sexta-feira, abril 25, 2008

CASO ISABELLA: POR QUE OS FILHOS DA CLASSE MÉDIA ESTÃO MATANDO TANTO

Com a reconstituição do crime, a ser realizada nesse domingo, na verdade um show de mídia e marketing, com certeza, ficará ainda mais evidente a culpa do casal Alexandre (pé de chinelo ensangüentado) Nardoni e Anna Carolina (madrasta malvada) Jatobá. O pai de Isabella, torturada e assassinada aos cinco anos, no final da noite de 29 de março, na Zona Norte de São Paulo, a cada dia mais se assemelha ao personagem humorístico Nerso da Capitinga. E a madrasta da criança, está se preparando para o BBB 2009, por sua especialidade em chorar e mentir.

O cerco aos dois indiciados, está se fechando - e, no circo da televisão, foram reprovados. Uma gota de sangue, num pé de sapato de Anna Jatobá, e resíduos de vômito da filha, na camiseta de Alexandre, são trunfos que a polícia e o Ministério Público guardaram a sete chaves, e que só foram revelados, em forma de interrogatório, quando os dois prestaram depoimentos, pela segunda vez.

É revoltante! De tanto sofrer nas mãos dos dois facínoras, a indefesa criancinha vomitou, enquanto agonizava, no interior do apartamentos dos horrores. Ah, o que milhares de brasileiros não dariam, para entrar naquele apartamento, no sexto andar do Edifício London, no momento em que Isabella era torturada!

Mas, que motivos tinham o pai e a madrasta, para torturar e matar a criança? Nenhum argumento, você poderá encontrar nas conjunturas da racionalidade. Poucas horas após o crime, quando surgiu a primeira suspeita sobre o casal, escrevi "Das criancinhas, é o reino dos céus". Um ensaio, postado nesse blog, que tenta buscar explicações, no reino animal, no mundo das feras ditas irracionais, explicações para a barbárie que vitimou Isabella. Se você ainda não leu, procure no índice desse blog.

Queria dizer, ainda, que logo, logo, vai começar o show da justiça, com o “Caso Isabella” esperando numa fila, que já tem quase 800 mil processos, a espera de decisão. Um recurso dos advogados do casal, deverá jogar o inquérito nos “porões” do Tribunal de Justiça de São Paulo, por tempo indeterminado. Para julgar um recurso, o TJ leva em média três anos.

Porém, se as autoridades não agirem com o rigor que o caso exige, se um hábeas corpus ou qualquer porcaria jurídica permitir que Alexandre e Anna Jatobá continuem soltos, provavelmente serão escalpelados pela multidão enfurecida. As mentiras dos indiciados e o show dos advogados do casal já exasperaram a opinião pública, principalmente após aquele grotesco espetáculo, que foi a entrevista de Alexandre e Anna Jatobá, no Fantástico, da Rede Globo, na noite de 20 de abril.

Mas, essa é uma reação passageira. A população não poderá permanecer, indefinidamente, em frente aos portões das famílias Nardoni e Jatobá. Até porque, outras tragédias vão acontecendo, e a população já anestesiada e derrotada pelos bandidos entrincheirados atrás do muro da impunidade, vai esquecendo o que antes aconteceu.

Chegará o dia em que a menina Isabella será apenas um nome, numa lápide de um cemitério da classe média alta de São Paulo. Uma lembrança a mais, apenas.

Pretendo, ainda, repreender a grande mídia nacional, particularmente a televisão, que se tornou repetitiva e enfadonha. Ao passar horas, repetindo os mesmos fatos sobre o caso, a mídia eletrônica está esquecendo de debater o tema principal:

Por que os filhos da classe média estão cometendo crimes tão bárbaros? Por que estão matando tanto, inclusive dentro das próprias casas de suas famílias?

Mesmo sem grandes conjecturas, arrisco responder com os argumentos que já são do conhecimento de uma grande maioria. Porque eles têm acesso a tudo, sem limites. Porque a educação que recebem dos pais e até nos colégios particulares, é extremamente permissiva. Porque não respeitam regras e tudo podem. Quando se metem em encrenca, inclusive crimes contra a vida, o dinheiro do papai e da mamãe compra o trabalho e até a consciência de advogados de péssima formação moral, profissionais que desconhecem completamente as regras da ética. Em alguns casos, os criminosos da classe média compram até a Justiça, que, em se tratando de réus protegidos por advogados bem pagos, torna-se extremamente lenta, a ponto de perder corrida para tartaruga de três pernas. Cometem crimes bárbaros, rindo, sem nenhuma preocupação. Porque são protegidos pelo IBI – Instituto Brasileiro da Impunidade.

Vale frisar, mais uma vez, a incrível habilidade da família Nardoni, na arte de quase ocultar provas do crime. A polícia suspeita que o pai de Alexandre, o advogado Antônio Nardoni, ou a tia e madrinha de Isabella, Cristiane Nardoni, que um dos dois, ou ambos, teriam realizado uma faxina quase perfeita, no cenário da tragédia. Quase desapareceram com as manchas do sangue da menina. Ou, essa habilidade deve ser creditada a Anna Jatobá? Quem tentou ocultar as provas do crime – o que só não ocorreu, graças à eficiência da perícia –, nunca mais ficará sem emprego. E, no futuro, talvez, até demonstre suas habilidades, limpando banheiros, na cadeia.

Baby Espíndola


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COMENTÁRIO:

Data:

Fri, 2 May 2008 20:11:53 -0300

De:

"João Pedro dos Santos Neves"
O Yahoo! DomainKeys confirmou que esta mensagem foi realmente enviada pelo gmail.com. Mais informações

Para:

"Luiz Carlos Espíndola"

Assunto: I

sabella

O resultado de uma má educação, aquela "filho de papai", aquela proteção incondicional que desprotege, aquela educação de passar a mão na cabeça quando o filho faz um pequeno delito, esse é o resultado do assassinato da menina Isabela, é o resultado de Alexandre Nardoni se sentir superior, que a justiça não vai alcançá-lo, que a justiça só pune os pobres. Essa educação e idéia de o mais importante é não ser pego, e não o que se faz de errado, está levando os jovens a serem assassinos e traficantes, pensam que é mais importante ter um carrão do ano, não importa como e os meios de conseguir. Nós somos melhores porque na nossa geração tínhamos ideais, lutávamos por uma causa, pela moral, pela a natureza. E hoje, nada.

Hoje, o pior que vemos na imprensa em geral não destacando, que os pais (a família inteira, incluindo mulheres) de Alexandre Nardoni protege dois assassinos, e estão todos unidos para que eles não seja punidos. Então não importa o que eles fizeram, e então continuam apoiando, eles não se importam com a morte da menina Isabella. Todo dia vemos que toda a família sabe da verdade; E com a maior cara de pau, afrontando nossa inteligência e moral defendendo esses assassinos. A imprensa devia destacar isso, ou pelo menos não dar microfone para essa família falar.

João Pedro

(João Pedro é Diretor do Jornal Folha de Santa Catarina)


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RÁDIO CAMBIRELA

Em breve, no ar.

De Palhoça para o mundo.



Faltam só mais alguns detalhes técnicos e burocráticos.

www.RADIOCAMBIRELA.com.br

terça-feira, abril 22, 2008

OS FAXINEIROS DA FAMÍLIA NARDONI

Quem tentou limpar a cena do crime? E por que os depoimentos da família Nardoni, marcados para a tarde de segunda-feira, 22, foram adiados?

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo estão intrigados, com um questionamento, ainda sem resposta. Quem é o exímio faxineiro da família Nardoni? Quem, com experiência de perito em crime, quase desapareceu com o rastro de sangue, do carro de Alexandre, passando pela garagem, e da porta do apartamento, até a janela do quarto do apartamento 62, do sexto andar do Edifício London, de onde Isabella foi jogada para o abismo fatal.

Esse eficaz faxineiro é o pai de Alexandre, o advogado Antônio Nardoni, o arquiteto de toda a artimanha da defesa? Ou ele é simplesmente o mentor da estratégia de limpar as pistas do crime, que os peritos do IML e do Instituto de Criminalística somente conseguiram restaurar, graças ao luminol e equipamentos modernos, recentemente introduzidos no setor de perícia da polícia de São Paulo.

Ou o eficiente serviço de faxina, que incluiu até a lavagem, com detergente, de uma fralda e de uma toalha, foi realizado por Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, que esteve no apartamento, logo após o crime. Segundo a polícia, a fralda e a toalha foram utilizadas para limpar o sangue da testa de Isabella, após a primeira cena de tortura, ainda no carro dos horrores.

Ou o próprio Alexandre e Anna madrasta Jatobá, antes ou após a queda mortal da menina, passaram a agir como faxineiros, apressados, na intenção de apagar as pistas. Não contavam, é claro, com os equipamentos modernos de perícia.

Verdade é que, o pai e a madrasta de Isabella, desde o primeiro momento, imediatamente após a tragédia, se preocuparam só com eles próprios, com a sua segurança. Telefonaram para os papais Nardoni e Jatobá, para contar não se sabe o quê. Buscaram a auto proteção e esqueceram de ligar para o socorro. Talvez, não fosse conveniente um socorro muito rápido. Os socorristas foram alertados por um vizinho, depois pelo porteiro.

Enquanto isso, a menina Isabella, aos cinco anos, agonizava na grama fria da noite.

Com base nessa certeza científica, de que houve uma faxina, no carro e no apartamento do casal indiciado, a polícia vai ouvir, na tarde desta terça-feira, 22, os depoimentos de Antônio e Cristiane Nardoni. É possível que um deles, ou ambos, também sejam indiciados, principalmente por obstrução ao trabalho da polícia judiciária e ocultação de provas.

Há que se admitir que a família Nardoni é perita na arte da faxina. Quem tentou ocultar as provas do crime – o que só não ocorreu, graças à eficiência da perícia –, nunca mais ficará sem emprego, e talvez até demonstre suas habilidades, limpando banheiros, na cadeia.

Baby Espíndola

BIG BROTHER NARDONI JATOBÁ: UMA REUNIÃO DE CANALHAS, NA TELEVISÃO

Com sua morte, involuntariamente, a menina Isabella projetou, aqueles que deveriam protegê-la e não o fizeram, a um suposto estrelato. O pai, o pé de chinelo (ensangüentado) Alexandre Nardoni, que aos 29 anos ainda não encontrou um caminho para definir a vida, mais parece um humorista de programa barato. Fala, ri e finge chorar, como um personagem cômico da Globo, o tal Nerso da Capitinga. A madrasta Anna malvada Jatobá, aprendeu a arte do choro, não por sofrimento pela menina Isabella, mas para livrar o próprio couro. Segundo estudiosos da Psicologia, todo psicopata finge, dissimula com perfeição e acaba acreditando na própria mentira, como um filme da vida.

Assim, se apresentaram Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, no Fantástico, naquela tentativa malsucedida de ludibriar a opinião pública. Mas, tudo deu errado. Nem as lágrimas quase naturais da megera, nem as quase lágrimas de Alexandre, sensibilizaram os brasileiros. Que se tornaram mais hostis contra o casal, a ponto de tentar invadir o condomínio, onde moram os Jatobá, em Guarulhos, São Paulo.

Aquela palhaçada, peça vulgar de teatro, encenada pelo casal Alexandre e Anna Jatobá (indiciados por homicídio doloso), sob a direção de dois advogados contratados, seguindo roteiro elaborado pelo próprio avô da vítima, o também advogado Antônio Nardoni, em nada resultou. Até porque, pressionada pela opinião pública, a própria Rede Globo confrontou, no Jornal Nacional de segunda-feira, 21, a versão chula do casal indiciado, com as provas periciais, incontestáveis, diga-se.

No Fantástico da noite de 20 de abril, em matéria de 35 minutos, os indiciados pela morte da menina Isabella, Alexandre Nardoni, o pai, e Anna Jatobá, a malvada madrasta, juraram inocência e insistiram na versão de que uma terceira pessoa esteve no apartamento. Um vulto, que espancou e esganou Isabella, cortou uma rede de proteção da janela, e atirou a criança do sexto andar do Edifício London, e saiu sem ser visto.

Muito estranho!... O misterioso criminoso não arrombou a porta, não deixou digitais, não produziu pegadas, nada roubou, e evaporou. Mas, antes de sair, teve o cuidado de lavar uma toalha e uma fralda que, mesmo assim, guardaram vestígios do sangue da criança. E, o mais intrigante: Esse sinistro criminoso, agrediu a menina dentro do carro do casal, onde ficaram marcas da violência, e a transportou, pingando sangue, até o apartamento.

Um palpite: foi o “fantasma da ópera”. Outro palpite: foi o lobisomem, cruz credo. Alexandre e Anna Jatobá deveriam ter um mínino de vergonha, pelo roteiro vulgar de filme de terror que inventaram.

Um terceiro e último palpite, não desejo arriscar, preferindo acreditar no trabalho da Polícia Civil de São Paulo, no encaminhamento que o Ministério Público dará ao caso, e que a Justiça cumpra o seu papel. Que não decepcione os brasileiros, como já ocorreu em outros fatos também gravíssimos. Pena máxima, 30 anos de cadeia, sem regalias para os trapalhões sádicos e dissimulados.

E, pelo menos, mais dez anos, pela cretinice de proporcionar aquele espetáculo grosseiro, no Fantástico. Aquilo não foi uma entrevista. Mais se assemelhou a uma reunião de canalhas. Numa entrevista decente, o entrevistador faz perguntas aos entrevistados. E, quando não obtém resposta, insiste na questão. Aquele circo, montado pela Globo, visando unicamente o prestígio da exclusividade e a conseqüente audiência, foi um “acordo de compadres”.

Segundo informações, ficou acertado, com antecedência, que o casal concederia a entrevista, desde que perguntas comprometedoras fossem evitadas. Por isso, Alexandre e Anna madrasta falaram como bem desejaram, choraram e insinuaram um sofrimento, que bem caracteriza o desespero de ambos, a caminho do corredor do presídio.

Ah, se fosse em outro país!... Câmara de gás, injeção letal, fuzilamento, ou a forca, em praça pública, como no Velho Oeste. No mínimo, prisão perpétua.

Ainda sobre as pretensões dos aspirantes ao estrelato, diria que o teste não foi muito promissor para as carreiras artísticas do casal Alexandre / Anna Jatobá.

Anna madrasta até que chorou convenientemente e até dispensou legendas, na tradução das lágrimas. Mas não creio que seja convocada para o BBB 2009, ou para um papel na novela das-oito, que começa às nove. (Por falar nisso, na novela das-oito, uma madrasta tentou afogar um menino num lago, lembram? A escola da ficção, parece muito eficiente, com possível influência nos dramas da vida real). Pousar nua para a Playboy?, também não está com essa bola toda. Talvez, Anna dissimulada até desperte a atenção de algum produtor de calendário de borracharia.

Alexandre foi reprovado, completamente, no teste do dramalhão. Não tem talento para as artes dramáticas. Não decorou a fala, conforme foi ensaiado com os advogados, e quando abriu a boca, foi insistentemente atropelado pela Anna. Além disso, ele ficou o tempo todo olhando de lado para o pai e o advogado, que estavam a sua direita, fora do olho das câmeras, passando orientações. Um vexame, a interpretação de Alexandre. Se bem que, com uma mesada do pai, mais uma, ele poderá criar o BBBNJ, Big Brother Brasil Nardoni Jatobá.

Mas, por favor, poupem os brasileiros, que ainda estão em estado de choque, pela maneira trágica como a menina Isabella foi assassinada, de outra trapalhada mal ensaiada. Outra reunião de canalhas, os brasileiros não vão suportar.

Baby Espíndola

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COMENTÁRIO:

Martha Barbosa disse...
o acaso me trouxe aqui, e aqui fiquei lendo a matéria sobre o circo que se tranformou este crime.meu blog é marthacorreaonline.blogspot.com
11:16

segunda-feira, abril 21, 2008

EXPO PALHOÇA, UM EVENTO MARCADO POR BONS SHOWS E IMPECÁVEL SEGURANÇA

Segunda-feira, 21 de abril, último dia para conferir o que Palhoça, cidade da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, produz e coloca à disposição do público, nos mercados interno e externo, produção que você encontra em 144 estandes, muito bem distribuídos, numa área estrutural de 28.000 metros quadrados, no Parque Residencial Pagani, a menos de 500 metros da BR-101. Na abertura, na noite de sexta-feira, Teodoro e Sampaio arrancaram os aplausos do público.

A Expo Palhoça, a primeira edição da feira de negócios, que abriu os portões aos visitantes, na sexta-feira, encerra suas atividades, com grandes atrações, com destaque para a dupla sertaneja Bruno e Marrone. Mas, antes, desfilam atrações folclóricas, como Boi-de-Mamão (Filhos da Terra), Maracatu, apresentações das bandas Dazaranha, Chão Batido, Edu Ribeiro, Marina Elali, Willian & Renan, e Gabriel Reis.

Durante quatro dias, a potencialidade econômica do município, no setor de comércio, indústria, turismo e serviços, foi apresentada para os catarinenses e visitantes de outros estados. A estimativa dos organizadores, segundo informou a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, é de movimentar mais de R$ 500 mil em negócios na Expo Palhoça 2008 e atrair cerca de 120 mil pessoas.


A feira é uma atração inédita da programação relativa aos 114 anos de emancipação de Palhoça, data a ser comemorada em 24 de abril.

Prefeito Ronério com a placa conferida pelo jornal Gazeta Mercantil, em junho de 2007, a marca do empreendedorismo: "Palhoça 25a. cidade mais dinâmica do Brasil"



SEGURANÇA ACIMA DE TUDO

O quesito segurança tem sido fator preponderante para o sucesso da Expo Palhoça 2008. Até a noite de sábado, segundo dia do evento, nenhuma ocorrência tinha sido registrada, por conta, justamente, do estratégico sistema de segurança montado dentro e fora do palco da festa.

Na noite de sábado, cerca de 160 profissionais de segurança garantiram a tranqüilidade do evento. Das tropas da Polícia Militar, sob a coordenação do comando da Guarnição Especial de Palhoça, foram deslocados 90 policiais fardados. Além disso, um contingente não definido de agentes da P2, setor de inteligência da Polícia Militar, vasculhavam toda a área, em busca de qualquer foco de distúrbio. Ao primeiro sinal vermelho, as tropas eram alertadas.

Além desses expoentes da segurança, também se entrincheiraram no quarteirão da Expo Palhoça, socorristas do Corpo de Bombeiros, e agentes da Polícia Civil e da Polícia Federal.

Com esse aparato de segurança, qualquer observador poderia detectar, que as ações dos chamados “malas”, elementos que procuram ambientes públicos para praticar o crime, furtos, roubo e até atentados contra a vida, foram sufocadas na origem. A eles, não restou outra alternativa senão bater em retirada. Por isso, até agora, a festa foi tranqüila.

UMA TRAGÉDIA, EM 2005

O prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), o Secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Josué da Silva Mattos, gestor geral do evento, e os demais organizadores e produtores, tinham motivação especial para adotar medidas preventivas, porque os palhocenses ainda estão traumatizados, com a tragédia ocorrida em 2005, durante a Festa do Divino.

Naquela ocasião, o pátio da Igreja Matriz, no centro histórico da cidade, foi palco de um tiroteio entre dezessete membros de gangues, que resultou na morte de duas pessoas, um bandido, menor de idade, e o motorista Noé Sebastião da Silva Santos, do grupo musical Garotos de Ouro, além de ferimentos em cinco vítimas. Foi um grande susto, num cenário de sangue e desespero. Pelo número de disparos feitos, foram poucas as vítimas, avaliaram, à época, as autoridades.

Três anos depois, o vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), ainda lembra da tragédia da Festa do Divino, que, segundo ele, “poderia ter sido bem pior”, devido aos mais de 30 tiros disparados pelos bandidos. Pitanta, que é presidente da Câmara, viu o motorista do grupo Garotos de Ouro, tombar com um tiro no peito. Ele se aproximara de um carrinho de cachorro-quente, quando começou o tiroteio. Acompanhado por duas filhas, o vereador ficou no meio do tiroteio entre gangues.


Vereador Pitanta ainda não esqueceu do Pânico, que o tiroteio provocou, na Festa do Divino


XÔ, PRAGA DO INFERNO!

Esse risco está completamente descartado na Expo Palhoça, assegura o Secretário Josué da Silva Mattos. Isso porque foi montado um eficiente esquema de segurança. O secretário detalha: “Temos a nossa segurança própria do evento, encarregada, entre outras atividades, da revista no portal de acesso. A entrada é gratuita, mas todos os visitantes são revistados, passando, inclusive, pelo detector de metal”.

Mas, a seleção, para separar o joio do trigo, começa muito antes do portão de acesso à Expo Palhoça. Várias viaturas, inclusive motocicletas, policiais a pé e montados a cavalo, formam uma trincheira, em frente ao portão principal e mesmo nas ruas de acesso ao Loteamento Pagani, justamente com o objetivo de afugentar os “malas”, traficantes, bêbados e delinqüentes em geral. “Xô, praga do inferno!”, desabafou um comerciante, que também assistiu ao tiroteio, em 2005.

UM SHOW DE SEGURANÇA

Josué reconhece que o esquema de segurança executado pela PM, PC PF e Corpo de Bombeiros surtiu o resultado esperado. “Os policiais deram um show de segurança”, afirmou o secretário. Além disso, “temos horário para começar e horário para encerrar. Todos os nossos eventos encerram exatamente à meia noite”, afirmou.

O fator segurança é ótimo para os visitantes da Expo Palhoça, evento programado para receber mais de 200 mil pessoas, segundo Josué Mattos. Se os portões fossem abertos, sem critério, sem revista, sem segurança, esse número poderia até ser multiplicado, devido à importância dos shows programados. Mas a organização fez a escolha certa: qualidade de público e não quantidade.

Esse critério, a priorização da qualidade do público, em detrimento da quantidade, foi adotado logo após a tragédia de 2005. Reuniões entre diversas autoridades foram realizadas, em Palhoça, para a definição de diretrizes para futuras festas e eventos. Depois do tiroteio da Festa do Divino, que abafou o som dos fogos de artifício, para obter alvará de funcionamento, dos organizadores e responsáveis por festas e eventos, passou a ser exigido “um plano de segurança”, com “critérios rigorosos”, uma exigência do próprio prefeito Ronério.



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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MANTÉM CONDENAÇÃO PARA ASSASSINO, DA FESTA DO DIVINO, EM 2005


Informação do site do Tribunal de Justiça, que Baby Espíndola Repórter foi buscar, para não deixar nenhuma dúvida:

""“A 3ª Câmara Criminal do TJ, em matéria sob relatoria do desembargador Alexandre D’Ivanenko, manteve decisão do Tribunal do Júri da Comarca de Palhoça, que condenou Wilson José do Amaral, por conta de um homicídio praticado durante a Festa do Divino, naquele município, na noite de 23 de maio de 2005.

“Segundo os autos, o crime pelo qual Wilson foi condenado - pena de 10 anos e três meses de reclusão -, ocorreu após confronto entre gangues rivais, durante a festividade religiosa, defronte à Igreja Matriz de Palhoça, oportunidade em que se registrou intenso tiroteio.

“Wilson, que empunhava um revólver calibre 44 niquelado, desferiu um tiro que acertou, mortalmente, Noé Sebastião da Silva Santos, um simples participante do evento e sem qualquer ligação com as gangues em guerra.

“A defesa de Wilson recorreu da decisão por considerá-la contrária à prova dos autos. O relator, contudo, negou provimento ao recurso com base nas testemunhas ouvidas, que garantiram que a única arma niquelada, vista naquela noite, estava em poder do réu.

“A perícia, por sua vez, confirmou que foi daquele revólver, que se registrou o disparo mortal. A Festa do Divino de 2005, em Palhoça, foi marcada ainda pela morte de um adolescente, baleado durante este mesmo tiroteio, em crime que resultou na condenação de Jonas da Silva – desafeto de Wilson – à pena de sete anos e seis meses de reclusão em regime fechado. A decisão de negar provimento a apelação foi unânime, com votos dos desembargadores Moacyr de Moraes Lima Filho e Roberto Lucas Pacheco. (Apelação Criminal 2007032994-9).""”

sábado, abril 19, 2008

CÂMARA APROVA FEDERALIZAÇÃO DE TRECHO RODOVIÁRIO, EM LAGUNA, SANTA CATARINA

Está no site da Câmara Federal. Matéria postada em 18 / 04 / 2008 – 19h40:

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou ontem, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 1871/07, do deputado Edinho Bez (PMDB-SC), que federaliza um trecho rodoviário de 4,98 quilômetros, que liga o Balneário Praia do Sol, no município de Laguna (SC), à rodovia BR 101. A comissão acatou o parecer do relator, deputado Fernando Coruja (PPS-SC). O projeto segue para análise do Senado.

Segundo o autor do projeto, a incorporação do trecho ao Plano Nacional de Viação vai facilitar o acesso de turistas às praias catarinenses. "O trecho rodoviário, ainda em fase de pavimentação, depende apenas da conclusão dessa obra para facilitar ainda mais a promoção de novas atividades e de investimentos adequados para o crescimento dessa região", justificou.

Edinho Bez: “Investimentos para o crescimento da região"

Reportagem - Maria Neves
Edição - Francisco Brandão


(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

Caráter conclusivo

Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra);
- se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total).
Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.

Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856

quinta-feira, abril 17, 2008

CASO ISABELLA: MENTES PERVERTIDAS, CRIMES HEDIONDOS

À medida em que a polícia aumenta o cerco ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, e, principalmente, após a revelação de detalhes intrigantes do depoimento da mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, mais e mais os suspeitos de assassinato, o pai e a madrasta, se encaixam no perfil traçado no ensaio, publicado por Baby Espíndola Repórter, em 3 de abril, poucos dias após a morte da criança.

Sou jornalista profissional, não psicólogo de formação, mas apaixonado pela Psicologia, como autodidata. Na função de repórter investigativo, tarefa que desenvolvi por quase duas décadas, em jornais e emissoras de rádio e de televisão, sempre procurei ensinamentos nas teorias científicas da Psicologia. Também nunca dispensei os livros que tratam da espiritualidade, da Sociologia, da Biologia e até da Ecologia e outros ensinamentos que nos facilitam uma compreensão mais aprofundada sobre o complexo comportamento humano.

Mas, antes de nos aventurarmos em conjecturas e teorias, olhemos a menina Isabella, no fundo dos olhos - se é que temos coragem para isso. Observe a pureza do olhar, a sensibilidade e fragilidade dos traços do rosto, a doçura do sorriso.

E, agora, pense nisso: existem leis, no Brasil, capazes de punir os monstros que eliminaram os sonhos dessa criança? E as outras, que ainda são barbarizadas, violentadas e assassinadas... Quem delas vai cuidar?

Olhe novamente, no fundo dos olhinhos de Isabella, pois ela insiste em nos olhar... Até parece que ainda pede socorro...

Precisamos de uma reflexão profunda. A classe política da república do mensalão, responsável pela elaboração das leis, nem percebeu que uma criança, de cinco anos, foi espancada e atirada do sexto andar de um prédio. Certos políticos da Câmara Federal, estavam mais preocupados em aumentar suas vultosas verbas de gabinete.

Senadores e deputados passam os dias lutando, se degladiando, em torno de temas da corrupção. É só o que fazem. Muitos estão lá, no Congresso Nacional, para fugir da Justiça.

Enquanto isso, os mortais brasileiros, principalmente as crianças, continuam sujeitos à ensandecida fúria dos criminosos, que agem na impunidade. Inclusive, alguns das próprias famílias, com quem as vítimas convivem.

Agora, os fatos... O depoimento de Ana Carolina de Oliveira, mãe biológica de Isabella, não nos parece carregado de emotividade, muito menos de ódio, visto que, até agora, ela tem demonstrado mais serenidade do que se poderia esperar. O que a qualifica para nos ajudar a compreender o perfil do casal, envolvido no nevoeiro de suspeita de assassinato.

Com base em trechos revelados do depoimento da mãe de Isabella, Anna Jatobá, a madrasta, é uma desqualificada, uma desequilibrada emocional, incapaz de controlar o ciúme e que, constantemente, se deixava dominar pela cólera, o que impede o raciocínio lógico e soterra a razão. Incluindo, aqui, informações sobre outros depoimentos de testemunhas, aceitos e reconhecidos pela polícia, o ódio, o ciúme, a cólera arraigada, podem ter sido os fatores que desencadearam a agressão à menina Isabella e que levou o casal a concluir um assassinato.

Pai e madrasta envolvidos numa crise emocional, coléricos, teriam levado a agressão a um estágio inaceitável, comprometedor. Com a menina gravemente ferida, sangrando e aparentemente morta, teriam decidido atirar o corpo pela janela, "não com a finalidade de provocar o óbito, mas de mascarar a lesão provocada no apartamento", segundo informações da polícia.

Mas, retornando às partículas textuais do depoimento da mãe Ana Carolina, denota-se que, além das cenas de ciúme e rancor, supostas outras agressões à menina Isabella ocorreram durante as visitas ao pai. O mais chocante e estarrecedor é que – segundo a mãe biológica –, diante do corpo da menina, que possivelmente ainda respirava no gramado do jardim do condomínio, Anna Carolina, a madrasta, desfilou um discurso de impropérios e palavrões, uma fala somente compatível a um filme pornográfico. Muito estranho, uma reação dessa natureza, diante do sofrimento – sofrimento dos outros. Essa postura, atestada por outras testemunhas, conduzem a madrasta Anna Carolina, suspeita de assassinato, ao banco da desqualificação moral, uma pessoa sem nenhuma sensibilidade. Ela só parou de produzir palavrões, quando Ana Carolina, a mãe, mandou ela se calar.

Quanto ao frio e calculista consultor jurídico, senhor Alexandre Nardoni, a julgar pelas informações da mãe de Isabella, ele pode ser enquadrado no batalhão de jovens de classe média alta, dissimulados e agressivos. Aparentemente, Alexandre sofre do mal da síndrome de comportamento do jovem de classe média. São pessoas que não aceitam o não, que, quando contrariados, tornam-se extremamente agressivos e expressam, sem temor, toda a agressividade acumulada durante anos, seja através de filmes, exemplos da própria sociedade, jogos violentos de vídeo game, estresse da vida urbana, além de tantos outros instrumentos da moderna tecnologia.

Alexandre é frio, calculista, dissimulado. E mentiroso. Além disso, confia no IBI – Instituto Brasileiro da Impunidade. O homem que ele disse ter visto no apartamento, de onde a filha foi atirada, com certeza é “o fantasma da ópera”. Talvez, a “mula sem cabeça”. O problema é que, em sete visitas ao apartamento, os peritos não encontraram vestígios de arrombamento, nem mesmo uma pegada estranha no piso. Só as pegadas das patas do pai e da madrasta malvada aparecem. Entre as gotas de sangue de Isabella. Se uma terceira pessoa esteve no apartamento, certamente tinha asas. Como aqueles anjos cor-de-rosa, que os jovens alucinados avistam após usar drogas pesadas.

São conhecidos de todos nós, os relatos de violência praticada por jovens de classe média alta. Alguns desses casos terminaram em tragédias. Basta citar o assassinato do índio Galdino, que foi queimado vivo, em Brasília, e a empregada que foi espancada, no Rio, porque fora confundida com uma prostituta. Todos esses e outros casos foram banalizados pela impunidade.

Embriagados e drogados, alguns jovens da classe média alta – categoria na qual se encaixam Alexandre e Anna madrasta Carolina – batem em vizinhos, espancam em boates e no trânsito, motivados por um olhar indesejável ou um som de buzina. E a justiça, que é cega, sempre os protege com sua capa preta. É justamente essa postura do Estado que os incentiva a agir violentamente.

Ainda, segundo relatos de Ana Carolina, a mãe, Alexandre torna-se agressivo com quase nada. Certa vez, uma brincadeira, durante uma festa, deixou o garanhão selvagem possesso. Tirou a camisa, queria brigar, dar porrada. Nessas horas, fica tão brabo que, para ir ao banheiro, tem que ser amarrado. Em outra ocasião, muito irritado e descontrolado, atirou o filho para o alto e deixou que caísse ao chão. Em outro momento, anunciou que estava armado e que mataria a ex-sogra – fato registrado em delegacia de polícia.

Esse perfil, traçado a partir de revelações recentes, vai se consolidando como algo comum aos jovens de classe média alta, tão conhecido de todos os brasileiros. A doméstica do Rio, soube o que é enfrentar a selvageria de gente como Alexandre Nardoni, um membro do império do tem-de-tudo, do pode-tudo, do tudo-é-possível. Para eles, não existem limites. O dinheiro compra tudo, paga bons advogados, até corrompe a justiça.

Culpa tem, também, o pai de Alexandre, advogado Antônio Nardoni, por sustentar, há anos, os caprichos do filho, inclusive bancando despesas em geral, até a pensão de Isabella. O papai da classe média, dia após dia, vem se transformando em pára-choque dos problemas inventados pelos filhos, inclusive aqueles de ordem jurídica.

Não se trata, ainda, de um fato jurídico, corroborado por provas. É uma convicção das autoridades que investigam o caso. Alexandre e Anna madrasta Carolina estavam violentamente abalados, extremamente agressivos, envolvidos numa pervertida discussão por motivos banais, ciúme, pela presença da menina Isabella, que carrega o gene da outra Ana Carolina. Como objeto da discussão, ela foi transformada em alvo de agressão.

Se você ainda não leu “DAS CRIANCINHAS, É O REINO DOS CÉUS”, ensaio despretensioso, postado por Baby Espíndola Repórter, em 3 de abril, tente encontrar algum tempo em sua atribulada agenda, para se debruçar sobre a tese do irracional que habita a raça humana. Viaje conosco, pelos caminhos e atalhos do reino animal, onde a preservação da espécie passa necessariamente pela eliminação do gene do adversário.

Em verdade, à medida em que a polícia aumenta o cerco ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, e, principalmente, após a revelação de detalhes intrigantes do depoimento da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, mais e mais o casal suspeito de assassinato se encaixa no perfil traçado no ensaio, publicado por Baby Espíndola Repórter. Leia e, se possível comente. Nos ajude a entender o que aconteceu, no interior daquele sinistro apartamento, na noite do crime.

Baby Espíndola


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Quem matou a menina Isabella? Quem é o monstro, que teve coragem para atirar a criança de uma altura de mais de vinte metros, para o abismo da morte? A resposta pode estar aprisionada no porão de alguma mente doentia. Alguém que ainda não superou os conceitos de domínio de território, de clã e poder. Alguém que...

Nas savanas africanas, ou em outras planícies e florestas, batalhas acontecem, periodicamente, para que a natureza eleja o macho dominante de certos grupos de animais. O rei do harém será mantido, ou após a luta sangrenta, que pode terminar em morte, surgirá um novo macho territorial.

Dessa prática participam várias espécies de felinos, carniceiros em geral, e também herbívoros. Os macacos babuínos travam batalhas horripilantes, pelo domínio do harém, pelo direito de perpetuar a espécie, de transmitir o gene às gerações futuras.

Contudo, é entre os leões, que a luta pelo domínio de território e do grupo é mais violenta. Conhecemos esses detalhes através de relatos, documentários, a nós trazidos pela modernidade tecnológica.

Antes, durante e, principalmente, depois da luta, muito mais está em jogo. As fêmeas e, talvez, até os filhotes, sabem que suas vidas também correm risco. Os filhotes, escondidos entre moitas de capim, aguardam, apavorados, o fim da contenda.

Se o macho dominante conseguir vencer o rival desafiante, em pouco tempo as atividades do grupo voltarão à normalidade. As fêmeas continuarão caçando, como sempre, para alimentar os filhotes e o macho, que, por conta de hierarquia, tem prioridade na hora do banquete de sangue. Até lamberão suas feridas, o processo terapêutico que dá bons resultados.

Mas, se o desafiante vencer a sangrenta batalha, que pode durar minutos ou horas, toda a ordem estabelecida será quebrada. Ao perdedor, mesmo sendo ele o garanhão das estepes, resta o consolo de fugir para bem longe, levando na bagagem a dupla dor: a física, das feridas, e o desgosto de perder o reinado e ter que amargar a solidão. Parece que a notícia se espalha rapidamente, via internet leonina, e todos os demais grupos rivais ficam sabendo do triste currículo do derrotado. Infeliz destino. A partir de então, o leão ferido, geralmente velho, terá que caçar sozinho, para não morrer de fome. Tarefa essa, extremamente difícil, pois as caçadas são realizadas em grupo, sob a coordenação de uma das fêmeas.

E os filhotes, descendentes do macho vencido, todos serão executados pelo novo senhor da juba dominante. É uma tática facilmente compreensível. Primeiro, porque ele elimina a chance de uma vingança futura. Talvez, pelas características passadas de pai para filho, é possível que um descendente do derrotado tente se impor diante do novo rei, que desbancou seu pai. Mas, o principal motivo da matança, é liberar as fêmeas que, sem os filhotes para cuidar, entrarão mais rapidamente no cio. É nessa nova etapa do grupo, que o macho dominante fincará o mastro da bandeira de seu reinado.

Nem mesmo essa teoria do mundo animal, é capaz de explicar o comportamento da raça humana. Por que pai, mãe, padrasto, madrasta, assassinam seus filhos?

Que teoria poderá explicar a morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, que despencou, misteriosamente, do sexto andar de um prédio, na capital paulista, na noite de sábado, 29 de março. Se a versão da polícia está correta, o pai, o consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni, 29 anos, e a madrasta da menina, esposa dele, a estudante Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, são os suspeitos pela morte da criança.

Porém, culpa mesmo só se admite após todo um rito processual, com acusação baseada em provas contundentes e amplo direito de defesa. Ambos são os principais suspeitos, tanto assim é que o juiz Maurício Fossen, do Segundo Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça de São Paulo, decretou o pedido de prisão temporária do casal, acatando pedido feito pelo delegado Calixto Calil Filho. O policial, lotado no 9º. DP, adotou essa decisão, após ouvir o depoimento da mãe biológica da menina Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, e dos avós maternos. Nem todos os detalhes dos depoimentos foram revelados, mas, com certeza, algo de muito grave e chocante deve ter sido dito ao delegado.

Ana Carolina I, Anna Carolina II. Parece que Alexandre é o “grande” conquistador da espécie Ana Carolina. Já está na segunda edição.

Se o pai espancou (há vestígios de sangue e de violência no apartamento) e atirou a criança para o abismo mortal, porque agiu dessa forma? Ele não é um macho dominante de um território. Ele se impõe de outras maneiras, pelo prestígio, pelas posses, pelos bens, pelo patrimônio, pelo direito adquirido em forma contratual de ocupar aquele apartamento (território). Exerce domínio sobre a fêmea, a segunda da espécie Anna Carolina, que conquistou numa “batalha” de forma nenhuma sangrenta.

E, se fosse para estabelecer domínio inconsciente, não atacaria a filha, que nenhuma ameaça lhe poderia impor, principalmente porque carrega seu gene.

Se a culpa recair, de fato, sobre o pai, ou a madrasta da criança, talvez tenhamos que adicionar elementos químicos, álcool, drogas ilícitas, para explicar uma atitude tão extremada. No momento, tudo não passa de especulação.

Do homem misterioso, que Alexandre diz ter visto no apartamento, até agora, após várias buscas e investigações da perícia, nenhuma notícia. Nem mesmo uma descrição física, o pai da vítima foi capaz de oferecer à polícia.

E se foi a madrasta (malvada)? Ela, sim, Anna Carolina II, inconscientemente, poderia estar querendo tirar de seu “território” a descendente de outro clã, outro gene, herdeira do patrimônio do macho dominante, concorrente de suas crias, na divisão de espaço, alimentação (caça), mas principalmente carinho.

Admitamos que ela imaginasse, cega por qualquer sentimento confuso, que Alexandre reservava mais atenção e carinho à menina Isabella, do clã Ana Carolina I, do que a seus dois filhos. Uma fêmea também luta por território e poder. Pode ser bastante habilidosa na arte de mostrar as garras. As leoas caçam e mantém hierarquia dentro do bando.

Em algumas espécies do reino animal, inclusive entre os cães selvagens, somente a fêmea alfa pode cruzar com o macho, também alfa, e reproduzir. Às tias é reservado o direito e (principalmente) dever de auxiliar na criação da prole. Seria, a menina Isabella, filha de uma fêmea desbancada do bando, que não mais é a matriarca alfa, uma ameaça aos instintos animais de Anna Carolina II? Aos 24 anos de idade cronológica, que idade mental tem essa moça? Tem maturidade para conviver com a imagem e semelhança da outra, a Ana Carolina I?

Todos nós somos mamíferos, de certa forma territoriais, dominantes e agressivos. Somos animais biológicos e, ao que tudo indica, estamos, gradativamente, perdendo a harmonia ditada por regras, conceitos éticos, ensinamentos religiosos, que servem de freio aos instintos selvagens, muitos deles calcados no materialismo territorial.

Quem matou a menina Isabella? Quem é o monstro, que teve coragem para atirar a criança de uma altura de mais de vinte metros, para o abismo da morte? A resposta pode estar encavernada no subconsciente de alguma mente doentia. Alguém que ainda não superou os conceitos de domínio de território, de clã e poder.

Fosse, eu, um psicólogo de carteirinha, me arriscaria ainda mais, perambulando pelas sanavas, vales e montanhas da teorização. Por ora, prefiro fazer parte do batalhão de pessoas que continuam lutando por um mínimo de ética, dignidade e respeito à vida. E, principalmente, por justiça.

Para os que ainda guardam um pouquinho de fé e dignidade, recordo algumas poucas palavras do Mestre: “Vinde a mim as criancinhas, pois delas é o reino dos céus”. Tenham certeza, a menina Isabella está muito bem, em esplêndida companhia.

Baby Espíndola


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COMENTÁRIOS

Sr. Spindola, incrível, como você acertou em cheio. É isso mesmo. A fera está dentro de nós. É a luta pela sobrevivência. Aqui, fala-se muito na concorrência da madrasta com a mãe da menina Isabella, um ciúme doentio. Sou aposentado e moro a pouco mais de três quilômetros do apartamento, onde a menina morreu. Aqui, é lei da selva. Esses jovens não têm limite. Parabéns pelos textos. Quando li "DAS CRIANCINHAS, É O REINO DOS CÉUS", enviei para vários amigos. Ainda bem que acreditamos que Isabella está "em esplêndida companhia". Se os pais não cuidaram dela, Jesus vai cuidar.

Jorge (...), de São Paulo - Por e-mail


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Que Deus perdoe quem fez essa maldade com a menina Isabella. Chorei muito, quando comecei a olhar a foto. Parece que ela quer dizer alguma coisa. A crônica "DAS CRIANCINHAS É O REINO DOS CÉUS", tá incrível.

Maria do Carmo, Santos/SP – Por e-mail






segunda-feira, abril 14, 2008

EDITORIAL: LULA DA SILVA, O DENGOSO, AGORA DÁ CONSELHOS SOBRE A DENGUE

Quando é que o eterno retirante, o sindicalista convicto, o turista do dinheiro público, o aprendiz de presidente, caçador da arca do terceiro mandato, vai deixar o pedestal da popularidade, para governar com seriedade? Talvez, nunca. Mas, ao menos poderia ser mais discreto. Lula da Silva, que ainda não sabe que há um risco de epidemia de dengue em todo o Brasil, saiu repentinamente da moita do comodismo para dizer besteira, o que lhe é muito peculiar. Há cerca de quinze dias, culpou o povo pela epidemia de dengue no Rio de Janeiro e agora, está pretendendo dar de dedo nos prefeitos.

Lula da Silva, o dengoso, passa da defesa para o ataque, sem cerimônias. Antes mesmo de ser cobrado, por uma sociedade que vive anestesiada pelas mentiras palacianas e os muitos escândalos sem solução e punição, o presidente do Norte e do Nordeste tenta roubar a cena mais uma vez.

Aproveitando a Marcha dos Prefeitos a Brasília, o dengoso escancarou a bocarra, no programa semanal de rádio, café com os puxa-sacos (os jornalistas são, criteriosamente, selecionados; só os amigos do rei podem fazer perguntas), para cobrar uma posição dos prefeitos.

Disse vossa alteza, aquele que, de tão bom e eficiente, deve ser eterno no poder, quase um Deus na terra: "Nós temos que fazer um chamamento aos prefeitos no combate à dengue. Cada prefeito precisa assumir a responsabilidade de cuidar com muito carinho da sua rua, do seu bairro, da sua vila e da sua cidade".

Disse e lavou as mãos, como se tudo ficasse resolvido com a sua fala, que, inevitavelmente, atropela a língua portuguesa.

Porém, aos brasileiros de boa fé, cabe o direito e o dever de apontar à vossa alteza os seus pecados administrativos. A irresponsabilidade de Lula da Silva e do Ministro da Saúde, José Carlos Temporão, com o caso dengue pode ser qualificada como criminosa. Crime contra a sociedade. Mesmo sabendo (perdão, o dengoso nunca sabe de nada) da iminência de uma epidemia, o governo da república do mensalão aplicou somente 57 por cento da verba destinada ao combate à dengue, no ano passado. Dos outros 43 por cento dos recursos, ninguém tem notícia. Talvez tenham sido picados pelo mosquito aedes aegipty – que o dengoso, em sua nobre sabedoria, deve achar que é uma praga do velho Egito.

Um presidente que permite o desvio de recursos, destinados a uma causa emergencial, não pode, agora, se arrogar no direito de dar conselhos a quem quer que seja. Deveria sim, pular fora do seu pedestal da fama e popularidade, arregaçar as mangas e assumir o comando do batalhão da solidariedade, no combate a uma praga, que pode se espalhar por todo o território nacional.

Até os governos dos Estados Unidos e de países da União Européia dão mais sinais de preocupação com a epidemia de dengue, que assola o Rio e se espalha para outros estados, do que vossa alteza, o dengoso. Isso porque, sanitaristas de países que têm intercâmbio turístico com o Brasil, sabem que larvas e mosquitos, ou mesmo pessoas contaminadas podem, num momento estar no Rio, horas depois, a milhares de quilômetros.

E o mosquito não reconhece fronteiras geográficas. A ele não pode ser dito: Aedes, não saia do território do Rio! O dengoso, com sua voz cavernosa, até que pode tentar admoestar o inseto, mas não obterá êxito. O mosquitinho teimoso pode viajar de trem, de navio, de caminhão, de ônibus, introduzido a variados tipos de cargas, ou mesmo nas veias de pessoas contaminadas. Uma só pessoa infectada poderá funcionar como hospedeira para insetos que se tornarão transmissores.

Culpa extrema também têm o parceiro de Lula da Silva, o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, que nenhuma medida drástica adota para, se não erradicar, pelos menos amenizar o avanço da doença, e o omisso prefeito da Cidade do Rio, César Maia, que também desviou parte da verba de cinco milhões e 500 mil reais para outras finalidades menos emergenciais. Mas, sem dúvida, a culpa maior é do chefe da nação, o dengoso, que agora acorda da letargia para, espertalhão que é, cobrar dos prefeitos, antes de ser energicamente cobrado.

A Marcha dos Prefeitos, gente frouxa que muito fala em suas bases, mas que, quando chega à capital da república da corrupção, perde a vociferação e adota o sistema do tapinha nas costas, tem se caracterizado pelo turismo, gastança do dinheiro público sem sentido. Que nessa edição, quando a dengue ameaça os brasileiros, principalmente os mais carentes, a marcha seja literalmente efetivada, um “arrastão” em direção ao Palácio do Planalto, capaz de despertar a atenção do dengoso.

Digam, senhores prefeitos, gritem bem alto, que vossos municípios não têm dinheiro para manter a saúde pública, para o saneamento, porque, dos impostos arrecadados, quase 70 por cento são desviados para Brasília, para manter o status da corrupção.

Confirme, senhor César Maia, que no Rio uma pessoa é contaminada pelo mosquito da dengue a cada minuto, numa escalada alarmante. Confesse que já são bem mais de uma centena de mortos. Que as pessoas, mesmo com diagnóstico positivo de dengue no sangue, voltam para casa, uma duas, três vezes, para marcar encontro com a morte.

Digam a verdade e não permitam que o dengoso roube a cena. Pois ele tem a intenção de desviar o foco da discussão para sua maneira nada sutil e populista de indicar, de aconselhar, sobre aquilo que ele próprio deixa de fazer. Que é cuidar da saúde do povo.

Nessa marcha, senhores prefeitos, façam com que o dengoso cale a boca, que pare de dizer asneiras, para ouvir os gemidos dos que sofrem nas filas em busca de saúde pública. Que ele respeite os mortos da guerrilha da irresponsabilidade e a dor e o luto de seus familiares.

Baby Espíndola


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COMENTÁRIO


Blogger 100 Censura disse...

O dengoso presidente, convidou algum de seus colegas que cuidam da "denguice" brasileira, para colher amostras de larvas no rio Tietê em São Paulo. Os dengosos colheram duas garrafas pets dois litros de amostra, e se dirigiram a Buenos Aires na Argentina, onde jogaram as amostras colhidas de mosquitos da dengue, num lago na praça central da cidade, para ver se o clima frio argentino que vem através das correntes frias de ar, não é o principal proliferador domosquito da dengue no Brasil.

Com suas idéias estupendas, e seu dengoso jeito de governar, era Lula da Silva corre o risco de se tornar hino de torcida organizada, aquela do norte do país, que já mostram faixas com os dizeres, " O presidente mais "dengoso" do Brasil"

9:52 PM





sábado, abril 12, 2008

SISTEMA DE DRENAGEM DE FLORIANÓPOLIS ESTÁ COMPROMETIDO PELO LIXO


O lixo, produzido por pessoas inconseqüentes, se acumula no fundo da galeria do sistema de drenagem, próximo ao Mercado Público

Sempre que chove, o centro histórico de Florianópolis, da Tenente Silveira rumo ao Aterro da Baía Sul, Mercado Público, região da Alfândega, se transforma numa verdadeira banheira. Ruas como a Álvaro de Carvalho, Jerônimo Coelho, Deodoro, Trajano e até os corredores de trânsito da Praça XV de Novembro, viram cachoeiras, despejando as águas, procedentes das partes mais altas, no imenso “lago” que é a área baixa, quase ao nível do mar.

Como a previsão do tempo está apostando na ocorrência de chuvas para os próximos dias, decidi verificar, mesmo que superficialmente, o sistema de drenagem da área crítica. Num trabalho de mais de duas horas, na tarde de sábado, 12, vejamos o que encontrei:



A mesma situação de desrespeito à cidade se repete em vários pontos, na área crítica, sujeita a inundações. Solução? Educação e punição


Todas as bocas de lobo, todas, sem exceção, da Conselheiro Mafra, Trajano, Deodoro, Jerônimo Coelho, principalmente no entorno do Mercado Público e Alfândega, estão assoreadas, quase entupidas. Ratos e baratas, que vivem naqueles canos imundos, respiram com dificuldade

Em detalhes: em alguns pontos, próximos a restaurantes e lanchonetes, o excesso de gordura acumulado compromete profundamente o sistema de drenagem. Em todas as bocas de lobo investigadas e fotografadas, há também o acúmulo de lixo de todo tipo. Milhares e milhares de pontas de cigarro – o que nos faz deduzir que, a cada dia, mais são os fumantes pelas ruas de Florianópolis –, carteiras de cigarro descartadas, papéis diversos e até sacos plásticos e garrafas, formam um tipo de entulho comprometedor.

Não é necessário que você se transforme num especialista em drenagem de águas pluviais, em saneamento, ou um pesquisador das muitas inundações e alagamentos que têm atingido o centro da cidade, para prever o que vai ocorrer, quando da próxima tempestade.

Rotineiramente, alguns minutos depois da chuva, quando de relativa intensidade, toda a região central sofre com os alagamentos. Pelo deplorável estado em que se encontra o sistema de drenagem pluvial, na área compreendida entre a Praça XV de Novembro e o Mercado Público, o fenômeno da inundação vai repetir suas cenas desagradáveis.


O flagrante mostra que, em alguns locais, a sujeira escorre diretamente para a drenagem, sem nenhum obstáculo. O mar que se proteja!


A seqüência de alagamentos deverá atingir, também, as ruas Tiradentes, Nunes Machado, até o terminal que abriga as linhas das empresas Imperatriz, Jotur e Santa Terezinha. As vastas “banheiras” comprometem o trânsito, que já é caótico em dias ensolarados.

As pessoas com quem conversei nas ruas (cujas falas nem estou citando, porque a maioria é de um raciocínio para lá de simplório e, portanto, inútil), somente se ocupam em criticar a Prefeitura. Inclusive, um jovem vendedor ambulante, que acabara de jogar, ao chão, uma carteira de cigarro, cuidadosamente amassada, responsabilizou o prefeito Dário Berger e os políticos pelas inundações.

Não absolvo de culpa o prefeito da Capital e seus secretários e diretores, responsáveis pela urbanização e cuidados com o sistema de drenagem, mas coloco, no banco dos réus, todos aqueles que poluem o centro da cidade, com pontas de cigarros, papéis, plásticos e latas. Porcos! – que me perdoem os animais, pelo pejorativo – porcos de pouca fé!, não transformem o centro de Florianópolis naquilo que vocês fizeram com suas moradias: chiqueiros.



Próximo ao Mercado, até a garrafa pet, insiste em abrir passagem para a drenagem. Esse tipo de grade facilita o acesso do lixo ao sistema pluvial

Todo aquele que emporcalha a cidade, deveria ser punido, exemplarmente punido, pois a Comcap mantém, em pontos estratégicos, lixeiras para recorrer a sujeira. Um gari, que na tarde de sábado, 12, cuidava da limpeza da cidade, na região do Mercado Público, fez uma reclamação. Não dá conta de juntar aquilo que os malditos ignorantes jogam nas ruas.


Se as pessoas tivessem mais respeito com o meio ambiente, esse funcionário não precisaria trabalhar tanto para limpar as ruas da cidade

O que escapa do serviço de limpeza, vai direto para drenagem. E, como as grades das galerias pluviais são espaçosas demais e não retém a sujeira, restos de cigarros, papéis, plásticos, latas, sobras de lanches vão se acumular nos canos. Sufocado pelo lixo, o sistema não dá conta da função de canalizar as águas.

A culpa maior da Prefeitura, reside no fato de não limpar as bocas de lobo antes das tempestades. Isso evitaria as inundações. Pode, sim, executar essa tarefa com antecedência, bastando para isso um acompanhamento minucioso das previsões do serviço de meteorologia, que, hoje, com os avanços da ciência, é bastante confiável.

Texto e fotos:Baby Espíndola

quinta-feira, abril 10, 2008

CÂMARA DE PALHOÇA VAI ENTRAR COM AÇÃO NA JUSTIÇA CONTRA COBRANÇA DE PEDÁGIO

Nirdo Luz (dir.), com o deputado Renato Hinnig, na sede da ANTT
Foto: Baby Espíndola
O presidente da Câmara Municipal de Palhoça, Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), anunciou, no final da tarde de terça-feira, 8, a intenção de ingressar na justiça, com uma ação de embargo, contra a implantação de uma praça de pedágio, no km 221 da BR-101, na localidade de Aririú Formiga, próximo ao posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal. No dia seguinte, o vereador se reuniu com o departamento jurídico da Câmara, para estudar a melhor forma de impedir a cobrança de pedágio em Palhoça.

Pitanta explicou que é uma posição do Poder Legislativo, porque os vereadores não concordam com a proposta da empresa concessionária, a OHL, que está exigindo a redução da cobrança de ISS, para então isentar os 39 mil veículos emplacados no município. O presidente do Legislativo adiantou que a iniciativa não é isolada, pois também o Sindicato de Transporte de Cargas da Grande Florianópolis, o Sindicargas, também está procurando os caminhos judiciais para impedir a implantação das praça de pedágio em Santa Catarina. Somente na 101, na Grande Florianópolis, serão criados dois locais de cobrança, em Tijucas e Palhoça.

O presidente da Câmara tomou a decisão de lutar, na Justiça, contra o pedágio, após participar da segunda reunião na Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT, em Brasília, na quinta-feira, 3. O vereador lembra que, durante o encontro na ANTT, o diretor-superintendente da OHL em Santa Catarina, Márcio Protta, se comprometeu em isentar da cobrança de pedágio, somente os veículos dos moradores do Furadinho, Aririú da Formiga, Pachecos e Guarda do Cubatão, área imediatamente próxima ao local da futura praça.

“Essa proposta, nós não podemos aceitar, pois contempla uma minoria de veículos. E o prefeito não pode reduzir a cobrança de ISS para atender aos interesses da OHL. Seria interpretado como renúncia de receita, o que, segundo a legislação, é crime”, adverte o presidente da Câmara.

Pitanta revelou que o prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), deixou a ANTT “muito preocupado”, diante da resistência da concessionária OHL, que não quer ceder às reivindicações dos palhocenses. Para isentar os 39 mil veículos licenciados no município, a empresa exige redução de ISS. “Se a empresa não voltar atrás em sua decisão, a Câmara vai entrar com uma ação na Justiça, na tentativa de impedir a instalação da praça de pedágio”.

O vereador lembra que a Câmara não está agindo isoladamente. “Contamos com o apoio do Sindicato de Transporte de Cargas da Grande Florianópolis, através do seu presidente, César Hess. O deputado Renato Hinnig (PMDB), esteve na Câmara na noite de segunda-feira, 7, veio manifestar sua solidariedade a essa causa social. E, além disso, temos a população do nosso lado. Os palhocenses são contra o pedágio, e eu tenho certeza que o prefeito Ronério vai ficar do lado da população”, aposta Pitanta.

Da segunda reunião, em Brasília, com o superintendente de exploração de infra-estrutura da ANTT, Amarildo Floriani, e o diretor-superintendente da OHL em Santa Catarina, Márcio Protta, também participaram, além do prefeito Ronério e do presidente do Legislativo, Nirdo Luz, os vereadores João Carlos Amândio (Bala, PMDB), líder do governo na Câmara, Adelino Machado (Keka, PMDB), Ademir Farias (DEM), o deputado federal José Carlos Vieira (DEM), além de um representante do senador Raimundo Colombo (DEM).