quinta-feira, junho 20, 2013

A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DA REVOLTA DE OUTONO

A explosão social, que tomou as ruas do Brasil, é resultado de anos de revolta e insatisfação


Cientistas políticos, sociólogos, profissionais de imprensa, todos estão teorizando, em busca de uma explicação lógica, que nos conduza a uma visão esclarecedora sobre a motivação das últimas manifestações públicas. Contudo, muitos, principalmente alguns profissionais de televisão, estão buscando explicações nas catracas do transporte coletivo, culpando os míseros centavos de aumento. Outros, ainda mais teóricos, estão se aventurando num labirinto de teorias que nada explicam. Na verdade mais confundem do que explicam.

Essa explosão social, que tomou as ruas e que torna difícil até mesmo uma reação das autoridades de segurança, é resultado de anos de revolta e inconformismo. Os centavos de aumento das passagens do transporte coletivo, é uma desculpa primária. Apenas um dos motivos, certamente o menos importante.

Há muitos anos, governantes e políticos em geral abandonaram a população, particularmente, a classe média. A classe média vem sendo massacrada, extorquida, explorada, arcando com a maior carga tributária do mundo. Mas sem contar com serviços essenciais de saúde, educação e segurança. Neste quesito, a violência invadiu as ruas, numa escalada jamais vista.

Os empresários vivem sufocados por uma avalanche de tributos e encargos sociais, além de juros extorsivos. Esse conjunto de fatores, somados à falência da malha viária, sucateamento de portos e aeroportos, que dificultam a exportação e a circulação da produção, está deixando a indústria brasileira sem condições de competir.

A classe média, empresários, profissionais liberais e outros segmentos da sociedade, estão produzindo para sustentar uma máfia, que tomou conta do Palácio do Planalto e se espalhou pelos ministérios, como erva daninha. No Congresso Nacional, quadrilhas – como aquela de Lula-lá e seus 40 ladrões – formaram trincheiras e se cercaram de proteção, através do imoral instituto da imunidade parlamentar. São conhecidos alguns senadores e muitos deputados federais, que usam os gabinetes para fugir da polícia e se esconder da justiça.

Justiça, instituição falida, desacreditada, incapaz de combater a criminalidade e de aplicar punição aos agentes do crime. Justiça, lenta, vergonhosamente lenta, que perde corrida para tartaruga perneta.

Tudo isso foi gerando uma insatisfação social, uma revolta – uma raiva, podemos admitir –, contra aqueles que comandam a nação, com um único objetivo de atender a seus interesses e de pequenos grupos.

No sábado, essa insatisfação ficou bem explícita, com a vaia de mais de 70 mil vozes, contra Dilma Rousseff, que, no ato de reinauguração do Estádio Mané Garrincha, personificava uma governo podre, corrupto, e que não sabe eleger prioridades. Tanto é assim que, economiza na saúde, na educação, na segurança, para investir numa obra inútil, fantasiosa, que custou um bilhão e 500 milhões de reais.

Esse é um dos grandes motivos da revolta popular. A gastança que cheira a corrupção. Não tem dinheiro para escolas, para hospitais, para espalhar mecanismos de segurança, mas sobra nos cofres para construir estádio – pão e circo, para enganar o povo.

Mas, a classe média não se deixa enganar tão facilmente, porque estuda, trabalha, produz, e tem acesso às redes sociais, o que a deixa independente, em relação às parceiras do Governo Federal, as grandes redes de televisão. Onde proliferam vozes e imagens que manipulam notícias, com objetivos claros de alienar.

No campo, a revolta é geral. Agricultores e pecuaristas vivem acuados por grupos de sem terra, sem terra e sem vergonhas e, ultimamente, índios desordeiros e preguiçosos. Só no Mato Grosso do Sul, são mais de 60 fazendas invadidas. Pecuaristas viraram nômades. Andam, permanentemente, com o gado nas costas, sobre carretas, de um lado para outro, a procura de refúgio para esconder os rebanhos. Fazendas são incendiadas e saqueadas, e quando a justiça – que no Brasil é, justamente, cega, cega e ridícula – determina a reintegração de posse, as lideranças dos índios, protegidas pela Funai, rasgam a decisão judicial. E nada acontece.

Como nada acontece com os bandidos que estão matando, nas cidades, para roubar um celular, um par de tênis. Que estão incendiado pessoas, porque tinham pouco dinheiro, na hora do assalto. Que estão espancando idosos até a morte, para roubar. Que estão matando crianças, no colo do pai, porque houve demora em entregar as chaves do carro.     

Injustiça nas cidades e no campo. Governo voltado para minorias, em detrimento de uma maioria, que ajuda a construir o país. Intransigência, insensibilidade e arrogância do Palácio do Planalto, que nem mesmo aceita discutir a questão técnica da maioridade penal. São ingredientes explosivos.

Como numa represa, a água foi se acumulando, até que apareceu uma primeira infiltração. Surgiu na forma de protesto contra o aumento da passagem, em São Paulo e em outras cidades. O vazamento tornou-se mais evidente, evidente e perigoso, ameaçador, quando agricultores, pecuaristas e outros trabalhadores realizaram mobilizações simultâneas, em nove estados, inclusive Santa Catarina. 

Mas, foi no Mané Garrincha, que a sirene deu seu grito final de alerta. A vaia estrondosa, e merecida, contra Dilma Rousseff, foi o último aviso. Foram cinco ondas de vaias seguidas. Mas ela não levou essa preocupação, ao ninho da corrupção. Puxa-sacos do Planalto menosprezaram a manifestação popular. Acharam que se tratava apenas de vaia de torcedor.

Nos fatos relatados, está a motivação que multiplicou os brasileiros nas ruas de várias capitais. Uma multidão nunca antes vista. Admitir que apenas os centavos do transporte coletivo mobilizaram as massas, é ser econômico demais, na argumentação.

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Informação com opinião.
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quarta-feira, março 13, 2013

MORADOR ENCONTRA GRANADA ADULTERADA NO BAIRRO FREI DAMIÃO

PM isolou a área, próximo ao Centro Educacional Infantil Ulysses Guimarães, em Palhoça. BOPE detonou o explosivo.


Bomba de efeito moral foi transformada em explosivo, explicou policial do PPT
Fotos: Baby Espíndola Repórter


A granada foi encontrada, por volta das 7h30, por um morador do bairro, que a entregou ao Secretário de Segurança e Defesa Civil, Leonel José Pereira, que pertence aos quadros da reserva da PM. Leonel acionou a Polícia Militar, que de imediato enviou uma viatura. Em seguida, chegou uma viatura do PPT – Pelotão de Patrulhamento Tático. Os policiais isolaram a área, entre o Centro de Educação Infantil Ulysses Guimarães e a organização não governamental CADI Palhoça. A poucos metros, também funciona uma escola da Rede Municipal de Ensino.  

O achado provocou um clima de agitação no bairro, que já havia saído do estado de rotina, desde as 7 horas, quando chegaram as máquinas, caçambas e dezenas de funcionários da Prefeitura de Palhoça, para a realização da força tarefa denominada “Mutirão da Cidadania”.

Segundo informações do Cabo Broering, do PPT, originalmente, tratava-se de uma “carcaça lacrimogênea”. Mas, como o fundo foi mexido, adulterado, seria muito difícil definir o que havia dentro da granada. Inicialmente, os policiais não descartaram a possibilidade do artefato ter sido transformado em “granada letal” – possivelmente com pólvora e pregos. Essa linha de raciocínio aproxima o achado aos recentes atentados, que abalaram Santa Catarina. 



Cabo Broering, do PPT (à direita), advertiu: “Pode ser granada letal”

O policial advertiu sobre os riscos do manuseio de “um objeto dessa natureza”. Broering afirmou que “se for uma granada com conteúdo letal, qualquer movimento pode provocar uma explosão”. Se houve mesmo a modificação, também seria difícil prever o raio de ação da granada.




A granada letal aparece, no gramado, junto ao muro. A PM isolou a área

EXPLOSÃO CONTROLADA

Por volta das 10 horas, uma equipe do BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais  – removeu a granada para uma área, longe das edificações, isolou o artefato entre pneus velhos e provocou a detonação. Dezenas de pessoas, que assistiram a operação à distância, ficaram impressionadas com o poder da explosão. Como se suspeitava, de fato havia pólvora dentro da granada, originalmente fabricada como “bomba de efeito moral”.  

Constatou-se, em seguida, que o manuseio irregular, antes da chegada da PM poderia provocar uma explosão. Isso porque a bomba de efeito moral foi adulterada e transformada em granada letal.  

BOMBA DE EFEITO MORAL

A bomba de efeito moral faz parte dos chamados "armamentos de distração", usados quando se quer amedrontar ou incapacitar um inimigo sem matá-lo. A bomba de efeito moral propriamente dita é parecida com a granada militar comum. Segundo a revista Mundo Estranho, quando acionada, ela inflama uma mistura química que explode com grande estrondo, normalmente espalhando uma nuvem de talco. Há também a bomba de fumaça, usada para obscurecer a visão; a flashbang, que produz um clarão que desorienta a vítima temporariamente; e a de gás lacrimogêneo, que irrita as mucosas de olhos, nariz, boca e pulmões, fazendo a pessoa espirrar, chorar e tossir fortemente.

Mas, enquanto as granadas militares soltam estilhaços de metal mortíferos, as de efeito moral são feitas com um plástico que se desintegra - assim, não ferem ninguém, pelo menos em teoria. 


Policiais militares, a faixa de isolamento e, ao fundo, o morro Pedra Branca, um símbolo de Palhoça


segunda-feira, março 04, 2013

PRAÇA DE PEDÁGIO NÃO TEM DATA PARA MUDAR


Dnit não autorizou a mudança para a divisa com Paulo Lopes

O que antes era boato, agora está bem claro. A Autopista Litoral Sul não tem data para providenciar a transferência da praça de cobrança de pedágio, do km 221, no bairro Aririú Formiga, para o km 246, na divida com o município de Paulo Lopes. Isso que dizer que a montanha de papéis, assinada em novembro, durante pomposa festa, com direito a muitos discursos e foguetório, não teve valor oficial.

Embora a concessionária tenha se compromissado, em cumprir o prazo de 180 dias, encerrado em 28 de fevereiro, nem mesmo deu início às obras, necessárias à instalação de escritórios e cancelas de cobrança.

Felizmente, toda a frota de 79.531 veículos automotores, dos quais 46.366 são registrados como automóveis e 17.140 como motocicletas, de várias cilindragens, está liberada do pagamento do pedágio. O acordo, entre a Prefeitura e a Autopista Litoral Sul foi assinado, na manhã de 28 de fevereiro. Denominado “convênio para pagamento de pedágio dos veículos emplacados no município de Palhoça”, o documento foi assinado pelo prefeito Nirdo Artur Luz (Pitanta) e pelos representantes da concessionária do pedágio, o gerente de arrecadação, Luciano Zibord, e a gerente jurídica, Paula Vieira da Silva. 


Convênio assinado entre a Prefeitura de Palhoça e a concessionária permite passe livre a todos os veículos de Palhoça
Foto: Baby Espíndola Repórter

CONTRATO ANTERIOR

Pelos termos do contrato anterior, apenas 2.215 veículos de palhocenses tinham passe livre, ou seja, estavam isentos do pagamento de pedágio. Essa cota de veículos cadastrados custava, mensalmente, R$44 mil aos cofres do município.

Esse era o valor que a Prefeitura deixava de recolher, da Auto Pista Litoral Sul, na forma de dedução de ISS (Imposto Sobre Serviços). Agora, para isentar toda a frota de Palhoça, de 79.531 veículos automotores, a administração municipal vai repassar R$6 mil a mais, totalizando R$50 mil, e a concessionária se compromete a isentar todos os veículos palhocenses.

Os motoristas dos veículos emplacados em Palhoça deverão procurar as duas cancelas liberadas (duas em cada sentido). Segundo fonte da concessionária, basta apresentar o documento do veículo.

DNIT NÃO CUMPRIU ACORDO

Na manhã de 28 de fevereiro, durante a cerimônia de assinatura do contrato de isenção da frota de veículos de Palhoça, o prefeito Nirdo Artur Luz revelou que o Dnit “não cumpriu o que foi acordado”.

Pitanta disse que descobriu, recentemente, que a Autopista Litoral Sul não conseguiu se transferir, com escritório e praça de cobrança, para o km 246, “por culpa do Dnit. A concessionária já está trabalhando até a divisa com Paulo Lopes, mas o Dnit não anexou ao contrato com a Autopista o novo trecho de 24 quilômetros”.

Esse detalhe foi confirmado por diretores da Autopista Litoral Sul. Paula Vieira da Silva, gerente jurídica da concessionária, explicou que o Governo Federal e o Dnit não repassaram à Autopista Litoral Sul a documentação necessária para a empresa “adotar” os quase 24 quilômetros, entre o bairro Aririú Formiga e a divisa com Paulo Lopes, o futuro endereço da praça de pedágio. Sem a documentação oficial, a concessionária não pode promover a mudança. Até a licença ambiental depende da documentação do Dnit.


O gerente de arrecadação da Autopista, Luciano Zibord, a gerente jurídica, Paula Vieira da Silva e o prefeito Pitanta, com o documento que isenta os veículos de Palhoça. 
Foto: Baby Espíndola Repórter


Baby Espíndola

terça-feira, fevereiro 19, 2013

SOCIALISTAS PROTESTAM CONTRA A VISITA DE CUBANA AO BRASIL


Usuários de cueca vermelha condenam o “imperialismo” americano, mas defendem a ditadura sanguinária de Cuba

As telinhas que habitam nossas salas e outras dependências estão povoadas por umas imagens, no mínimo, grotescas e ultrapassadas. Grupos de brasileiros e brasileiras, que se auto intitulam defensores de movimentos socialistas, realizaram protestos grosseiros e agressivos, para recepcionar a cubana Yoani Sánchez, cujo único crime é a coragem de denunciar as atrocidades praticadas pela ditadura da família Castro, em Cuba.

Yoani Sánchez vem sendo perseguida pelo regime sanguinário do país caribenho. Foi presa dezenas de vezes e para postar suas denúncias e reivindicações em seu blog, precisa recorrer a amigos, que moram em outros países. Ela envia as mensagens através dos milenares tambores da floresta e os colaboradores dão a elas o destino final, o blog.

Isso por si só já é um absurdo. Porém, muito mais absurdo e ridículo é a posição de alguns brasileiros, verdadeiros retardados mentais, que se agarram ao argumento de um socialismo tacanho e ultrapassado, para humilhar uma jovem que luta por liberdades.

Se esses senhores, rapazes, senhoras, raparigas e outras denominações tivessem um mínimo de sensibilidade, se curvariam aos argumentos de Yoani Sánchez. A jovem cubana não está a serviço do imperialismo norte-americano, como alegam os afoitos manifestantes. Ela luta, isso sim, contra um regime que prende sem acusação, tortura covardemente e não liberta porque não permite a defesa.

Yoani Sánchez utiliza a rede mundial de computadores para pedir um lampejo de democracia em Cuba, onde, a palavra eleição foi banida do dicionário. Onde os direitos civis são massacrados pelas botas dos supostos revolucionários.

Defender a revolução cubana é hoje uma utopia. Nos anos 60 e 70, muitos de nós brasileiros, que vivíamos sob o regime ditatorial dos militares, nos agarramos à fantasia cubana. Aquela ideia de um movimento popular, que derrubou uma ditadura pró Estados Unidos, era, sim, uma atração irresistível.

Mas, devemos acordar de um sonho, que virou um pesadelo. O regime dos irmãos Castro já dura bem mais de meio século. Fidel Castro, o tiranossauro, reinou absoluto até fevereiro de 2008. Portanto, renunciou ao trono há exatos cinco anos.

Sem condições físicas para empunhar o relho opressor, passou o bastão ensangüentado ao irmão Raul Castro, que promoveu algumas reformas. Entre elas, concedeu aos cubanos o direito de entrar num hotel, o que antes era proibido, pois um hotel é símbolo do imperialismo. A desobediência era punida com cadeia. Outra melhoria: os cubanos já podem dizer que são proprietários de seus veículos, de uma frota que inclui exemplares dos anos 30, 40, 50 e 60 – peças de museu. Alguns cubanos, poucos privilegiados, poderão deixar a Ilha, desde que jurem que voltarão ao caldeirão do inferno.

O protesto, que os morcegos ideológicos promoveram para recepcionar e perseguir Yoani Sánchez durante o roteiro dela no Brasil, é algo inédito. Quase lincharam a cubana. Esses mesmos agitadores, que amam Fidel Castro e o regime cubano e odeiam os americanos, nunca protestaram, por exemplo, contra os mensaleiros do PT, ou do PSDB, ou de qualquer partido, ladrões de dinheiro público. Não atacam os criminosos, condenados pela Justiça Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, que se escondem no Congresso Nacional, Câmara e Senado.

Também, jamais saíram às ruas, para protestar contra a violência, que mata mais de 50 mil pessoas por ano no Brasil. Não fazem manifestações por mais saúde, por melhores condições de ensino. Condenam o “imperialismo” americano e endeusem a ditadura cubana e suas derivações, espalhadas pela América do Sul.  

Os manifestantes de cueca vermelha, contrários à visita de Yoani Sánchez, ao Brasil, se reuniram, como abutres e chacais, ensandecidos, com suas bandeiras vermelhas e faixas de protesto. Protestam violentamente contra uma jovem que busca um pouco de paz, dignidade e liberdade. Só isso. Um sonho de qualquer povo.

Esses falsos socialistas não têm familiares nas masmorras cubanas. Se tivessem, não estariam tão enlouquecidos, tentando agredir quem luta por liberdades e direitos. Esses senhores e senhoras, que igual a Lula da Silva, também idolatram os narcotraficantes e seqüestradores das Farc, não sabem nada sobre direitos individuais. Confundem socialismo com criminalidade. E se banham no sangue das vítimas.

Minha proposta é simples. Sempre que alguém levantar uma bandeira, propondo democracia e cobrando liberdade e direitos individuais, se as reivindicações são justas, devemos, no mínimo, respeitar essa iniciativa. O que, infelizmente, não aconteceu no Brasil.

Baby Espíndola

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

MORADORES DA ENSEADA DE BRITO FAZEM MANIFESTAÇÃO NA BR-101


Mobilização, no Sul de Palhoça, é contra a demarcação de reserva indígena e expulsão de dezenas de famílias da região. 

Moradores do Distrito de Enseada de Brito, incluindo as comunidades de Araçatuba e Maciambu Pequeno, pretendem realizar uma grande manifestação, às margens da BR-101, na manhã deste sábado, 16 de fevereiro, a partir das 9 horas. A mobilização é um protesto, contra a demarcação da reserva indígena Itaty, o que deverá provocar a”desintrusão”, ou expulsão de dezenas de famílias de não índios, da região.


Cacique Moreira, na Câmara, denunciou “perseguição da Funai”
Foto: Baby Espíndola Repórter

A manifestação visa sensibilizar as autoridades federais para a crise social que a remoção dos brancos e a introdução de índios está provocando. Nos últimos anos, a Funai (Fundação Nacional do Índio) deu início a um processo de introdução de índios, importados do Paraguai, que foram instalados no Morro dos Cavalos. Estes, segundo informações, foram transferidos para outras áreas. Numa segunda operação, a Funai passou a ocupar a montanha, bastante íngreme, inapropriada para habitação, de terras improdutivas, com mestiços trazidos de Chapecó e, segundo denúncias, até do Paraná.

Isso vem criando um problema gravíssimo, porque o Morro dos Cavalos é um dos gargalos da BR-101 Sul em fase de duplicação. Enquanto o Dnit busca a liberação de licenças ambientais, para concluir a duplicação naquele trecho, possivelmente com túneis, a Funai cria uma favela de índios e mestiços importados de outras regiões.

Os moradores ingressaram na justiça federal, em 2009, com uma “ação popular”, para tentar revogar a demarcação da suposta terra indígena. Algumas famílias habitam a região há cerca de 200 anos e temem ações de despejo.

Uma portaria da Funai, publicada no Diário Oficial da União, no dia 12 de dezembro de 2012, alerta que só terão direito à indenização os moradores não índios, que ocupavam a área antes de 18 de abril de 2008. Segundo a Funai, são 36 famílias de “boa fé” e mais 33 que poderão ser classificados da mesma maneira, desde que apresentem documentação comprobatória. Um detalhe preocupante: os moradores terão direito à indenização apenas pelas benfeitorias. Muitos estão preocupados porque dificilmente conseguirão adquirir terra em outro local.

Por isso, vão realizar a mobilização, que visa tentar sensibilizar as autoridades para o problema social que a demarcação da terra, como reserva indígena, poderá provocar. Outro temor – não só das famílias que habitam as terras da suposta reserva, criada por decreto assinado pelo ex-presidente Lula da Silva –, é com relação a água potável. Os vizinhos do entorno da reserva também utilizam as águas, cujas nascentes estão em terras indígenas. E temem pelo desabastecimento.

Supostas lideranças indígenas, recentemente instaladas no Morro dos cavalos, vêm alardeando a propriedade absoluta da água. A crise, provocada pela demarcação das terras, já se estendeu até a Delegacia de Polícia da Comarca de Palhoça, com registro de brigas e agressões entre partes.

GRAVE DENÚNCIA NA CÂMARA

Na noite de 05 de fevereiro, durante a segunda sessão ordinária da legislatura 2013 / 2016, moradores do Distrito de Enseada de Brito estiveram na Câmara de Vereadores. Pediram, aos parlamentares, a criação de uma comissão, para acompanhar os fatos. Mais de 500 pessoas lotaram as dependências do prédio da Câmara, no Bairro Pagani.

Índios, que não concordam com os critérios da demarcação da reserva, também participaram da mobilização, na Câmara. O cacique Milton Moreira Whera, 51 anos, usou a tribuna do Poder Legislativo e denunciou “perseguição da Funai”. Disse que foi expulso do Morro dos Cavalos, onde viveu desde a infância, porque não concorda com os critérios da Funai, no processo de introdução de supostos índios na área. Filho de Júlio Moreira, que faleceu em 1978, o índio Milton Moreira agora mora de favor, na Praia de Fora, numa tenda, à margem da BR-101, Km 227. O verdadeiro índio foi expulso do Morro dos Cavalos por falsos índios, apadrinhados pela Funai.

O prefeito de Palhoça, Nirdo Artur Luz (Pitanta), participou da sessão, como convidado, e prometeu empenho. “Podem contar comigo, como prefeito e como vereador. Vamos lutar para evitar que a população da Enseada seja prejudicada. Vamos tentar uma solução, que atenda aos interesses dos brancos e dos verdadeiros índios”, disse o prefeito. Pitanta é vereador e assumiu a Prefeitura, como presidente da Câmara, até que a Justiça Eleitoral decida quem será o prefeito de Palhoça.

Baby Espíndola

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terça-feira, fevereiro 12, 2013

TERROR CHEGA À SEDE ADMINISTRATIVA DO GOVERNO DO ESTADO DE SC


Desesperados e sem saber em quem confiar, os catarinenses apelam para orações e pedem proteção ao Zorro. 


Ônibus incendiado: alvo preferencial dos terroristas
Foto: Baby Espíndola Repórter

Agora tá como o diabo gosta. Os bandidos atacaram a sede do Governo do Estado, de onde o governador Raimundo Colombo conversa todo dia, por telefone, com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo – e rejeita a oferta de apoio da Força Nacional de Segurança. Uma teimosia burra, que já virou piada nos botequins de esquina.

Talvez, o próximo passo dos incendiários seja uma visitinha surpresa à residência do governador, a Casa d’Agronômica. Um excelente alvo, com as garagens lotadas de carros de luxo. Se isso acontecer, recomendamos ao senhor Colombo, que até hoje não botou um ovo em pé e nem sentado, que passe a usar cinturão de castidade. Do melhor aço possível, porque alguns bandidos são autores de estupros.

As estatísticas indicam que os terroristas, que estão espalhando o terror por toda Santa Catarina, a cada dia (e a cada noite), ficam mais audaciosos, enraivecidos, ensandecidos. “Por toda Santa Catarina” – Este era o slogan de marketing do ex-governador, hoje senador, Luiz Henrique da Silveira.  LHS e o slogan ajudaram a elevar Colombo ao poder, lembram?  

Nem mesmo a visita do juiz corregedor Alexandre Karazawa Takaschima, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, ao presídio de São Pedro do Alcântara, aplacou a ira calculada do psicopata chefe do "primeiro ministério" do crime.  

O líder do PGC (Primeiro Grupo da Capital) nem se abalou com as súplicas do juiz de olhinhos puxados. Devoto da ultrapassada teoria dos direitos humanos (direito de bandidos), capacho do mundo do crime, o juiz beijou a mão ensangüentada de Adílio Ferreira. Mas parece que ele queria mais, da visita. Talvez um carinho. Adílio Ferreira é condenado por homicídio qualificado, roubo, furto e tráfico de drogas. Nos Estados Unidos, estaria no corredor da morte. Aqui, no país dos direitos, mesmo preso, espalha o terror num estado inteiro. 

É público e notório. O PGC é o Primeiro Grupo da Capital. Na hierarquia, o Governo do Estado e suas engessadas forças de segurança formam o segundo grupo, de menor importância. Hoje, quem dita as regras é o PGC.

Nós, catarinenses, estamos ferrados. Nada mais podemos esperar do Secretário de Segurança Pública. César Augusto Grubba é um promotor, que também endeusa as teorias dos direitos humanos – mas nunca se preocupa com a segurança dos humanos direitos. E o Tribunal de Justiça está bem mais preocupado com a qualidade da água e da comida, servidas no presídio de São Pedro de Alcântara, do que com a barbárie das ruas. 

Coitadinhos! Os bandidos presos em São Pedro de Alcântara comem muito mal: arroz, carne, batata frita, ovo, salada e banana. Só isso. Ah, uma mulher, que pode ser uma garota de programa, de sobremesa. Para relaxar, maconha e cocaína à vontade. O juiz Takaschima exige mais médicos para os bandidos - em "caráter emergencial", como se algum criminoso fosse parir um filho. Que vergonha! Os brasileiros, que trabalham e pagam impostos, inclusive para sustentar juiz, não têm acesso a médicos, quando precisam. 

O terrorismo descontrolado, que abala Santa Catarina, saiu do estágio de crise de segurança para atingir o patamar da imoralidade. Se nem o Centro Administrativo, o falido sistema de segurança é capaz de proteger, o que nós, os humildes servos do poder, poderemos esperar?

Em verdade, é muita conversa e pouca ação. Todo dia, Raimundão conversa com o Ministro da Justiça. Certamente mente, fazendo a autoridade nacional acreditar que tudo está sob controle. Mas não está não.

Os empresários do transporte coletivo nem dormem mais. Já substituíram o café por chá de camomila. Tem empresa, com cerca de 200 ônibus nas ruas noite e dia. Quem contratou segurança privada está a salvo dos ataques. Faz parte do sistema. Que funciona assim. Os criminosos incendeiam, aterrorizam, e o Estado faz de conta que oferece segurança. Então resta aos empresários (como à população em geral) a opção de pagar uma segunda vez pelo serviço de segurança, que deveria ser público.

Mas, como é que meia dúzia de guardas particulares pode proteger toda uma frota de ônibus? Não protege. É uma proteção simbólica. É o sistema. Contratado o serviço, o poder paralelo do crime, que tomou o Estado, passa a contabilizar lucros. Digamos que o batalhão de criminosos funciona como mão de obra voluntária para o sistema.

Não é difícil de entender. Os bandidos produzem o caos e a indústria da segurança privada – um dos setores, que mais fatura no país da desordem, e que está na mão dos políticos –, passa a lucrar ainda mais. Até alguns policiais militares, pressionados pelos baixos salários, passam a ganhar com isso, fazendo bicos.

Os empresários pagam por isso, Mas é a população mais carente, que é massacrada, pois fica sem transporte coletivo. E quem garante que o sistema de segurança não divide parte dos lucros com o “grupo de voluntários” que espalha o pânico? Propina é uma palavra de forte significado no Brasil.

Ainda sobre a inundação de mentiras... Quando o governador e os comandantes militares ou civis das forças de segurança alardeiam um suposto enfrentamento do crime, estão faltando com a verdade. Não há segurança nas ruas. Principalmente à noite, quando os PMs desaparecem. É compreensível. É muito perigoso andar nas ruas de Santa Catarina, com a escuridão da noite. Mas, mesmo com a luz do sol – que, envergonhado com tudo isso, pouco aparece –, não há policiamento preventivo. Porque o efetivo é minguado. Porque não há vontade de fazer segurança. Isso faz parte do sistema.

As barreiras policiais anunciadas simplesmente não existem. A escolta ao transporte coletivo é ilusão, é falácia. Os motoristas vêm denunciando essa falha da segurança anunciada. Por isso, as empresas contrataram seguranças particulares. Porque a tropa do governador não dá conta do recado.

Voltando à tese de que se trata de uma atitude premeditada, temos que admitir que é o sistema, funcionando conforme o planejado. Muitos estão lucrando com o caos. Inclusive os políticos que nos vendem a segurança privada.

Desde o início da segunda onda de atentados, estamos aguardando por um milagre – que os bandidos se cansem de atacar, de incendiar, de nos humilhar. Mas, parece que os atos terroristas vão fazer parte do nosso dia a dia, por muito mais tempo.

Só Deus é quem sabe, se teremos de volta a paz, como já andou admitindo o comandante geral da PM de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcineiro, em novembro. Uma declaração estapafúrdia,que revelou impotência, ingerência e  incapacidade de lidar com o grave problema.  

E como o governador não toma uma atitude enérgica, condizente com a realidade, temos que buscar alternativas. Quem precisa e pode, contrata os serviços da segurança privada – de acordo com a cartilha do sistema –, cujos preços, dizem, estão nas alturas, por conta da demanda. De novo: é o sistema funcionando.

Quem não tem recursos para comprar proteção, resta apelar para as orações – um detalhe místico, introduzido na cartilha do sistema, pelo coronel Marcineiro. Mas, se até uma boa oração não funcionar, então só nos resta a opção final. Vamos apelar para um dos nossos heróis da infância. Chama o Zorro!   

Baby Espíndola

segunda-feira, maio 07, 2012

OBRAS PROVOCAM FILAS NA BR-101 E NAS MARGINAIS, EM PALHOÇA



Longos congestionamentos na BR-101 e nas pistas paralelas, no sentido Sul - Norte
Foto: Baby Espíndola Repórter


Obras de recapeamento asfáltico, da BR-101, no trecho do centro de Palhoça, até a divisa com São José, vem causando transtornos e muito confusão no tráfego de veículos.

Como, para fugir das filas, um grande número de motoristas vem optando pelas marginais da rodovia, os congestionamentos estão se estendendo para as vias urbanas, com graves consequências no trânsito do centro de Palhoça, que, geralmente, já é caótico.


Fotos: Baby Espíndola Repórter


VEREADORES DE PALHOÇA PRETENDEM CONVIDAR SECRETÁRIO GRUBBA PARA FALAR SOBRE SEGURANÇA

A audiência, agendada pela Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão, para acontecer nesta terça-feira, 8 de maio, às 14 horas, foi cancelada pela Câmara de Vereadores de Palhoça, no final da tarde de segunda-feira, 7.

Ao invés de uma reunião, na sede da SSP, em Florianópolis, os vereadores decidiram convidar (através de ofício a ser enviado) o Secretário César Grubba a comparecer, no plenário da Câmara, para falar das estratégias de segurança para Palhoça.

Para a reunião do dia 8, além dos vereadores, deveriam participar, o delegado Ilson Silva, diretor de Polícia Metropolitana, a delegada regional de Palhoça, Gisele Jerônimo, o comandante da 11ª Região de Polícia Militar (RPM), coronel Fred Harry Schauffert, e o comandante do 16º. Batalhão de Polícia Militar de Palhoça, tenente-coronel Áureo Sandro Cardoso.

Os vereadores vinham solicitando essa audiência, há cerca de um mês, porque “a segurança pública, em Palhoça, deixa muito a desejar”, alegam. Na tarde de 24 de abril, dez dos onze vereadores compareceram à SSP, para uma reunião com o Secretário César Grubba, que acabou não acontecendo.

Na sexta-feira, 5, assessores da SSP comunicaram à Câmara, o agendamento de uma audiência, para terça-feira, 8. Porém, na tarde de segunda-feira, os vereadores decidiram, em reunião, convidar o Secretário de Segurança, para um encontro na Câmara, a ser agendado. Uma visita do Secretário de Segurança à Câmara, poderá esclarecer aspectos do projeto da SSP, para enfrentar a criminalidade na cidade, argumentam os vereadores, defensores da ideia. Através do relato dos vereadores, o secretário poderá fazer um diagnóstico mais preciso sobre a violência, em Palhoça, e opções de segurança.

 

Palhoça tem uma única delegacia de polícia, para uma população de cerca de 150 mil pessoas, e um efetivo de 170 policiais militares, o mesmo que existia há três décadas. Recentemente, a cidade foi incluída numa lamentável estatística, como a cidade mais violenta de Santa Catarina, com 20 homicídios, registrados nos primeiros quatro meses deste ano.









SSP AGENDA AUDIÊNCIA COM VEREADORES DE PALHOÇA E AUTORIDADES POLICIAIS

A Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão agendou, para esta terça-feira, 8 de maio, às 14 horas, uma audiência, envolvendo os vereadores de Palhoça e autoridades da região e do município. A audiência foi solicitada pela Câmara, para reivindicar melhorias no sistema de segurança pública da cidade.


Além dos vereadores, deverão fazer parte da reunião, o delegado Ilson Silva, diretor de Polícia Metropolitana, a delegada regional de Palhoça, Gisele Jerônimo, o comandante da 11ª Região de Polícia Militar (RPM), coronel Fred Harry Schauffert, e o comandante do 16º. Batalhão de Polícia Militar de Palhoça, tenente-coronel Áureo Sandro Cardoso.


Segundo o presidente da Câmara, Otávio Martins Filho, os vereadores vem solicitando essa audiência, há cerca de um mês, porque “a segurança pública, em Palhoça, deixa muito a desejar. A população vem cobrando, da classe política, uma solução, e nós, representantes dos palhocenses, temos o dever de lutar, de reivindicar, junto ao Governo do Estado, mais viaturas, mais delegacias, um efetivo de policiais civis e militares, capaz de atender às necessidades básicas de segurança”.





A Mesa Diretora da Câmara: vereadores André Machado, Otávio Martins Filho (Tavinho), Ademir Farias e Arcendino José Cerino (Zunga)

O presidente do Legislativo lembra que “a cidade cresceu muito, nos últimos anos, e o efetivo das forças de segurança não acompanharam essa explosão demográfica”. O 16º. BPM tem apenas 170 policiais militares, praticamente o mesmo efetivo dos anos 70.

Tavinho argumenta que, apesar do minguado efetivo das polícias civil e militar, “os policiais vem fazendo a parte deles, graças ao esforço individual de cada um”. De acordo com estatísticas, o índice de resolução de crimes está bem acima da média estadual”.

sexta-feira, maio 04, 2012

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA NÃO RECEBE VEREADORES DE PALHOÇA

Versão oficial da Secretaria de Segurança de Santa Catarina afirma que não havia uma audiência agendada. Alguns vereadores confirmam que a reunião fora marcada, há cerca de um mês. E que o encontro foi desmarcado, mas os vereadores não foram avisados.

Este blog está voltando ao espinhoso assunto, que balançou as estruturas da Secretaria de Segurança, porque o desrespeito com Palhoça - a cidade mais violenta de SC - continua. E setores do Governo do Estado continuam fazendo pressão e causando constrangimentos a quem reivindica mais segurança para o município.

Jornalista Luiz Carlos "Baby" Espíndola - MT / DRT / SC 798


A FOTO MALDITA

Secretário César Grubba (no lado direito do carro), conversa com vereadores de Palhoça. Ronaldo Freire (à esquerda), acompanha o diálogo, no acesso à garagem da SSP

Foto: Baby Espíndola Repórter

Dez dos onze vereadores de Palhoça compareceram, rigorosamente no horário supostamente marcado, 15 horas, de 24 de abril, dia da emancipação da cidade, para uma audiência, com o Secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba.

Mas, não foram recebidos, para a reunião – segundo alguns vereadores – agendada, há quase um mês. Não passaram da porta do secretário, que deveria oferecer mais segurança ao povo catarinense. Mas que está permitindo que as cidades mergulhem numa tenebrosa onda de violência, consequência da incompetência e negligência.

A versão oficial

Através de assessores, muitos telefonemas e até recados via e-mail, o Secretário César Grubba, explicou que, não recebeu os vereadores de Palhoça, porque precisava comparecer ao velório e sepultamento de um amigo ilustre. Mas, fez questão de ressaltar – ainda, através da assessoria, principalmente, tendo como porta-voz, o Secretário de Imprensa, João Carlos Mendonça Santos – que, na agenda oficial, no dia 24 de abril, não havia nenhum horário reservado aos parlamentares palhocenses. Mendonça relatou, inclusive, que César Grubba sugeriu que os vereadores se reunissem com o secretário adjunto, o que não aconteceu.

César Grubba, que é Promotor de Justiça, tinha um compromisso social, o velório do desembargador e presidente do TER/SC, Solon d’Eça Neves. Mas poderia receber os vereadores, por alguns minutos, marcando outra audiência, para data posterior, ou encaminhando o grupo de Palhoça, para o secretário adjunto ou para assessores. Faltou jogo de cintura. Habilidade política.

“Reunião” na garagem

O problema é que os vereadores nem mesmo chegaram perto do Secretário César Grubba. Não passaram da saleta de espera. O único encontro, com o Secretário de Segurança Pública, aconteceu na rampa da garagem do prédio, no centro de Florianópolis.

A impressão que ficou (inclusive, para quem passava, na calçada, e ouviu o breve bate boca) é que o Secretário César Grubba fugiu da reunião com os vereadores. E que foi flagrado, por eles, em rota de fuga, afoito e apressado, na porta da garagem do prédio da SSP.

Anti-Pitanta

Veterano em mandados (oito) e em permanência na Câmara (36 anos, no final de 2012), Nirdo Artur Luz (Pitanta – DEM) foi o vereador que mais discutiu com o Secretário Grubba, durante a “reunião”, na porta da garagem.

Talvez, por isso, César Grubba tenha declarado, em desabafo com aliados, que não deseja a presença de Pitanta, quando acontecer a reunião com os vereadores. Se acontecer!

Com certeza, quando a poeira baixar, César Grubba vai mudar de ideia. Não deverá fechar as portas da SSP a um membro do legislativo, que representa a população. Há que prevalecer o bom senso.

Até se entende o motivo da declaração radical. Afinal, o titular da Segurança Pública tem mais que motivos para andar nervoso. A SSP é alvo de graves denúncias de corrupção. Isso estressa qualquer um.

Cidade violenta

Recentemente, a mídia eletrônica e impressa, guiada por pesquisas, apontou Palhoça como a cidade mais violenta de Santa Catarina, a que mais registra homicídios. Bela por natureza, mas muito violenta. Também, por culpa de autoridades negligentes e incompetentes, como o secretário César Grubba. Dados oficiais indicam que até o final da primeira quinzena de março, Palhoça contabilizava quatorze assassinatos.

Inclusive, essa liderança no ranking da violência, convenceu o Exército Brasileiro a escolher a cidade, como cobaia para treinamento de soldados, que serão enviados ao caótico Haiti.

Líder nas estatísticas

Em termos de violência, Palhoça desponta, em todas as estatísticas, de forma muito negativa. Além dos assassinatos, todos os dias, são registrados, em média, 70 boletins de ocorrência. Os crimes mais comuns, narrados pelas vítimas, são assaltos à mão armada, em residências e casas comerciais. São crimes motivados pelo tráfico de entorpecentes.

A cidade, com quase 150 mil habitantes (137.344, segundo o Censo IBGE, de 2010), conta com os precários serviços de uma Delegacia de Comarca, na área central, e uma subdelegacia, no Balneário Pinheira, que não funciona.

Delegacia solitária

Para tentar resolver os crimes, operar todo o serviço burocrático, a delegacia tem um quadro de policiais muito abaixo do desejado. Ignorando o crescimento da cidade, registrado nas últimas três décadas, a estrutura de investigação e policiamento da cidade é a mesma há 30 anos. São cinco investigadores, para tentar desvendar a autoria e as circunstâncias que envolvem os crimes.

Tubarão, por exemplo, que tem menos de cem mil habitantes, possui cinco delegacias. Palhoça possui uma só. Só uma, esquartejada, pela falta de estrutura operacional.

Delegacia da Mulher

Para amenizar a violência, que invadiu Palhoça, a SSP e o Governo do Estado estão planejando a criação da Delegacia da Mulher. Um eufemismo, que não resolverá o problema principal da violência. A Delegacia da Mulher vai atender parte da sociedade, podendo, até, amenizar o problema. Mas, não é a solução, por que a violência atinge a todos, independentemente de sexo.

Palhoça precisa, sim, de mais delegacias (três, pelomenos), um prédio adequado para o BPM, e um significativo aumento nos efetivos da Polícia Militar e Polícia Civil.

Policiais guerreiros

O efetivo da Polícia Militar também não cresceu na mesma proporção do inchaço populacional. O Batalhão de Polícia Militar, que só existe de nome, tem apenas 170 policiais, para Palhoça e outras cidades da comarca.

Depois de toda essa confusão, envolvendo o Secretário de Segurança, o comando da Polícia Militar destinou quatro policiais militares para Palhoça. Uma gotinha d'água no oceano da violência. Porque, somente neste ano, 43 policiais militares, ligados ao BPM de Palhoça, se aposentaram. 

Porém, apesar dessa magreza no número de policiais civis e militares, o índice de resolução dos crimes está bem acima da média estadual.

Fica aqui, uma constatação: com tantas dificuldades, os policiais de Palhoça são verdadeiros guerreiros. Mesmo quando o comando político-administrativo é muito ruim.

Pressão e ameaça

O mais grave de tudo, é que, quando ficaram evidentes a negligência e a incompetência de setores do Governo do Estado, na questão segurança, os atingidos partiram para o ataque. Ameaçaram, por exemplo, exonerar Ronaldo Freire, chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento Sustentável.

Freire, que é um amigo de Palhoça, acompanhava os vereadores, durante a tentativa de reunião com o Secretário de Segurança. E aparecia na foto publicada no blog Baby Espíndola Repórter – www.babyespindola.blogspot.com.

Para não prejudicar Ronaldo Freire, a matéria e a foto foram deletadas do blog. Estamos voltando ao assunto, com a versão oficial, porque defendemos uma imprensa livre, que não pode se submeter às pressões dos poderosos.

Inclusive, eu, como jornalista, também sofri relativa pressão, em Palhoça, onde trabalho. Mas, não cedi, tanto é que estou voltando a abordar o assunto.

O blog e o fato

Sem a menor intenção, o blog Baby Espíndola Repórter sacudiu as estruturas da Secretaria de Segurança Pública, com repercussão em outros redutos palacianos.

O encontro do Secretário César Grubba, com vereadores de Palhoça, na rampa da garagem do prédio, foi o assunto da semana. A divulgação do fato, pelo blog, obrigou as autoridades a olharem, com um pouquinho mais de atenção, para Palhoça.



Vereadores de Palhoça não foram recebidos, pelo secretário César Grubba, para a reunião agendada. O único encontro, entre as autoridades, aconteceu na porta da garagem do prédio da SSP, em Florianópolis

Foto: Baby Espíndola Repórter





terça-feira, maio 01, 2012

RÁDIO CAMBIRELA FAZ EVENTO PARA ARRECADAR ALIMENTOS

A “festa de arromba” vai acontecer no domingo, dia 6, com a turma da Jovem Guarda e muito rock in roll.


Estúdio da rádio “virtual, mas real”, no bairro Pachecos, ao lado do Rio Aririú, agora bem mais perto do Morro Cambirela


Os apaixonados pelas músicas dos anos 60, 70 e 80, incluindo os grandes temas das “Festas de Arromba” da Jovem Guarda, têm encontro marcado, no Rádio Saudade Especial, no domingo, 06 de maio, às 17 horas.

O local do evento é o Salão de Festas da Igreja São Pedro, no bairro Pachecos, a quatro quilômetros do Centro de Palhoça. (Quem vem de Palhoça, São José, Florianópolis, o acesso é pela marginal da BR-101, sentido Norte – Sul).

O objetivo principal do evento é arrecadar alimentos e roupas de inverno, para famílias carentes, da região. Por isso, o ingresso será, justamente, um quilo de alimento não perecível e, no mínimo, uma peça de vestiário. Também aceitamos roupas de cama.

Interessados em colaborar, podem ligar para (48) 8451.8775, ou enviar e-mail para babyespindola@yahoo.com.br.

Saudosista em sua essência, o Rádio Saudade também tenta homenagear as pessoas que, nos anos 60 e 70, dançaram no “Disc Dance do Maneca, ou na “venda do Maneca”, um salãozinho improvisado, no bairro Pachecos, que o sr. Manoel Ramos emprestava aos jovens da época.

As mesas de sinuca eram encostadas à parede, do tímido salão, e um toca-discos passava a rodar as músicas de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, toda a turma da Jovem Guarda, The Beatles, Elvis Presley, Rolling Stones, Grupo Abba, Creedence, Renato & Seus Blue Caps, Os Incríveis, The Fevers, e outros. O Disc Dance do Maneca era uma festa de arromba. Agora, no lugar do toca-discos Philips, a Rádio Cambirela vai disponibilizar mais de 40 mil músicas, no formato Mp3, em equipamentos de última geração.



Rádio Saudade: programa romântico, apresentado por Baby Espíndola, de segunda à sexta, às 22 horas

Muito mais que um baile, o evento será “uma confraternização entre amigos. Muitos deles não se encontram há anos”, segundo a direção da Rádio Cambirela. O presidente do Caep da Igreja São Pedro, João Batista da Silva, aguarda um público de aproximadamente 500 pessoas. A expectativa é arrecadar mais de meia tonelada de alimentos.

Rádio Saudade Especial – “Disc Dance do Maneca” – é mais uma realização da Rádio Cambirela – www.radiocambirela.com.br – e Caep da Igreja São Pedro, com apoio dos jornais Palavra Palhocense, Primeira Folha, O Caranguejo e O Metropolitano, e de empresas e empresários, que apóiam causas sociais. 





segunda-feira, abril 30, 2012

RÁDIO SAUDADE - AS FESTAS DE ARROMBA ESTÃO DE VOLTA


É para dançar e se divertir.

Os apaixonados pelas músicas dos anos 60, 70 e 80, incluindo os grandes temas das “Festas de Arromba” da Jovem Guarda, têm encontro marcado no Rádio Saudade Especial, no domingo, 06 de maio, às 17 horas.

Local do evento: Salão de Festas da Igreja São Pedro, no bairro Pachecos, a quatro quilômetros do Centro de Palhoça. (Quem vem de Palhoça, São José, Florianópolis, o acesso é pela marginal da BR-101, sentido Norte – Sul).

O objetivo principal do evento é arrecadar alimentos e roupas de inverno, para famílias carentes, da região. Por isso, o ingresso será, justamente, um quilo de alimento não perecível e, no mínimo, uma peça de vestiário. Também aceitamos roupas de cama.

Interessados em colaborar, podem ligar para (48) 8451.8775, ou enviar e-mail para babyespindola@yahoo.com.br.

Saudosista em sua essência, o Rádio Saudade também tenta homenagear as pessoas que, nos anos 60 e 70, dançaram no “Disc Dance do Maneca, ou na “venda do Maneca”, um salãozinho improvisado, no bairro Pachecos, que o sr. Manoel Ramos emprestava aos jovens da época.

Rádio Saudade Especial – “Disc Dance do Maneca” – é mais uma realização da Rádio Cambirela – www.radiocambirela.com.br – e Caep da Igreja São Pedro.















quinta-feira, abril 26, 2012

UMA POPULARIDADE MUITO SUSPEITA

A popularidade da presidente Dilma Rousseff está em alta. Na verdade, paira no alto, como urubu, que se utiliza de correntes quentes de ar. E a carniça continua cá embaixo, no governo, na sociedade como um todo.

Mas, tem um porém. Ou a pesquisa é fraudulenta, ou os brasileiros, que participaram da enquete, são abestalhados, burros, ignorantes e embrutecidos. Gente que só vê novela e bajula jogador de futebol e outras celebridades.

Porque, não tem cabimento, tamanha popularidade, se o país é um caos. Não temos segurança, a justiça não funciona, a saúde está na UTI e a educação é uma aberração nacional.

Numa emergência, você procura um posto de saúde ou hospital... Falta médico, não tem leito, nem remédio. A justiça é mais lenta que tartaruga perneta, e se envereda pelos becos da imoralidade. O sistema de segurança está falido, com policiais civis e fardados, envolvidos com a corrupção, patrocinada pelo crime organizado – e desorganizado.

Então, se os principais pilares da Democracia – educação, saúde, segurança e, principalmente, justiça – estão ruindo, não apenas numa cidade, ou num ou outro estado da federação, mas em toda a Nação, algo está errado. Muito errado!

Os problemas aqui mencionados são de responsabilidade do Governo Federal, que, inclusive, deveria fazer os repasses de recursos necessários aos estados e municípios, para a manutenção desses serviços públicos.

Não podemos, então, aceitar tamanha popularidade, se os serviços públicos não funcionam.

Mas, temos mais números, todos negativos, infelizmente. No Brasil, morrem, em média, a cada ano, 50 mil pessoas assassinadas – a maioria, jovens. Outra estatística indica que o trânsito mata cerca de 40 mil pessoas, ao ano, nas rodovias federais, estaduais e dentro das cidades.

E temos outros dados lamentáveis: também morrem 35 mil pessoas (outra média anual), nos hospitais, por falta de atendimento, erro médico, negligência de funcionários, falhas de procedimento, falta ou troca de medicamentos, além das múltiplas infecções hospitalares, que não se encontram nem mais em países tribais.

Para engordar a relação de fatos, que gerariam a impopularidade do governo de qualquer outros país, temos que lembrar , ainda, da corrupção. Em quinze meses de governo, Dilma Rousseff foi forçada a demitir, ou a aceitar a demissão estratégica de sete ministros, por corrupção. E outros estão no “corredor da morte” política. Há indícios de que o vírus da corrupção se infiltrou por grande parte dos 40 ministérios.