terça-feira, fevereiro 12, 2013

TERROR CHEGA À SEDE ADMINISTRATIVA DO GOVERNO DO ESTADO DE SC


Desesperados e sem saber em quem confiar, os catarinenses apelam para orações e pedem proteção ao Zorro. 


Ônibus incendiado: alvo preferencial dos terroristas
Foto: Baby Espíndola Repórter

Agora tá como o diabo gosta. Os bandidos atacaram a sede do Governo do Estado, de onde o governador Raimundo Colombo conversa todo dia, por telefone, com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo – e rejeita a oferta de apoio da Força Nacional de Segurança. Uma teimosia burra, que já virou piada nos botequins de esquina.

Talvez, o próximo passo dos incendiários seja uma visitinha surpresa à residência do governador, a Casa d’Agronômica. Um excelente alvo, com as garagens lotadas de carros de luxo. Se isso acontecer, recomendamos ao senhor Colombo, que até hoje não botou um ovo em pé e nem sentado, que passe a usar cinturão de castidade. Do melhor aço possível, porque alguns bandidos são autores de estupros.

As estatísticas indicam que os terroristas, que estão espalhando o terror por toda Santa Catarina, a cada dia (e a cada noite), ficam mais audaciosos, enraivecidos, ensandecidos. “Por toda Santa Catarina” – Este era o slogan de marketing do ex-governador, hoje senador, Luiz Henrique da Silveira.  LHS e o slogan ajudaram a elevar Colombo ao poder, lembram?  

Nem mesmo a visita do juiz corregedor Alexandre Karazawa Takaschima, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, ao presídio de São Pedro do Alcântara, aplacou a ira calculada do psicopata chefe do "primeiro ministério" do crime.  

O líder do PGC (Primeiro Grupo da Capital) nem se abalou com as súplicas do juiz de olhinhos puxados. Devoto da ultrapassada teoria dos direitos humanos (direito de bandidos), capacho do mundo do crime, o juiz beijou a mão ensangüentada de Adílio Ferreira. Mas parece que ele queria mais, da visita. Talvez um carinho. Adílio Ferreira é condenado por homicídio qualificado, roubo, furto e tráfico de drogas. Nos Estados Unidos, estaria no corredor da morte. Aqui, no país dos direitos, mesmo preso, espalha o terror num estado inteiro. 

É público e notório. O PGC é o Primeiro Grupo da Capital. Na hierarquia, o Governo do Estado e suas engessadas forças de segurança formam o segundo grupo, de menor importância. Hoje, quem dita as regras é o PGC.

Nós, catarinenses, estamos ferrados. Nada mais podemos esperar do Secretário de Segurança Pública. César Augusto Grubba é um promotor, que também endeusa as teorias dos direitos humanos – mas nunca se preocupa com a segurança dos humanos direitos. E o Tribunal de Justiça está bem mais preocupado com a qualidade da água e da comida, servidas no presídio de São Pedro de Alcântara, do que com a barbárie das ruas. 

Coitadinhos! Os bandidos presos em São Pedro de Alcântara comem muito mal: arroz, carne, batata frita, ovo, salada e banana. Só isso. Ah, uma mulher, que pode ser uma garota de programa, de sobremesa. Para relaxar, maconha e cocaína à vontade. O juiz Takaschima exige mais médicos para os bandidos - em "caráter emergencial", como se algum criminoso fosse parir um filho. Que vergonha! Os brasileiros, que trabalham e pagam impostos, inclusive para sustentar juiz, não têm acesso a médicos, quando precisam. 

O terrorismo descontrolado, que abala Santa Catarina, saiu do estágio de crise de segurança para atingir o patamar da imoralidade. Se nem o Centro Administrativo, o falido sistema de segurança é capaz de proteger, o que nós, os humildes servos do poder, poderemos esperar?

Em verdade, é muita conversa e pouca ação. Todo dia, Raimundão conversa com o Ministro da Justiça. Certamente mente, fazendo a autoridade nacional acreditar que tudo está sob controle. Mas não está não.

Os empresários do transporte coletivo nem dormem mais. Já substituíram o café por chá de camomila. Tem empresa, com cerca de 200 ônibus nas ruas noite e dia. Quem contratou segurança privada está a salvo dos ataques. Faz parte do sistema. Que funciona assim. Os criminosos incendeiam, aterrorizam, e o Estado faz de conta que oferece segurança. Então resta aos empresários (como à população em geral) a opção de pagar uma segunda vez pelo serviço de segurança, que deveria ser público.

Mas, como é que meia dúzia de guardas particulares pode proteger toda uma frota de ônibus? Não protege. É uma proteção simbólica. É o sistema. Contratado o serviço, o poder paralelo do crime, que tomou o Estado, passa a contabilizar lucros. Digamos que o batalhão de criminosos funciona como mão de obra voluntária para o sistema.

Não é difícil de entender. Os bandidos produzem o caos e a indústria da segurança privada – um dos setores, que mais fatura no país da desordem, e que está na mão dos políticos –, passa a lucrar ainda mais. Até alguns policiais militares, pressionados pelos baixos salários, passam a ganhar com isso, fazendo bicos.

Os empresários pagam por isso, Mas é a população mais carente, que é massacrada, pois fica sem transporte coletivo. E quem garante que o sistema de segurança não divide parte dos lucros com o “grupo de voluntários” que espalha o pânico? Propina é uma palavra de forte significado no Brasil.

Ainda sobre a inundação de mentiras... Quando o governador e os comandantes militares ou civis das forças de segurança alardeiam um suposto enfrentamento do crime, estão faltando com a verdade. Não há segurança nas ruas. Principalmente à noite, quando os PMs desaparecem. É compreensível. É muito perigoso andar nas ruas de Santa Catarina, com a escuridão da noite. Mas, mesmo com a luz do sol – que, envergonhado com tudo isso, pouco aparece –, não há policiamento preventivo. Porque o efetivo é minguado. Porque não há vontade de fazer segurança. Isso faz parte do sistema.

As barreiras policiais anunciadas simplesmente não existem. A escolta ao transporte coletivo é ilusão, é falácia. Os motoristas vêm denunciando essa falha da segurança anunciada. Por isso, as empresas contrataram seguranças particulares. Porque a tropa do governador não dá conta do recado.

Voltando à tese de que se trata de uma atitude premeditada, temos que admitir que é o sistema, funcionando conforme o planejado. Muitos estão lucrando com o caos. Inclusive os políticos que nos vendem a segurança privada.

Desde o início da segunda onda de atentados, estamos aguardando por um milagre – que os bandidos se cansem de atacar, de incendiar, de nos humilhar. Mas, parece que os atos terroristas vão fazer parte do nosso dia a dia, por muito mais tempo.

Só Deus é quem sabe, se teremos de volta a paz, como já andou admitindo o comandante geral da PM de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcineiro, em novembro. Uma declaração estapafúrdia,que revelou impotência, ingerência e  incapacidade de lidar com o grave problema.  

E como o governador não toma uma atitude enérgica, condizente com a realidade, temos que buscar alternativas. Quem precisa e pode, contrata os serviços da segurança privada – de acordo com a cartilha do sistema –, cujos preços, dizem, estão nas alturas, por conta da demanda. De novo: é o sistema funcionando.

Quem não tem recursos para comprar proteção, resta apelar para as orações – um detalhe místico, introduzido na cartilha do sistema, pelo coronel Marcineiro. Mas, se até uma boa oração não funcionar, então só nos resta a opção final. Vamos apelar para um dos nossos heróis da infância. Chama o Zorro!   

Baby Espíndola

segunda-feira, maio 07, 2012

OBRAS PROVOCAM FILAS NA BR-101 E NAS MARGINAIS, EM PALHOÇA



Longos congestionamentos na BR-101 e nas pistas paralelas, no sentido Sul - Norte
Foto: Baby Espíndola Repórter


Obras de recapeamento asfáltico, da BR-101, no trecho do centro de Palhoça, até a divisa com São José, vem causando transtornos e muito confusão no tráfego de veículos.

Como, para fugir das filas, um grande número de motoristas vem optando pelas marginais da rodovia, os congestionamentos estão se estendendo para as vias urbanas, com graves consequências no trânsito do centro de Palhoça, que, geralmente, já é caótico.


Fotos: Baby Espíndola Repórter


VEREADORES DE PALHOÇA PRETENDEM CONVIDAR SECRETÁRIO GRUBBA PARA FALAR SOBRE SEGURANÇA

A audiência, agendada pela Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão, para acontecer nesta terça-feira, 8 de maio, às 14 horas, foi cancelada pela Câmara de Vereadores de Palhoça, no final da tarde de segunda-feira, 7.

Ao invés de uma reunião, na sede da SSP, em Florianópolis, os vereadores decidiram convidar (através de ofício a ser enviado) o Secretário César Grubba a comparecer, no plenário da Câmara, para falar das estratégias de segurança para Palhoça.

Para a reunião do dia 8, além dos vereadores, deveriam participar, o delegado Ilson Silva, diretor de Polícia Metropolitana, a delegada regional de Palhoça, Gisele Jerônimo, o comandante da 11ª Região de Polícia Militar (RPM), coronel Fred Harry Schauffert, e o comandante do 16º. Batalhão de Polícia Militar de Palhoça, tenente-coronel Áureo Sandro Cardoso.

Os vereadores vinham solicitando essa audiência, há cerca de um mês, porque “a segurança pública, em Palhoça, deixa muito a desejar”, alegam. Na tarde de 24 de abril, dez dos onze vereadores compareceram à SSP, para uma reunião com o Secretário César Grubba, que acabou não acontecendo.

Na sexta-feira, 5, assessores da SSP comunicaram à Câmara, o agendamento de uma audiência, para terça-feira, 8. Porém, na tarde de segunda-feira, os vereadores decidiram, em reunião, convidar o Secretário de Segurança, para um encontro na Câmara, a ser agendado. Uma visita do Secretário de Segurança à Câmara, poderá esclarecer aspectos do projeto da SSP, para enfrentar a criminalidade na cidade, argumentam os vereadores, defensores da ideia. Através do relato dos vereadores, o secretário poderá fazer um diagnóstico mais preciso sobre a violência, em Palhoça, e opções de segurança.

 

Palhoça tem uma única delegacia de polícia, para uma população de cerca de 150 mil pessoas, e um efetivo de 170 policiais militares, o mesmo que existia há três décadas. Recentemente, a cidade foi incluída numa lamentável estatística, como a cidade mais violenta de Santa Catarina, com 20 homicídios, registrados nos primeiros quatro meses deste ano.









SSP AGENDA AUDIÊNCIA COM VEREADORES DE PALHOÇA E AUTORIDADES POLICIAIS

A Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão agendou, para esta terça-feira, 8 de maio, às 14 horas, uma audiência, envolvendo os vereadores de Palhoça e autoridades da região e do município. A audiência foi solicitada pela Câmara, para reivindicar melhorias no sistema de segurança pública da cidade.


Além dos vereadores, deverão fazer parte da reunião, o delegado Ilson Silva, diretor de Polícia Metropolitana, a delegada regional de Palhoça, Gisele Jerônimo, o comandante da 11ª Região de Polícia Militar (RPM), coronel Fred Harry Schauffert, e o comandante do 16º. Batalhão de Polícia Militar de Palhoça, tenente-coronel Áureo Sandro Cardoso.


Segundo o presidente da Câmara, Otávio Martins Filho, os vereadores vem solicitando essa audiência, há cerca de um mês, porque “a segurança pública, em Palhoça, deixa muito a desejar. A população vem cobrando, da classe política, uma solução, e nós, representantes dos palhocenses, temos o dever de lutar, de reivindicar, junto ao Governo do Estado, mais viaturas, mais delegacias, um efetivo de policiais civis e militares, capaz de atender às necessidades básicas de segurança”.





A Mesa Diretora da Câmara: vereadores André Machado, Otávio Martins Filho (Tavinho), Ademir Farias e Arcendino José Cerino (Zunga)

O presidente do Legislativo lembra que “a cidade cresceu muito, nos últimos anos, e o efetivo das forças de segurança não acompanharam essa explosão demográfica”. O 16º. BPM tem apenas 170 policiais militares, praticamente o mesmo efetivo dos anos 70.

Tavinho argumenta que, apesar do minguado efetivo das polícias civil e militar, “os policiais vem fazendo a parte deles, graças ao esforço individual de cada um”. De acordo com estatísticas, o índice de resolução de crimes está bem acima da média estadual”.

sexta-feira, maio 04, 2012

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA NÃO RECEBE VEREADORES DE PALHOÇA

Versão oficial da Secretaria de Segurança de Santa Catarina afirma que não havia uma audiência agendada. Alguns vereadores confirmam que a reunião fora marcada, há cerca de um mês. E que o encontro foi desmarcado, mas os vereadores não foram avisados.

Este blog está voltando ao espinhoso assunto, que balançou as estruturas da Secretaria de Segurança, porque o desrespeito com Palhoça - a cidade mais violenta de SC - continua. E setores do Governo do Estado continuam fazendo pressão e causando constrangimentos a quem reivindica mais segurança para o município.

Jornalista Luiz Carlos "Baby" Espíndola - MT / DRT / SC 798


A FOTO MALDITA

Secretário César Grubba (no lado direito do carro), conversa com vereadores de Palhoça. Ronaldo Freire (à esquerda), acompanha o diálogo, no acesso à garagem da SSP

Foto: Baby Espíndola Repórter

Dez dos onze vereadores de Palhoça compareceram, rigorosamente no horário supostamente marcado, 15 horas, de 24 de abril, dia da emancipação da cidade, para uma audiência, com o Secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba.

Mas, não foram recebidos, para a reunião – segundo alguns vereadores – agendada, há quase um mês. Não passaram da porta do secretário, que deveria oferecer mais segurança ao povo catarinense. Mas que está permitindo que as cidades mergulhem numa tenebrosa onda de violência, consequência da incompetência e negligência.

A versão oficial

Através de assessores, muitos telefonemas e até recados via e-mail, o Secretário César Grubba, explicou que, não recebeu os vereadores de Palhoça, porque precisava comparecer ao velório e sepultamento de um amigo ilustre. Mas, fez questão de ressaltar – ainda, através da assessoria, principalmente, tendo como porta-voz, o Secretário de Imprensa, João Carlos Mendonça Santos – que, na agenda oficial, no dia 24 de abril, não havia nenhum horário reservado aos parlamentares palhocenses. Mendonça relatou, inclusive, que César Grubba sugeriu que os vereadores se reunissem com o secretário adjunto, o que não aconteceu.

César Grubba, que é Promotor de Justiça, tinha um compromisso social, o velório do desembargador e presidente do TER/SC, Solon d’Eça Neves. Mas poderia receber os vereadores, por alguns minutos, marcando outra audiência, para data posterior, ou encaminhando o grupo de Palhoça, para o secretário adjunto ou para assessores. Faltou jogo de cintura. Habilidade política.

“Reunião” na garagem

O problema é que os vereadores nem mesmo chegaram perto do Secretário César Grubba. Não passaram da saleta de espera. O único encontro, com o Secretário de Segurança Pública, aconteceu na rampa da garagem do prédio, no centro de Florianópolis.

A impressão que ficou (inclusive, para quem passava, na calçada, e ouviu o breve bate boca) é que o Secretário César Grubba fugiu da reunião com os vereadores. E que foi flagrado, por eles, em rota de fuga, afoito e apressado, na porta da garagem do prédio da SSP.

Anti-Pitanta

Veterano em mandados (oito) e em permanência na Câmara (36 anos, no final de 2012), Nirdo Artur Luz (Pitanta – DEM) foi o vereador que mais discutiu com o Secretário Grubba, durante a “reunião”, na porta da garagem.

Talvez, por isso, César Grubba tenha declarado, em desabafo com aliados, que não deseja a presença de Pitanta, quando acontecer a reunião com os vereadores. Se acontecer!

Com certeza, quando a poeira baixar, César Grubba vai mudar de ideia. Não deverá fechar as portas da SSP a um membro do legislativo, que representa a população. Há que prevalecer o bom senso.

Até se entende o motivo da declaração radical. Afinal, o titular da Segurança Pública tem mais que motivos para andar nervoso. A SSP é alvo de graves denúncias de corrupção. Isso estressa qualquer um.

Cidade violenta

Recentemente, a mídia eletrônica e impressa, guiada por pesquisas, apontou Palhoça como a cidade mais violenta de Santa Catarina, a que mais registra homicídios. Bela por natureza, mas muito violenta. Também, por culpa de autoridades negligentes e incompetentes, como o secretário César Grubba. Dados oficiais indicam que até o final da primeira quinzena de março, Palhoça contabilizava quatorze assassinatos.

Inclusive, essa liderança no ranking da violência, convenceu o Exército Brasileiro a escolher a cidade, como cobaia para treinamento de soldados, que serão enviados ao caótico Haiti.

Líder nas estatísticas

Em termos de violência, Palhoça desponta, em todas as estatísticas, de forma muito negativa. Além dos assassinatos, todos os dias, são registrados, em média, 70 boletins de ocorrência. Os crimes mais comuns, narrados pelas vítimas, são assaltos à mão armada, em residências e casas comerciais. São crimes motivados pelo tráfico de entorpecentes.

A cidade, com quase 150 mil habitantes (137.344, segundo o Censo IBGE, de 2010), conta com os precários serviços de uma Delegacia de Comarca, na área central, e uma subdelegacia, no Balneário Pinheira, que não funciona.

Delegacia solitária

Para tentar resolver os crimes, operar todo o serviço burocrático, a delegacia tem um quadro de policiais muito abaixo do desejado. Ignorando o crescimento da cidade, registrado nas últimas três décadas, a estrutura de investigação e policiamento da cidade é a mesma há 30 anos. São cinco investigadores, para tentar desvendar a autoria e as circunstâncias que envolvem os crimes.

Tubarão, por exemplo, que tem menos de cem mil habitantes, possui cinco delegacias. Palhoça possui uma só. Só uma, esquartejada, pela falta de estrutura operacional.

Delegacia da Mulher

Para amenizar a violência, que invadiu Palhoça, a SSP e o Governo do Estado estão planejando a criação da Delegacia da Mulher. Um eufemismo, que não resolverá o problema principal da violência. A Delegacia da Mulher vai atender parte da sociedade, podendo, até, amenizar o problema. Mas, não é a solução, por que a violência atinge a todos, independentemente de sexo.

Palhoça precisa, sim, de mais delegacias (três, pelomenos), um prédio adequado para o BPM, e um significativo aumento nos efetivos da Polícia Militar e Polícia Civil.

Policiais guerreiros

O efetivo da Polícia Militar também não cresceu na mesma proporção do inchaço populacional. O Batalhão de Polícia Militar, que só existe de nome, tem apenas 170 policiais, para Palhoça e outras cidades da comarca.

Depois de toda essa confusão, envolvendo o Secretário de Segurança, o comando da Polícia Militar destinou quatro policiais militares para Palhoça. Uma gotinha d'água no oceano da violência. Porque, somente neste ano, 43 policiais militares, ligados ao BPM de Palhoça, se aposentaram. 

Porém, apesar dessa magreza no número de policiais civis e militares, o índice de resolução dos crimes está bem acima da média estadual.

Fica aqui, uma constatação: com tantas dificuldades, os policiais de Palhoça são verdadeiros guerreiros. Mesmo quando o comando político-administrativo é muito ruim.

Pressão e ameaça

O mais grave de tudo, é que, quando ficaram evidentes a negligência e a incompetência de setores do Governo do Estado, na questão segurança, os atingidos partiram para o ataque. Ameaçaram, por exemplo, exonerar Ronaldo Freire, chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento Sustentável.

Freire, que é um amigo de Palhoça, acompanhava os vereadores, durante a tentativa de reunião com o Secretário de Segurança. E aparecia na foto publicada no blog Baby Espíndola Repórter – www.babyespindola.blogspot.com.

Para não prejudicar Ronaldo Freire, a matéria e a foto foram deletadas do blog. Estamos voltando ao assunto, com a versão oficial, porque defendemos uma imprensa livre, que não pode se submeter às pressões dos poderosos.

Inclusive, eu, como jornalista, também sofri relativa pressão, em Palhoça, onde trabalho. Mas, não cedi, tanto é que estou voltando a abordar o assunto.

O blog e o fato

Sem a menor intenção, o blog Baby Espíndola Repórter sacudiu as estruturas da Secretaria de Segurança Pública, com repercussão em outros redutos palacianos.

O encontro do Secretário César Grubba, com vereadores de Palhoça, na rampa da garagem do prédio, foi o assunto da semana. A divulgação do fato, pelo blog, obrigou as autoridades a olharem, com um pouquinho mais de atenção, para Palhoça.



Vereadores de Palhoça não foram recebidos, pelo secretário César Grubba, para a reunião agendada. O único encontro, entre as autoridades, aconteceu na porta da garagem do prédio da SSP, em Florianópolis

Foto: Baby Espíndola Repórter





terça-feira, maio 01, 2012

RÁDIO CAMBIRELA FAZ EVENTO PARA ARRECADAR ALIMENTOS

A “festa de arromba” vai acontecer no domingo, dia 6, com a turma da Jovem Guarda e muito rock in roll.


Estúdio da rádio “virtual, mas real”, no bairro Pachecos, ao lado do Rio Aririú, agora bem mais perto do Morro Cambirela


Os apaixonados pelas músicas dos anos 60, 70 e 80, incluindo os grandes temas das “Festas de Arromba” da Jovem Guarda, têm encontro marcado, no Rádio Saudade Especial, no domingo, 06 de maio, às 17 horas.

O local do evento é o Salão de Festas da Igreja São Pedro, no bairro Pachecos, a quatro quilômetros do Centro de Palhoça. (Quem vem de Palhoça, São José, Florianópolis, o acesso é pela marginal da BR-101, sentido Norte – Sul).

O objetivo principal do evento é arrecadar alimentos e roupas de inverno, para famílias carentes, da região. Por isso, o ingresso será, justamente, um quilo de alimento não perecível e, no mínimo, uma peça de vestiário. Também aceitamos roupas de cama.

Interessados em colaborar, podem ligar para (48) 8451.8775, ou enviar e-mail para babyespindola@yahoo.com.br.

Saudosista em sua essência, o Rádio Saudade também tenta homenagear as pessoas que, nos anos 60 e 70, dançaram no “Disc Dance do Maneca, ou na “venda do Maneca”, um salãozinho improvisado, no bairro Pachecos, que o sr. Manoel Ramos emprestava aos jovens da época.

As mesas de sinuca eram encostadas à parede, do tímido salão, e um toca-discos passava a rodar as músicas de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, toda a turma da Jovem Guarda, The Beatles, Elvis Presley, Rolling Stones, Grupo Abba, Creedence, Renato & Seus Blue Caps, Os Incríveis, The Fevers, e outros. O Disc Dance do Maneca era uma festa de arromba. Agora, no lugar do toca-discos Philips, a Rádio Cambirela vai disponibilizar mais de 40 mil músicas, no formato Mp3, em equipamentos de última geração.



Rádio Saudade: programa romântico, apresentado por Baby Espíndola, de segunda à sexta, às 22 horas

Muito mais que um baile, o evento será “uma confraternização entre amigos. Muitos deles não se encontram há anos”, segundo a direção da Rádio Cambirela. O presidente do Caep da Igreja São Pedro, João Batista da Silva, aguarda um público de aproximadamente 500 pessoas. A expectativa é arrecadar mais de meia tonelada de alimentos.

Rádio Saudade Especial – “Disc Dance do Maneca” – é mais uma realização da Rádio Cambirela – www.radiocambirela.com.br – e Caep da Igreja São Pedro, com apoio dos jornais Palavra Palhocense, Primeira Folha, O Caranguejo e O Metropolitano, e de empresas e empresários, que apóiam causas sociais. 





segunda-feira, abril 30, 2012

RÁDIO SAUDADE - AS FESTAS DE ARROMBA ESTÃO DE VOLTA


É para dançar e se divertir.

Os apaixonados pelas músicas dos anos 60, 70 e 80, incluindo os grandes temas das “Festas de Arromba” da Jovem Guarda, têm encontro marcado no Rádio Saudade Especial, no domingo, 06 de maio, às 17 horas.

Local do evento: Salão de Festas da Igreja São Pedro, no bairro Pachecos, a quatro quilômetros do Centro de Palhoça. (Quem vem de Palhoça, São José, Florianópolis, o acesso é pela marginal da BR-101, sentido Norte – Sul).

O objetivo principal do evento é arrecadar alimentos e roupas de inverno, para famílias carentes, da região. Por isso, o ingresso será, justamente, um quilo de alimento não perecível e, no mínimo, uma peça de vestiário. Também aceitamos roupas de cama.

Interessados em colaborar, podem ligar para (48) 8451.8775, ou enviar e-mail para babyespindola@yahoo.com.br.

Saudosista em sua essência, o Rádio Saudade também tenta homenagear as pessoas que, nos anos 60 e 70, dançaram no “Disc Dance do Maneca, ou na “venda do Maneca”, um salãozinho improvisado, no bairro Pachecos, que o sr. Manoel Ramos emprestava aos jovens da época.

Rádio Saudade Especial – “Disc Dance do Maneca” – é mais uma realização da Rádio Cambirela – www.radiocambirela.com.br – e Caep da Igreja São Pedro.















quinta-feira, abril 26, 2012

UMA POPULARIDADE MUITO SUSPEITA

A popularidade da presidente Dilma Rousseff está em alta. Na verdade, paira no alto, como urubu, que se utiliza de correntes quentes de ar. E a carniça continua cá embaixo, no governo, na sociedade como um todo.

Mas, tem um porém. Ou a pesquisa é fraudulenta, ou os brasileiros, que participaram da enquete, são abestalhados, burros, ignorantes e embrutecidos. Gente que só vê novela e bajula jogador de futebol e outras celebridades.

Porque, não tem cabimento, tamanha popularidade, se o país é um caos. Não temos segurança, a justiça não funciona, a saúde está na UTI e a educação é uma aberração nacional.

Numa emergência, você procura um posto de saúde ou hospital... Falta médico, não tem leito, nem remédio. A justiça é mais lenta que tartaruga perneta, e se envereda pelos becos da imoralidade. O sistema de segurança está falido, com policiais civis e fardados, envolvidos com a corrupção, patrocinada pelo crime organizado – e desorganizado.

Então, se os principais pilares da Democracia – educação, saúde, segurança e, principalmente, justiça – estão ruindo, não apenas numa cidade, ou num ou outro estado da federação, mas em toda a Nação, algo está errado. Muito errado!

Os problemas aqui mencionados são de responsabilidade do Governo Federal, que, inclusive, deveria fazer os repasses de recursos necessários aos estados e municípios, para a manutenção desses serviços públicos.

Não podemos, então, aceitar tamanha popularidade, se os serviços públicos não funcionam.

Mas, temos mais números, todos negativos, infelizmente. No Brasil, morrem, em média, a cada ano, 50 mil pessoas assassinadas – a maioria, jovens. Outra estatística indica que o trânsito mata cerca de 40 mil pessoas, ao ano, nas rodovias federais, estaduais e dentro das cidades.

E temos outros dados lamentáveis: também morrem 35 mil pessoas (outra média anual), nos hospitais, por falta de atendimento, erro médico, negligência de funcionários, falhas de procedimento, falta ou troca de medicamentos, além das múltiplas infecções hospitalares, que não se encontram nem mais em países tribais.

Para engordar a relação de fatos, que gerariam a impopularidade do governo de qualquer outros país, temos que lembrar , ainda, da corrupção. Em quinze meses de governo, Dilma Rousseff foi forçada a demitir, ou a aceitar a demissão estratégica de sete ministros, por corrupção. E outros estão no “corredor da morte” política. Há indícios de que o vírus da corrupção se infiltrou por grande parte dos 40 ministérios.






















terça-feira, dezembro 20, 2011

SUPREMO DERRUBA MAIS UM PILAR DA DEMOCRACIA

Desabou mais um pilar da Democracia, a Democracia que, na republiqueta brasileira da corrupção, mais parece um barraco, pendurado no morro, em alguma área de risco.

Numa polêmica decisão (polêmica até porque foi uma decisão individual), tomada na última sessão do Supremo Tribunal Federal, relativa à pauta de 2011, o ministro Marco Aurélio Mello reduziu os poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle externo do Poder Judiciário.

Agora, em questões disciplinares, o CNJ não poderá tomar a iniciativa de fiscalizar, investigar ou punir juízes, antes que os tribunais, em que eles atuam nos estados, tomem a iniciativa. A medida, que tem caráter liminar, precisa ser referendada pelo plenário do Supremo, em fevereiro.

Ao justificar a decisão, com sua fala mansa, o ministro Marco Aurélio agiu como ilusionista. Tentou iludir os brasileiros. Alegou que o conselho não tem poderes para “atropelar o autogoverno dos tribunais”.

A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, disse ter ficado surpreendida com a medida, mas não vai se manifestar, até a decisão do plenário do Supremo. Com a liminar, ficam prejudicadas as investigações já em andamento.

E os juízes corruptos agradecem. Vão passar o Natal, bem mais seguros e tranqüilos. Beneficiados pelo corporativismo da turma da capa preta. 

É bem assim que o diabo gosta! Essa decisão do Supremo tem o objetivo de anestesiar o CNJ, órgão que hoje tem o poder de investigar o Poder Judiciário. Se o plenário do Supremo confirmar essa aberração do ministro Marco Aurélio de Melo, só os tribunais terão o poder de investigar os juízes, justamente onde eles trabalham e têm amplos poderes – tentáculos de um polvo maldito. É como autorizar o gambá a cuidar do galinheiro.

Com o CNJ investigando – tem mais de 700 membros do Poder Judiciário na degola – a justiça já é lenta, misteriosamente lenta demais, e contaminada pela corrupção. Imaginem agora, com a castração dos poderes do CNJ. Sem um órgão independente, que possa exercer o controle externo do Poder Judiciário, vai desabar, talvez, o último pilar da Democracia.

A decisão do poderoso ministro do Supremo é um presente podre e fedorento para os brasileiros. Pois, o que está em pauta não é a inconstitucionalidade do CNJ, alegada pela Associação dos Magistrados Brasileiros. O que está em jogo é a ética, a moralidade pública (ou o que ainda resta delas), o desejo insano de alguns, de praticar a corrupção, sem punição.  

O CNJ foi criado pelo Congresso Nacional. Resultou do clamor da sociedade que, durante décadas, cobrou do Executivo e do próprio Congresso, um órgão que tivesse poderes para exercer o controle externo do Poder Judiciário.

Assim, o Congresso Nacional deu vida jurídica ao CNJ, através da Emenda 45. E o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade do CNJ, em 2005. Reconheceu. Hoje não reconhece mais.

Porque, no país da corrupção, onde existem “bandidos escondidos atrás da toga”, como denunciou, a corregedora-nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, é claro, não interessa, a alguns juízes, um órgão de controle externo.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

AJUDA FINANCEIRA E UM TRATOR PARA OS PESCADORES DA PINHEIRA

Governo do Estado entregou 200 mil reais. Prefeitura de Palhoça deve repassar 100 mil reais às vítimas do vendaval, que afundou três barcos, no inicio de setembro
O velho ditado popular, que nos ensina, que “depois da tempestade, vem a bonança”, se cumpriu, integralmente, no Balneário da Pinheira, Sul de Palhoça, cidade da Região Metropolitana de Florianópolis. Em noite de mar calmo e temperatura muito agradável, pescadores e autoridades se reuniram, no Restaurante do Rica, para a cerimônia de assinatura de contratos, que permitirá a transferência de recursos, às vítimas do naufrágio da madrugada de 04 de setembro deste ano.
Naquela data, um vendaval, com rajadas de até 90 quilômetros, soprando de Norte a Sul, afundou três barcos pesqueiros, causando prejuízos imediatos aos seus proprietários, de cerca de 400 mil reais, mas atingindo, duramente, mais de quinze famílias, que dependiam das mesmas embarcações para garantir suas rendas.
Depois da tempestade, a bonança... A partir das 19 horas da noite de segunda-feira, 28 de novembro, quase simultaneamente, adentraram ao restaurante, local da cerimônia, pescadores e autoridades.  Contrariando aquele ideia de que “autoridade importante”, motivadora do evento, sempre atrasa, o Secretário de Agricultura e Pesca, João Rodrigues, foi rigorosamente pontual. O vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta), o primeiro a remar, em defesa dos pescadores atingidos, chegou junto com o secretário. Renato Hinnig, Secretário Regional da Região Metropolitana de Florianópolis também foi pontual.
Em poucos minutos, o salão do restaurante estava cheio. Dezenas de pescadores, autoridades do Governo do Estado, vereadores (além de Pitanta, Leonel Pereira, Nazareno Martins, e Nilson João Espíndola), pré-candidatos à Prefeitura de Palhoça (o próprio Pitanta, pelo DEM, Ivon de Souza, do PSDB, e Toninho Pagani, postulante do PP), outras autoridades e vários convidados, todos muito descontraídos, aguardavam o desfecho do ato formal, na “casa” do Rica. Bandejas com ostras deliciosamente temperadas, produção da região, circulavam entre autoridades e convidados.
Nas janelas, muitos curiosos. Da cozinha vinha o bom aroma da peixada tão anunciada. Na baía, onde dormiam várias lanchas e canoas, tanto na areia quanto no mar, as ondas subiam e desciam a areia, preguiçosamente. Noite de mar calmo, muito diferente da violência das ondas, registradas na noite de sábado, 03, e madrugada de domingo, 04 de setembro.
Dispensando o mestre de cerimônia, o próprio Secretário João Rodrigues, que fez história no rádio e na televisão, dotado de voz forte e empostada, tomou o microfone e deu início à  reunião, de forma descontraída. Sem rodeios anunciou: “Vim trazer, para a comunidade, aquilo que é dela”. Traduzindo, o secretário se referia, à proposta de devolver aos pescadores, o que o mar, acidentalmente, tirou.
Após outros pronunciamentos, todos breves, aconteceu a cerimônia propriamente dita da assinatura de contratos, entre a Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca e os pescadores. O ato autorizava a transferência de 200 mil reais para os três pescadores atingidos, cujo dinheiro já está nas contas específicas. Os 100 mil reais, prometidos pelo prefeito Ronério Heiderscheidt, deverão pingar nas contas dos pescadores, em breve.
O vereador Pitanta revelou que a contrapartida da Prefeitura de Palhoça, no valor de 100 mil reais, está assegurada, através de projeto de lei, aprovado na Câmara, “em caráter de urgência”.

Renato Hinnig justificou o apoio financeiro do Governo do Estado, porque, “sem essa ajuda financeira, os pescadores atingidos talvez não se recuperassem nunca”. O Major Márcio, da Defesa Civil Estadual, disse que o apoio financeiro “é o reconhecimento à grandeza do trabalho dos pescadores”. Ivon de Souza aproveitou para alfinetar a administração municipal: “A Região Sul merece muito mais respeito”, declarou. “A Pinheira é o Eldorado de Palhoça, mas a região foi esquecida”, reclamou Toninho Pagani.

Fotos: Baby Espíndola Repórter

João Rodrigues assina os contratos, observado pelos pescadores

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ESTALEIRO TRABALHA NA CONSTRUÇÃO DOS BARCOS


Manoel, "Rajada" e "Inho": amigos inseparáveis, nas horas difíceis

Enquanto a burocracia trabalhava para repassar o dinheiro, na certeza de que seriam beneficiados, os pescadores não perderam tempo. Em São Lourenço do Sul – RS, um tradicional estaleiro está trabalhando na confecção dos barcos, que vão substituir, já na próxima safra da tainha, os saudosos “São Pedro III”, “Marisia Melo” e “Matheus”.

A construção das três embarcações deverá durar três meses. Então, quando fevereiro chegar, três imponentes barcos pesqueiros, construídos com “grapa”, madeira apropriada para enfrentar os rigores do mar, deverão ocupar seus espaços na Baía da Pinheira. E que o mar permaneça calmo, como recomendou Jesus, diante do discípulo Pedro.

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OS BARCOS QUE AFUNDARAM E SEUS PESCADORES


SÃO PEDRO III – Comandante, Antônio Pedro Dias, também conhecido como “Rajada”, 57 anos de idade, no mar desde os 16 anos. Provavelmente o barco novo vai se chamar São Pedro IV. “Não posso usar o mesmo nome, porque o nome afundou com o barco”, comentou Rajada. É preciso “dar baixa” nos documentos, junto à Capitania dos Portos.




Antônio Dias, “Rajada”, e seus camaradas do barco “São Pedro III”

MARISIA MELO – Proprietário, Manoel Florisvaldo Rodrigues, o “Manoel da Gelomel”, 45 anos de idade, pescador desde os 12 anos. Manoel, que encontra no comércio outra fonte de renda, sempre manifestou preocupação maior com a equipe do “Marisia”, que “ficou sem trabalho e dependente de ajuda de terceiros, para sobreviver”.



Manoel, com a tripulação do “Marisia Melo”, que naufragou

MATHEUS – Nilson Nilton da Silva, ou simplesmente “Inho”, é o orgulhoso mestre de pesca, que comandava o “Matheus”, que está “sepultado” no fundo da Baía da Pinheira. Inho, agora com 36 anos de idade, enfrenta os rigores do mar desde os 14 anos. E a luta vai continuar, a bordo da nova embarcação.



Nilson da Silva, "Inho", com os parceiros de pescaria, do “Matheus”

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A SURPRESA DA REUNIÃO: UM TRATOR PARA OS PESCADORES


Talvez, sob os efeitos da suave brisa que soprava do mar, o Secretário João Rodrigues surpreendeu os pescadores, com uma promessa inesperada. E até definiu a data para cumprimento da promessa. “Em fevereiro, eu voltarei à Praia da Pinheira, acompanhado pelo Secretário Renato Hinnig, para entregar um trator aos pescadores”.


Rodrigues revelou que, em conversa com os pescadores, descobriu que “botar e tirar os barcos do mar”, são atividades difíceis, principalmente com a maré baixa. E resolveu amenizar “o sofrimento dos pescadores”. Certamente, o presente será entregue quando os novos barcos já estiverem “habitando” a pitoresca Baía da Pinheira.



Ao final da reunião, Secretário Rodrigues anuncia doação de trator



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Mais fotos da reunião entre autoridades e pescadores da Pinheira, no
Blog Rádio Cambirela Eventos






terça-feira, novembro 29, 2011

TJ DECIDE CONTINUAR INVESTIGANDO RONÉRIO E MAIS SEIS INDICIADOS

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina não acatou o pedido de habeas corpus, impetrado pelos advogados do prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, e defensores de mais seis indiciados, e decidiu, na terça-feira, 29, “por votação unânime afastar a preliminar e receber a denúncia”.

Isso significa dizer que o TJ vai continuar a investigação contra o prefeito Ronério e mais seis pessoas, no caso do “processo licitatório no. 150/2008”, que trata da “execução de serviços de drenagem e pavimentação com lajotas, da Rua Flórida, no Loteamento Carioca, bairro Passa Vinte”.

Por doze votos, unanimidade, os desembargadores do TJ decidiram investigar o caso. Há indícios de que a administração municipal pagou, duas vezes, serviços de drenagem e pavimentação da Rua Flórida.

Através do habeas corpus, os advogados do prefeito e dos demais indiciados no processo crime, impetrado pelo Ministério Público, pretendiam “trancar o processo”. Como o TJ não aceitou o recurso, a investigação vai continuar.

Segundo o site do TJ, além do prefeito Ronério, também são indiciados, no mesmo processo: Aroldo Heiderscheidt, Carlos Alberto Fernandes Júnior, José Tadeu Cunha, Emerson Freiberger Nunes, Edi Fábio da Silva, e Lucas de Souza Braga Pedroso.

terça-feira, novembro 22, 2011

A POLÊMICA DO MANGUE DEGRADADO. E QUASE MORTO

Bastou o presidente da Câmara de Palhoça, Otávio Martins Filho (Tavinho), manifestar sua preocupação com uma pequena área do que, um dia, foi mangue, no bairro Barra do Aririú, para provocar um alvoroço entre os esverdeados defensores da natureza.
Trata-se de um triângulo de terra (lama podre, parcialmente coberta por lixo), na confluência das ruas José Luiz Martins (acesso ao centrinho da Barra) e Nossa Senhora dos Navegantes (ligação da Barra com a Ponta).
Fotos: Baby Espíndola Repórter

O pequeno trecho de mangue mais parece uma floresta fantasma

Em matéria publicada, em jornal de circulação regional, Tavinho manifestou sua preocupação com a área degradada, que está servindo de depósito de lixo e materiais descartáveis, como garrafas plásticas, pneus e outros materiais. Tavinho cobrou, das autoridades ambientalistas municipais e organizações não governamentais (Ongs), sugestões e propostas para resolver o problema. Sugeriu estudos para recuperar o trecho de mangue degradado e, em caso de inviabilidade da recuperação, propôs a utilização do local como área de lazer.
Segundo o vereador, o que não pode acontecer é a aceitação passiva, por parte das autoridades e ambientalistas, enquanto o mangue, ou o que resta dele, vai sucumbindo sob o lixo e entulho. Quando o mangue está seco, o mau cheiro é insuportável. Quando chove, acumula água pluvial, o que facilita a proliferação de insetos. Toda essa situação vem provocando reclamações de moradores vizinhos.


Moradores reclamam do mau cheiro e proliferação de insetos

Como o comando do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Palhoça (Comdema) vem demonstrando muito interesse em salvar o resquício de mangue, o presidente da Câmara está solicitando providências efetivas. Aproveitando as boas intenções do órgão, Tavinho está sugerindo, via correspondência oficial, ao presidente do Comdema, Gilmar de Paulo, a elaboração de projetos para sanear e restaurar o pedacinho do meio-ambiente, o que deverá implicar na reabertura de canais, ligando a área degradada ao resto do manguezal, ao sul da estrada geral da Barra do Aririú.


Sem contato com o mar, o mangue acumula água da chuva


A Fundação Cambirela do Meio Ambiente (FCAM) já esclareceu que “não existe nenhum pedido formal para aterrar área de mangue e criar um parque. Então, não temos como saber se seria possível construir um parque naquela área ou não. Teríamos que analisar o estado do mangue”, afirmou o presidente da FCAM, Danilo Netto Al Cici, quando o assunto se tornou público.


O mangue está precisando, urgentemente, de uma faxina


Em resumo, não há nenhum projeto para se aterrar mangue. O que o vereador Tavinho deseja é uma solução, para evitar que o mangue se transforme em depósito de lixo. Já é uma lixeira, como mostram as fotos, em poder do vereador. Por isso, ele está solicitando que o Comdema e a FCAM apresentem um projeto salvador do restinho de mangue.



O mangue agoniza, enquanto recebe altas dosagens de lixo

  

FÓRUM PERMANENTE DE SEGURANÇA PARA COMBATER A VIOLÊNCIA

O tema segurança, ou violência, significa, hoje, a maior preocupação das cidades, independentemente do tamanho da economia e do número de habitantes. O crime está se espalhando, no asfalto e nas áreas rurais, como erva daninha.
E Palhoça, com quase 150 mil habitantes, a 15 quilômetros de Florianópolis, não é uma exceção. Muito pelo contrário. Está sendo massacrada pelos respingos da criminalidade da Capital e de São José, da mesma forma como abriga, nos bolsões de miséria, seus próprios “exércitos” do crime.
Como reação a essa situação preocupante, autoridades e representantes de entidades da sociedade organizada estão gesticulando, para criar o Fórum Permanente de Segurança de Palhoça. Com esse objetivo, no próximo dia 24, às 20 horas, na sede do Clube 7 de Setembro, vai acontecer uma segunda reunião, sob a coordenação do CDL do município.
O Fórum Permanente terá, por objetivo, planejar a curto, médio e longo prazos, “estratégias de segurança para a cidade”, conforme explicam seus idealizadores, dentre eles,  Ranieri Schneider, presidente do Conseg 172 c7, com quem conversei, na noite de segunda-feira, 21.