.

Em várias cidades, já ocorreram condenações pelo uso de cerol em pipas e papagaios, que podem provocar graves acidentes e até a morte.

O cerol é uma mistura criminosa de cola de madeira com vidro moído. Não há estatísticas confiáveis, mas sabe-se que muitas pessoas, ciclistas e motoqueiros, atingidos pelos cordões de pipas e papagaios com cerol, perderam suas vidas ou ficaram com graves seqüelas.

SONHOS DE PAPEL: PROJETO SOCIAL ENTRE A TERRA E O CÉU

Devido à gravidade do problema, a direção da Rádio Cambirela está criando “Sonhos de Papel – Um projeto social entre a terra e o céu”, com o objetivo de orientar as crianças, adolescentes e até adultos, sobre os riscos da inocente brincadeira. Soltar pipas e papagaios entre a fiação de distribuição de energia é muito perigoso e pode provocar até a morte.

Sonhos de Papel visa a organização e a disciplina de uma brincadeira tradicional que, se realizada com segurança, é muito agradável. Como não basta orientar e até impedir a brincadeira, a Rádio Cambirela vai realizar um evento a cada mês, sempre numa ampla área de lazer, longe dos fios de energia.

A primeira edição do projeto vai acontecer no próximo dia 12 de outubro, na área de lazer da Cidade Universitária Pedra Branca, próximo ao lago, em Palhoça, cidade da Região Metropolitana de Florianópolis. Por ser o “Dia das Crianças”, a produção do evento espera atrair um grande público.

A Rádio Cambirela, que conta com o apoio da AMO – Associação dos Moradores e Proprietários de Terrenos da Cidade Universitária Pedra Branca – e da Agência Regional da Celesc, vai transmitir o evento, ao vivo, das 9 às 12 horas. Além de dezenas de pipas alçadas aos céus, outras atividades serão desenvolvidas, para divertir as crianças, adolescentes e adultos.