sexta-feira, setembro 18, 2009

VEREADOR LEONEL ALERTA: RIO CUBATÃO AMEAÇA RUAS NA GUARDA

O vereador Leonel Pereira (PDT) demonstrou, da tribuna da Câmara, sua preocupação com a erosão que o Rio Cubatão está provocando, principalmente, na Avenida Santo Anjo da Guarda.

Leonel do Proerd, como é conhecido, deixou claro que o processo de erosão vem ocorrendo há muito tempo e lamenta, porque, até agora, a Prefeitura, através da Secretaria de Obras, ainda não adotou nenhuma medida, para, pelo menos, minimizar o problema. A Secretaria de Agricultura também pode apoiar um projeto de recuperação das áreas atingidas, pois os agricultores também poderão ficar prejudicados.

Além da Avenida Santo Anjo da Guarda, também a rua que dá acesso ao Morro dos Quadros, está sendo destruída pelo rio, a cada enchente.



Quando ocorrem tempestades, a violência das águas ameaça destruir a Avenida Santo Anjo da Guarda



A Avenida Santo Anjo da Guarda é a principal ligação do bairro Guarda do Cubatão, com a BR-101 e o Centro de Palhoça

Veículos pesados, inclusive ônibus, também trafegam pela principal avenida do bairro








A avenida, que é considerada “a rua geral do bairro Guarda do Cubatão”, calçada com paralelepípedos, já perdeu uma parte da pista. A outra rua, de chão batido, foi duramente castigada pela turbulência das águas, que descem de Santo Amaro da Imperatriz e municípios vizinhos.




Na estrada de acesso ao Morro dos Quadros, o Rio Cubatão parece ainda mais ameaçador

No detalhe (foto à direita), estão bem nítidas as marcas da erosão



Fotos: Daniel Zimmermann










Na curva próxima à Santa Cruz, metade do leito da rua já desapareceu, calcula o vereador. “Mais algumas enxurradas, mais alguns temporais, e provavelmente perderemos o que resta da Avenida Santo Anjo e da rua de acesso ao Morro dos Quadros”.

quinta-feira, setembro 03, 2009

CÂMARA APROVA ISENÇÃO DE PEDÁGIO PARA TODOS VEÍCULOS EMPLACADOS EM PALHOÇA

Ao final de uma sessão ordinária de muitos debates e intensa polêmica, a Câmara de Palhoça aprovou o Projeto de Lei Complementar no. 11/2009, com a inclusão da Emenda 02 / 2009, que garante isenção de pedágio para todos os veículos emplacados no município de Palhoça. A lei, que obviamente será sancionada pelo prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), deverá entrar em vigor no próximo dia 15 de setembro. O valor da isenção, contudo, não poderá ultrapassar o montante que a concessionária deve repassar à Prefeitura Municipal, a título de ISS.

O texto original, de autoria do Executivo, previa isenção apenas para 1.762 veículos, que foram previamente cadastrados, principalmente da Região Sul do município.

O vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta – DEM), vice-presidente da Câmara de Palhoça, retirou, estrategicamente, a Emenda 01 / 2009, que pedia a isenção para todos os veículos emplacados no município, porém sem condicionamento ao valor a ser arrecadado com ISS, pela Prefeitura. A sessão foi suspensa e, ao final de uma reunião que durou mais de meia hora, os vereadores resolveram apresentar uma emenda coletiva, que recebeu onze assinaturas.

Ao final da sessão de segunda-feira, Pitanta disse que a Câmara “fez justiça, agiu com dignidade e respeito aos palhocenses”.

A REUNIÃO

Na reunião com o prefeito, vereadores, secretários e alguns poucos empresários, na tarde de quinta-feira, 27, a senadora Ideli Salvatti anunciou três propostas: mudança da praça de cobrança de pedágio, do km 221 para o km 246, na divisa com Paulo Lopes; ou, construção de uma ponte alternativa, sobre o Rio Cubatão; ou, ainda, a isenção, apenas para os veículos cadastrados pela Prefeitura.

O PROJETO

O Projeto de Lei Complementar 11/2009, de autoria do Executivo Municipal, propunha a gratuidade do valor da taxa de pedágio “aos proprietários de automóveis, caminhonetas, motocicletas e motonetas”, que foram cadastrados pela Secretaria Municipal da Receita”. A isenção anunciada pela Prefeitura de Palhoça atingia apenas os 1.762 veículos cadastrados.

A concessionária Auto Pista Litoral Sul S/A não deverá perder um único centavo com a isenção. Isso porque, através do projeto 11/09, a Prefeitura pede autorização à Câmara, para “deduzir do valor devido, a título de ISS, pela empresa (OHL), incidente sobre a taxa de pedágio, o custo referente à gratuidade concedida”.

Isso significa dizer que, todos os contribuintes palhocenses arcarão com os custos decorrentes da isenção, segundo cálculos de hoje, algo em torno de quinze mil reais mensais. Porque é dinheiro que entra nos cofres, mas só poderá ser usado para sustentar a isenção.

Assim sendo, o pedágio não é um bom negócio, nem para a Prefeitura, e muito menos para os munícipes. Basta considerar que o ISS a que Palhoça tem direito, é calculado com base no trajeto de oito quilômetros, entre a divisa com São José e a praça de cobrança.

O mesmo projeto de lei define que “a concessão vigorará até a conclusão ou a liberação de um acesso alternativo, aos usuários beneficiados com a gratuidade da taxa de pedágio”.

A EMEMDA

Estrategicamente, o vereador Pitanta retirou a Emenda 01, para facilitar o acesso da Emenda 02, coletiva, que assegura isenção de pedágio para todos os veículos (automóveis, caminhonetas, motocicletas e motonetas),emplacados em Palhoça, até o montante arrecadado a título de ISS. Ou seja, se a Prefeitura arrecadar quinze mil reais em ISS, resultante do pedágio, poderá isentar veículos até o mesmo valor. Estudos indicam que o município tem cerca de 50.000 veículos licenciados.

Outra emenda coletiva proposta, de no. 03, e aprovada, afirma que a lei entrará em vigor, a partir do dia 15 de setembro, tendo vigência até que seja construído um caminho alternativo.

Para o vereador Isnardo Brant (PMDB), líder do governo na Câmara, o Legislativo deu “uma demonstração de maturidade, na busca de uma solução mais conveniente para os palhocenses”. O presidente da Câmara disse que “a emenda é ótima. Vai beneficiar todos os palhocenses que têm carros emplacados no município”.

sábado, agosto 15, 2009

Editorial – COLLOR AMEAÇA SIMON E CONSTRANGE OS BRASILEIROS

O balaio de escândalos, patrocinados pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB), e sua quadrilha, transbordou, e atingiu o extremo da paciência dos brasileiros. Naquela casa de orgias e corrupção, ninguém respeita mais ninguém.

Um episódio, no entanto, se tornou muito grave. O canastrão Fernando Collor de Mello, fez um pronunciamento agressivo, grosseiro, ameaçador, contra o senador Pedro Simon (PMDB – RS), um dos últimos pilares de honestidade da República. Ameaçador, é o termo mais exato. Xingou o respeitável sulista e ainda culpou a imprensa pela podridão que abala as estruturas do Senado da república brasileira do mensalão.

A postura de Collor de Mello, que, no passado, subiu a rampa do Planalto como rei e deixou a casa pela porta dos fundos, é um demonstrativo do quanto de podre há naquela casa legislativa.

Quem achava que, durante o período em que esteve afastado da vida pública, Collor de Mello, tinha aprendido algo, que o tombo da presidência lhe servira de lição, que moldara seu espírito vulgar, mesquinho, fútil e aventureiro, se enganou. Collor de Mello é o mesmo arrogante, diria, até, imoral. Pois é uma imoralidade atacar e ameaçar o veterano Pedro Simon.

Ao senhor Collor de Mello, quero dizer, por fim, que cangaceiro com fama de valente, nós aqui do Sul, costumamos cortar aquilo, que é supostamente roxo, para ser pendurado numa esquina qualquer, para a cachorrada vadia de rua lamber.

Constatada tamanha arrogância e agressividade, recomenda-se que, na portaria do Senado, por onde entram os senadores – muitos deles, suplentes, sem nenhum voto, de procedência duvidosa, coma validade ética vencida –, que sejam instalados detectores de metais, e que alguns senhores, que lá se escondem da polícia e da Justiça, que sejam revistados. Motivos para tal temores, os brasileiros os têm de sobra. Cenas de sangue já foram registradas no Senado.

Lamentamos... Mas devemos lembrar que, em 1963, o então senador Arnon de Mello (UDN-AL), pai de Fernandinho Collor, e seu adversário, Silvestre Péricles de Góes Monteiro (PSD-AL) sacaram armas dentro do Senado. Arnon, pai do Collor de hoje, errou o alvo e matou o suplente de senador, José Khairallah (PSD-AC). Os envolvidos foram presos.

Porém, em sessão secreta, por 44 votos contra 4, decidiu-se não abrir processo de cassação contra os dois pistoleiros. Tiveram a imunidade parlamentar suspensa e foram processados na Justiça comum. E, como a impunidade não nos surpreende, os dois pistoleiros foram absolvidos, em abril de 1964. (Notem que a diferença entre imunidade e impunidade é simplesmente um “p”).

Fico imaginando se aquela cara de pistoleiro de bang bang barato, a máscara que o senador Fernando Collor de Mello utilizou para ameaçar Pedro Simon e o Brasil, não é um indicativo de uma violência extrema, contida, como um vulcão que pode explodir a qualquer momento.

terça-feira, agosto 04, 2009

Editorial – REPÚBLICA DO MENSALÃO, O PEDESTAL DA IMPUNIDADE

Os brasileiros, de um modo generalizado, parecem anestesiados, sem capacidade de reagir, diante das várias denúncias de corrupção. Principalmente, porque predominam as regras da instituição denominada impunidade, talvez, a mais sólida, hoje, no país. Sobre a impunidade, devemos nos concentrar em torno dos mesmos argumentos. A justiça falha porque tarda demais, protege a bandidagem da política. E político corrupto faz favor aos seus comparsas de crime. No caso mais recente, o presidente Lula da Silva está apenas devolvendo um favor a José Sarney. A quadrilha do senador e presidente do Senado protegeu os mensaleiros do PT e Lula da Silva & Cia. Ltda.

A crise do Senado se agrava. Na terça-feira, 28, o jornal O Estado de São Paulo fez uma revelação estarrecedora, difundida pela Agência Estado: “Pelo menos 70% dos membros do Conselho de Ética do Senado são suspeitos de irregularidades”. Segundo o respeitável jornal, isso explica “A esperada benevolência do Conselho de Ética com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP)”. A biografia dos senadores esclarece porque a podridão que assola o Senado da República, de onde escorre um caldo fétido, nunca é alvo de punição.

Segundo o jornal, “pelo menos 70% dos membros do colegiado são alvos de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), réus em ações penais e/ou envolvimento com nepotismo e atos secretos nos últimos anos”.

O mais grave, é que “caberá a esses senadores decidir, na terça-feira, 04 de agosto, o destino dos pedidos de abertura de processo de cassação de Sarney”. É, de fato, exigir demais que eles adotem uma postura mais ética contra o bandoleiro Sarney. O presidente do Senado é um deles, um igual, alguém cheio de privilégios. Como a maioria deles, um político que se aproveita da coisa pública em benefício próprio e dos seus. Um quadrilheiro, que assalta os cofres públicos. E que é protegido pela legislação: foro privilegiado. E goza das benesses patrocinadas pela oportuna lentidão da justiça.

Ainda segundo o “Estadão”, o senador Sarney “é acusado de ligação com boletins administrativos sigilosos, nomeação de parentes e afilhados, além de desvio de recursos da Petrobras pela Fundação José Sarney. A fundação vive hoje a perspectiva de intervenção por parte do Ministério Público (MP) do Maranhão, por causa do desvio de cerca de R$ 500 mil de uma verba de patrocínio de R$ 1,34 milhão, concedida pela estatal do petróleo”.

A reportagem do jornal – informa a Agência Estado – “cruzou a lista de integrantes titulares e suplentes do Conselho de Ética, com escândalos recentes semelhantes aos que alcançaram Sarney. Poucos escapam. Dos 30 titulares e suplentes, ao menos 21 estão nessa malha fina. Dos 14 suplentes, dez empregaram parentes, assinaram atos secretos, são alvos de inquérito ou réus em processos”.

“A tropa de choque do PMDB, por exemplo, marcha unida nesse quesito. Os quatro titulares – Wellington Salgado (MG), Gilvan Borges (AP), Paulo Duque (RJ) e Almeida Lima (SE) – têm algum tipo de ligação com nepotismo, ato secreto ou investigação externa. Outros quatro titulares aliados de Sarney também fazem parte desse grupo: Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Gim Argello (PTB-DF), João Durval (PDT-BA) e Romeu Tuma (PTB-SP). Juntos com João Pedro (PT-AM) e Inácio Arruda (PC do B-CE), eles somam votos suficientes, entre os 16 titulares, para barrar as cinco representações que já foram protocoladas contra Sarney”.

Outros três titulares no Conselho de Ética têm seus nomes em boletins sigilosos ou casos de nepotismo: Demóstenes Torres (DEM-GO), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Eliseu Resende (DEM-MG). Na terça-feira, 28, o Estado publicou a reportagem, na qual afirma que “o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), emprega um assessor "fantasma" no próprio órgão, desde novembro”.

É uma situação muito grave. Uma vergonha para o país. Os brasileiros decentes precisam reagir. Não pode ser tratado como “conselho de ética”, um amontoado de corruptos desonestos, reunidos em salões suntuosos.

A Roma antiga foi queimada porque o caldo fétido da corrupção e os resíduos do esgoto corriam juntos, nas valas comuns.

Abrascam confirma: “Pitanta é campeão de mandatos no Brasil”

A Abrascam – Associação Brasileira das Câmaras Municipais – confirmou, recentemente, aquilo que a maioria dos palhocenses e outros catarinenses já sabiam: “Não existe, no Brasil, outro vereador com oito mandatos consecutivos – ou seja, sem nunca se afastar do Legislativo”.

O recordista é o vereador Nirdo Artur Luz (DEM), que exerce o oitavo mandato. Pitanta nunca aceitou convite para ocupar cargos na administração municipal ou mesmo na estadual. E muitas foram as tentações, nesses mais de 30 anos de vida pública.


Pitanta: oitavo mandato, três décadas no Legislativo de Palhoça
Foto: Heverton Alessandro

Essa informação ocupou espaço de destaque, no “Jornal Democratas”, uma publicação do partido que, em Santa Catarina, tem como maior liderança, o ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen.


Com o título “Pitanta campeão de mandatos”, a publicação lembra que o palhocense se elegeu, pela primeira vez, em 1976, aos 18 anos de idade, incentivado pela mãe, já falecida, Natalina Martins Luz. À época, a legislação garantia mandato de seis anos. Pitanta foi o mais votado naquele ano, e, por isso, conseguiu a reeleição, para um segundo mandato, também de seis anos, com muita facilidade. E, na seqüência, conquistou mais seis vereanças de quatro anos, em 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008.

Estranhamente, o jornal, uma publicação do DEM – que a nível de estado faz parte da Tríplice Aliança, e que, em Palhoça, é aliado da administração municipal –, também trata Pitanta como “oposição ao prefeito” Ronério Heiderscheidt. “O vereador é, hoje, líder da oposição, em Palhoça”, afirma o informativo.

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sábado, julho 18, 2009

Editorial – PEDÁGIO EM PALHOÇA: COMEÇA A BUSCA À ARCA PERDIDA

A Prefeitura de Palhoça deu início ao cadastramento dos quase 14 mil veículos, dos munícipes que residem em 15 bairros, da Região Sul, a mais prejudicada pela cobrança de pedágio. Ao que parece, trata-se de uma atitude precipitada. Precipitada, porque nada está definido, em termos de garantias de isenção.

Na quinta-feira (16 de julho), por volta das 12 horas, conversei, demoradamente, com o vereador Nilson João Espíndola, que estava em Brasília, acompanhando o presidente e vice-presidente da Câmara, respectivamente, Nazareno Martins e Nirdo Artur Luz (Pitanta). Via MSN, Nilson, passou informações que, imediatamente, transmiti aos ouvintes da Rádio Cambirela. Os três vereadores participaram de uma reunião na ANTT, em Brasília – assunto que será detalhado, na sequência.

Em verdade, vos digo: Não existe uma garantia de isenção do pagamento de pedágio. O assunto somente será definido, numa reunião agendada para o próximo dia 5, em Brasília.

Mesmo assim, a isenção, se for autorizada, será temporária, até que obras complementares sejam realizadas, como uma ponte sobre o Rio Cubatão e uma estrada alternativa. Isso mesmo. Para que a cobrança de pedágio seja legal, as autoridades precisam construir estradas alternativas.

O cadastramento dos 13.963 veículos, de moradores do Sul de Palhoça, começou no dia 15 e se estenderá até 31dejulho. Informações não confirmadas oficialmente dão conta de que, no primeiro dia, houve tumulto nos balcões de cadastramento.

Os vereadores, que participaram da reunião na ANTT, defendem um plano de isenção para todos os veículos licenciados em Palhoça. Essa é a postura mais sensata.

Devemos lembrar que, no início do ano, o prefeito Ronério Heiderscheidt anunciou isenção, que ficou condicionada ao pagamento de IPTU. Foi uma correria, filas de munícipes interessados na prometida isenção da taxa de pedágio. Mas era só uma promessa, que não foi cumprida.

E, agora, sem ter a certeza de que a isenção será autorizada, o prefeito Ronério provoca outra romaria aos balcões da casa vermelha. Fico só imaginando o tamanho da confusão, a decepção, daqueles que enfrentaram filas, que se cadastraram, se não for confirmada a isenção.

A “nova” isenção, prometida pela administração da “nova Palhoça”, destina-se aos habitantes espalhados por toda a Região Sul, do Rio Cubatão até a divisa com Paulo Lopes.

A assessoria de comunicação da Prefeitura informa que “essa (a proposta de isenção) foi uma das definições da audiência, que aconteceu, na manhã de terça, dia 14, na sede da ANTT, em Brasília”. Debateram o assunto, em volta da mesma mesa, com o presidente da ANTT, Bernardo Figueiredo, o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, o presidente da Câmara, Nazareno Martins, os vereadores Nilson João Espíndola e Nirdo Artur Luz (Pitanta). Também estavam presentes o diretor superintendente da OHL em Santa Catarina, Márcio Protta, e representantes do Ministério Público Federal e do DNIT.

A senadora Ideli Salvatti que, num passado nem tão distante, organizava protestos na praça de pedágio da SC-401, em Florianópolis, onde chegava mesmo a se deitar sobre a pista, testemunhou o encontro.

Na tal reunião, informa o comunicado da Prefeitura, “ficou resolvido que a ANTT, OHL e o DNIT serão responsáveis pelo projeto do acesso alternativo (com ponte sobre o Rio Cubatão), que servirá de desvio, para a praça de pedágio, no Km 221 na BR 101, e pela execução das obras pendentes no bairro Aririú Formiga”.

Na agenda oficial, ficou anotado que, no dia 05 de agosto, em Brasília, na sede da ANTT, deverá acontecer uma nova negociação, “para ajustar detalhes”. Nessa data, descobriremos se essa nova etapa de cadastramento de veículos terá alguma validade. Se as autoridades de Brasília vão ou não isentar os veículos licenciados em Palhoça.

Eu recomendo ponderação. Nada de correria aos balcões da casa vermelha, em busca da isenção, como se fosse uma arca perdida. Cuidado, não há nenhuma garantia de que a arca perdida guarda um pergaminho de isenção. O melhor mesmo é aguardar o resultado da reunião, agendada para 5 de agosto.

(Editorial publicado na coluna Baby Espíndola – Jornal Primeira Folha).

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IPVA em dia: muito estranho

No ato do cadastramento, na sede da Prefeitura de Palhoça, no Loteamento Pagani, os interessados, na isenção do pagamento de pedágio, devem apresentar documentos, como escritura do terreno, contrato de locação, ou carnê do IPTU, talão de água, luz ou telefone.

Também estão exigindo o Certificado de Registro de Licenciamento de Veiculo ( CRLV), IPVA em dia, desde que licenciado em Palhoça. Outras informações, pelo telefone (48) 3279-1761.

Por que “IPVA em dia”? Estão cadastrando ou fiscalizando, e cobrando taxas? Muito estranho. Fizeram isso, no primeiro cadastramento, exigindo quitação de IPTU. E tudo não passou de promessas.

Cuidado, senhores, sou muito amigo do Zorro.



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Rádio Saudade, no Tinho’s Bar

Na noite de sexta-feira, 31 de Julho, às 20 horas, tem Rádio Saudade Especial, no Tinho’s Bar. Será uma segunda edição, pois, na noite de cinco de junho, aconteceu o primeiro evento no mesmo local. E foi um sucesso. Por isso, fomos convocados outra vez.

Rádio Saudade é um espetacular programa de rádio, que mistura a boa música, poesia e romantismo dentro da noite. Um excelente repertório, inclusive dos bons tempos da Jovem Guarda. Rádio Saudade é apresentado, diariamente, das 21 às 23 horas, com reapresentação a 01 da madrugada. É um dos programas de maior audiência da Rádio Cambirela (http://www.radiocambirela.com.br/).

É claro, no Tinho’s Bar tem a boa comida. Enquanto você relembra os grandes sucessos musicais do Brasil e do mundo, será servido um delicioso jantar: aipim com galinha. Uma especiaria!

Então, estão todos convidados: Rádio Saudade Especial, com Baby Espíndola, sexta-feira, 31 de julho, às oito da noite, no Tinho’s Bar. Local: Avenida Aniceto Zacchi, 582, em frente ao Supermercado Pierri, na Ponte do Imarui.




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A praia abandonada

Dia e noite, principalmente com as ressacas de inverno, a bucólica, simpática e aconchegante Praia do Tomé, na Barra do Aririú, em Palhoça, vai desaparecendo. Pouco resta da faixa de areia, outrora farta.

Enquanto isso, os projetos continuam engavetados nos órgãos (in)competentes do Governo do Estado. O prefeito Ronério Heiderscheidt e os vereadores precisam fazer algo, para restaurar a Praia do Tomé.


A foto mostra que, da faixa de areia, outrora farta, muito pouco restou
Foto: Baby Espíndola




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O bandido veloz

A Polícia Rodoviária Federal está muito interessada em descobrir, se todas as vítimas, do acidente da madrugada de segunda-feira, 13 de julho, na BR-282, em Palhoça, embarcaram no Golf, na área da New Time, ou se pegaram carona no caminho.

Não entendo a suposta importância desse detalhe. As autoridades devem se concentrar em fatores mais importantes: quanto o motorista e os ocupantes beberam, até a madrugada, se usaram drogas?


Por que a polícia não fiscaliza, nas saídas de casas noturnas? Não é novidade, para ninguém, que os freqüentadores de shows, baladas e tantos eventos, se embriagam ao extremo e usam drogas.

E, por que José Carlos Moretto, 28 anos, condenado pela justiça, por sequestro do filho de um ex-prefeito de Xavantina, em 2002 estava em liberdade.

A resposta, posso antecipar desde já: porque a justiça brasileira é uma vergonha. Além de cega e lenta – de tão lenta, perde corrida para tartaruga de três pernas –, é muito delicada com os bandidos. Vergonhosamente gentil e delicada.




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Gambá no Senado

Permitir que José Sarney investigue a patifaria, que envolve o Senado Federal – de onde escorre um suculento caldo de esgoto –, é como aceitar que um gambá cuide das galinhas. Vai comer todas. É capaz de estuprar algumas.

Independentemente da vontade do presidente Lula da Silva e da senadora Ideli Salvati, os grandes protetores de Sarney, ele deveria ser afastado da presidência do Senado e processado. Lula acha que Sarney não pode ser punido, porque não é um cidadão comum.

E a Constituição, senhor presidente? Vossa Excelência nunca leu o artigo 5º., que define direitos iguais para todos os brasileiros... Se nunca leu, peça para um puxa-saco do Planalto soletrar o texto para Vossa Excelência.

quinta-feira, julho 09, 2009

Editorial – UM SISTEMA FINANCEIRO CRIMINOSO

Num dia qualquer de junho, um cidadão palhocense, um pobre, da cota pessoal do presidente Lula da Silva, foi a um banco qualquer, integrante do sistema financeiro brasileiro, e foi assaltado por uma moça peituda. Peituda, devido à ousadia na aplicação das taxas de juros.

O pobre brasileiro, pagador de impostos e juros extorsivos, portanto, explorado, foi saldar uma dívida de 58 reais, que ficara esquecida, no meio de uma papelada. Atente para esse detalhe: uma dívida de 58 reais, durante 41 dias, acumulou juros de 22 reais, quase 50 por cento sobre o valor da fatura.

Isso é crime, é roubo, assalto, estelionato. Não importa a modalidade, a qualificação técnica, a tipificação do delito. É crime. No mínimo, um atentado ao bom senso. Caracteriza a criminosa omissão do Governo Federal, do Banco Central, de todo o complexo do sistema financeiro.

Além de tudo, escancara a hipocrisia do falastrão Lula da Silva, que alardeia um discurso em defesa dos “mais pobri”, quando, na verdade, contribui, com sua vergonhosa omissão, para o empobrecimento dos trabalhadores, justamente aqueles de menor poder aquisitivo.

Ele, o presidente, se beneficia do sistema e do conseqüente empobrecimento de parte da população. Por quê? Porque, quanto mais dependentes da miséria, mais gente atrelada ao bolsa-voto, o bolsa família, o maior estelionato político das Américas. É o conhecido toma-la-dá-cá. Votos trocados por favores palacianos.

Menos juros, senhor presidente, é quesito importante para aumentar o consumo por parte da classe trabalhadora. E, se aumenta a procura por produtos nas lojas, o comércio vende mais, as fábricas produzem mais, e o governo arrecada mais impostos. Todos se beneficiam desse fenômeno. Porém, quando apenas os bancos lucram, através do mecanismo criminoso dos juros extorsivos, ocorre justamente o contrário: menos produção, queda das vendas, declínio do consumo. Lula da Silva e seus comandados precisam aprender essa regra simples.

Em verdade, quando um trabalhador paga quase 50 por cento de juros, sobre uma fatura de 58 reais, como punição máxima pelo atraso de 41 dias, que leitura se faz dessa contabilidade perversa? Que o brasileiro está sendo explorado pelos bancos, com o consentimento do governo da república brasileira do mensalão.

Para que possamos entender a gravidade da situação, devemos nos debruçar sobre essa superficial equação. Se um débito de 58 reais gerou juros de 22 reais, uma dívida de 58 mil reais geraria uma “punição” de 22 mil reais. Se aumentarmos os zeros, teremos: 58 milhões, para 22 milhões de juros, e assim por diante.

A partir daí, podemos entender o quanto que lucram os bancos. Passamos a compreender porque, no Brasil, até lojas que vendem cuecas, insistem em oferecer dinheiro emprestado. Aliás, muito apropriado. Depois da invenção da cueca transportadora de valores, carro forte é coisa do passado. Em tempo: dólar na cueca não é título de filme. Tem tudo a ver com amigos do chefão da republiqueta do mensalão. É a turma da cueca vermelha em ação.

Fecho esse texto com a frase chavão do primeiro parágrafo. Moça peituda, que não é do big brother, assalta brasileiro dentro de um banco. Na verdade, a moça não tem culpa, nem por ser peituda (inclusive, isso é um importante qualificativo; e viva a república brasileira do silicone!), nem pela cobrança dos juros abusivos. Ela, como milhares de bancários, cumpre ordens de um sistema financeiro criminoso.


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domingo, julho 05, 2009

Editorial – GREVE DO TRANSPORTE COLETIVO, A NOVELA SEM FIM

A quarta greve do transporte coletivo, que atingiu os principais municípios da Região Metropolitana de Florianópolis, mais parece uma novela sem fim.

Sem fim, porque uma solução definitiva não foi encontrada pelas partes diretamente envolvidas na contenda. Os grevistas apenas deram uma trégua. Mas, como o impasse persiste, não demora muito e, novamente, a clientela do único meio de transporte coletivo regional será usada como massa de manobra. E, pela omissão das “otoridades” do Executivo autoritário, do Legislativo podre e do Judiciário cego, os clientes do caótico transporte vão pagar as contas. E já estão pagando. Aliás, sempre pagam.

Vejam que trato as pessoas que dependem dos ônibus como clientes, e não usuários. Devemos evitar o termo “usuário”, que soa pejorativo, pobre, o que é de interesse de alguns políticos poderosos, que, há anos, não utilizam as ruas e estradas congestionadas da Região Metropolitana de Florianópolis.

Aqueles, que insistem em permanecer empoleirados no poder, usam helicópteros até para vencer pequenas distâncias, de pouco mais de dez quilômetros, como é o caso da “ponte aérea” Florianópolis / Palhoça. Já os comuns mortais se arrombam no trânsito terrestre, vergonhosamente congestionado.

A greve do transporte coletivo é fruto de um sindicalismo autoritário, atitude muito própria da turma da cueca vermelha. Atinge impiedosamente mais de 200 mil pessoas, diariamente, por conta da omissão das “otoridades”, e pela incompetência da Justiça Trabalhista, que pune, mas não pune; que toma decisões que ninguém cumpre. Porque, de um modo geral, no Brasil, decisões judiciais não são cumpridas pelos poderosos. E os sindicatos são poderosos.

Na cobrança por uma solução imediata, toda a mediação é atirada, como pedra burocrática, nos ombros do prefeito Dário Berger (PMDB), de Florianópolis. Mas, precisamos entender que o sistema é semi-integrado, numa composição que envolve, além da Capital, também os municípios de Santo Amaro da Imperatriz, Palhoça, São José e Biguaçu.

Portanto, os demais prefeitos deveriam ser chamados à mesa de negociação. E os munícipes, de forma organizada, precisam aprender a exercer algum tipo de pressão sobre todos os prefeitos, cobrando também um envolvimento das Casas Legislativas, na solução do problema transporte coletivo.

E o Governo do Estado, porque não se manifesta? Ou, os sofredores do transporte coletivo não são catarinenses!? Todos os administradores públicos da região têm sua parcela de culpa. Particularmente o Governo Estadual. Desde o primeiro mandato, o governador Luiz Henrique da Silveira vem prometendo metrô de superfície. Mas, até agora, nenhum metro de metrô foi construído.

E onde está o tão anunciado transporte marítimo? O que se sabe é que os sucessivos projetos para implantação do transporte marítimo acabam sempre naufragando nos esgotos da burocracia, sufocados por interesses mesquinhos.

Não se pode, também, omitir a culpabilidade do Governo Federal, no encarecimento do transporte coletivo, em todo o Brasil. Todos os impostos juntos, que incidem sobre o transporte coletivo, aumentam em mais de 40 por cento os valores das passagens. A carga tributária, que penaliza as empresas do transporte coletivo, na verdade, varia entre 42 e 48 por cento, segundo estudos estatísticos divergentes. Seja qual for o índice real, é vergonhoso.

Enquanto o presidente Lula da Silva arrota um discurso em defesa dos “mais pobri”, na realidade, explora essa massa menos conhecedora de seus direitos, e que não tem acesso à informação. Justamente por isso, mais fácil de se iludir.

Não há como esconder. Também no quesito transporte coletivo, o governo da república brasileira do mensalão sacrifica justamente os mais pobres. O “cumpanhero” sindicalista jura que governa para “us pobri”, mas destes arranca o couro com a maior carga tributária do mundo. Inclusive sobre as passagens do transporte.

Sem tantos impostos sobre o transporte coletivo, o valor das tarifas dos coletivos certamente seria reduzido, e, além disso, as empresas poderiam pagar melhores salários aos funcionários.

Mas, o império federal do mensalão, um similar da Roma Antiga, não demonstra nenhum interesse em caminhar no sentido da desoneração. Sempre buscando a popularidade, Lula da Silva reduziu o IPI dos automóveis e motocicletas, o que privilegiou o transporte individual, em detrimento do coletivo, justamente o que atinge a maior parte da população. Reduzir o IPI que incide sobre chassis, motores, peças, pneus e carrocerias de ônibus, vagões de trens e metrô, essa, sim, seria uma ótima medida.

A desoneração dos custos do transporte coletivo urbano, ao que parece, é a melhor saída para o problema crônico. Mas, uma solução parece muito distante. Os trabalhadores não admitem achatar salários, as empresas afirmam perdas constantes, devido aos aumentos de insumos, e o Governo Federal pretende arrecadar cada vez mais.

Enquanto isso, as conseqüências das sucessivas greves são desastrosas. Quem, por força das circunstâncias, precisa trafegar com carro próprio, no centro (Ilha) da capital catarinense, está sentindo o caos viário da segunda pior cidade em mobilidade do mundo. Espremida entre montanhas e o mar, a cidade de Florianópolis, vive dias difíceis. E, por falta de planejamento, pior ainda, porque os planos aprovados não são executados, o sistema viário do eixo São José / Florianópolis tende a se transformar num verdadeiro inferno.

Agravam a situação, os milhares de veículos que invadem a região, a cada greve – a quarta, somente este ano –, situação que deve se tornar permanente, por falta de alternativas no sistema viário, mas, principalmente, porque o transporte coletivo é invariavelmente ineficiente e, a partir de fatos recentes, pouco confiável.

sábado, junho 20, 2009

Editorial – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUCATEIA A PROFISSÃO DE JORNALISTA

Jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão, agências de notícias do Brasil e do mundo, estão repercutindo a polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal, que implica no exercício da profissão de jornalista. O site G1 da Globo, informa que “o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (17) derrubar a exigência do diploma para exercício da profissão de jornalista”. Detalha que a decisão contou com oito votos favoráveis e um contra, o do ministro Marco Aurélio Mello.

O que o Supremo fez, não encontra justificativa. Até os completamente leigos estão criticando esse ato, uma intromissão do Judiciário sobre o Legislativo fraco, podre. Os ministros agiram sorrateiramente, e de tudo fizeram para esvaziar a única instituição, que tem o reconhecimento popular, e que vem denunciando os atos de corrupção dos três poderes.

E, pode estar aí, a motivação embutida, para justificar tal ato irracional, digno de um bando de macacos, reunidos em torno de um cacho de bananas. Acredito que o Supremo tentou desvalorizar os atos da imprensa, que vem investigando corrupção no Executivo, no Legislativo e, inclusive no Judiciário.

A postura do Supremo, nos remete, justamente, a essa conclusão: qualquer um, a partir de agora, poderá ser jornalista. Um traficante, por exemplo, poderá criar o jornal O Tráfico, com uma possível coluna chamada Bolsa da Coca, ou Esquina do Crack. As prostitutas poderão criar a Rádio e TV Programa. Aliás, não será uma idéia nada original, porque Gilberto Gil, quando ministro da Cultura, usou dinheiro público para criar uma rádio voltada à prostituição, em Salvador, Bahia, onde, literalmente, as “radialistas” realizam programas.

Milhares e milhares de homens e mulheres, motivados por vaidades e outros sentimentos menos nobres, se aventurarão, a partir de agora, principalmente na televisão.

Até então, alguém poderia se dizer jornalista, mediante o diploma de qualificação, ou pela conquista da DRT. Esse mecanismo protegia aqueles que exerciam a profissão antes das faculdades em suas respectivas cidades. Em Santa Catarina, por exemplo, quem exercia a profissão, regularmente, antes de 1979, adquiriu o direito à DRT, através de um processo junto ao Ministério do Trabalho.

A decisão do Supremo é perigosa, porque não exige mais nada, o que equivale dizer que a profissão de jornalista foi extinta.

Não estou discutindo talento, capacidade, nem mesmo a eficiência das faculdades de jornalismo. Mesmo porque não é o tema em questão. E até lembro que grandes nomes do rosário de formadores de opinião, não cursaram o curso de jornalismo. Proponho um debate sobre regras de acesso à profissão. Por exemplo: para ser um músico, não basta tocar bem um instrumento. É necessário adquirir a carteirinha de músico da Ordem dos Músicos do Brasil. É uma regra, um requisito.

Ocorre que, o Supremo age como míssil desgovernado, atirando no escuro, justamente porque o Congresso da república federativa do mensalão não cumpre suas funções. Enquanto alguns bandidos, que se escondem, na Câmara e no Senado, fugindo da Polícia Federal e de setores (ainda confiáveis) da Justiça, discutem sobre o direito de saquear os cofres públicos, atos secretos e nomeações de parentes, o Supremo arrisca rabiscos de legislação.

Por fim, arrisco apostar um caroço de azeitona, na possibilidade de, futuramente, uma outra geração de ministros do Supremo, modificar essa decisão confusa e arbitrária, que alguns supostos iluminados praticaram em nome de uma democracia, que escorre nas valetas do submundo.

A propósito, o Supremo não encontra tempo para julgar os mensaleiros e outros golpistas. E viva a república do mensalão!

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Procuro uma toga preta

Estou procurando uma toga preta para comprar. Pode ser de segunda mão, roída pelas traças, mofada, com vestígios de fezes de barata. Não importa. Tem que ser uma toga preta. Pode estar desbotada, mas tem que ter o brilho assustador do poder.

Depois disso, quero ser juiz, mais tarde ministro das instâncias superiores da justiça. Se os ministros do Supremo tem o direito de sucatear uma profissão tão digna, como o jornalismo, eu posso pretender ser juiz. Com um detalhe: não pretendo criar uma banca de venda de sentenças.

sexta-feira, junho 05, 2009

Editorial – LULA É CONTRA O TERCEIRO MANDATO. MAS NÃO MUITO

Tudo como o diabo gosta. Lula da Silva nega, mas caminha a passos largos para uma tentativa de terceiro mandato. Depois de participar de um evento inútil, na Cidade da Guatemala, capital daquele país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a descartar a hipótese de um terceiro mandato presidencial, em entrevista a jornalistas.

Segundo a Agência Estado, o presidente “foi enfático”, ao declarar que "o Brasil não deve ter terceiro mandato". Lula da Silva disse que não brinca com a democracia, e advertiu para um fato evidente: “Quem quer o terceiro mandato, pode querer o quarto, o quinto ou o sexto".

Esse é, justamente, o meu maior temor. Que o “cumpanhero” Lula se apaixone pelo poder (e já se apaixonou), e queira repetir a façanha do amigo Hugo Chávez, da Venezuela. Lula admira e até inveja o poder incontrolável de Chávez, como também é fã incondicional de Fidel Castro, que permaneceu quase 50 anos no trono, e, quando desceu do pedestal do poder, forçado por grave enfermidade, passou o bastão todo poderoso, absolutista, ao irmão Raul.

Aos jornalistas, Lula falou em democracia, alternância no poder, mas admitiu que não vê "nenhum mal", que presidentes de outros países queiram ter terceiros mandatos, como o venezuelano Chávez. "Mas tem que ser eleito. Tudo tem de ser feito dentro do exercício da democracia”, advertiu Lula. Aqui, o projeto Lula foi revelado. Tem que ser através do voto. E, para haver eleição, basta alterar a Constituição.

Em verdade, na América do Sul, um grande golpe está sendo implantado. As raízes vêm de uma vertente que, aparentemente, secara, chamada União Soviética. Ocorre que o poder se espalhou, e o dinheiro dos políticos e de criminosos daquele império não foi queimado em praça pública. Está, atualmente, a serviço do poder, na frágil América do Sul.

Devemos relembrar que Lula da Silva evitou assinar – não imprimiu sua digital – o documento que impediria alterações, com fins eleitoreiros, na Constituição Federal. Todos os outros candidatos que disputaram a última eleição presidencial, assinaram tal documento. Por que Lula se omitiu? Pense... pense... Pensar faz bem para a saúde (mental). Nos deixa menos alienados.

Nosso democrático presidente, que surfa no prestígio de uma popularidade de mais de 81 pontos – alavancada pelo bolsa-voto (a mais escandalosa compra de votos já registrada nas Américas), e também empurrado pela mídia eletrônica (que é sustentada pelo dinheiro chapa branca do BB, CEF, Petrobras e ministérios) – nega, veementemente, a intenção de disputar o terceiro mandato.

Mas nada faz, para impedir que alguns de seus capachos políticos manobrem no Congresso Nacional, com o objetivo de alterar a Constituição. Se, é contra o terceiro mandato, deveria adotar medidas enérgicas, através das principais lideranças e assessores, para evitar essa mobilização golpista. Mas, não o faz. Em verdade, é contra o terceiro mandato, mas não é muito, não!

Contra suas intenções golpistas e a favor da democracia, há um fator importante a se considerar. O Congresso está em pé de guerra. A CPI da Petrobras, um iminente incêndio, na república do mensalão, gerou uma disputa ensandecida. Todos os grupos mafiosos que controlam as duas casas, Senado e Câmara, querem o comando da CPI. E, por isso, não se concentram nas manobras golpistas.

Que se matem! O que a maioria dos brasileiros desejaria é, ler e ouvir no noticiário, bem cedo, que, na noite anterior, alguns bandidos, que se escondem no Congresso, fugindo da Polícia Federal e da Justiça, trocaram tiros e vários morreram.

Mas, voltando ao tema central... Lula, o falastrão, fica dizendo “não quero”, mas se insistirem muito, acabará aceitando. Fui forçado, com certeza dirá.

Não demora muito e aparecerão campanhas na mídia, algo parecido como três é melhor que nada. Não se esqueçam que o número “3”, em vários produtos e serviços, vem sendo popularizado, nos últimos anos, de maneira acintosa.

E, se os golpistas pretenderem implantar o terceiro mandato, quem os impedirá? O Congresso reunirá forças morais para assumir um posicionamento. Dificilmente, senadores e deputados federais terão coragem de enfrentar o poder central, exercido pelo Palácio do Planalto. A fonte eterna da corrupção secaria.

E a sociedade civil não tem mais poder de mobilização, até porque os sindicatos, associações, confederações, centrais sindicais, se fantasiaram do mesmo vermelho que subiu a rampa do Planalto. E, principalmente, porque qualquer reação popular é extremamente temerária, perigosa.

Afinal, os sem-terra e sem-vergonha, sustentados por verbas oficiais, apóiam o “cumpanhero Lula” com unhas, dentes, ferramentas (com selo de fábrica, nunca usadas, novinhas em folha), e armas letais. Membros das Farcs estão infiltrados dentro do Brasil – isso também representa um grande risco.

Tratemos, agora, do PCC, que já está repetindo o mesmo cenário de horror, implantado antes da última eleição presidencial, que tinha por meta desmoralizar o ex-governador e candidato Geraldo Alckmin. Há 15 meses das eleições, os bandidos do PCC já estão mobilizados, como guerreiros do diabo, matando, saqueando, roubando, incendiando, em São Paulo.

Enquanto isso, autoridades policiais, ministério público e outras instituições investigam as suspeitas relações do PT com o crime organizado, capitaneado pelo PCC.

Para encerrar, pois se trata de um tema muito enfadonho: Se o “cumpanhero” desejar, terá, sim, o terceiro mandato. Com tantas armas a seu favor, difícil, praticamente impossível, será impedi-lo.

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TODOS CONTRA O PEDÁGIO

Autoridades e representantes da sociedade civil organizada não desistem de lutar contra a praça de pedágio, o presente do governo Lula aos palhocenses. Enquanto a Câmara de Vereadores aguarda decisão da Justiça Federal, sobre a ação cível pública, o prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB) cumpre a promessa. Também impetrou um mandado de segurança, para impedir a cobrança de pedágio.
Na tarde de quarta-feira (03 de junho), aconteceu mais uma reunião de lideranças, na Câmara. Participaram os vereadores Leonel (do Proerd) Pereira, PDT, e Nirdo Artur Luz (Pitanta – DEM), além de lideranças sociais, como Charles Pires, da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e Valdeci da Silva, presidente do PT de Palhoça. A Rádio Cambirela transmitiu, ao vivo.

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AMOR MUITO BANDIDO

Prestem muita atenção. O governo da república do mensalão está pretendendo transformar as tais instituições sócio-educativas, em motéis, para menores infratores.
Na noite de terça-feira, na calada da noite, como sempre, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei, do Poder Executivo, que cria o Sistema Nacional de Atendimento Sócio-educativo (Sinase), “que regulamenta as medidas aplicáveis às crianças e adolescentes infratores”.
E que também garante o direito de visitas íntimas aos bandidinhos e bandidinhas, desde que casados ou em união estável. Vale lembrar que “união estável”, para os delinqüentes juvenis, é qualquer relacionamento, de forma geralmente irresponsável. Milhares de crianças nascerão, fruto desses encontros bandidos. E nós pagaremos as contas. A matéria vai ao Senado Federal para discussão e votação.

sexta-feira, maio 29, 2009

RÁDIO SAUDADE NO TINHO’S BAR

Na noite de sexta-feira, 05 de junho, tem Rádio Saudade Especial, no Tinho’s Bar.

Rádio Saudade é um espetacular programa de rádio, que mistura a boa música, poesia e romantismo dentro da noite. O melhor repertório, para relembrar as grandes canções de todos os tempos.

Rádio Saudade, com Baby Espíndola, a partir das sete da noite, com transmissão da Rádio Cambirela.

Rádio Saudade, no Tinho’s Bar. Venha matar saudade e se divertir.

E claro, no Tinho’s Bar tem a boa comida. Enquanto você relembra os grandes sucessos musicais do Brasil e do mundo, será servido um delicioso jantar: aipim com galinha, ao preço de R$3,00 por pessoa.

Rádio Saudade Especial, com o jornalista, radialista e poeta Baby Espíndola. Sexta-feira, 5 de junho, às 7 da noite, no Tinho’s Bar.

Tinho’s Bar, na Avenida Aniceto Zacchi, 582, em frente ao Supermercado Pierri, na Ponte do Imarui. Você não pode perder!!!

quarta-feira, maio 20, 2009

RÁDIO SAUDADE, MÚSICA E POESIA NA CAMBIRELA

Finalmente, o projeto Rádio Saudade vai sair das gavetas da tecnologia de ponta, para ganhar o mundo, através da Cambirela, virtual, mas real. Durante muito tempo, o projeto foi um casulo, hibernando num tubo de ensaio, se alimentando de amores e saudades, sonhos e ideais. A estréia acontecerá nesta quarta-feira, 20 de maio, a partir das 21 horas (horário de Brasília), na www.radiocambirela.com.br.

Rádio Saudade é, na verdade, muito mais que um programa de rádio. É um projeto, que visa resgatar o romantismo e o bom gosto que pautaram a radiofonia, na segunda metade do século 20.

Rádio Saudade deixará o estúdio (Centro Empresarial Pedra Branca, em Palhoça, Grande Florianópolis), para invadir espaços noturnos, em bares frequentados por uma clientela de bom gosto, restaurantes e clubes de serviço, dança e lazer, sedes de associações comunitárias, com transmissões ao vivo, o que permitirá muita interação e confraternização. “Precisamos preservar um mínimo de romantismo e sensibilidade, preceitos necessários para uma boa convivência”, costumo argumentar.

– Minha origem no rádio tem muito a ver com a poesia. Em 1974, meus poemas românticos desfilaram ao lado de textos de J. G. de Araújo Jorge, Vinicius de Morais, consagrados poetas líricos. Comecei no programa Tarde Espetacular, de Serpa Filho, na Rádio Guaruja, e logo depois fui convidado a fazer parte da equipe do Noturno 74, na mesma emissora, um programa apresentado por Oscar Berendt Neto, saudoso Oscar, que tinha uma das mais vibrantes e belas vozes da radiofonia brasileira.

Naqueles tempos, além de J. G. e Vinícius, faziam muito sucesso no rádio, com poemas, Coli Filho, Barros de Alencar, entre outros, que gravavam discos essencialmente de poesias, visando atingir um público, que começava a sentir saudade da radio novela, fase que foi sepultada pelos folhetins da TV Tupy – isso bem antes da Globo surgir, para dominar omercado.

E, no meio da turma famosa e madura, lá estava um garoto de uniforme azul, padrão do Instituto Estadual de Educação, sonhador e idealista, impondo seus textos, produzidos numa velha Olivetti, muitos deles premiados em concursos literários. Textos que, inicialmente, eram rabiscados entre roças de feijão, milho, mandioca; ou sob as sombras de chácaras de cafezais, laranjais e bananais, aos sons inesquecíveis dos cantantes sabiás amarelos.

“Lembro, também muito escrevi, à noite, sentado sobre uma velha ponte de madeira, no Rio Aririú/Pachecos, em Palhoça. Com as pernas penduradas rumo às águas então límpidas – por onde vagavam cardumes até de pequenas tainhas –, entre o piar de uma coruja sorrateira e uma risada na “Venda do Maneca”, essa bem próxima da ponte, iam surgindo os versos, que a Rádio Guarujá divulgava para o mundo, pelas ondas médias e curtas. Um privilégio de poucos. O adolescente, que passava os dias, lidando com ferramentas e animais, na “Fazenda do Altino”, cantava amores e falava de saudades, através das ondas do rádio. Detalhe: a velha ponte de madeira, sobreviveu até 2002, quando cedeu espaço para uma outra, de concreto.

– Trago comigo essa herança, esse aprendizado, que tive com grandes mestres. E, agora, pretendo relembrar tudo, recuperar caquinhos do passado, com o programa Rádio Saudade. Rádio Saudade terá, além da boa música – garanto: o melhor repertório –, muito de poesia, não apenas a poesia que rima sílabas. Falo da poesia cadenciada, que tem musicalidade, que trata de sentimentos, que invade a alma, que não pode sucumbir sob os pés medonhos de um submundo caótico, rude e grosseiro.

E, agora, muitos anos depois, utilizando tecnologias de ponta (notebook para escrever; a internet como canal de transmissão; blog para fazer marketing), o homem de cabelos já manchados pela neve do tempo, se prepara para difundir, mundo afora, uma idéia que nasceu e cresceu na adolescência.

– O sonho é ainda maior, embora muitas fatias dele tenham se perdido pelo caminho. O amor passou por um processo de realizações e desilusões, mas sobreviveu, embora tenha enfrentado um processo de metamorfose.

“Sonhador e idealista, ainda sou. Mas, hoje tempero tudo isso com pitadas de experiência. Podem ter certeza: o Rádio Saudade é um grande projeto. Vai unir corações e mentes, vai criar uma comunidade mundial de homens e mulheres idealistas, sonhadores, almas sedentas de um pouco de carinho e atenção. Amor e poesia no Rádio Saudade. Encontro vocês, à noite”.

(Baby Espíndola)

domingo, maio 10, 2009

Editorial – VOSSA EXCELÊNCIA É BANDIDO

Vossa excelência é bandido! Essa é a frase padrão, que todos os brasileiros, de todas as idades, devem decorar, para pronunciá-la, sempre que se defrontarem com determinadas “otoridades” de Brasília. Essa frase curta, mas muito significativa, deve ser empregada, principalmente, para a corja do Congresso Nacional, onde muitos deputados federais e senadores se escondem da Polícia Federal e da Justiça. Deverão ser alvos dos brasileiros, aquelas e aquelas que transformaram as casas legislativas em escritórios do crime e da corrupção.

Vossa excelência é bandido, sim! Quem desvia dinheiro público, destinado a áreas carentes, como Educação, Saúde, Segurança; quem saqueia os cofres da Nação, deve sim, ser chamado de bandido. E deveria, sim, ser preso, condenado e jogado no calabouço de uma penitenciária.

Isso somente não acontece, porque a frase popular – “no Brasil não tem justiça” – a cada dia ganha corpo e significado. E não se deixe atacar por alguma crise de compaixão, porque a corja de Brasília, da republica do mensalão, há muito tempo, vem arrancando o couro dos brasileiros. Nos assaltam, na forma de impostos – a maior tributação do mundo – e serviços terceirizados, que os próprios políticos nos vendem. Ou seja, pagamos duas vezes pelo mesmo serviço, que deveria ser público, uma compensação pelos altos impostos pagos.

Estou sendo modesto, ao tratar determinados políticos e administradores públicos como bandidos. Nem estou incentivando a população a atirar ovos podres e fezes em suas ventas grotescas. Chamá-los de bandidos é muito pouco. De repente, é até uma forma de acomodação. Eles assimilam a adjetivação, continuam roubando, e a justiça faz de conta que nada acontece. Tudo muito conveniente.

Conveniente, porque muitos são os juízes que vendem sentenças para bandidos, seus parceiros, que se envolveram com a corrupção, e que, quando flagrados geralmente pela imprensa, recebem, como punição, uma aposentadoria com salário integral. O que os trabalhadores não conquistam, quando se aposentam.

Os brasileiros são forçados a trabalhar, mesmo quando doentes, e a contribuir, durante longos e sofridos 35 anos, para a Previdência, e não contam com privilégios, ao final do calvário.

E, já que a turma da capa preta está na roda, vamos lembrar que o ministro Joaquim Barbosa insinuou algo nada elogiável ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. É uma questão de interpretação. Afinal, Joaquim anunciou que Mendes tem capangas no Mato Grosso. O termo capanga pode ser traduzido como jagunço, guarda-costas, pistoleiro, matador de aluguel. Quem tem capanga, então, é o quê? Santo? Isso é que não!

Estou me referindo ao barraco, um arranca-rabo no Supremo, na noite de 22 de abril. Como já afirmei, com certeza, a mais ríspida e violenta confusão de toda a historia do Supremo Tribunal Federal.

O ministro Joaquim Barbosa, conhecido por sua postura ética e serena, afirmou que o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, está “destruindo a justiça brasileira”. Ao que parece, não foi uma frase surgida em um momento de descontrole emocional. Mais parece um posicionamento amadurecido durante um longo tempo. Uma constatação segura e consciente.

Para reflexão: Não podemos nos esquecer, do intrigante envolvimento de Gilmar Mendes, no rumoroso caso Daniel Dantas (Operação Satiagraha). Mendes, o todo-poderoso presidente do STF, peitou um juiz federal de São Paulo. Em poucas horas, Mendes soltou o ex-banqueiro Daniel Dantas duas vezes da cadeia. Até parece que o presidente do Supremo não dormiu, que passou a noite de pijama, sempre alerta para libertar o passarinho de ouro.

Naquela noite de tempestades entre nobres de capa preta, Joaquim Barbosa afirmou que "Vossa Excelência – referia-se a Gilmar Mendes –, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”. Atentem para a gravidade da declaração: o presidente do Supremo “destruindo a credibilidade do Judiciário”.

Sempre com o protocolar tratamento, recomendado a um presidente do Supremo, Joaquim denunciou: "Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Me respeite". “Capangas, no Mato Grosso!” Que perigo!

Então, creio que, enquanto recordava aquele lamentável episódio, ocorrido na mais suntuosa sala da justiça brasileira, os senhores e as senhoras já treinaram a oportuna frase: Vossa excelência é bandido!

Se estão com as línguas bem afiadas, aguardem o retorno deles, os políticos de Brasília, às suas bases eleitorais. Afinal, os dias de 2009 correm céleres e 2010 é ano agendado para mais uma eleição. E, com certeza, na maior cara de pau, os bandidos deixaram Brasília, o reduto mundial da corrupção, e invadiram grandes, médias e pequenas cidades, áreas urbanas, vilas e povoados, caçando votos, prometendo e mentindo.

Então, cada brasileiro e brasileira deve ter, na ponta da língua, essa significativa frase: Vossa excelência é bandido!

Já os estoques de ovos podres e fezes ficam por conta da criatividade de cada um. Vai, aqui, uma sugestão: As fezes, embaladas em sacos plásticos, colocadas ao sol, durante horas, quando explodem, provocam um efeito moral devastador.

Se alguém acha que estamos generalizando, tenho o argumento definitivo. Os bandidos de Brasília são corporativistas. Sempre que um político do Congresso, do Palácio do Planalto, de algum ministério, é flagrado em ato de corrupção, roubando dinheiro público, saqueando os cofres, usufruindo de alguma vantagem ilícita, é logo abraçado por seus pares e trancado numa redoma protetora.

Assim tem sido, sempre que um escândalo estoura. Na verdade, uma sucessão de escândalos. Se são corporativistas, se protegem os bandidos da política, devem arcas com as conseqüências. Afinal, já foi dito: os semelhantes se atraem.

O próprio presidente da república do mensalão, sem nenhum escrúpulo, quando um dos seus é denunciado, sai logo às ruas a proteger o safado. Ignorando provas e fatos, Lula da Silva estende o braço imoral e protetor, e costuma afirmar que esse “cumpanhero”, ou aquela “cumpanhera”, não cometeram crime. Mesmo quando os bolsos ainda estão abarrotados de dinheiro roubado dos cofres da Nação.

Só para lembrar: o velhinho de barbas brancas, diante do Congresso, com um saco de dinheiro para comprar corruptos, não é o Papai Noel. Não é mesmo! É, sim, o maior incentivador da corrupção e o grande interessado na desmoralização crescente do Congresso, para adotar a postura de político mais honesto e popular. Popular, sim. Quanto à honestidade, tenho fortes dúvidas.

Então, diante desse quadro de impunidade e imoralidade, continuem treinando a frase proposta: Vossa excelência é bandido.

quarta-feira, abril 29, 2009

Editorial - MAIS MENTIRAS QUE VERDADES SOBRE O PAC

Os mais desatentos, desacostumados com a leitura de jornais e revistas, ou sem acesso à internet, devem estar achando que o Governo Federal está investindo tudo o que promete, no PAC – Plano de Aceleração do Crescimento. Porém, pensar assim, é um engano.

Sobre o PAC, precisamos ficar atentos aos números. Embora tenha empenhado 90% da dotação autorizada, o governo federal pagou, menos de 60% do valor previsto para o PAC, em 2008. Vale lembrar que devemos entender como “empenho”, aquilo que se torna compromissado no orçamento, para posterior pagamento.

Vamos aos números. Dos 18 bilhões, 800 milhões de reais, do contexto do programa, no ano passado, foram desembolsados apenas 11 bilhões, 300 milhões de reais. Com um detalhe: desse total, 07 bilhões, 500 milhões (o que corresponde a 67%) são relativos aos “restos a pagar”. Ou seja, dívidas de anos anteriores, pagas em exercícios seguintes. Especialistas em finanças públicas fazem um alerta: o excesso de restos a pagar pode comprometer a execução de novos projetos do PAC.

Os dados de 2007, são ainda mais constrangedores. O governo federal gastou, naquele ano, míseros 30,7% (o que corresponde a menos de um terço) dos recursos previstos para o PAC. Dos 16 bilhões, 600 milhões de reais, que seriam investidos em 2007, apenas 05 bilhões, 100 milhões de reais foram efetivamente desembolsados pelo governo.

É muito pouco. Diante do monumental discurso, das promessas em palanques, onde o presidente Lula da Silva, fantasiado de “pobri”, alardeia liberações milionárias de dinheiro público, isso é uma insignificância. Na verdade, os números das aplicações estão muito distantes das promessas. Do ponto de vista da ética e da moralidade pública, trata-se de propaganda enganosa. Algo a ser tratado pelo Procon.

Todos os números acima citados, são da época das vacas gordas. Agora, que as tetas estão secando, quando o governo fala em cortes do Orçamento, a situação pode se agravar.

Mas, não se preocupem, a temporada de fantasias e mentiras está apenas começando. Outros discursos acontecerão. Novas promessas, baseadas em números vistosos, de verbas já anunciadas várias vezes. Que se multiplicam pela fala catarrosa e não pela aplicação efetiva dos recursos.

Em verdade – verdade inegável! – o populesco presidente da República, excelente marketeiro e relações públicas do Governo Federal, fala demais e age muito pouco.
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A melhor seleção musical.
Informação com opinião.
RÁDIO CAMBIRELA
Virtual, mas real.
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Editorial – PEDÁGIO EM PALHOÇA, UMA NOVELA SEM FIM

A novela pedágio em Palhoça parece, a cada dia, mais distante de um desfecho feliz para os munícipes. A julgar pelos acontecimentos e o bem bolado discurso de marketeiro, fica difícil até mesmo definir quem é mocinho ou vilão.

Por ora, só temos uma certeza: a cidade é vítima da barganha e negociatas, os munícipes estão sendo enganados por falsas promessas messiânicas. Também temos convicção plena que os brasileiros são explorados vergonhosamente. Pagam altos impostos, inclusive a Cide embutida nos preços dos combustíveis, tudo para melhorar a malha viária, e são explorados uma segunda vez, através do pedágio. Com a mesma argumentação sem-vergonha: melhorar as condições das rodovias e oferecer mais segurança. Como se as fortunas arrecadadas em forma de tributos não fossem suficientes para tal finalidade.

Passamos, agora, a tratar de fatos recentes. Pelo correio eletrônico, chegou essa informação, procedente da Assessoria de Comunicação da Prefeitura: “A passagem da Caravana da Transparência em Palhoça, na segunda-feira, dia 27, para avaliar o andamento das obras de duplicação da BR-101, reforçou a decisão do presidente da FECAM, prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), de entrar na Justiça, contra a cobrança de pedágio nessa rodovia federal”.

Que ótimo, que a mobilização “reforçou” a intenção do prefeito Ronério. O que, no entanto, não passa de uma boa intenção. A mesma boa intenção que o prefeito já manifestou, há quase um mês, durante reunião com prefeitos de outras cidades, onde foram ou serão implantadas praças de pedágio.

Há que se dizer, que boas intenções devem ser transformadas em decisões, o que deveria ter acontecido nesse período de aproximadamente 30 dias. Sem pretender ser o dono absoluto da verdade, e muito menos duvidar das boas intenções do prefeito Ronério, quero revelar, contudo, que ele, o prefeito, está amarrado ao esquema montado pelo Governo Lula da Silva e a concessionária, ansiosa em arrecadar com o pedágio.

Segundo declarações do próprio prefeito, como compensação pela criação da praça de pedágio no bairro Aririú Formiga, em Palhoça, o Governo Federal se comprometeu em viabilizar recursos para construção de um elevado, ligando o centro histórico da cidade ao Loteamento Pagani, onde estão as sedes do Executivo, do Legislativo e, futuramente, o Fórum de Justiça. Se o prefeito fez acordo, inviabilizou qualquer tipo de reação.

A participação do prefeito na tal caravana foi mais protocolar do que uma forma de protesto. Até agora, a única iniciativa jurídica foi tomada pela Câmara de Vereadores, que impetrou mandato de segurança, com o objetivo de impedir a instalação e funcionamento da praça de pedágio, que separou o município em duas partes, Sul e Norte.

Até essa também bem intencionada investida jurídica da Câmara – que poderá, em breve, render bons frutos, uma liminar, por exemplo –, tem como objetivo principal reabrir um canal de negociação com a turma do Lula privatizador e sua concessionária. O que os vereadores desejam, é que os cerca de 48.000 veículos licenciados em Palhoça, sejam isentados da cobrança.

E é justamente isso o que o prefeito prometeu e até agora não cumpriu. Ronério Heiderscheidt promoveu uma inusitada corrida de munícipes, aos balcões da Receita, todos ansiosos em quitar dívidas com IPTU, o que seria a senha de acesso ao benefício da isenção. Os munícipes, principalmente da Região Sul, pagaram os impostos devidos, cumpriram suas obrigações, mas não foram atingidos pela contrapartida. A Prefeitura não isentou ninguém.

Ninguém é obrigado a prometer. Mas, se promete, deve cumprir. O povo sabe disso. E a voz do povo... é a voz do povo.

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Informação com opinião.

RÁDIO CAMBIRELA

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Denúncia do deputado Sargento Soares:

"POLICIAIS SÃO PUNIDOS PORQUE TRABALHAM"

Em recente entrevista, na Rádio Cambirela (www.radiocambirela.com.br), o deputado Sargento Soares (PDT) afirmou, com todas as letras: “Todos os policiais militares, que vinham realizando um bom trabalho, em Palhoça, em favor do povo, foram afastados das ruas”. Disse mais: “Trata-se de um esquema de perseguição mesmo, de alguns oficiais do comando, contra os melhores policiais”. Pergunta óbvia: Por quê? “Porque os melhores policiais cobram mais, se dedicam ao serviço, exigem mais infra-estrutura, criticam a falta de viaturas, a deficiência no sistema de comunicação”, respondeu o deputado.

No caso de Palhoça, segundo o parlamentar, foram transferidos para Santo Amaro da Imperatriz e Florianópolis. “Isso acontece em várias regiões do Estado”, denunciou Soares.

Pelo processo dedutivo, pode-se concluir, então, que os bandidos agradecem ao comando da PM, porque pune e transfere os bons policiais para outras cidades.

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UM SHOW DE SEGURANÇA NA EXPOPALHOÇA

Impossível não reconhecer o bom desempenho da Polícia Militar na ExpoPalhoça. A exemplo da operação segurança, montada no primeiro evento, o trabalho desenvolvido nos dez dias de festividades foi impecável. De uma eficiência além da expectativa.

O esquema de segurança montado pelo comandante da PM em Palhoça, coronel Ernani Fernandes, que envolveu, além do efetivo convencional, também tropas de elite, inibiu a ação dos delinqüentes. Isso é prova inconteste de que a prevenção é, ainda, a melhor arma contra a crescente criminalidade.

Consequentemente, nativos, turistas e visitantes, que circularam entre os estandes da festa, área de shows, praça de alimentação, sentiram-se privilegiados por um sofisticado esquema de segurança, somente visto em países onde o crime é a exceção.

sexta-feira, abril 24, 2009

Editorial – BARRACO NO SUPREMO: QUANTO MAIS JOAQUIM SABE?

Pegou o pau no Supremo. Um arranca-rabo. Dessa vez, foi só mais uma discussão. Talvez, a mais ríspida e violenta de toda a historia do Supremo Tribunal Federal.

Mas, infelizmente, qualquer dia, os brasileiros se surpreenderão com ministros registrando BOs contra colegas, fazendo exames de corpo de delito, internações em emergências. Imaginem a cena ridícula: um ministro procurando os poucos cabelos do outro, para arranca-los, mas só encontrando a careca lustrosa! Como briga de “lavadeira” do século passado. Mas, sem cabelos.

E nem adianta a grande mídia eletrônica botar panos quentes, argumentando que os ministros estavam nervosos, estressados. Estressados, estão os brasileiros, com os noticiários das desgraças, da violência, da escandalosa ausência de justiça, da impunidade.

Invariavelmente, os envolvidos com crimes bárbaros, já são clientes da vergonhosa justiça brasileira: bandidos que foram soltos por algum esquema de regalia. Por conta do direito humanitário, que sempre procura beneficiar os bandidos, sejam eles do tênis sujo, ou da gravata importada.

O barraco da noite de 22 de abril, no Supremo, revelou frases gravíssimas, de profundo significado, fatos que estão a merecer uma maior reflexão.

Por exemplo, vale a pena conjecturar: Por que o ministro Joaquim Barbosa, que tem se pautado pela ética e serenidade, afirmou que o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, está “destruindo a justiça brasileira”. Ao que parece, não foi uma frase surgida em um momento de descontrole emocional. Mais parece um posicionamento amadurecido durante um longo tempo.

Não podemos nos esquecer, do intrigante envolvimento de Gilmar Mendes, no rumoroso caso Daniel Dantas (Operação Satiagraha). Mendes, o todo-poderoso presidente do STF, peitou um juiz federal de São Paulo. Em poucas horas, Mendes soltou o ex-banqueiro Dantas duas vezes da cadeia. Até parece que o presidente do Supremo não dormiu, que passou a noite de pijama, sempre alerta para libertar o passarinho de ouro.

Joaquim Barbosa desafiou o presidente do Supremo a sair às ruas, para escutar o clamor popular. “Saia à rua, ministro Gilmar!”

Isso me inspirou uns versinhos:
Joaquim lançou um desafio, /
que correu todo o Brasil, /
até as Minas Gerais. /
Se Gilmar tiver coragem, /
que saia às ruas, /
para observar a desordem. /
Se conseguir, sem capangas, /
e voltar ileso, /
ganha mil reais. /
Além do dinheiro, /
leva também uma caixa de cerveja, /
o senhor pode ter certeza.

Mas, atentem para o que disse o ministro Joaquim Barbosa: "Vossa Excelência – referia-se a Gilmar Mendes – (...) Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”.

Logo depois, Joaquim pegou pesado, mas sempre com o protocolar tratamento, recomendado a um presidente do Supremo: "Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Me respeite"

Que doidura! O presidente do Supremo tem capangas no Mato Grosso? – É o que afirmou Joaquim, o ministro. Mas, vamos recorrer ao dicionário, para entendermos o que o ministro quis dizer. Capanga pode ser definido como jagunço, pistoleiro, guarda-costas, matador de aluguel. Creio, esse é o significado que o ministro Joaquim Barbosa tentou empregar. Na verdade, quando se ouve falar em capangas, logo lembramos de cenários de crimes, de impunidade.

Então, temos que perguntar: Quanto mais Joaquim sabe? A Nação ficou curiosa. Os mais jovens estão ficando inquietos. Os brasileiros começam a desconfiar que o crime está também dentro dos palácios.

Estão começando a adivinhar!
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quarta-feira, abril 22, 2009

TROCA DE COMANDO NA CELESC REGIONAL DESAGRADA PREFEITOS E EMPRESÁRIOS

O engenheiro eletricista Gilberto dos Passos Aguiar, dono de um invejável currículo, prático, hábil e competente, deixou o comando da Gerência Regional da Celesc para a Grande Florianópolis. Foi substituído, em conseqüência de acordos políticos.





Aliás, para certos políticos, num cargo técnico tão importante, para o desenvolvimento da região, pouco importa se o indicado sabe a diferença entre um fio de transmissão e um cipó.

Bateu a ciumeira nos altos escalões da Celesc, porque Gilberto Aguir é extremamente competente, nada burocrático, atende muito bem o público, presta assessoria de graça a empresários que estão se estabelecendo na Região Metropolitana, ou que já estão na área e precisam ampliar a produção. Isso incomodou a concorrência, dentro da própria empresa.

A decisão de afastar Aguiar, da Gerência Regional, partiu do próprio governador Luiz Henrique da Silveira, que cedeu às pressões do DEM.

O governador ignorou, inclusive, a solidariedade dos prefeitos da região, que, queriam, de qualquer maneira, manter o engenheiro Gilberto Aguir no cargo. Assim que souberam da decisão palaciana, articularam de imediato uma reação. Mas a pressão da outra trincheira era insustentável.

Um requerimento, assinado pelo prefeito de Palhoça e presidente da Fecam, Ronério Heiderscheidt (PMDB); Dário Berger, de Florianópolis (PMDB); Djalma Berger, de São José (PSB); Ernei José Stähelin (PMDB), de São Pedro de Alcântara; Anísio Soares (PMDB), de Governador Celso Ramos; Saulo Weiss (PMDB), de Anitápolis; Geraldo Pauli (PMDB), de Antônio Carlos, foi levado até LHS, pelo Secretário Regional, Walter Gallina. O documento também tem a assinatura do deputado Edison Andrino (PMDB).

Entidades representativas dos empresários da Grande Florianópolis também fizeram pressão, mas o governador, somente de alguns catarinenses, não se sensibilizou com o pleito.

O engenheiro eletricista Gilberto dos Passos Aguiar não deixou a Celesc. Inclusive ascendeu a um cargo de diretoria, junto ao presidente da empresa, Eduardo Pinho Moreira. Mas isso não lhe interessa. Aguiar troca as salas suntuosas e bem aclimatadas, pelo sol das ruas, uma prancheta e o contato direto com o público. Assim é Passos Aguiar. Sempre querendo guiar alguém pelas largas avenidas do conhecimento.

Editorial – PRAÇA DE PEDÁGIO, EM PALHOÇA, UMA ASSOMBRAÇÃO DO GOVERNO LULA

Bastaria o título deste editorial, e nada mais precisaria ser dito, para uma melhor compreensão do que está acontecendo, em Palhoça e em mais três pontos da BR-101, além de outros na BR-106, onde Lula Castro Chávez Morales da Silva mandou instalar praças de pedágio. Praça de pedágio, um obstáculo dinheirista ao direito constitucional de ir e vir. Uma fraude. Uma assombração, criação maquiavélica do Governo Lula, o ilusionista. Aquele que engana e é aplaudido.

Fatos novos estão surgindo, uns confiáveis e promissores, outros nem tanto. Na segunda Audiência Pública, realizada na Assembléia Legislativa, no último dia 07 de abril, o jovem deputado Cesar Souza Jr. (DEM) anunciou que, quanto mais cedo possível, colocaria, na “ordem do dia”, um projeto de lei para isentar os veículos das cidades, onde foram ou serão instalados os postos de cobrança, das taxas abusivas.

Essa boa intenção de Cesar Jr., permitiria aos palhocenses, um benefício que outros cidadãos já desfrutam, em cujas cidades funcionam praças de pedágio. Nada mais justo. Não faz sentido o cidadão rodar alguns metros com o seu carro, dentro do próprio bairro (no caso de Palhoça, Aririú Formiga ou Guarda do Cubatão), e pagar R$ 1,50 para ir, e outra taxa igual para retornar a sua garagem.

Além disso, se a Assembléia aprovar, e o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) sancionar a lei, o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt (PMDB), ficaria numa situação mais confortável. Afinal, fez promessas que não cumpriu. Provocou uma correria, que resultou em filas, de munícipes interessados em quitar impostos municipais, em troca da isenção da taxa de pedágio. Promessa não cumprida, que assanhou os mais de 84 mil proprietários de veículos licenciados em Palhoça.

O mesmo prefeito Ronério, na condição de presidente da Fecam, anunciou que a entidade também vai ingressar na justiça, contra a concessionária, por descumprimento de cláusulas contratuais. Decisão tardia.

Além disso, fica difícil acreditar que o prefeito Ronério, vai lutar na justiça contra a concessionária, que está para inaugurar a praça de pedágio, em Palhoça. Isso porque, segundo palavras do próprio prefeito, Palhoça ganharia uma compensação do Governo Federal: um elevado, sobre a BR-101, para ligar o centro histórico da cidade ao Loteamento Pagani, o novo centro administrativo de Palhoça.

O prefeito também fala sobre a construção de uma ponte sobre o Rio Cubatão, uma alternativa, para desviar os veículos de Palhoça, da praça de pedágio. Mas, quando essa ponte será construída? Prometer é fácil. Ainda bem que já existe o rio!

Também circulam informações, de que a Justiça Federal poderá julgar, a qualquer momento, a ação, impetrada pela Câmara de Palhoça, contra a instalação da praça de pedágio. Ainda sobre intenções judiciais, deputados também prometem recorrer ao Ministério Público Federal, contra o pedágio, em Palhoça.

Representando o Poder Legislativo de Palhoça, na AL, o vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), chamou a praça de pedágio de “assombração”. E com razão. Está batizada. É a assombração do Governo Lula.

sábado, abril 04, 2009

Editorial: O CRIME É UMA EMPRESA PARA ALGUNS POLÍTICOS

Os brasileiros são vítimas de quase 50 mil assassinatos a cada ano. Nas estradas, outras 30 mil pessoas perdem suas vidas todos os anos. Uma matança jamais vista em nenhuma nação. Além disso, temos os latrocínios (roubos seguidos de mortes), roubos, furtos, seqüestros, tentativas de homicídio aos milhares, num festival de ações delituosas, que elevam o Brasil ao topo da lista de celeiro do crime.

Em São Paulo, o número de latrocínios, crime considerado hediondo, aumentou 64%, na capital, no ano passado, em relação a 2007, conforme apurou a Agência Estado. Já no Estado do Rio de Janeiro, em 2008, o crime de latrocínio teve uma aumento de 110%, em comparação a 2007. Índices alarmantes.

No final de 2007 a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego divulgou um relatório estarrecedor. Em oito anos, foram registrados mais de 2 milhões e 500 acidentes no Brasil, com 254 mil mortes.

Diante de tudo isso, o que se espera é que as autoridades esbocem uma reação, que planejem ações capazes de significar um enfrentamento ao crime, organizado e/ou desorganizado. Mas, nada. Nenhuma reação. Parece que os dirigentes da Nação e dos estados federados não lêem jornais, não têm acesso à internet. Talvez o “cumpanheiro” tenha razão: “Ler jornal dá azia”. Ou seria diarréia?

Então, senhores e senhoras, se algum político subir no pedestal da canalhice, para arrotar que tem planos e projetos para reduzir a criminalidade, pode atirar ovo podre, sem peso na consciência. Ovo podre. Não vá gastar produto bom com político ruim.

Podemos afirmar, sem risco de cometermos injustiças, que de maneira geral, a classe política e os administradores públicos dos altos escalões, não estão nem um pouco interessados em reduzir a criminalidade, com suas trágicas conseqüências. Alguns até, pelo envolvimento direto com facções criminosas, outros por comodismo, alguns por conveniência, até festejam as ações da bandidagem – da qual também fazem parte –, visando exatamente o lucro.

Pode até parecer estranho, admitirmos que políticos e administradores públicos, eleitos ou indicados para trabalhar pela população, para resolver ou encaminhar solução para seus mais graves problemas – e a violência urbana é um gravíssimo problema! –, possam lucrar com as desastrosas estatísticas.

Pois, não tenham mais dúvidas disso, senhores. Se analisarmos mais profundamente, constataremos que as grandes empresas produtoras e vendedoras de equipamentos de segurança, ou proprietárias das agências de segurança privada, pertencem aos políticos ou aos seus aliados.

Estudos recentes revelaram que a classe média trabalha e produz do início de janeiro até o final de setembro, para pagar taxas e impostos e para comprar serviços de educação, saúde e segurança.

Como a escola pública não é de boa qualidade, levamos nossos filhos às escolas particulares. Porque a Saúde é um caos em todo o País, contratamos planos de saúde, que nem sempre são a taboa de salvação, nos momentos de maior necessidade. Como a bandidagem, protegida pelo IBI – Instituto Brasileiro da Impunidade –, está tomando as cidades, nos enjaulamos atrás de grades, e compramos proteção para nossos imóveis, bens duráveis, carros, motos e até terceirizamos a segurança pessoal e dos familiares.

E, quem nos vende os serviços de Educação, Saúde e segurança? Justamente os políticos, aos quais sustentamos com os nossos impostos, com a maior carga tributária do mundo. Conclusão: a classe política não nos oferece os serviços públicos, nos abandona e permite a proliferação do caos, exatamente para vender o serviço, através da iniciativa privada. Muito conveniente.

Pergunto: na sua cidade, quem são os donos das empresas de segurança? Respondo: os políticos e seus aliados, que, a cada dois anos, financiam as campanhas dos detentores do poder.

Há que se admitir, ainda, que muitos políticos são eleitos com o dinheiro sujo do crime, ou são de fato criminosos, delinqüentes, alguns que usam o Congresso Nacional, Câmara e Senado, para se esconderem da polícia e da justiça.

A todos esses falsos guardiões da coisa pública, o crime interessa, direta ou indiretamente. Se a criminalidade for reduzida, o faturamento de tais empresas será reduzido. Também, não podemos nos esquecer, do lucro diretamente advindo do crime. Então, não acredite, quando, em discursos muito bem elaborados, esses canalhas arrotarem projetos mirabolantes de combate à criminalidade.

No Brasil, o crime é uma empresa, muito lucrativa, e interessa a uma elite. Até porque a elite, muitas vezes usando cueca vermelha e fantasiada de pobre, participa das ações criminosas. Sempre muito bem protegida pelo IBI.