quarta-feira, maio 20, 2009

RÁDIO SAUDADE, MÚSICA E POESIA NA CAMBIRELA

Finalmente, o projeto Rádio Saudade vai sair das gavetas da tecnologia de ponta, para ganhar o mundo, através da Cambirela, virtual, mas real. Durante muito tempo, o projeto foi um casulo, hibernando num tubo de ensaio, se alimentando de amores e saudades, sonhos e ideais. A estréia acontecerá nesta quarta-feira, 20 de maio, a partir das 21 horas (horário de Brasília), na www.radiocambirela.com.br.

Rádio Saudade é, na verdade, muito mais que um programa de rádio. É um projeto, que visa resgatar o romantismo e o bom gosto que pautaram a radiofonia, na segunda metade do século 20.

Rádio Saudade deixará o estúdio (Centro Empresarial Pedra Branca, em Palhoça, Grande Florianópolis), para invadir espaços noturnos, em bares frequentados por uma clientela de bom gosto, restaurantes e clubes de serviço, dança e lazer, sedes de associações comunitárias, com transmissões ao vivo, o que permitirá muita interação e confraternização. “Precisamos preservar um mínimo de romantismo e sensibilidade, preceitos necessários para uma boa convivência”, costumo argumentar.

– Minha origem no rádio tem muito a ver com a poesia. Em 1974, meus poemas românticos desfilaram ao lado de textos de J. G. de Araújo Jorge, Vinicius de Morais, consagrados poetas líricos. Comecei no programa Tarde Espetacular, de Serpa Filho, na Rádio Guaruja, e logo depois fui convidado a fazer parte da equipe do Noturno 74, na mesma emissora, um programa apresentado por Oscar Berendt Neto, saudoso Oscar, que tinha uma das mais vibrantes e belas vozes da radiofonia brasileira.

Naqueles tempos, além de J. G. e Vinícius, faziam muito sucesso no rádio, com poemas, Coli Filho, Barros de Alencar, entre outros, que gravavam discos essencialmente de poesias, visando atingir um público, que começava a sentir saudade da radio novela, fase que foi sepultada pelos folhetins da TV Tupy – isso bem antes da Globo surgir, para dominar omercado.

E, no meio da turma famosa e madura, lá estava um garoto de uniforme azul, padrão do Instituto Estadual de Educação, sonhador e idealista, impondo seus textos, produzidos numa velha Olivetti, muitos deles premiados em concursos literários. Textos que, inicialmente, eram rabiscados entre roças de feijão, milho, mandioca; ou sob as sombras de chácaras de cafezais, laranjais e bananais, aos sons inesquecíveis dos cantantes sabiás amarelos.

“Lembro, também muito escrevi, à noite, sentado sobre uma velha ponte de madeira, no Rio Aririú/Pachecos, em Palhoça. Com as pernas penduradas rumo às águas então límpidas – por onde vagavam cardumes até de pequenas tainhas –, entre o piar de uma coruja sorrateira e uma risada na “Venda do Maneca”, essa bem próxima da ponte, iam surgindo os versos, que a Rádio Guarujá divulgava para o mundo, pelas ondas médias e curtas. Um privilégio de poucos. O adolescente, que passava os dias, lidando com ferramentas e animais, na “Fazenda do Altino”, cantava amores e falava de saudades, através das ondas do rádio. Detalhe: a velha ponte de madeira, sobreviveu até 2002, quando cedeu espaço para uma outra, de concreto.

– Trago comigo essa herança, esse aprendizado, que tive com grandes mestres. E, agora, pretendo relembrar tudo, recuperar caquinhos do passado, com o programa Rádio Saudade. Rádio Saudade terá, além da boa música – garanto: o melhor repertório –, muito de poesia, não apenas a poesia que rima sílabas. Falo da poesia cadenciada, que tem musicalidade, que trata de sentimentos, que invade a alma, que não pode sucumbir sob os pés medonhos de um submundo caótico, rude e grosseiro.

E, agora, muitos anos depois, utilizando tecnologias de ponta (notebook para escrever; a internet como canal de transmissão; blog para fazer marketing), o homem de cabelos já manchados pela neve do tempo, se prepara para difundir, mundo afora, uma idéia que nasceu e cresceu na adolescência.

– O sonho é ainda maior, embora muitas fatias dele tenham se perdido pelo caminho. O amor passou por um processo de realizações e desilusões, mas sobreviveu, embora tenha enfrentado um processo de metamorfose.

“Sonhador e idealista, ainda sou. Mas, hoje tempero tudo isso com pitadas de experiência. Podem ter certeza: o Rádio Saudade é um grande projeto. Vai unir corações e mentes, vai criar uma comunidade mundial de homens e mulheres idealistas, sonhadores, almas sedentas de um pouco de carinho e atenção. Amor e poesia no Rádio Saudade. Encontro vocês, à noite”.

(Baby Espíndola)

domingo, maio 10, 2009

Editorial – VOSSA EXCELÊNCIA É BANDIDO

Vossa excelência é bandido! Essa é a frase padrão, que todos os brasileiros, de todas as idades, devem decorar, para pronunciá-la, sempre que se defrontarem com determinadas “otoridades” de Brasília. Essa frase curta, mas muito significativa, deve ser empregada, principalmente, para a corja do Congresso Nacional, onde muitos deputados federais e senadores se escondem da Polícia Federal e da Justiça. Deverão ser alvos dos brasileiros, aquelas e aquelas que transformaram as casas legislativas em escritórios do crime e da corrupção.

Vossa excelência é bandido, sim! Quem desvia dinheiro público, destinado a áreas carentes, como Educação, Saúde, Segurança; quem saqueia os cofres da Nação, deve sim, ser chamado de bandido. E deveria, sim, ser preso, condenado e jogado no calabouço de uma penitenciária.

Isso somente não acontece, porque a frase popular – “no Brasil não tem justiça” – a cada dia ganha corpo e significado. E não se deixe atacar por alguma crise de compaixão, porque a corja de Brasília, da republica do mensalão, há muito tempo, vem arrancando o couro dos brasileiros. Nos assaltam, na forma de impostos – a maior tributação do mundo – e serviços terceirizados, que os próprios políticos nos vendem. Ou seja, pagamos duas vezes pelo mesmo serviço, que deveria ser público, uma compensação pelos altos impostos pagos.

Estou sendo modesto, ao tratar determinados políticos e administradores públicos como bandidos. Nem estou incentivando a população a atirar ovos podres e fezes em suas ventas grotescas. Chamá-los de bandidos é muito pouco. De repente, é até uma forma de acomodação. Eles assimilam a adjetivação, continuam roubando, e a justiça faz de conta que nada acontece. Tudo muito conveniente.

Conveniente, porque muitos são os juízes que vendem sentenças para bandidos, seus parceiros, que se envolveram com a corrupção, e que, quando flagrados geralmente pela imprensa, recebem, como punição, uma aposentadoria com salário integral. O que os trabalhadores não conquistam, quando se aposentam.

Os brasileiros são forçados a trabalhar, mesmo quando doentes, e a contribuir, durante longos e sofridos 35 anos, para a Previdência, e não contam com privilégios, ao final do calvário.

E, já que a turma da capa preta está na roda, vamos lembrar que o ministro Joaquim Barbosa insinuou algo nada elogiável ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. É uma questão de interpretação. Afinal, Joaquim anunciou que Mendes tem capangas no Mato Grosso. O termo capanga pode ser traduzido como jagunço, guarda-costas, pistoleiro, matador de aluguel. Quem tem capanga, então, é o quê? Santo? Isso é que não!

Estou me referindo ao barraco, um arranca-rabo no Supremo, na noite de 22 de abril. Como já afirmei, com certeza, a mais ríspida e violenta confusão de toda a historia do Supremo Tribunal Federal.

O ministro Joaquim Barbosa, conhecido por sua postura ética e serena, afirmou que o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, está “destruindo a justiça brasileira”. Ao que parece, não foi uma frase surgida em um momento de descontrole emocional. Mais parece um posicionamento amadurecido durante um longo tempo. Uma constatação segura e consciente.

Para reflexão: Não podemos nos esquecer, do intrigante envolvimento de Gilmar Mendes, no rumoroso caso Daniel Dantas (Operação Satiagraha). Mendes, o todo-poderoso presidente do STF, peitou um juiz federal de São Paulo. Em poucas horas, Mendes soltou o ex-banqueiro Daniel Dantas duas vezes da cadeia. Até parece que o presidente do Supremo não dormiu, que passou a noite de pijama, sempre alerta para libertar o passarinho de ouro.

Naquela noite de tempestades entre nobres de capa preta, Joaquim Barbosa afirmou que "Vossa Excelência – referia-se a Gilmar Mendes –, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”. Atentem para a gravidade da declaração: o presidente do Supremo “destruindo a credibilidade do Judiciário”.

Sempre com o protocolar tratamento, recomendado a um presidente do Supremo, Joaquim denunciou: "Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Me respeite". “Capangas, no Mato Grosso!” Que perigo!

Então, creio que, enquanto recordava aquele lamentável episódio, ocorrido na mais suntuosa sala da justiça brasileira, os senhores e as senhoras já treinaram a oportuna frase: Vossa excelência é bandido!

Se estão com as línguas bem afiadas, aguardem o retorno deles, os políticos de Brasília, às suas bases eleitorais. Afinal, os dias de 2009 correm céleres e 2010 é ano agendado para mais uma eleição. E, com certeza, na maior cara de pau, os bandidos deixaram Brasília, o reduto mundial da corrupção, e invadiram grandes, médias e pequenas cidades, áreas urbanas, vilas e povoados, caçando votos, prometendo e mentindo.

Então, cada brasileiro e brasileira deve ter, na ponta da língua, essa significativa frase: Vossa excelência é bandido!

Já os estoques de ovos podres e fezes ficam por conta da criatividade de cada um. Vai, aqui, uma sugestão: As fezes, embaladas em sacos plásticos, colocadas ao sol, durante horas, quando explodem, provocam um efeito moral devastador.

Se alguém acha que estamos generalizando, tenho o argumento definitivo. Os bandidos de Brasília são corporativistas. Sempre que um político do Congresso, do Palácio do Planalto, de algum ministério, é flagrado em ato de corrupção, roubando dinheiro público, saqueando os cofres, usufruindo de alguma vantagem ilícita, é logo abraçado por seus pares e trancado numa redoma protetora.

Assim tem sido, sempre que um escândalo estoura. Na verdade, uma sucessão de escândalos. Se são corporativistas, se protegem os bandidos da política, devem arcas com as conseqüências. Afinal, já foi dito: os semelhantes se atraem.

O próprio presidente da república do mensalão, sem nenhum escrúpulo, quando um dos seus é denunciado, sai logo às ruas a proteger o safado. Ignorando provas e fatos, Lula da Silva estende o braço imoral e protetor, e costuma afirmar que esse “cumpanhero”, ou aquela “cumpanhera”, não cometeram crime. Mesmo quando os bolsos ainda estão abarrotados de dinheiro roubado dos cofres da Nação.

Só para lembrar: o velhinho de barbas brancas, diante do Congresso, com um saco de dinheiro para comprar corruptos, não é o Papai Noel. Não é mesmo! É, sim, o maior incentivador da corrupção e o grande interessado na desmoralização crescente do Congresso, para adotar a postura de político mais honesto e popular. Popular, sim. Quanto à honestidade, tenho fortes dúvidas.

Então, diante desse quadro de impunidade e imoralidade, continuem treinando a frase proposta: Vossa excelência é bandido.

quarta-feira, abril 29, 2009

Editorial - MAIS MENTIRAS QUE VERDADES SOBRE O PAC

Os mais desatentos, desacostumados com a leitura de jornais e revistas, ou sem acesso à internet, devem estar achando que o Governo Federal está investindo tudo o que promete, no PAC – Plano de Aceleração do Crescimento. Porém, pensar assim, é um engano.

Sobre o PAC, precisamos ficar atentos aos números. Embora tenha empenhado 90% da dotação autorizada, o governo federal pagou, menos de 60% do valor previsto para o PAC, em 2008. Vale lembrar que devemos entender como “empenho”, aquilo que se torna compromissado no orçamento, para posterior pagamento.

Vamos aos números. Dos 18 bilhões, 800 milhões de reais, do contexto do programa, no ano passado, foram desembolsados apenas 11 bilhões, 300 milhões de reais. Com um detalhe: desse total, 07 bilhões, 500 milhões (o que corresponde a 67%) são relativos aos “restos a pagar”. Ou seja, dívidas de anos anteriores, pagas em exercícios seguintes. Especialistas em finanças públicas fazem um alerta: o excesso de restos a pagar pode comprometer a execução de novos projetos do PAC.

Os dados de 2007, são ainda mais constrangedores. O governo federal gastou, naquele ano, míseros 30,7% (o que corresponde a menos de um terço) dos recursos previstos para o PAC. Dos 16 bilhões, 600 milhões de reais, que seriam investidos em 2007, apenas 05 bilhões, 100 milhões de reais foram efetivamente desembolsados pelo governo.

É muito pouco. Diante do monumental discurso, das promessas em palanques, onde o presidente Lula da Silva, fantasiado de “pobri”, alardeia liberações milionárias de dinheiro público, isso é uma insignificância. Na verdade, os números das aplicações estão muito distantes das promessas. Do ponto de vista da ética e da moralidade pública, trata-se de propaganda enganosa. Algo a ser tratado pelo Procon.

Todos os números acima citados, são da época das vacas gordas. Agora, que as tetas estão secando, quando o governo fala em cortes do Orçamento, a situação pode se agravar.

Mas, não se preocupem, a temporada de fantasias e mentiras está apenas começando. Outros discursos acontecerão. Novas promessas, baseadas em números vistosos, de verbas já anunciadas várias vezes. Que se multiplicam pela fala catarrosa e não pela aplicação efetiva dos recursos.

Em verdade – verdade inegável! – o populesco presidente da República, excelente marketeiro e relações públicas do Governo Federal, fala demais e age muito pouco.
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Editorial – PEDÁGIO EM PALHOÇA, UMA NOVELA SEM FIM

A novela pedágio em Palhoça parece, a cada dia, mais distante de um desfecho feliz para os munícipes. A julgar pelos acontecimentos e o bem bolado discurso de marketeiro, fica difícil até mesmo definir quem é mocinho ou vilão.

Por ora, só temos uma certeza: a cidade é vítima da barganha e negociatas, os munícipes estão sendo enganados por falsas promessas messiânicas. Também temos convicção plena que os brasileiros são explorados vergonhosamente. Pagam altos impostos, inclusive a Cide embutida nos preços dos combustíveis, tudo para melhorar a malha viária, e são explorados uma segunda vez, através do pedágio. Com a mesma argumentação sem-vergonha: melhorar as condições das rodovias e oferecer mais segurança. Como se as fortunas arrecadadas em forma de tributos não fossem suficientes para tal finalidade.

Passamos, agora, a tratar de fatos recentes. Pelo correio eletrônico, chegou essa informação, procedente da Assessoria de Comunicação da Prefeitura: “A passagem da Caravana da Transparência em Palhoça, na segunda-feira, dia 27, para avaliar o andamento das obras de duplicação da BR-101, reforçou a decisão do presidente da FECAM, prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), de entrar na Justiça, contra a cobrança de pedágio nessa rodovia federal”.

Que ótimo, que a mobilização “reforçou” a intenção do prefeito Ronério. O que, no entanto, não passa de uma boa intenção. A mesma boa intenção que o prefeito já manifestou, há quase um mês, durante reunião com prefeitos de outras cidades, onde foram ou serão implantadas praças de pedágio.

Há que se dizer, que boas intenções devem ser transformadas em decisões, o que deveria ter acontecido nesse período de aproximadamente 30 dias. Sem pretender ser o dono absoluto da verdade, e muito menos duvidar das boas intenções do prefeito Ronério, quero revelar, contudo, que ele, o prefeito, está amarrado ao esquema montado pelo Governo Lula da Silva e a concessionária, ansiosa em arrecadar com o pedágio.

Segundo declarações do próprio prefeito, como compensação pela criação da praça de pedágio no bairro Aririú Formiga, em Palhoça, o Governo Federal se comprometeu em viabilizar recursos para construção de um elevado, ligando o centro histórico da cidade ao Loteamento Pagani, onde estão as sedes do Executivo, do Legislativo e, futuramente, o Fórum de Justiça. Se o prefeito fez acordo, inviabilizou qualquer tipo de reação.

A participação do prefeito na tal caravana foi mais protocolar do que uma forma de protesto. Até agora, a única iniciativa jurídica foi tomada pela Câmara de Vereadores, que impetrou mandato de segurança, com o objetivo de impedir a instalação e funcionamento da praça de pedágio, que separou o município em duas partes, Sul e Norte.

Até essa também bem intencionada investida jurídica da Câmara – que poderá, em breve, render bons frutos, uma liminar, por exemplo –, tem como objetivo principal reabrir um canal de negociação com a turma do Lula privatizador e sua concessionária. O que os vereadores desejam, é que os cerca de 48.000 veículos licenciados em Palhoça, sejam isentados da cobrança.

E é justamente isso o que o prefeito prometeu e até agora não cumpriu. Ronério Heiderscheidt promoveu uma inusitada corrida de munícipes, aos balcões da Receita, todos ansiosos em quitar dívidas com IPTU, o que seria a senha de acesso ao benefício da isenção. Os munícipes, principalmente da Região Sul, pagaram os impostos devidos, cumpriram suas obrigações, mas não foram atingidos pela contrapartida. A Prefeitura não isentou ninguém.

Ninguém é obrigado a prometer. Mas, se promete, deve cumprir. O povo sabe disso. E a voz do povo... é a voz do povo.

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Denúncia do deputado Sargento Soares:

"POLICIAIS SÃO PUNIDOS PORQUE TRABALHAM"

Em recente entrevista, na Rádio Cambirela (www.radiocambirela.com.br), o deputado Sargento Soares (PDT) afirmou, com todas as letras: “Todos os policiais militares, que vinham realizando um bom trabalho, em Palhoça, em favor do povo, foram afastados das ruas”. Disse mais: “Trata-se de um esquema de perseguição mesmo, de alguns oficiais do comando, contra os melhores policiais”. Pergunta óbvia: Por quê? “Porque os melhores policiais cobram mais, se dedicam ao serviço, exigem mais infra-estrutura, criticam a falta de viaturas, a deficiência no sistema de comunicação”, respondeu o deputado.

No caso de Palhoça, segundo o parlamentar, foram transferidos para Santo Amaro da Imperatriz e Florianópolis. “Isso acontece em várias regiões do Estado”, denunciou Soares.

Pelo processo dedutivo, pode-se concluir, então, que os bandidos agradecem ao comando da PM, porque pune e transfere os bons policiais para outras cidades.

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UM SHOW DE SEGURANÇA NA EXPOPALHOÇA

Impossível não reconhecer o bom desempenho da Polícia Militar na ExpoPalhoça. A exemplo da operação segurança, montada no primeiro evento, o trabalho desenvolvido nos dez dias de festividades foi impecável. De uma eficiência além da expectativa.

O esquema de segurança montado pelo comandante da PM em Palhoça, coronel Ernani Fernandes, que envolveu, além do efetivo convencional, também tropas de elite, inibiu a ação dos delinqüentes. Isso é prova inconteste de que a prevenção é, ainda, a melhor arma contra a crescente criminalidade.

Consequentemente, nativos, turistas e visitantes, que circularam entre os estandes da festa, área de shows, praça de alimentação, sentiram-se privilegiados por um sofisticado esquema de segurança, somente visto em países onde o crime é a exceção.

sexta-feira, abril 24, 2009

Editorial – BARRACO NO SUPREMO: QUANTO MAIS JOAQUIM SABE?

Pegou o pau no Supremo. Um arranca-rabo. Dessa vez, foi só mais uma discussão. Talvez, a mais ríspida e violenta de toda a historia do Supremo Tribunal Federal.

Mas, infelizmente, qualquer dia, os brasileiros se surpreenderão com ministros registrando BOs contra colegas, fazendo exames de corpo de delito, internações em emergências. Imaginem a cena ridícula: um ministro procurando os poucos cabelos do outro, para arranca-los, mas só encontrando a careca lustrosa! Como briga de “lavadeira” do século passado. Mas, sem cabelos.

E nem adianta a grande mídia eletrônica botar panos quentes, argumentando que os ministros estavam nervosos, estressados. Estressados, estão os brasileiros, com os noticiários das desgraças, da violência, da escandalosa ausência de justiça, da impunidade.

Invariavelmente, os envolvidos com crimes bárbaros, já são clientes da vergonhosa justiça brasileira: bandidos que foram soltos por algum esquema de regalia. Por conta do direito humanitário, que sempre procura beneficiar os bandidos, sejam eles do tênis sujo, ou da gravata importada.

O barraco da noite de 22 de abril, no Supremo, revelou frases gravíssimas, de profundo significado, fatos que estão a merecer uma maior reflexão.

Por exemplo, vale a pena conjecturar: Por que o ministro Joaquim Barbosa, que tem se pautado pela ética e serenidade, afirmou que o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, está “destruindo a justiça brasileira”. Ao que parece, não foi uma frase surgida em um momento de descontrole emocional. Mais parece um posicionamento amadurecido durante um longo tempo.

Não podemos nos esquecer, do intrigante envolvimento de Gilmar Mendes, no rumoroso caso Daniel Dantas (Operação Satiagraha). Mendes, o todo-poderoso presidente do STF, peitou um juiz federal de São Paulo. Em poucas horas, Mendes soltou o ex-banqueiro Dantas duas vezes da cadeia. Até parece que o presidente do Supremo não dormiu, que passou a noite de pijama, sempre alerta para libertar o passarinho de ouro.

Joaquim Barbosa desafiou o presidente do Supremo a sair às ruas, para escutar o clamor popular. “Saia à rua, ministro Gilmar!”

Isso me inspirou uns versinhos:
Joaquim lançou um desafio, /
que correu todo o Brasil, /
até as Minas Gerais. /
Se Gilmar tiver coragem, /
que saia às ruas, /
para observar a desordem. /
Se conseguir, sem capangas, /
e voltar ileso, /
ganha mil reais. /
Além do dinheiro, /
leva também uma caixa de cerveja, /
o senhor pode ter certeza.

Mas, atentem para o que disse o ministro Joaquim Barbosa: "Vossa Excelência – referia-se a Gilmar Mendes – (...) Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”.

Logo depois, Joaquim pegou pesado, mas sempre com o protocolar tratamento, recomendado a um presidente do Supremo: "Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Me respeite"

Que doidura! O presidente do Supremo tem capangas no Mato Grosso? – É o que afirmou Joaquim, o ministro. Mas, vamos recorrer ao dicionário, para entendermos o que o ministro quis dizer. Capanga pode ser definido como jagunço, pistoleiro, guarda-costas, matador de aluguel. Creio, esse é o significado que o ministro Joaquim Barbosa tentou empregar. Na verdade, quando se ouve falar em capangas, logo lembramos de cenários de crimes, de impunidade.

Então, temos que perguntar: Quanto mais Joaquim sabe? A Nação ficou curiosa. Os mais jovens estão ficando inquietos. Os brasileiros começam a desconfiar que o crime está também dentro dos palácios.

Estão começando a adivinhar!
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quarta-feira, abril 22, 2009

TROCA DE COMANDO NA CELESC REGIONAL DESAGRADA PREFEITOS E EMPRESÁRIOS

O engenheiro eletricista Gilberto dos Passos Aguiar, dono de um invejável currículo, prático, hábil e competente, deixou o comando da Gerência Regional da Celesc para a Grande Florianópolis. Foi substituído, em conseqüência de acordos políticos.





Aliás, para certos políticos, num cargo técnico tão importante, para o desenvolvimento da região, pouco importa se o indicado sabe a diferença entre um fio de transmissão e um cipó.

Bateu a ciumeira nos altos escalões da Celesc, porque Gilberto Aguir é extremamente competente, nada burocrático, atende muito bem o público, presta assessoria de graça a empresários que estão se estabelecendo na Região Metropolitana, ou que já estão na área e precisam ampliar a produção. Isso incomodou a concorrência, dentro da própria empresa.

A decisão de afastar Aguiar, da Gerência Regional, partiu do próprio governador Luiz Henrique da Silveira, que cedeu às pressões do DEM.

O governador ignorou, inclusive, a solidariedade dos prefeitos da região, que, queriam, de qualquer maneira, manter o engenheiro Gilberto Aguir no cargo. Assim que souberam da decisão palaciana, articularam de imediato uma reação. Mas a pressão da outra trincheira era insustentável.

Um requerimento, assinado pelo prefeito de Palhoça e presidente da Fecam, Ronério Heiderscheidt (PMDB); Dário Berger, de Florianópolis (PMDB); Djalma Berger, de São José (PSB); Ernei José Stähelin (PMDB), de São Pedro de Alcântara; Anísio Soares (PMDB), de Governador Celso Ramos; Saulo Weiss (PMDB), de Anitápolis; Geraldo Pauli (PMDB), de Antônio Carlos, foi levado até LHS, pelo Secretário Regional, Walter Gallina. O documento também tem a assinatura do deputado Edison Andrino (PMDB).

Entidades representativas dos empresários da Grande Florianópolis também fizeram pressão, mas o governador, somente de alguns catarinenses, não se sensibilizou com o pleito.

O engenheiro eletricista Gilberto dos Passos Aguiar não deixou a Celesc. Inclusive ascendeu a um cargo de diretoria, junto ao presidente da empresa, Eduardo Pinho Moreira. Mas isso não lhe interessa. Aguiar troca as salas suntuosas e bem aclimatadas, pelo sol das ruas, uma prancheta e o contato direto com o público. Assim é Passos Aguiar. Sempre querendo guiar alguém pelas largas avenidas do conhecimento.

Editorial – PRAÇA DE PEDÁGIO, EM PALHOÇA, UMA ASSOMBRAÇÃO DO GOVERNO LULA

Bastaria o título deste editorial, e nada mais precisaria ser dito, para uma melhor compreensão do que está acontecendo, em Palhoça e em mais três pontos da BR-101, além de outros na BR-106, onde Lula Castro Chávez Morales da Silva mandou instalar praças de pedágio. Praça de pedágio, um obstáculo dinheirista ao direito constitucional de ir e vir. Uma fraude. Uma assombração, criação maquiavélica do Governo Lula, o ilusionista. Aquele que engana e é aplaudido.

Fatos novos estão surgindo, uns confiáveis e promissores, outros nem tanto. Na segunda Audiência Pública, realizada na Assembléia Legislativa, no último dia 07 de abril, o jovem deputado Cesar Souza Jr. (DEM) anunciou que, quanto mais cedo possível, colocaria, na “ordem do dia”, um projeto de lei para isentar os veículos das cidades, onde foram ou serão instalados os postos de cobrança, das taxas abusivas.

Essa boa intenção de Cesar Jr., permitiria aos palhocenses, um benefício que outros cidadãos já desfrutam, em cujas cidades funcionam praças de pedágio. Nada mais justo. Não faz sentido o cidadão rodar alguns metros com o seu carro, dentro do próprio bairro (no caso de Palhoça, Aririú Formiga ou Guarda do Cubatão), e pagar R$ 1,50 para ir, e outra taxa igual para retornar a sua garagem.

Além disso, se a Assembléia aprovar, e o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) sancionar a lei, o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt (PMDB), ficaria numa situação mais confortável. Afinal, fez promessas que não cumpriu. Provocou uma correria, que resultou em filas, de munícipes interessados em quitar impostos municipais, em troca da isenção da taxa de pedágio. Promessa não cumprida, que assanhou os mais de 84 mil proprietários de veículos licenciados em Palhoça.

O mesmo prefeito Ronério, na condição de presidente da Fecam, anunciou que a entidade também vai ingressar na justiça, contra a concessionária, por descumprimento de cláusulas contratuais. Decisão tardia.

Além disso, fica difícil acreditar que o prefeito Ronério, vai lutar na justiça contra a concessionária, que está para inaugurar a praça de pedágio, em Palhoça. Isso porque, segundo palavras do próprio prefeito, Palhoça ganharia uma compensação do Governo Federal: um elevado, sobre a BR-101, para ligar o centro histórico da cidade ao Loteamento Pagani, o novo centro administrativo de Palhoça.

O prefeito também fala sobre a construção de uma ponte sobre o Rio Cubatão, uma alternativa, para desviar os veículos de Palhoça, da praça de pedágio. Mas, quando essa ponte será construída? Prometer é fácil. Ainda bem que já existe o rio!

Também circulam informações, de que a Justiça Federal poderá julgar, a qualquer momento, a ação, impetrada pela Câmara de Palhoça, contra a instalação da praça de pedágio. Ainda sobre intenções judiciais, deputados também prometem recorrer ao Ministério Público Federal, contra o pedágio, em Palhoça.

Representando o Poder Legislativo de Palhoça, na AL, o vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), chamou a praça de pedágio de “assombração”. E com razão. Está batizada. É a assombração do Governo Lula.

sábado, abril 04, 2009

Editorial: O CRIME É UMA EMPRESA PARA ALGUNS POLÍTICOS

Os brasileiros são vítimas de quase 50 mil assassinatos a cada ano. Nas estradas, outras 30 mil pessoas perdem suas vidas todos os anos. Uma matança jamais vista em nenhuma nação. Além disso, temos os latrocínios (roubos seguidos de mortes), roubos, furtos, seqüestros, tentativas de homicídio aos milhares, num festival de ações delituosas, que elevam o Brasil ao topo da lista de celeiro do crime.

Em São Paulo, o número de latrocínios, crime considerado hediondo, aumentou 64%, na capital, no ano passado, em relação a 2007, conforme apurou a Agência Estado. Já no Estado do Rio de Janeiro, em 2008, o crime de latrocínio teve uma aumento de 110%, em comparação a 2007. Índices alarmantes.

No final de 2007 a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego divulgou um relatório estarrecedor. Em oito anos, foram registrados mais de 2 milhões e 500 acidentes no Brasil, com 254 mil mortes.

Diante de tudo isso, o que se espera é que as autoridades esbocem uma reação, que planejem ações capazes de significar um enfrentamento ao crime, organizado e/ou desorganizado. Mas, nada. Nenhuma reação. Parece que os dirigentes da Nação e dos estados federados não lêem jornais, não têm acesso à internet. Talvez o “cumpanheiro” tenha razão: “Ler jornal dá azia”. Ou seria diarréia?

Então, senhores e senhoras, se algum político subir no pedestal da canalhice, para arrotar que tem planos e projetos para reduzir a criminalidade, pode atirar ovo podre, sem peso na consciência. Ovo podre. Não vá gastar produto bom com político ruim.

Podemos afirmar, sem risco de cometermos injustiças, que de maneira geral, a classe política e os administradores públicos dos altos escalões, não estão nem um pouco interessados em reduzir a criminalidade, com suas trágicas conseqüências. Alguns até, pelo envolvimento direto com facções criminosas, outros por comodismo, alguns por conveniência, até festejam as ações da bandidagem – da qual também fazem parte –, visando exatamente o lucro.

Pode até parecer estranho, admitirmos que políticos e administradores públicos, eleitos ou indicados para trabalhar pela população, para resolver ou encaminhar solução para seus mais graves problemas – e a violência urbana é um gravíssimo problema! –, possam lucrar com as desastrosas estatísticas.

Pois, não tenham mais dúvidas disso, senhores. Se analisarmos mais profundamente, constataremos que as grandes empresas produtoras e vendedoras de equipamentos de segurança, ou proprietárias das agências de segurança privada, pertencem aos políticos ou aos seus aliados.

Estudos recentes revelaram que a classe média trabalha e produz do início de janeiro até o final de setembro, para pagar taxas e impostos e para comprar serviços de educação, saúde e segurança.

Como a escola pública não é de boa qualidade, levamos nossos filhos às escolas particulares. Porque a Saúde é um caos em todo o País, contratamos planos de saúde, que nem sempre são a taboa de salvação, nos momentos de maior necessidade. Como a bandidagem, protegida pelo IBI – Instituto Brasileiro da Impunidade –, está tomando as cidades, nos enjaulamos atrás de grades, e compramos proteção para nossos imóveis, bens duráveis, carros, motos e até terceirizamos a segurança pessoal e dos familiares.

E, quem nos vende os serviços de Educação, Saúde e segurança? Justamente os políticos, aos quais sustentamos com os nossos impostos, com a maior carga tributária do mundo. Conclusão: a classe política não nos oferece os serviços públicos, nos abandona e permite a proliferação do caos, exatamente para vender o serviço, através da iniciativa privada. Muito conveniente.

Pergunto: na sua cidade, quem são os donos das empresas de segurança? Respondo: os políticos e seus aliados, que, a cada dois anos, financiam as campanhas dos detentores do poder.

Há que se admitir, ainda, que muitos políticos são eleitos com o dinheiro sujo do crime, ou são de fato criminosos, delinqüentes, alguns que usam o Congresso Nacional, Câmara e Senado, para se esconderem da polícia e da justiça.

A todos esses falsos guardiões da coisa pública, o crime interessa, direta ou indiretamente. Se a criminalidade for reduzida, o faturamento de tais empresas será reduzido. Também, não podemos nos esquecer, do lucro diretamente advindo do crime. Então, não acredite, quando, em discursos muito bem elaborados, esses canalhas arrotarem projetos mirabolantes de combate à criminalidade.

No Brasil, o crime é uma empresa, muito lucrativa, e interessa a uma elite. Até porque a elite, muitas vezes usando cueca vermelha e fantasiada de pobre, participa das ações criminosas. Sempre muito bem protegida pelo IBI.

sábado, janeiro 24, 2009

INSPIRAÇÕES DO PREFEITO RONÉRIO, NA TERRA DE BARACK OBAMA

Em viagem de dez dias aos Estados Unidos, talvez inspirado pelos bons fluídos do carismático Barack Obama, o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt (PMDB), passou a produzir idéias geniais, na área do saneamento e, também, com o objetivo de atacar a poluição visual.

Através da Assessoria de Imprensa, mandou avisar que pretende deflagrar uma operação de despoluição visual, definindo onde, quando e como devem ser instalados outdoors, placas e painéis, na cidade. Uma boa medida,visto que o município, que mais cresce na Grande Florianópolis, precisa, urgentemente, de normas de disciplina em várias áreas. A poluição visual, com placas, cartazes, faixas, essas escritas de qualquer jeito, precisa ser atacada, com coragem.

Inclusive, recomendo que qualquer produto de comunicação visual, antes de ser instalado, que seja inspecionado por técnicos capacitados do poder público. Para evitar os insanos ataques cometidos contra a língua portuguesa. Qualquer criatura tosca, da escola cultural Lulalá-da-Silva, armada com spray, pincel ou até carvão, produz peças de comunicação visual, sem nenhuma regra. Verdadeiras aberrações, atentados à cultura e ao bom senso.

Para colocar em prática as novas regras de despoluição visual, o prefeito Ronério vai enviar, à Câmara, em fevereiro, “um projeto de lei, para regulamentar a colocação de outdoors, placas e painéis na cidade”. É claro que os vereadores deverão aprovar, sem dificuldades, essa boa iniciativa do Executivo.

Ainda na terra, agora de Barack Obama, o prefeito Ronério busca inspiração para dar um tratamento mais adequado aos resíduos sólidos, produzidos em Palhoça, que hoje são transportados para Biguaçu. “Um destino ecologicamente correto para o lixo doméstico e industrial do município”, para ser mais exato. Vai seguir orientação dos técnicos norte-americanos, para os quais, o lixo urbano não é considerado como um problema, mas, sim, riqueza.

Sem dúvida, as inspirações em terras americanas estão influenciando o prefeito de Palhoça. Paralelamente aos anúncios de moralidade pública, feitos pelo primeiro presidente negro norte-americano, que inclusive congelou os salários dos principais assessores, o alemão Ronério (um “branquelo”, diriam alguns negros), também anuncia, via telefone e e-mail, aquilo que chama de “enxugamento da máquina”.

Segundo informações do prefeito, do orçamento 2009, da ordem de 200 milhões de reais, haverá uma reserva de onze por cento, para investimentos.

Nós, os mortais, que não temos o privilégio de passar dez dias na terra de Obama, estamos torcendo para que, diante da Estátua da Liberdade, Ronério Heiderscheidt encontre, também, inspiração para resolver outro problema gravíssimo.

E-mail que recebi, da Associação dos Caranguejos Atingidos pela Poluição, denuncia, com veemência, a falta de atenção para a questão esgoto. Dia e noite, mais de 130 mil palhocenses urinam e defecam em redes improvisadas de esgoto, inclusive a pluvial, produzindo um caldo escuro e fedorento que, através de canais, valas e rios, escorre para a Baía Sul. Menos de um por cento do esgoto de Palhoça recebe tratamento.

A poderosa Águas de Palhoça, a marca de fantasia, testa de ferro jurídica de outra empresa, que deveria investir no tratamento de esgoto, em Palhoça, não esta cumprido suas metas, conforme o prometido. A Prefeitura não renovou contrato com a Casan, alegando que a estatal não investia em obras de saneamento. Mas a Águas de Palhoça também não vem investindo.

Que o prefeito Ronério se inspire sob a Estátua da Liberdade, e, ao retornar a Palhoça, possa, finalmente, detectar que aquele caldo escuro, que escorre para o mar, não é água. É qualquer outro produto de composição química muito suspeita. Mas, água não é mais.

domingo, janeiro 18, 2009

MAIS CINCO ATRAÇÕES DIVERSIFICAM PROGRAMAÇÃO DA RÁDIO CAMBIRELA

A partir de segunda-feira, 19 de janeiro, mais cinco programas na Rádio Cambirela, alguns deles, com propostas bem ousadas.

Tarde Total Cambirela, com Rangel Valente, reserva espaço para a boa música, a conversa descontraída com os internautas, a notícia da hora, entrevistas com convidados especiais. Tarde Total Cambirela, de segunda à sexta-feira, das 13 às 14 horas.

Cambirela Mulher, com Luci Gonzaga, “a Guerreira da Flor”, das 17 às 18 horas, é outra boa atração. Uma viagem no trem do tempo, para fortalecer as lutas e revelar as conquistas das mulheres no Brasil e no mundo. Dicas de beleza, comportamento, etiqueta, sugestões. Entrevistas com convidadas especiais. Informação e música, com um desfile de grandes vozes femininas de todos os tempos.

Cambirela Afro Brasil, com Ricardo Leopoldino, o “Doutor Misticismo”, é outro bom programa. De segunda à sexta, das 19 às 20 horas, Cambirela Afro Brasil é uma viagem no tempo, entre o Continente Africano e o Brasil. O resgate da cultura, detalhes da culinária, a musicalidade que une os dois povos, a fé, a religião, o misticismo.

Cambirela Energia, com a participação especial do Consultor Técnico, Engenheiro Eletricista, Gilberto dos Passos Aguiar, é outra nova atração da Rádio Cambirela. Passos Aguiar analisa fenômenos da área energética, responde questionamentos dos ouvintes.





Gilberto dos Passos Aguiar analisa fenômenos da área energética e também responde questionamentos dos ouvintes.





Cambirela Entrevista - Também estou dando a minha contribuição nessa nova safra de programas. Cambirela Entrevista é mais um espaço para o jornalismo da Cambirela. De segunda a domingo, às 11 horas, estaremos abordando importantes temas, com destacados convidados. Cambirela Entrevista, compromisso com a verdade.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

GOVERNO LULA ABRAÇA CRIMINOSO ITALIANO

Por muito esforço que se faça, mesmo assim, impossível é compreender algumas atitudes adotadas pelo Governo Brasileiro, no campo da diplomacia internacional. Episódios grotescos estão a arrazoar essa argumentação.

No mais recente deles, contrariando recomendação do Itamaraty, que optou pela extradição, o Ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu (ele, o ministro, com o aval de Lula da Silva) “status de refugiado político” para o criminoso italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua, por vários crimes, inclusive quatro homicídios. Essa decisão pessoal de Tarso Genro está colocando Brasil e Itália em lados opostos da trincheira diplomática.

Alguns membros do governo petista agem por impulsos emocionais, motivados por ideologias. Difícil é aceitar que assuntos tão delicados sejam tratados por pessoas tão despreparadas.

Figuras destacadas do Governo Lula fazem valer, ao pé da letra, o velho ditado popular, segundo o qual, “os semelhantes se entendem”. Explico: O italiano Cesare Battisti, considerado um extremista de esquerda, cometeu vários crimes, na velha Itália, nos anos 70. No mesmo período, aqui no Brasil, alguns moços e moças – que, se hoje não estão com os cabelos brancos, é graças à boa tintura, talvez paga com cartão corporativo –, também assaltaram bancos, trocaram tiros com a polícia, praticaram seqüestros. E hoje estão no governo. Endeusados e fantasiados com os trapos da democracia.

Em resumo. Os semelhantes se atraem. Não só por ideologias. Também pelos crimes praticados. Assim sendo, aqueles que tiveram mais sorte e subiram ao pedestal do poder, passam a socorrer antigos “cumpanheiros”, “camaradas” de crimes e de ideologias.

Em seu favor, contam com um fato importante. A oposição ao governo petista é mais frágil que barata em galinheiro. Mas, há a imprensa, fiscalizando, ciscando nas gavetas oficiais e no lixo dos poderosos.

O que mais se estranha é que o presidente Lula Castro, Chávez, Morales da Silva, logo que o escândalo veio a público, correu em defesa do amigo Tarso Genro. Fez um pronunciamento, de maneira improvisada, usando uma camisa quadriculada, do tipo fantasia para parecer um “pobri”.

Afinal, por que tanto interesse do governo brasileiro, em contemplar um criminoso condenado à prisão perpétua, com o status de refugiado político? Inclusive, contrariando recomendação do corpo diplomático do Itamaraty.
Como se no Brasil já não tivéssemos bandidos de sobra. O Brasil é um celeiro do crime. Nossa safra de criminosos, tanto de tênis sujo, quanto de gravata importada, do tipo mensaleiros, é suficiente para abastecer o mundo todo, por vários anos.
Mas, amparar bandidos importados, é especialidade do Governo Lula. Devemos recordar do rumoroso caso, em que Francisco Antonio Cadena Collazos (conhecido como padre Olivério Medina, ou também "Cura Camilo"), delegado das Farc no Brasil, foi beneficiado com uma “proteção especial”, por ser casado com uma brasileira, que trabalha num ministério.

Medina foi preso em São Paulo, em agosto de 2005. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a "Cura Camilo" o status de refugiado. Decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia.

Se compararmos os dois casos – o status de refugiado político para o criminoso italiano e a “proteção especial”, concedida a Medina, das Farc –, com a postura nada diplomática, adotada no caso de dois pugilistas cubanos, ficamos mais perplexos ainda. Os atletas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, que desertaram da delegação cubana, durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, foram expulsos do Brasil e atirados aos leões da família Castro.

Nesse episódio – lamentável, do ponto de vista diplomático –, ficou evidente o interesse pessoal do presidente Lula em agradar a Fidel Castro. Os dois boxeadores queriam proteção diplomática aqui no Brasil. Através de um processo de deportação cheio de falhas, Lula e Celso Amorim empurraram os cubanos de volta ao regime tirano dos ditadores Castro.

Já no caso do criminoso italiano... Bem, já afirmei: os semelhantes se entendem. E como se entendem.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

VICE ASSUME PREFEITURA DE PALHOÇA. NAZARENO É O PRESIDENTE DA CÂMARA

A Câmara de Vereadores de Palhoça realizou duas sessões, na noite de primeiro de janeiro. Na Sessão Solene, marcada para as 20 horas, mas que começou com cerca de uma hora de atraso, foram empossados o prefeito reeleito, Ronério Heiderscheidt (PMDB), o vice-prefeito, Valmir Walmor Schwindem (DEM), e onze vereadores, dos quais sete foram reeleitos. Na sequência, outra sessão foi convocada, às 23h25min, para a eleição da Mesa Diretora, para o biênio 2009 / 2010.

Ronério disse que seu segundo mandato será “marcado pelo continuísmo, mas com algumas alterações, visando sempre o empreendedorismo”. Lembrou que, em sua administração, mais de 2.400 empresas se instalaram em Palhoça, o que elevou a receita, de 46 milhões de reais, para cerca de 200 milhões de reais.

Logo após ser empossado, para o segundo mandato, Ronério Heiderscheidt transmitiu o cargo ao vice-prefeito, Valmir Walmor Schwindem, o empresário "Valmir das Tintas, um fato inédito no município. Ronério é o primeiro prefeito reeleito em Palhoça.




O vice tenta sentir o peso da caneta, que recebeu de Ronério, para descobrir se tem tinta. Esse assunto, "Valmir das Tintas" conhece muito bem


Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha


A Sessão Solene, ou solenidade de posse, foi presidida pelo vereador mais velho, dentre os onze: Nazareno Martins.

UMA DISPUTA ACIRRADA, NA MADRUGADA

A disputa pela direção do Poder Legislativo de Palhoça foi bastante acirrada. Depois de um intenso debate de opiniões divergentes e duas interrupções, foi finalmente conclamado o resultado, já na madrugada de 2 de janeiro. Nazareno Martins (DEM) é o novo presidente da Câmara, para o biênio 2009 /2010.

Duas chapas – a “Chapa 1”, encabeçada pelo vereador Nazareno Martins (DEM) e a “Chapa 2”, tendo à frente o vereador Otávio Martins Filho (PMDB) – disputaram os onze votos, sob os olhos atentos de pelo menos duas centenas de munícipes, que permaneceram no plenário da Câmara, mesmo após o final da Sessão Solene. Ao final do processo de votação, que contou com discursos inflamados e até acusações, a Chapa 1 venceu por seis votos a cinco.

Embora a votação tenha sido secreta, sabe-se que, optaram pela Chapa 1, além dos membros da Mesa – o próprio Nazareno, Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM, vice-presidente), Isnardo Brant (PMDB, primeiro secretário), e Adelino Machado (Keka, PMDB, segundo secretário) – Cláudio Ari Leonel (Biriba, PSDB) e Ademir Farias (DEM).

Na Chapa 2 estavam, além de Otávio Martins Filho, os vereadores André Machado (PSDB), Nilson João Espíndola (PR), Arcendino José Cerino (Zunga – PR), e Leonel José Pereira (PDT). Eles somaram cinco votos. O sexto voto, do chamado G-6, do vereador Pitanta, migrou para a Chapa 1.




Tavinho (votando) e o G-6, que, sem Pitanta, se transformou em G-5


Fotos: Heverton Alessandro / Primeira Folha










A decisão do vereador Pitanta foi muito criticada, primeiro pelo colega Tavinho e, ao final da sessão, pelo novato Leonel José Pereira. Ambos qualificaram a decisão do veterano Pitanta como “uma traição, porque ele não honrou um documento que assinou”. Pitanta rebateu as críticas, argumentando que, por um período, emprestou apoio ao G-6, porque “não votaria no candidato do prefeito (Ronério), o vereador (Isnardo) Brant. Mas, depois, surgiu um fato novo. Eu não poderia votar contra o Nazareno, por vários motivos”, explicou. “Nossas esposas são primas-irmãs e o Nazareno abriu mão de uma candidatura a vice-prefeito, em meu favor. Isso gerou um compromisso”, afirmou. Detalhe: a candidatura de Pitanta não se consolidou. O vice de Ronério é o empresário Valmir.





Pitanta, na tribuna: "Eu não poderia votar contra o meu partido"



Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha


Porém, lembrou Pitanta, o fator decisivo foi a “posição do Diretório Municipal do DEM, que fechou questão em torno da candidatura do Nazareno. Eu não poderia votar contra o meu partido. É bom lembrar que os outros dois vereadores do PMDB não votaram no colega Tavinho, do mesmo partido”, ironizou.

“UM GRUPO INDEPENDENTE”

O G-6, agora esfacelado pela migração do vereador Pitanta para a Chapa 1, se autodenominava “um grupo independente”, mas não de oposição. Seus membros, quatro novatos e dois veteranos, queriam “mais autonomia”, em relação ao Executivo, e pretendiam eleger o presidente da Câmara de Palhoça. Porém, quando tudo parecia decidido, ocorreu aquilo que já era previsto. Uma reação do grupo ligado ao prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB).

De fato, seria difícil não acreditar numa reação. Afinal, os onze vereadores, eleitos e reeleitos, são filiados aos partidos da base de sustentação, ou seja, formam o grupo que elevou Ronério ao status de primeiro prefeito reeleito de Palhoça.

A mobilização que, ao que tudo indica, sepultou as ousadas pretensões do G-6, tornou-se realidade, na sexta-feira, 26 de dezembro. Ao final de um demorado encontro, o Diretório do Democratas fechou questão em torno do nome do vereador Nazareno Martins (DEM), como candidato de consenso, na sucessão de Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM). Na mesma reunião, ficou bem claro: os três vereadores do DEM, inclusive Pitanta, que ameaçava com uma rebeldia, deveriam votar na candidatura, que mais tarde foi oficializada como Chapa 1.

Inicialmente, o grupo liderado pelos três vereadores do DEM apoiaria o vereador Isnardo Brant (PMDB), aparentemente, o preferido do prefeito Ronério e seus principais aliados. Mas, por diversos fatores, diante da necessidade de unir o grupo, em torno de um candidato de consenso”, conforme explicaram as lideranças do DEM, surgiu o nome do veterano Nazareno Martins.

A decisão do DEM, de lançar candidato, significou um balde de água fria nos planos do Grupo dos Seis. Sem o voto do vereador Pitanta, Otávio Martins Filho (Tavinho, PMDB) e os quatro novatos – André Machado (PSDB); Nilson João Espíndola (PR); Arcendino José Cerino (Zunga – PR); e Leonel José Pereira (PDT) – não conseguiram a maioria (seis votos), para eleger o presidente. Que seria Tavinho.



Antes da votação, era visível o clima de tensão entre os vereadores

Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha


Antes da votação, que terminou já na madrugada do dia 2, a sessão foi suspensa duas vezes, quando foi proposto, ao grupo da Chapa 2, a migração de membros para a Chapa 1, “como maneira de se encontrar o consenso, o que tentamos de todas as formas”, conforme explicou Nazareno Martins. Mas eles preferiram “bater chapa”, como declarou Tavinho em plenário.


NAZARENO E A PROPORCIONALIDADE POSSÍVEL







Nazareno: “Família legislativa” em busca do consenso

Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha

Essa posição, segundo Nazareno Martins, derruba a tese de que a regra da proporcionalidade dos partidos na Mesa Diretora fora quebrada. A diretoria do Legislativo de Palhoça foi composta por dois vereadores do DEM (presidente e vice) e dois do PMDB, primeiro e segundo secretário. “Não podemos obrigar os outros partidos (PSDB, PDT e PR) a fazer parte da nossa chapa”, disse Nazareno. No caso, a proporcionalidade fica na base do “tanto quanto possível”. Mesmo assim, membros da Chapa 2 ameaçam recorrer à justiça.

A Mesa Diretora da Câmara de Palhoça, para o biênio 2009 / 2010, ficou assim composta: Nazareno Martins (DEM), presidente; Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), vice-presidente; Isnardo Brant (PMDB), primeiro secretário; Adelino Machado (Keka, PMDB), segundo secretário.




A Mesa Diretora: Isnardo Brant, Pitanta, Nazareno Martins e Adelino “Keka” Machado

Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha

VETERANO NO SEXTO MANDATO

Nazareno Martins, 56 anos, casado com Luci Pagani Martins, três filhos, já presidiu a Câmara em cinco oportunidades. Conquistou o primeiro mandato em 1976. Além de vereador, também foi vice-prefeito e secretário municipal.

Na noite de primeiro de janeiro, Nazareno propôs “a união da família legislativa”, como forma de eliminar desentendimentos resultantes do processo de escolha da Mesa Diretora. Prometeu lutar pela “regularização fundiária”, defendeu a realização de “audiências públicas nas mini-regiões”, e a criação da TV Câmara, viabilizando “uma maior transparência aos temas em debate”.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

RÁDIO CAMBIRELA TRANSMITE A POSSE DO PREFEITO, VICE E VEREADORES DE PALHOÇA

A Rádio Cambirela, que acompanhou toda a cerimônia de diplomação, na tarde de 12 de dezembro, no prédio da Câmara, no Loteamento Pagani, também vai transmitir o ato de posse do prefeito, do vice e dos vereadores eleitos de Palhoça, para o período legislativo 2009 / 2012.



Jornalista Baby Espíndola, entrevista o vereador Pitanta, um veterano de oito mandados
Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha


A transmissão começa às 19 horas, relatando tudo o que acontece nos bastidores, antes do ato oficial. Dois blocos políticos estão tentando se firmar, para conquistar a maioria dos votos (seis), para consolidar o nome do presidente da Mesa Diretora, para o biênio 2009 / 2012.

De um lado, o G-6, formado por dois veteranos e quatro vereadores novatos, tenta formar um bloco mais independente, em relação ao Executivo personalístico, comandado pelo prefeito reeleito, Ronério Heiderscheidt (PMDB).

De última hora, como carta na manga, uma reação do grupo liderado por Ronério, surge a candidatura de Nazareno Martins, imposta pelo DEM, com o apoio da bancada do PMDB. (Leia matérias sobre esse assunto).

O veterano Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), eleito para o oitavo mandato consecutivo, é o coringa, nesse jogo de poder. Se firmar posição na trincheira do DEM, desarticula o G-6, que passa a contar com Otávio Martins Filho (Tavinho, PMDB), e os estreantes André Machado (PSDB), Nilson João Espíndola (PR), Arcendino José Cerino (Zunga – PR), e Leonel José Pereira (PDT). Portanto, somente cinco votos, numa Câmara de onze cadeiras.

Há que se reconhecer, ainda, a habilidade de um principiante na política palhocense, o advogado Camilo Pagani Martins. Na função legal de vice-presidente do DEM, o jovem Camilo foi de fundamental importância na costura do acordo, que deverá indicar o nome do presidente do Legislativo. (Tem matéria detalhada nesse blog).

Para dinamizar ainda mais a transmissão, a Rádio Cambirela vai contar com os trabalhos de reportagem do jornalista J. Bulin. Baby Espíndola estará na coordenação dos trabalhos. A Cambirela também acompanha a cerimônia de posse do prefeito Djalma Berger (PSB) e vereadores de São José.

VICE-PREFEITO ASSUME PREFEITURA DE PALHOÇA, POR QUINZE DIAS

Logo após ser empossado, no cargo de prefeito, para o segundo mandato, Ronério Heiderscheidt (PMDB) deverá transmitir o cargo ao vice-prefeito, Valmir Walmor Schwindem (DEM).



Vice-prefeito Valmir Schwinden, com o juiz Vilmar Cardozo: prefeito por quinze dias

Foto: Heverton Alessandro / Primeira Folha

A fonte da informação é a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, que afirma que Ronério pretende “se afastar por quinze dias da Prefeitura de Palhoça”. Esse é um fato inédito. Pode ser traduzido como prestigiamento ao empresário “Valmir das Tintas”, um estreante na política.

A solenidade de posse do prefeito será conduzida pelo vereador mais velho, dentre os onze: Nazareno Martins. A cerimônia será realizada, às 20 horas do dia primeiro de janeiro, na Câmara de Vereadores, no Loteamento Pagani.

NOVOS E ANTIGOS POLÍTICOS. ANTIGOS E NOVOS DESAFIOS

A responsabilidade dos novos governantes e legisladores, para o período 2009 / 2012, vai além dos ensinamentos da cartilha formal. A Região Metropolitana de Florianópolis precisa se preparar para enfrentar graves desafios.

O sistema viário é ultrapassado, incapaz de acolher os milhares de veículos que, mensalmente, são despejados nas ruas. O transporte público, que poderá reduzir o caos no trânsito, é outro desafio a exigir soluções. A Saúde Pública, nem de longe, consegue amenizar o sofrimento da população. A Educação prioriza a quantidade de alunos matriculados, em detrimento da qualidade do ensino.

E, o pior dos problemas, a criminalidade, é um monstro errante, descontrolado e ensandecido. A violência precisa muito mais do que discurso e retórica. Exige investimentos e ações rigorosas dos administradores públicos e legisladores.

O saneamento básico, como plataforma para eliminar os riscos de enchentes e deslizamentos, está, desde agora, cobrando mais planejamento e medidas preventivas.

Para discorrer, breve e superficialmente, sobre esse tema, tomo emprestadas algumas palavras do juiz eleitoral, Vilmar Cardozo , pronunciadas, em tom de aconselhamento, na cerimônia de diplomação dos eleitos, em 12 de dezembro.


Prefeito Ronério, recebe o diploma do juiz eleitoral, Vilmar Cardozo: reflexão para o futuro.

Foto: Heverton Alessando / Primeira Folha

Do magistrado, em seu discurso nada econômico em metáforas, partiu um sutil recado, aos poderes Executivo e Legislativo. Citando a tragédia das enchentes e deslizamentos – que resultaram, até agora, em mais de 130 vítimas oficialmente confirmadas, e causaram prejuízos incalculáveis, aos catarinenses –, o juiz Vilmar Cardozo lembrou “a responsabilidade de quem exerce uma atividade pública”, no sentido de planejar, de exercer a autoridade legal, para evitar ocupações irregulares às margens de rios, valas e encostas.

Faz sentido, sua advertência. No Vale do Itajaí, muitas das vítimas fatais e alguns milhares de desabrigados e desalojados, são membros de famílias que migraram das várzeas e baixadas – onde sofreram duras perdas com inundações –, para as encostas. Ocorre que, no Vale do Itajaí, como nas demais cidades catarinenses e brasileiras, por extensão, não há um rigoroso planejamento, para definir a ocupação do solo.

Para não adotar medidas consideradas antipáticas, o que pode significar a perda de votos, as autoridades fazem vistas grossas à desordem de loteamentos, alguns até clandestinos, que nas últimas décadas proliferaram nas margens de rios, valas e nas encostas. Aqueles que evitam tomar medidas antipáticas, impedindo tais loteamentos e construções, agora contabilizam as perdas e ajudam a recolher os cadáveres, dentre os escombros, lama e entulhos.

Que as autoridades de Palhoça, do Executivo, do Legislativo e do Ministério Público tenham aprendido uma lição, com a tragédia que enlutou Santa Catarina, e que, a partir do aconselhamento do juiz Vilmar Cardozo, agendem projetos e ações. O juiz Cardozo, foi discreto, mas transmitiu um importante recado.

NAZARENO MARTINS É O CANDIDATO DE CONSENSO PARA O LEGISLATIVO DE PALHOÇA

Durante quase um mês, o G-6, um grupo dissidente, mas não de oposição, reinou absoluto. Seus membros, quatro novatos e dois veteranos, queriam “mais autonomia”, em relação ao Executivo, e pretendiam eleger o presidente da Câmara de Palhoça. Porém, quando tudo parecia decidido, ocorreu aquilo que já era previsto. Uma reação do grupo ligado ao prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB).

De fato, seria difícil não acreditar numa reação. Afinal, os onze vereadores, eleitos e reeleitos, são filiados aos partidos da base de sustentação, ou seja, formam o grupo que elevou Ronério ao status de primeiro prefeito reeleito de Palhoça.

A mobilização que, ao que tudo indica, sepultou as ousadas pretensões do G-6, tornou-se realidade, na sexta-feira, 26 de dezembro. Ao final de um demorado encontro, o Diretório do Democratas fechou questão em torno do nome do vereador Nazareno Martins (DEM), como candidato de consenso, na sucessão de Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM).

O vice-presidente do Diretório Municipal do DEM, o advogado Camilo Pagani Martins, revelou que, antes da reunião decisiva, “fizemos várias consultas aos demais partidos”. Em princípio – revelou – o candidato do grupo seria o vereador Isnardo Brant (PMDB), aparentemente, o preferido do prefeito Ronério e seus principais aliados. Mas, “por diversos fatores”, conforme explicou Camilo Martins, “diante da necessidade de unir o grupo, em torno de um candidato de consenso”, surgiu o nome do veterano Nazareno Martins.


Nazareno Martins, candidato de consenso

Foto: Heverton Alessando / Primeira Folha



Camilo Martins revelou, ainda, que é determinação do Diretório, que os três vereadores do DEM votem no “nome de consenso escolhido”, em primeiro de janeiro. Essa recomendação inclui o vereador Pitanta, até então considerado um rebelde, que formaria trincheira com o G-6.

Procurado pela reportagem, no final da tarde de terça-feira, 30, Pitanta confirmou seu apoio à candidatura Nazareno Martins. E justificou: “Não posso votar diferente. Afinal, o DEM fechou questão, para apoiar o Nazareno, que inclusive tem o apoio do PMDB. Minha posição é de apoio à decisão do Diretório do DEM. Nazareno Martins é um bom nome”, afirmou Pitanta.

A decisão do DEM, de lançar candidato, significou um balde de água fria nos planos do Grupo dos 6. Sem o voto do vereador Pitanta, Otávio Martins Filho (Tavinho, PMDB) e os quatro novatos – André Machado (PSDB); Nilson João Espíndola (PR); Arcendino José Cerino (Zunga – PR); e Leonel José Pereira (PDT) – não têm maioria para eleger o presidente. Que seria Tavinho.

Inicialmente, segundo informou Camilo Martins, Tavinho foi convidado a fazer parte da Mesa Diretora, mas, como tentou resistir na tarefa de recuperação do G-6, acabou ficando de fora da composição. “O Tavinho é um amigo, um parceiro”, disse Camilo, que acredita que “ele (Tavinho) vai apoiar o nosso grupo”. Para que Tavinho tome assento à Mesa Diretora, alguém (Pitanta, Brant ou Keka) terá que desistir do posto. Tudo é possível.

Ainda segundo informações do vice-presidente do DEM, a chapa de consenso, encabeçada pelo vereador Nazareno, conta com “o apoio do prefeito Ronério”.

Se o acordo for mantido até a noite de primeiro de janeiro, a Mesa Diretora da Câmara de Palhoça, para o biênio 2009 / 2010, ficará assim composta: Nazareno Martins (DEM), presidente; Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), vice-presidente; Isnardo Brant (PMDB), primeiro secretário; Adelino Machado (Keka, PMDB), segundo secretário.

MOBILIZAÇÃO DO DEM DESARTICOU OS PLANOS DO G-6, EM PALHOÇA

A proposta do G-6, para a composição da Mesa Diretora da Câmara, se descortinava como um cenário nada promissor, para as pretensões do prefeito Ronério, reeleito com mais de 73 por cento dos votos válidos.

Fato é que, se a sementinha lançada à terra fértil da dissidência germinasse, o G-6 poderia crescer como uma árvore robusta, capaz de provocar alguma sombra nos sóis da Nova Palhoça. Na verdade, a posse do prefeito reeleito, do vice estreante (Valmir Walmor Schwindem, DEM), e dos onze vereadores, significa muito mais do que o ato formal deixa transparecer. Muito mais está em jogo. É a sedução do poder.

Alguns dos membros do G-6 insistem em afirmar que não se trata de um grupo de oposição ao prefeito Ronério. Porém, tudo indica que, no segundo mandato, o prefeito Ronério, que não enfrentou oposição até agora, poderia, sim, tropeçar em algumas dificuldades, no relacionamento com o Legislativo. Isso, se vingar o projeto do G-6, o que parece impossível. Diziam os “amotinados”, que o G-6 deveria “ agir com autonomia em relação ao Executivo”.

Mesmo não sendo um grupo de oposição, pois seus membros ajudaram a eleger Ronério, com certeza, mudaria o modelo de relacionamento entre o Legislativo e o Executivo.

Há que se admitir que eleição para a presidência do Poder Legislativo, em qualquer estágio, é sempre um ponto de interrogação. O mais sensato, mesmo, é esperar a contagem dos votos, em primeiro de janeiro.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

UM NATAL DE CONSCIÊNCIA

É um costume muito antigo...
Todos os anos,
na festa comemorativa ao nascimento de Jesus,
o convidado de honra é sempre o Papai Noel.
E nem é preciso expulsar o bom-velhinho,
que alegra as festas,
com sorrisos e carinho.

Mas, neste Natal,
abra as portas da sua consciência
e convide Jesus para a festa na sua casa.
Jesus deve ser o convidado especial,
pois Ele é o motivo da festa.

Se Jesus estiver sangrando,
cure suas feridas.
Se ele chorar lágrimas milenares de dor,
enxugue Seu rosto sofredor.

Console Jesus com cantigas e orações.
Se Jesus resolver falar,
escute suas palavras,
pois são verbos, parábolas
e metáforas de muita sabedoria.

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Silêncio, por favor, silêncio...
baixem a música...

Ouço passos... um choro, um gemido...
talvez um lamento...
Pode ser Jesus chegando,
nosso ilustre convidado.

– Então, venha até nós, Jesus!
Portas e janelas de nossas consciências
estão finalmente abertas.
Venha nos ensinar Sua santa sabedoria,
tudo aquilo que, dois mil anos depois,
já estamos esquecendo.

< . >

Sem o Senhor Jesus, acredite, a Festa de Natal não tem graça,
pois não faz sentido festejar,
sem a presença do aniversariante.

Portanto, neste Natal,
abra as portas e janelas de sua vida,
de suja consciência,
e deixe Jesus entrar.

Jesus deve ser o convidado especial,
pois Ele é o verdadeiro motivo da festa.

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Fpolis, noite de 03 de Dezembro 2008


(Baby Espíndola)

domingo, dezembro 07, 2008

TRÊS GERAÇÕES DE FERAS DO JORNALISMO E DA RÁDIO-DIFUSÃO, NA FESTA DA ACI

A festa de final de ano, promovida pela Associação Catarinense de Imprensa, segundo comentário de uma jovem jornalista, “foi um arraso”.

Jornalistas, radialistas e profissionais da publicidade, além de familiares e convidados especiais, participaram da confraternização, na Sede Balneária da ABO – Associação Brasileira de Odontologia -, à Rodovia SC-401, em Vargem Pequena, Florianópolis, no sábado, 06 de dezembro.

Nem mesmo o desconforto das filas, na SC-401, há duas semanas interditada, em virtude da queda de uma barreira, foi capaz de ofuscar o evento.

Profissionais da comunicação, representantes de três gerações, uns muito saudosistas, outros bastante entusiasmados com as novas ferramentas do jornalismo, trocaram idéias, inventariaram alguns feitos, projetaram empreendimentos futuros.

A Rádio Cambirela esteve no evento dos jornalistas e radialistas, que teve como pano de fundo, as celebrações dos 40 anos da Associação Catarinense de Imprensa – ACI – e o centenário da Associação Brasileira de Imprensa – ABI.

Rever amigos, é sempre muito agradável. Por exemplo, conversei muito com Osmar Ayres Teixeira, com quem trabalhei na Rádio Guarujá, TV Catarinense (RBS) e jornal A Notícia, sucursal de Florianópolis. Lá também estavam, entre outros, Aldo Granjeiro, meu primeiro editor, no velho jornal O Estado. “Seu” Osmar (Sch ...), com aquele sobrenome complicadíssimo, que nem arrisco rabiscar. O veterano Osmar carimbou meu primeiro contrato, como jornalista, em 1975, no “mais antigo”, infelizmente, desaparecido.

Contactei com Marcos Bedin, de Chapecó, no velho Oeste Catarinense. Nossa relação profissional sempre foi assim: eu, em Florianópolis (O Estado, Jornal de Santa Catarina, AN, Diário Catarinense), Bedin, em Chapecó. Raul Sartori, respeitável colunista, também estava lá.

O mais consagrado plantão esportivo do rádio catarinense, Luiz Osnildo Martinelli, ainda se recuperando de um problema de saúde, marcou presença e foi aplaudido, de pé, pelos legítimos representantes de três gerações. O mesmo ocorreu, quando foi citado o nome do veterano de guerra das redações, Silva Júnior.

Moacir Pereira, falando aos colegas de trabalho, familiares e convidados, fez uma reflexão sobre a importância da liberdade de imprensa. Os mesmos conselhos que dele ouvi, quando passei a trilhar nos corredores de O Estado. Liberdade e ética!

Alguém conhece o cantor Roberto Alves? Pois olha, confesso que o cronista e comentarista de esportes é um excelente cantor. Afinadíssimo, está prontinho para gravar. Não gravei o áudio. Mas eternizei o especial momento, com uma boa imagem. Que Vale mais que muitas palavras.

Mantive um rápido contato com Vitor (...), com quem trabalhei no DC, na primeira equipe, nos anos 80. Juntos, passamos maus momentos, a bordo de um navio. Revelo o fato em rápidas palavras:

Os tripulantes de um navio, de bandeira árabe, assassinaram o comandante, no porto de Itajaí, e fugiram para o porto de Imbituba, onde atracaram o navio e se amotinaram. Situação de alto risco. Entramos no navio, meio que forçando a barra, eu como repórter, o Vitor – à época estagiário, “foquinha” da redação do DC –, como tradutor. No momento crucial da confusão, fomos cercados por “piratas”, com argolas nas orelhas e adagas afiadas. Mas, terminou tudo bem, e a reportagem, de página dupla, saiu no DC.

Para a Rádio Cambirela, entrevistei o presidente da Associação Catarinense de Imprensa, jornalista Ademir Arnon, e Roberto Salun, que está de volta à televisão, via TVBV. São entrevistas reveladoras, que serão apresentadas, nos próximos dias, no Conexão Cambirela (
www.radiocambirela.com.br), às 8h15 e 18 horas.

Porém, dentre tantos amigos, que tive a oportunidade de ouvir novidades, relatos emocionados de grandes feitos, dedico menção honrosa ao jornalista / radialista Júlio Ramos. Trabalhei com Ramos, na espetacular Rádio Mirador, de Rio do Sul, Alto Vale do Itajaí, no período em que Collor de Mello derrotou Lula da Silva, se tornou presidente e... Quando ele despencou do Planalto, pela porta dos fundos, eu já estava retornando à Grande Florianópolis, para fundar o jornal O Metropolitano.

Na Mirador, escola da radiodifusão no Sul do Brasil, dirigi e editei jornalismo, contando com o jovem talentoso, Júlio Ramos, que tive a honra de reencontrar e abraçar, no sábado, 06 de dezembro, na festa da ACI. Claro, gravei uma boa conversa com Ramos, para os ouvintes da Cambirela.

Era uma boa equipe, aquela da Mirador, sob o comando do saudoso Osni Gonçalves. Baby Espíndola na reportagem, redação, edição e também apresentação. Nilton Waltrick nos microfones. Que voz!, que sensibilidade na interpretação da “Crônica do Acontecido”, com textos de minha autoria.

Júlio Ramos, Siqueira Júnior, Rogério Fernandes, na reportagem, que também contava com Gilberto Luz, “o Repórter Picapau”. Gilberto Luz, ex-Programa César Souza, ex-Ric / Record, soube, como ninguém, utilizar os recursos da Unimóvel Mirador. Um show de informação.

Gilberto Luz estréia na Rádio Cambirela, em 15 de dezembro, com o programa “Tarde Total Cambirela”. Júlio Ramos poderá ser a voz da Rádio Cambirela, no Alto Vale do Itajaí. Estamos conversando.

Mesmo admitindo que é uma injustiça, resumir a nominata de feras do jornalismo e da rádio-difusão a algumas citações, paro por aqui. Pedindo, antecipadamente, escusas pela ausência de outros nomes. Apenas tentei recordar de fatos e nomes de profissionais, com quem tive um contato mais direto.

Um imenso abraço a todos, aos jovens e aos veteranos de guerra das redações e apaixonados pela “latinha”.
ALGUMAS FOTOS
Embora sem muita qualidade, devido a um problema técnico (uma estranha entrada falsa de luz - isso é possível, numa digital?), o que inviabiliza alguns flagrantes importantes, estou postando algumas fotos. Se algum colega quiser enviar fotos melhores, agradeço.



Osmar Teixeira e Luiz Osnildo Martinelli, que se recupera de um problema de saúde

Adenir Arnon, na luta pela união da classe de jornalistas e radialistas

O cantor Roberto Alves conquistou aplausos e provocou fortes emoções

A Rádio Cambirela, presente na festa da Associação Catarinense de Imprensa. Entrevistas com Roberto Salum (foto ao lado) e Júlio Ramos

Muitos brindes foram sorteados, em clima de descontração. O sortudo Roberto Salum ganhou uma viagem aérea da Tam. Na foto, Salum recebe a passagem, das mãos do Gerente Comercial da Tam, Wanderlei Fraga