domingo, março 23, 2008

QUEM É O HOMEM DA BENGALA AZUL

Este homem é um advogado mal-sucedido, como dizem alguns? Ou uma sombra que vagueia pela escuridão dos becos da pobreza? Ajude, responda, comente.

Afinal, quem é o ¨Homen da bengala azul”? É um advogado, que virou mendigo? A curiosidade extremada, motivada por razões humanitárias, está cobrando uma resposta.

Já passa das 2 horas do domingo de Páscoa, 23 de março. Acabo de chegar da rua, a procura do “Homem da bengala azul”. E nada. Foi a terceira tentativa, desde o começo da noite de sábado – noite de trovoada, inclusive com um breve apagão. Quero saber se um advogado virou andarilho, mendigo, e anda sem rumo pelas ruas.

Resolvi procurá-lo, à noite, por acreditar que deve ser um ritual, para um mendigo, para um andarilho, para alguém que perdeu o rumo de casa, que em nenhum lugar é esperado, vagar pelas ruas, como uma sombra sem nome. À noite, ele certamente se sente um líder entre os excluídos, um senhor muito estimado pelos cães vadios, que caçam cadelas em cio.

À noite, uma outra vida surge, logo que o sol adormece atrás dos morros, tão cheio de dentes quanto um serrote enferrujado pelos anos. Insetos voam em círculos em redor de lâmpadas, e despencam tontos, e alimentam corujas.

Aqueles que dormiram durante o dia, surgem à noite, para suas aventuras, algumas indescritíveis. É à noite, que a maioria dos crimes é cometida. Toda uma agitação toma conta dos centros urbanos, bairros, subúrbios. Na busca inútil, passei por pontos de droga, muitos botecos que reúnem homens para beber e jogar; também encontrei muitas prostitutas pobres, meninas que se vendem por dez reais ou até por menos, para alimentar os vícios das drogas ilícitas.

Apesar da chuva, procurei o “Homem da bengala azul”. Quero saber quem ele é. Afinal, quem é o misterioso homem da foto? Por e-mail, por telefone, ou mesmo pessoalmente, colaboradores estão passando várias informações, ainda não confirmadas. Uns dizem que ele se chama Adilson, outros, que seu pré-nome é Maurício. Que é malcriado e agressivo com as pessoas, mesmo quando elas tentam ajudá-lo, com algum tipo de alimentação, para suprir suas mínimas necessidades de sobrevivência. O que pode ser compreendido, como uma reação de quem não nasceu para a subserviência da mendicância.

Esse homem, mesmo tombado pelo pesado fardo da embriagues, conserva um olhar, digamos, estranho, para não dizer altivo – se comporta com um rei das ruas, um andarilho que, por onde passa, é notado.

É justo, viver dessa forma, dispondo apenas de uma bengala improvisada, um boné e contando com uma garrafa de cachaça, ópio dos miseráveis. E onde se encaixa o discurso do "pai dos pobres"?

Mas, desde o momento em que foi fotografado, sumiu. Esse flagrante fotográfico foi realizado, na noite de quarta-feira, 19, quando ele “descansava”, recostado ao muro da 5ª. Cia do 4º. BPM, no bairro Coloninha / Vila São João, região continental de Florianópolis.

Com quem falo, quem envia e-email, quem telefona, todos já viram o “Homem da bengala azul”. Mas ninguém o conhece. Ele aparece e desaparece, dizem. E isso não acontece num passe de mágica. Estamos falando de um aparecer e de um desaparecer lentos. Afinal, ele não anda, se arrasta.

Vários são os informantes que asseguram que o “Homem da bengala azul” é um advogado, afastado da profissão. Que teria estudado Direito, já com a idade avançada, enquanto trabalhava de porteiro, em um edifício no Centro de Florianópolis. Que se formou, chegou a exercer a profissão, que abandonou, não se sabe por quê motivo. Outra versão, também não confirmada, aposta que ele é filho de um jogador de futebol muito bem sucedido.

Realidade, ou fantasia, verdade é que muitos mendigos, alcoólatras e andarilhos já tiveram vidas muitíssimo diferentes, das que ora enfrentam.

Há cerca de cinco anos, conheci um andarilho, no Posto Tijuquinhas, na BR-101 Norte, entre Biguaçu e Governador Celso Ramos, que demonstrava conhecimentos filosóficos surpreendentes. Anos antes, fora professor universitário, justamente na área da Filosofia.

Há bem mais tempo, encontrei um gráfico, de oficina de jornal diário, dormindo sobre um banco da Praça XV, em Florianópolis, coberto com jornais. Era uma noite fria, e ele chorou de vergonha, quando o chamei pelo nome. Trabalhamos, durante anos, na mesma empresa, eu, na redação, ele nas oficinas, imprimindo jornais, cujas folhas, por ironia, naquela noite, lhe serviam de cobertor. Depois de uma separação tumultuada, em que um juiz determinou sua saída de casa, perdeu também o emprego, pois, transtornado, tornara-se relapso e descuidado no trabalho.

Muitos são os relatos. E, se alguém conhece algum caso semelhante, escreva, que publicaremos nesse espaço.

A julgar pelas histórias que conheço, de homens bem sucedidos, que caíram em desgraça, as coisas acontecem mais ou menos assim:

Tudo pode começar com o álcool ou as drogas, ou as duas desgraças. O jogo, baralho, bingo, que de início parece tão inofensivo, também pode contribuir para o descarrilamento de uma vida. Tudo isso pode interferir no casamento, na família. Ou, a desgraça pode percorrer caminho inverso: Um rompimento com a família, pode deixar o indivíduo desatinado, levando-o a apelar para o álcool, drogas, vida noturna desregrada, jogatina, pode procurar a companhia de prostitutas em bordéis e botecos, mulheres que sabem muito bem como tirar as últimas moedas de um infeliz.

Sem pretender arrazoar um tratado de sociologia ou me enveredar pelos becos da psicologia, posso arriscar, ainda, afirmar que até um desajuste político-social com o meio, com a sociedade, pode conduzir um homem para uma situação delicada. Nunca ouviram a expressão “que homem esquisito!”, para qualificar alguém menos extrovertido, mais introspectivo, que não se adapta a padrões pré-determinados, conceitos e tantas outras normas impostas.

Estou tratando dos “homems”, como figura masculina, porque, invariavelmente, são eles que compõem os batalhões de mendigos e andarilhos. As mulheres, quando atingidas pela miséria extrema, recorrerem a outros meios, principalmente à prostituição.

Adilson ou Maurício, o homem da fotografia anda pelas ruas da região continental de Florianópolis, se apoiando em uma bengala azul, abastecendo o que resta dos músculos com álcool, como bem se pode ver na foto, que retrata uma garrafa de cachaça, ao seu lado.

Qualquer informação, por favor, escreva, sem demora, para babyespindola@yahoo.com.br. Esse tal de Adilson ou Maurício, é mesmo um advogado? E se você conhece outro caso parecido, de um homem, ou de uma mulher, ou de uma criança, em situação delicada, degradante, mande seu recado, denuncie. Se for da sua vontade, manteremos sua identidade no mais absoluto sigilo.

Existem autoridades constituídas para cuidar dessas pessoas, as ditas "otoridades", que são negligentes, que não cumprem suas funções. Vamos exigir que façam algo em benefício desses miseráveis, que vagam e vivem pelas ruas.

Manifeste sua opinião. Afinal, são centenas de milhares de pessoas nessa situação. Você pode se manifestar. Basta clicar na sessão "comentário", ou enviar e-mail. Abandone o deplorável batahão da omissão.

(Baby Espíndola)


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COMENTÁRIOS


O pai dos pobres está discursando Brasilzão afora, só pensando num terceiro mandato, preocupado com o poder, em não deixar que a oposição assuma o comando e investigue as contas estranhas, como essas do cartão corporativo. Nesse país, ninguém está preocupado com os pobres, como esse da foto.
Maria Clara, por e-mail.

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Se esse homem é mesmo um advogado, pelo esforço, pelos cinco ou mais anos de estudo, não pode continuar nas ruas. Tome a dianteira, Baby Espíndola, e investigue a fundo. Você é capaz disso, pelo que eu conheço do teu trabalho, você vai conseguir.
Ana Cláudia, por e-mail.

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É revoltante saber que uma pessoa vive dessa forma. Será que não tem família, um parente sequer. Seja ou não um advogado, é muito cruel. Ainda bem que você está de volta, nesse ramo do jornalismo investigativo, sr. Espíndola.
João Paulo, por e-mail.

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Mais importante do que procurar o homem da bengala, é acabar com a cachorrada de rua. Não dá de dormir. Quem mora em Capoeiras, Coloninha, Vila São João, Jardim Atlântico, nessa toda região, sofre muito de noite. Além da cachorrada de rua, cada casa parece que tem uma creche de cachorro. Que falta de respeito. Tem vizinho que vai viajar, vai curtir a praia e deixa a cachorrada no cercado, incomodando a gente.

Cleusa Souza, por e-mail

DA REDAÇÃO:

Colaboradora Cleusa Souza: São dois assuntos específicos, que merecem atenção diferente. Concordamos: os cachorros nas ruas e atrás dos muros, latindo e uivando, de fato, incomodam muito. O blog Baby Espíndola Repórter vai tratar desse assunto, muito em breve.

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Não acredito que esse homem seja um advogado. Se fosse, a OAB já tinha tomado uma atitude, pra tira ele da rua.

Elpídio Farias, por-email

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O alcoolismo é um problema sério. Acaba com uma família. E cada dia tem mais marca de cerveja na tv, com mulher peituda pra atrair os bobos.

“Mãe de um alcoólatra”, por e-mail

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Parabéns pela sensibilidade. Você faz a gente acordar, porque parece que ta todo mundo anestesiado. Temos que nos revoltar com essas coisas e cobra dos governos. Fabiano, por e-mail


quarta-feira, março 19, 2008

O RETRATO DE UMA PÁSCOA ADULTERADA, NO TRÁGICO ENREDO DA MISÉRIA

Os versos de desabafo, encontrados no poema, postado abaixo, foram escritos com base no relato de um homem anônimo, numa época em que ele passava por sérias dificuldades, num momento em que ele, mesmo sendo um privilegiado no quesito saúde, enfrentava sérios problemas.


Fui buscar esse poema – Cristo dos Desamparados –, forçado pelo sofrimento que envolve a muitos. Mas, principalmente, pela menina Maria Vitória, aquela que há dois anos vinha sendo humilhada, torturada, por uma empresária.

Abro, aqui, espaço para lembrar que a empresária Sílvia Lima já foi investigada, no estado de Goiás, pelo mesmo motivo: tortura de uma outra garota, hoje com onze anos, que aparecia na escola cheia de cicatrizes. Na ocasião, o caso foi arquivado. As “otoridades” do Judiciário de Goiânia estenderam o manto da impunidade sobre os ombros da torturadora. É sempre assim, a senhora cega costuma proteger criminosos, principalmente alguém que já construiu casas para uma elite. A justiça, com “j” minúsculo, é literalmente cega. Se, na ocasião, as “otoridades” tivessem punido a torturadora, pelo caso anterior, ela não teria repetido a barbárie com a menina Maria Vitória.

Os versos, editados a seguir, têm por objetivo amenizar o sofrimento dos enfermos do corpo e da alma; estimular a prática da justiça e eliminar o império da impunidade; punir os criminosos, os torturadores, estupradores, violentadores e curar as chagas das vítimas. Os versos, despretensiosos, tentam oferecer uma mão amiga aos injustiçados, num momento em que até a histórica data da Páscoa, também transformada em festa de consumo e ostentação, segrega os “bem aventurados, os humildes de coração”, traindo a doutrina de Cristo.

Com certeza, se Jesus, hoje, voltasse à terra, em forma de homem, novamente destruiria o templo dos vendilhões, dos chacais e carniceiros, dos corruptos e enganadores. Não ficaria pedra sobre pedra no templo da orgia e da corrupção. E o Senhor, se me escuta agora, tenha certeza, poderia contar com o meu apoio incondicional. Políticos desonestos, profanadores da verdadeira fé, falsos profetas ungidos com sangue de serpente, aqueles que usam as palavras de Jesus, como escudo para suas trapaças, seriam escorraçados e punidos com o fogo dos anjos vindos do céu. Não ficaria pedra sobre pedra.

A foto, que acompanha este texto, bem retrata a desigualdade social, que, até agora, só teve fim no discurso de alguns políticos. Trata-se de um homem, abandonado pelo poder público e esquecido pela família, que perdeu o rumo de casa, de um lar que, certamente, para ele, nem existe mais. Seus utensílios de vida: um cabo de vassoura improvisado em bengala, um boné surrado, onde, de vez em quando, pinga uma moeda, e uma garrafa de cachaça barata. Onde o senhor mora? “Aqui, onde agora você me achou”, respondeu, num linguajar catarroso, difícil de compreender. Para ele, conforme cita o poema, a tosse é o tambor da morte.

O homem da foto é o retrato de uma Páscoa adulterada. Como tantos outros, ele respira, mas não vive. Não mais anda, se arrasta. Não dorme, adormece. Não sofre, padece. Apenas dá sua contribuição para uma estatística lastimável, no enredo da miséria. No seu rastro de desgraça, deixou para trás vendilhões que, talvez, tenham enriquecido vendendo a ilusão do álcool.

Como não encontro significado nessas festas materializadas, quando a mídia vende até prego para quem precisa de parafuso, quando o cordeiro é imolado apenas para que os carrascos lambam seu sangue, fui buscar o poema da gaveta informatizada e, repentinamente, esbarrei no cenário da foto, no bairro Monte Cristo, região continental de Florianópolis, a poucos metros de um quartel da Polícia Militar. Na verdade, o senhor da foto, a síntese do sofrimento e da decadência humana, estava encostado ao muro da PM.

Como tantas pessoas, não me emociono com a Páscoa, da forma como a festividade acontece, com farra-de-boi, “surrasco” no sábado, cachaçada, assassinatos, tragédias no trânsito. Até sofro em saber que um frágil coelhinho terá que botar ovos enormes, para saciar a gula de alguns. Pobre bichinho! No domingo, coitado, estará todo arrebentado por dentro. Aliás, tem coelhinho agarrando o mato, sempre que alguém fala em ovo de Páscoa. Dizem até, que alguns coelhos mais espertos, amigos de políticos, marcaram cesariana para evitar a dor do parto do ovo.

Busquemos, então, nessa Páscoa, o caminho do entendimento e da compreensão, do perdão, da tolerância, evitando a vaidade e a soberba, tentando a paz em sua essência, fugindo das drogas lícitas e ilícitas.

Inclusive porque, qualquer um de nós poderá ser o homem da foto, amanhã. E o amanhã pode ser hoje.

(Baby Espíndola)

CRISTO DOS DESAMPARADOS

Oh, Cristo dos desamparados e dos aflitos,

quero te revelar

na condição de filho em espírito

- aquilo que bem sabes -,

que estão a me perseguir.

Usam de todos os argumentos

para me derrubar moralmente,

e aguardam a minha queda

como a cobra ultra-venenosa

que corre do local da picada,

porque a vítima poderá tombar

sobre seu corpo esguio e peçonhento.

Usam até manobras judiciais,

com argumentos mesquinhos e torpes.

Massacram os meus passos

e eu não tenho a quem recorrer,

ninguém para lavar os meus pés cansados.

Cospem no meu rosto

e jamais alguém oferecerá os cabelos

para enxugar a humilhação,

nem irá orar pelo meu padecimento.

Colocam aos meus ombros exaustos

a cruz da vida,

e me deixam quase sem saída.

Preciso encontrar, imediatamente,

a Tua porta, Cristo dos desamparados!

Jogam sal nas minhas feridas

e riem do meu pranto.

Tenho sede,

sede de compreensão e de amor

e ninguém me oferece

a água que alivia a dor.

Amotinados, me atacam pelas costas,

com gestos covardes.

Dilaceram os alicerces materiais

que me sustentam

e tentam denegrir minhas convicções,

que confesso, já não são muitas,

pois que minhas reservas estão se esgotando.

Perseguido, humilhado,

bem sei, cometo erros graves,

erros do desespero,

que somente Tu, Cristo dos desamparados,

poderás entender e perdoar.

Poucos são os instantes de total lucidez,

como agora o faço,

para desabafar ao papel,

esse monólogo da flagelação.

Infelizmente, não me compreendem,

nem mesmo quando faço o sacrifício da solidão,

isolamento necessário à introspecção.

Os que me perseguem

não conseguem nem mesmo explicar seus motivos,

o que me faz acreditar,

como agora me ocorre

(nessa fria madrugada de julho,

quando o tambor da tosse

marca a cadência da doença, da aflição

e da destruição da carne)

que, mais uma vez,

eles não sabem o que fazem.

Por isso,

através da Tua Santa Sabedoria,

tento chegar aO Pai,

para implorar,

que os perdoe,

pois não ultrapassaram ainda

a desprezível condição de sanguinários carrascos,

que precisam milenarmente

crucificar cristos anônimos,

filhos do povo,

Teus irmãos em espírito,

filhos do Mesmo Pai

que por milagre Te gerou.

Filhos,

todos eles diferentes destas bestas sem juízo,

loucas, enraivecidas, ensandecidas,

muito bem produzidas, bem maquiadas,

que se escondem sob os mantos de cordeiros.

(Baby Espíndola - Madrugada de 09/07/97)


terça-feira, março 18, 2008

O CALVÁRIO DA MENINA MARIA VITÓRIA, MUTILADA, IMOLADA E UNGIDA COM PIMENTA

(Texto revisado e atualizado)

Quando penso que nada mais me revolta, nesse pais de desatinos, corrupção, violência, degeneração humana, hipocrisia, insensatez, rituais macabros e satânicos, eis que surge um fato novo, sempre mais violento que o anterior.
Desta vez, as manchetes anunciam: empresária é presa porque torturava uma menina de 12 anos, que adotara em Goiás.

E eu que imaginava que a última aberração da raça humana, hospedada no Brasil, tinha sido a morte do menino João Hélio, no subúrbio do Rio de Janeiro. Naquela ocasião, considerei, mais brutal do que a ação dos criminosos, que arrastaram o corpinho de João Hélio, por quatro quarteirões, a declaração do presidente Lula da Silva. O sangue do menino ainda estava no asfalto imundo, quando o presidente, assumindo a hipócrita postura de sociólogo de plantão, declarou, à imprensa, que “não se pode fazer nada contra esses garotos”, referindo-se aos adolescentes que assaltaram a mãe, roubaram o carro e arrastaram João Hélio até a morte. Mais grave que o crime, foi a absolvição prematura daquele, de quem esperamos que um dia, ostente a tocha da Justiça, no combate às barbáries que assolam o povo brasileiro.

E, agora, temos mais um drama, da maior gravidade. Um exemplo claro de uma violência chula, que está hospedada nas vísceras dos brasileiros, independentemente do nível social, padrão de vida, cultura, status, etc.

A mulher, acusada de torturar a filha adotiva, se auto proclama empresária. Sílvia Calabresi Lima, 42 anos, já foi proprietária de loja de confecções e até construiu casas para a classe média de Goiânia, capital de Goiás. Mas, não se sabe, exatamente, o que ela produzia, antes de ser presa. Talvez ela tenha uma chocadeira de ovos de serpente. Ou produza prostitutas para políticos e alguns empresários. Ou venda pele de criança, para a produção de sapatos exóticos.

Fato é que a monstrenga Silvia mantinha, há dois sofridos anos, a menina Maria Vitória em cativeiro, no interior de seu apartamento. Sabem onde? Numa favela, num bairro pobre? Não. O apartamento da gadelhuda empresária está muito bem situado no elegante Setor Marista, um bairro nobre de Goiânia. Ela foi presa nesta segunda-feira, 17, em flagrante, sob protestos, negando o crime, jurando inocência. Acusação: tortura e cárcere privado. A empregada doméstica, Vanísia, que participava das séries de torturas, durante dois anos, também foi presa.

E todos aqueles que formaram fileira no batalhão da omissão, deverão ser punidos. E com razão. Como pode alguém ignorar o sofrimento, o choro desesperado de uma menina, que era espancada e até mutilada com ferro quente? Só um monstro é capaz de virar as costas para tamanho sofrimento. O marido da maldita torturadora e outros dois filhos, estes legítimos, também podem ser acusados por omissão.

Estamos, agora, no quarto de tortura. Há toda uma atmosfera de terror no ambiente. Uma mulher forte, submete uma frágil criança aos horrores do submundo de sua mente pervertida. Há um nauseante cheiro de carne queimada no ar. Vem das queimaduras provocadas pelo ferro elétrico. A menina indefesa, quando não está pendurada pelos pulsos, é afogada constantemente pela mãe adotiva.

Submissa e dominada, talvez a criança acredite que isso é normal, que se trata de uma relação natural entre mãe e filha. Talvez, o caminho para alcançar o futuro, que ela sonhava, ao deixar o lar pobre dos pais, para se alojar na toca da víbora. Talvez, até a bicicleta prometida, surgisse diante dela, numa data qualquer. Mas, que nada... Só as torturas rotineiras, os gritos histéricos, as ofensas horrendas.

À noite, quando ainda pendurada pelos frágeis bracinhos, era atormentada pelo medo. Quando adormecia, vinham os pesadelos: demônios enraivecidos, com as ventas ensangüentadas, ameaçavam devorá-la. Acordava, às vezes, imaginando que estava sendo violentada, enquanto alguém entoava uma cantiga imoral. De tanta violência, já não sabia mais a diferença do real e da fantasia.

Para abafar os gemidos, a mulher aperta a língua da criança com um alicate. Mas, só isso não basta. Ela enforca a menina com um fio elétrico. Ela sente prazer em ver a criança sufocando, respirando com dificuldade. É um ritual, extremamente sádico. Quando Maria Vitória consegue, grita de dor. Os gritos são ouvidos no apartamento, pelo marido, pela empregada, pelos filhos do casal, e até pelos vizinhos omissos, aqueles da trincheira da omissão, do não é comigo, por que vou me incomodar?

Após as constantes sessões de tortura, a criança ficava amarrada, pendurada pelos punhos, na área de serviço. Alguém tem conhecimento de semelhante sofrimento? Nem mesmo da era medieval, nos chega tão absurdo relato. Os torturadores de ontem e de hoje, sempre têm um propósito. Mas, por que Maria Vitória era torturada? Será que a suposta empresária aprendeu tais métodos de tortura, com os carrascos da Inquisição? Pelo requinte de crueldade, é possível.
Maria Vitória. O nome é fictício. Maria, por ser comum. Vitória, porque sobreviveu às torturas, e conquistou a liberdade.

E a mãe biológica, em dois anos, nunca falou com a filha, não teve oportunidade de ver suas chagas? Ela tinha acesso à casa, onde trabalhou para a agressora, como doméstica. Segundo os fatos, Maria Vitória foi adotada pela mulher Sílvia, há dois anos.
A fala da menina está prejudicada, porque a língua quase lhe foi arrancada. "Nunca vi um caso assim”, disse a delegada Adriana Accorsi, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, que também apreendeu, no ambiente de tortura, instrumentos como alicate comum, alicate de unha, que teriam sido usados para ferir a menina na língua, costas, mãos e pés. Sílvia foi denunciada por vizinhos. Por isso, questiona-se: por que, só agora, dois anos depois do calvário de Maria Vitória, os vizinhos resolveram denunciar?
Além dos vizinhos omissos, vamos tratar, aqui, da cachorrada do próprio apartamento: o marido, o engenheiro civil Marco Antonio Calabresi Lima, um filho do casal, estudante de Engenharia, que confessou, sabia das sessões de tortura, mas não denunciou, um outro adolescente. Só escapa, o menino de seis anos.

É claro, tratava-se de um ritual. É possível que o tal marido engenheiro e os dois filhos adolescentes participassem com alguma reza braba, ou que se deleitassem lambendo o sangue da pobre vítima. E violência sexual? Disso ninguém tratou ainda. Mas não fica descartada a hipótese do sadismo da família Calabresi ter chegado ao estupro, penetração da menina com objetos pontiagudos, coisa desse tipo. Isso é comum, nesses rituais bestiais. Por conta da omissão, a delegada Adriana já adiantou: se o engenheiro-chefe não aparecer na delegacia, para dar explicações, terá a prisão preventiva decretada.

Querem ouvir a maldita empregada, enquanto a menina ainda geme? A tal Vanísia, empregada dos Calabresi, tinha uma função no ritual do senhor diabo. Ela amarrava a criança e a ungia com pimenta. Está bom assim? Pimenta, tempero picante.

Os policiais que invadiram o apartamento, encontraram a menina pendurada pelos braços, sem forças para reagir, com um olho roxo. A língua sangrava muito, devido a mais uma investida com um alicate. Tinha suportado mais uma sessão de tortura. Provavelmente, seus gritos tenham alertado os vizinhos, que chamaram a polícia.

Vivemos um clima de Páscoa... Lembram, do assassinato de Jesus? Aconteceu há mais de dois mil anos, mas ainda se ouve o eco do seu gemido, durante a tortura. Foi açoitado, amarrado, torturado, humilhado, cuspido, pregado e pendurado à cruz. E nada fez para merecer tal castigo, pois em 33 anos de vida, somente pregou a paz e o amor, com incomparável sabedoria. Nos convençamos: a menina Maria Vitória também nada fez para passar por um regime de tortura tão cruel.

Sabem da causa mortis de Jesus? Não foram as chagas, as feridas que lhe dilaceraram a carne. Nem o desgosto com a raça humana o fez desistir da vida. Foi o fechamento do diafragma. Os romanos sabiam, que o corpo humano, pendurado por um longo tempo, pelos braços, sofreria com o fechamento do diafragma. O apoio, para os pés de Cristo, tinha um propósito – citam historiadores: prolongar seu sofrimento. Uma morte longa, angustiante.

Acredito, a polícia invadiu a toca da tortura na hora exata. Maria Vitória estava pendurada pelos braços, torturada, sangrando, sem forças para reagir.

Mais tarde, já na delegacia, sangrando, sofrendo, gemendo, em nenhum momento a menina Maria Vitória reclamou de algo. Mais parecia um cordeiro imolado para a Páscoa, que se aproxima. Ela não exige nada em especial. Só desejava uma família, estudar e “crescer na vida”, disse, com dificuldade, devido aos ferimentos na língua.

Mas, não se sabe que futuro ela teria na casa da tal empresária. Quanto tempo de vida restava à pobre Maria Vitória? Os rituais seriam sempre iguais? Queimaduras com ferro de passar, beliscões com alicates comuns e de unha, murros no rosto delicado, espancamento. Ou, com o tempo, as sessões de tortura seriam mais requintadas, do tipo, extração de vísceras, amputação de órgãos.

O Conselho Tutelar, para onde a criança foi encaminhada, já que a adoção era irregular, ainda não é o lar à altura de Maria Vitória. Se condenada, a empresária Sílvia pode pegar algo em torno de vinte anos de prisão. Aposto que em 2010, 2011, não estará mais na cadeia. Afinal, aqui é o Brasil. Qualquer advogado esperto poderá alegar que Sílvia agia com agressividade, porque foi criada por mãe adotiva, que ela estava se vingando do que sofreu na vida. Coisas desse tipo, que comovem a Justiça, no país do direito humanitário e da impunidade.

Nem quero polemizar, com os membros das falanges dos fervorosos defensores do Senhor Todo Poderoso. Mas, mesmo assim, lanço essa pergunta, para provocar uma reflexão: Onde estavam os Anjos da Justiça Divina, durante as sessões de tortura de Maria Vitória? Estariam de folga? Dormindo, no paraíso? Ou também foram omissos? E não me venham com ladainhas, pois sou conhecedor da maioria delas. Principalmente porque nada pode explicar ou justificar a série de torturas a que essa indefesa criança foi submetida. Há que se revelar que, desde o ano passado, ela não freqüentava a escola: era a cobaia favorita de uma mente pervertida, capaz de dilacerar a carne e os sonhos de uma menina.

Para os diabos, com qualquer teoria.


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COMENTÁRIOS

Comentários referentes ao segundo texto, revisado e atualizado

Débora Vitória, Ana Carolina! deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O CALVÁRIO DA MENINA MARIA VITÓRIA, MUTILADA, IMOL...":

Acho um abssurdo uam mãe, deixar a filha com uma patroa durante 2 anos,vendo a menina cheia de ematomas e não tomar providencias!
espero que a mãe biologico também vá pra cadeia porque é o que ela merece!
obrigada pela atenção espero que DEUS abonçoe a vida desta manina pra daqui da frente ela ter muitos bençãos sobre o senhor JESUS e também concordo que ainda existem muitas pessaos boas nesse munso e muitas amaldiçoadas e má amadas naod desejo nenhum mal á elas masi espero que melhorem
enquanto esssa mae adotiva que se diz ser coitadinha espero que ela morra sentindo dorees que ela sofra até o seu ultimo segundo!
obrigada pela atenção!
Ana Carolina, Débora Vitória!
Goiania GOIAS.

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Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O CALVÁRIO DA MENINA MARIA VITÓRIA, MUTILADA, IMOL...":

Querido Baby :

Deixemos de por a culpa em Deus nesta questão, primeiro por ser agnóstica (por ter declarado no texto) e segundo por não ter sido obra Dele. Concordo plenamente com a sua indignação e que infelizmente fazermos parte disso, participando como MEROS ESPECTADORES e pior: não depende de nós , para que a justiça seja feita (e do jeito que queremos).
Esse caso absurdo é só uma pequena amostra do que realmente acontece de forma descarada no Brasil e multiplique este acontecimento à décima potência: ainda será muito pequeno em relação às aberrações que se fazem com crianças no mundo inteiro !
Temos o péssimo hábito de não buscarmos essas informações, porque a mídia é quem nos informa.
Não precisamos nos esforçar muito para isso: entre na internet. Lá você verá desde "Chineses que pagam para comer carne de feto" (isto é, interrompem uma gravidez saudável para comer um ser vivo)até estupro de crianças em áreas de guerra,prostituição de menores na Indonésia, seitas religiosas que usam crianças para atos macabros, tráfico de menores com o objetivo de retirar seus órgãos, gente comercializando fotos de crianças morrendo de fome ou sendo comido por abutres ou comendo esterco de animais na África...e a lista não acaba por aí.
É revoltante sim, Baby. Mas não podemos simplismente jogar a culpa em Deus,registrar a reclamação e cruzar os braços. Temos que pedir à Ele muita coragem. Coragem para nos sensibilizarmos, nos mobilizarmos e lutarmos em direitos à essas inocentes crianças que estão sujeitas e vulneráveis à todas as aberrações que NÒS adultos permitimos. Que tal , neste exato momento, descruzarmos os nossos braços e apartir da sua iniciativa em iniciar essa discussão, pedirmos o auxílio de Deus ,para criar soluções de proteção às nossas crianças aqui no Brasil e no mundo? ONGS é o que mais sobra em nosso país e a UNICEF sempre ajuda boas propostas. Ainda mais sabendo que esta proposta, iniciou de pessoas que se sensibilizaram com o caso da "Maria Vitória" e que por meio dela estão gritando e pedindo um BASTA aos crimes contra as nossas crianças e execução justa aos bárbaros do nosso século.Deixo minha sugestão e meu e-mail de contato para todos aqueles corajosos que querem mudar esta triste reslidade! Um abraço à todos ! Cristiane (cris.silva.gomes@bol.com.br)


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Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O CALVÁRIO DA MENINA MARIA VITÓRIA, MUTILADA, IMOL...":

Só espero que os meios de comunicação, os blogs e outros tantos "divulgadores de notícias estarrecedoras", acompanhem de perto o caso da menina até haver uma solução aceitável para ela e não simplesmente esquecê-la depois que diminuir o interesse público ou aparecer novo escândalo.

É por essa e outras que sou atéia. Entendo que o "ser pensante" é o final de uma evolução naturalista, depois virá a grande explosão e tudo começará em outro planeta, de uma outra forma.


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Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O CALVÁRIO DA MENINA MARIA VITÓRIA, MUTILADA, IMOL...":

Desejo para a monstra Silvia Calabresi o mesmo destino que teve Marcelo Borelli. So tive paz quanto ao caso dele quando soube do tragico fim que Borelli teve.

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Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O CALVÁRIO DA MENINA MARIA VITÓRIA, MUTILADA, IMOL...":

Eu desejo sinceramente que essa mãe conheça a Jesus, pois a bíblia fala que quando conhecemos Jesus nós somos libertados de todo mal, e tbm que essa criança O conheça pois somente Jesus pode a libertar ela dessas lembraças terríves, ela naum vai ter aminésia mais vai se libertar tbm, que Deus abençoe todos vcs!!! Jesus os ama...


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Estes comentários são referentes ao primeiro texto, publicado na madrugada de terça-feira.

AnônimoAnônimo disse...

Essa criança necessita de muito tratamento, tanto no corpinho arrebentado, quanto psicológico, que acretido eu, será o mais complicado, eu não consigo imaginar a dor e o sofrimento de uma criança tão frágil, que Deus me perdoe, mas gostaria muito que fosse possível fazer-mos a mesma coisa com esta mulher maldita e os filhos dela durante um mês, só pra ela ter idéia do que fez, não consegui dormir direito esta noite, pois, como o senhor, também fiquei arrasada, mas é bom saber que ainda existam pessoas que se comovem com a dor alheia, como nós, acho que o mundo não está totalmente perdido.
Um grande abraço, Rosana.

9:52 AM

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AnônimoDébora Vitória disse...

Olá meu nome é Débora Vitória, tenho 11 anos!!
acheei muito car de pau essa mulher.
A Maria Vitória nao merece isso!
quero só desejar boa sorte a ela e dizer que estou torcendo por ela!
bjus Maria Vitória!!
voce merece tudo de bom!
melhOras.

1:55 PM

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AnônimoAnônimo disse...

ISSO É REALMENTE UM ABSURDO, ESTOU ATÉ AGORA TENTANDO ENTENDER PORQUE UMA "COISA" COMO ESSA AINDA ESTA TEM CORAGEM DE DIZER QUE É MÃE...
TENHO DOIS FILHOS E NÃO SEI NEM O QUE FALAR PORQUE É MUITO TRISTE VER O ROSTINHO DESSA MENINA E IMAGINAR O QUE ELA PASSOU. QUE DEUS TENHA MISERICORDIA DELA NESSE MOMENTO E QUE REALMENTE ELA CONSIGA SER UMA VITORIOSA DAQUI PRA FRENTE ....

4:32 PM

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AnônimoAnônimo disse...

Absurdo. Tb demorei pra dormir esta noite. Esta noticia dele ser levada pra fora do Brasil pra que um orgao internacioanal garanta que esta mulher nao seja posta em liberdade depois de 1/2 anos e seja indenizada com o dinheiro do casal e que eles tb paguem a ela tratamento psicologico vitalicio.

Obrigada por escrever o artigo.

Ana

6:11 PM

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AnônimoAnônimo disse...

Absurdo, muito triste. Eh uma noticia que nao da pra ignorar. Espero que este casal perca todos os bens em indenizacao a esta menina e tratamento psicologico. Algum orgao internacional de protecao a crianca tem que acompanhar este caso pra esta gente nao acabar em liberdade depois de 1 ano.
Paula

6:15 PM

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BloggerEdvania disse...

Eu sempre penso q já vi de tudo na minha vida, mas a cada dia q passa vejo q a brutalidade "humana" é surpreendente.
Tô chocada... Vi uma foto, do corpo da menina, no jornal do Comércio q me deixou arrasada. Não consigo entender tamanha ruindade. E q mãe é essa q abandona um filho desse jeito? Sou separada, tenho três filhos, trabalho o dia todo, estudo a noite, e nunca abandonei nenhum deles por motivo algum. Como ficará o psicológico dessa garota? Será q há recuperação para um trauma desses? Q Deus ajude-a.

8:37 PM

Manifeste sua indignação. Não podemos nos calar diante deste e de outros fatos de agressão a pessoas indefesas.

Baby Espíndola



CONFUSÃO ENTRE PREFEITO E FUNCIONÁRIOS DA CÂMARA DE SÃO JOSÉ TERMINA EM DELEGACIA DO BAIRRO KOBRASOL

O que era para ser uma cerimônia até festiva, com a assinatura de convênios e protocolo de intenções, com a presença do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), no Centro Multiuso de São José, acabou com uma variante desagradável. Um episódio, envolvendo o prefeito Fernando Melquíades Elias (PSDB) e funcionários da Câmara Municipal, foi parar no 3º. Distrito Policial do Kobrasol, com as partes registrando boletins de ocorrência e fazendo-se acusações mútuas.
O funcionário do Legislativo, advogado Roberval Reis de Souza, fez um BO relatando agressão física e ofensa moral. Fernando Elias também procurou as autoridades para denunciar o advogado. E, por e-mail, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura nega a mencionada agressão praticada pelo prefeito e diz que Fernando Elias foi alvo de insultos.

O fato gerador da alegada agressão e troca de insultos: a tentativa do advogado do Poder Legislativo, Roberval Reis de Souza, de notificar o prefeito, para que prestasse depoimento à Comissão Processante do Lixo, investigação que a Câmara de Vereadores está desenvolvendo, e que determinou o afastamento de Fernando Elias, em 29 de fevereiro, o que não ocorreu, por conta de uma liminar judicial.

Três funcionários da Câmara e o próprio prefeito Fernando Elias registraram denúncias de agressão e ofensa moral, no 3º. Distrito Policial do Kobrasol. Na delegacia, após as formalidades de registro de BO, o vereador Osni Meurer (PP), presidente da Comissão Processante do Lixo, procedeu a intimação do prefeito Fernando Elias, concedendo-lhe um prazo de 24 horas, para que “ele (o prefeito) se manifeste”. A citação ocorreu por volta das 14 horas.
Superado o constrangimento de momento, a cerimônia que começou com cerca de duas horas de atraso, aconteceu, conforme o previsto. Dois importantes temas – o projeto do Porto Turístico e a liberação de recursos para o Colégio de Aplicação de São José – foram tratados durante a cerimônia. Ficou conveniado, que São José sediará o Porto Turístico Internacional de Santa Catarina, que irá inserir o litoral catarinense nas rotas náuticas internacionais, resgatando a vocação marítima estratégica e ampliando o turismo da Região Metropolitana de Florianópolis.

CONFRONTO DE PODERES
Minutos antes do início da cerimônia, quando o prefeito Fernando Elias encerrou uma entrevista a um jornalista, o advogado da Câmara, Roberval Reis de Souza, apresentou-se ao prefeito Fernando Elias, para intimá-lo a depor, já que, quando convocado, em outra ocasião, não compareceu. Roberval estava acompanhado por mais dois funcionários da Câmara: Paulo Roberto Corrêa, “Paulinho”, agente administrativo, do quadro de efetivos, e João Batista da Silva, assessor parlamentar do presidente do Legislativo, vereador Édio Vieira (PSDB).

Aos policiais e para a imprensa, Roberval mantém a mesma versão: “Fui agredido moralmente e fisicamente pelo prefeito (Fernando Elias) e seus assessores”.

O episódio durou pouco mais de um minuto. Roberval afirma que as pessoas mais próximas, que presenciaram o fato, são o deputado Onofre Santo Agostini (DEM), que exerce o cargo de Secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, e um repórter de rádio.

Superado o impasse, o prefeito Fernando Elias, ao lado do governador LHS, assina documento para criação do Porto Internacional

Foto: Baby Espíndola
Segundo relato, no momento em que os funcionários se aproximaram para apresentar a intimação, o prefeito empurrou o advogado Roberval, que, segundo Osni Meurer, faz todas as citações e intimações da Câmara. “É função dele fazer as notificações”, disse. Roberval alega que foi agredido verbalmente e fisicamente por Fernando Elias, inclusive, com um soco na altura do estômago.

Essa é a versão apresentada pelo advogado Roberval, pelos outros dois funcionários, “Paulinho” e João Batista, e também mantida pelo Poder Legislativo, principalmente pelo vereador Osni Meurer, presidente da Comissão que investiga possíveis irregularidades na questão do lixo de São José.

A VERSÃO DO PREFEITO
Já o prefeito Fernando Elias se defende, argumentando que foi ofendido moralmente pelo advogado Roberval. Por e-mail, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura nega a informação sobre a “suposta agressão do prefeito”, e denuncia “uma nota, que está sendo enviada aos veículos de comunicação, com uma versão distorcida dos fatos”.

“Nada aconteceu, do jeito que foi passado”, afirma a mensagem, que acrescenta: “O prefeito Fernando Elias esteve, pela manhã, num grande evento com o governador de Santa Catarina e outras importantes autoridades”.

“No instante em que os mesmos chegaram, foi iniciada a cerimônia” – afirma a Chefe de Comunicação Social da Prefeitura, jornalista Rafaela Linhares. “No entanto, ao chegar na escada que dá acesso ao palco (Centro Multiuso), o prefeito foi desrespeitado e ameaçado pelo advogado da Câmara, senhor Roberval de Souza, que impediu a passagem do prefeito”.

Ainda, de acordo com a versão da Prefeitura para o fato, “o Prefeito por sua vez, cercado pelos assessores (inclusive a jornalista Rafaela Linhares, que assina a nota), pediu que fosse respeitado, pois estava numa solenidade e que aquele não seria o momento para qualquer notificação, já que, durante a tarde, estaria em seu gabinete. Não foi ouvido e por alguns segundos (tempo que durou o episódio), foi ameaçado e empurrado pelo próprio Roberval”.

Segundo a mesma mensagem, “ao sair da solenidade, o prefeito Fernando Elias foi, diretamente, registrar um processo crime por agressão e desrespeito”, no 3º. DP do bairro Kobrasol.

Na visão da Chefe de Comunicação Social, Rafaela Linhares, “infelizmente, os interesses em distorcer tais fatos são grandes”. Ela alega que o advogado Roberval de Souza estaria cometendo excessos, no cumprimento de determinações do Poder Legislativo. Ela cita que, no dia 17 de março, “o mesmo advogado, Roberval de Souza, tentou intimar o procurador do prefeito, advogado Samuel Lima, durante o velório da senhora (...), não respeitando sequer esse momento de pesar”.

A solenidade, realizada um dia antes do aniversário de São José (258 anos, dia 19 de março), virou caso de polícia. No 3º. Distrito Policial do Kobrasol, Roberval e os dois funcionários da Câmara registraram boletim de ocorrência. Roberval alega que foi agredido pelo prefeito e seus assessores e que, além do BO, vai fazer exame de corpo delito. O prefeito Fernando Elias, embora a agenda repleta de acontecimentos, relativos ao aniversário da cidade, achou tempo para também narrar os acontecimentos, em forma de BO.

Para quem alega que houve excesso da Câmara, no ato de intimar o prefeito durante uma cerimônia oficial, com a presença do governador LHS, os vereadores explicam que “não têm acesso ao prefeito em seu ambiente de trabalho, a Prefeitura”. Lembram que isso vem ocorrendo desde o dia 3 de março, quando os vereadores Osni Meurer e João Rogério de Farias tentaram, inutilmente, citar Fernando Elias sobre seu afastamento do cargo de Prefeito. Na ocasião, foram barrados na porta do elevador da Prefeitura, por quatro membros da Guarda Municipal. Só tiveram acesso à sala do chefe de gabinete, graças à interferência da jornalista Rafaela Linhares.

O CALVÁRIO DA MENINA MARIA VITÓRIA, MUTILADA, IMOLADA E UNGIDA COM PIMENTA

Quando penso que nada mais me revolta, nesse pais de desatinos, corrupção, violência, degeneração humana, hipocrisia, insensatez, rituais macabros e satânicos, eis que surge um fato novo, sempre mais violento que o anterior.

Desta vez, as manchetes anunciam: empresária é presa porque torturava uma menina de 12 anos, que adotara em Goiás.

E eu que imaginava que a última aberração da raça humana, hospedada no Brasil, tinha sido a morte do menino João Hélio, no subúrbio do Rio de Janeiro. Naquela ocasião, considerei, mais brutal do que a ação dos criminosos, que arrastaram o corpinho de João Hélio, por quatro quarteirões, a declaração do presidente Lula da Silva. O sangue do menino ainda estava no asfalto imundo, quando o presidente, assumindo a hipócrita postura de sociólogo de plantão, declarou, à imprensa, que “não se pode fazer nada contra esses meninos”, referindo-se aos adolescentes que assaltaram a mãe, roubaram o carro e arrastaram João Hélio até a morte. Mais grave que o crime, foi a absolvição prematura daquele, de quem esperamos que um dia, ostente a tocha da Justiça, no combate às barbáries que assolam o povo brasileiro.

E, agora, temos mais um drama, da maior gravidade. Um exemplo claro de uma violência chula, que está hospedada das vísceras dos brasileiros, independentemente do nível social, padrão de vida, cultura, etc.

A mulher, acusada de torturar a filha adotiva, se auto proclama empresária. Sílvia Calabresi Lima, 42 anos, já foi proprietária de loja de confecções e até construiu casas para a classe média de Goiânia, capital de Goiás. Mas, não se sabe exatamente o que ela produzia, antes de ser presa. Talvez ela tenha uma chocadeira de ovos de serpente. Ou produza prostituas para políticos e empresários. Ou venda pele de criança para a produção de sapatos exóticos.

Fato é que a monstrenga Silvia mantinha, há dois sofridos anos, a menina Maria Vitória em cativeiro, no interior de seu apartamento. Sabem onde? Numa favela, num bairro pobre? Não. O apartamento da gadelhuda empresária está muito bem situado no elegante Setor Marista, um bairro nobre de Goiânia. Ela foi presa nesta segunda-feira, 17, em flagrante, sob protestos, negando o crime, jurando inocência. Acusação: tortura e cárcere privado. Já se sabe que a empregada doméstica, que tinha conhecimentos e até participava das séries de torturas, durante dois anos, e se calou por conveniência, para garantir o salário, também foi presa. E com razão. Como pode alguém ignorar o sofrimento, o choro desesperado de uma menina, que era espancada e até mutilada com ferro quente? Só um monstro é capaz de virar as costas para tamanho sofrimento. O marido da maldita torturadora e outros dois filhos, estes legítimos, também podem ser acusados por omissão.

Estamos, agora, no quarto de tortura. Há toda uma atmosfera de terror no ambiente. Uma mulher forte, submete uma frágil criança aos horrores do submundo do crime. Há cheiro de carne queimada no ar. Vem das queimaduras provocadas pelo ferro elétrico. A menina indefesa, quando não está pendurada pelos pulsos, é afogada constantemente pela mãe adotiva. Submissa e indefesa, talvez a criança acredite que isso é normal, que se trata de uma relação natural entre mãe e filha.

Para abafar os gemidos, a mulher aperta a língua da criança com um alicate. Mas, só isso não basta. Ela enforca a menina com um fio elétrico. Ela sente prazer em ver a menina sufocando, respirando com dificuldade. É um ritual. Quando Maria Vitória consegue, grita de dor. Os gritos são ouvidos no apartamento, pelo marido, pela empregada, pelos filhos do casal, e até pelos vizinhos omissos, aqueles da trincheira da omissão, do não é comigo, por que vou me incomodar?

Após as constantes sessões de tortura, a criança ficava amarrada, pendurada pelos punhos, na área de serviço. Alguém tem conhecimento de semelhante sofrimento, mesmo na era medieval. Será que a suposta empresária aprendeu tais métodos de tortura, com os carrascos da Inquisição? Pelo requinte de crueldade, é possível.

Maria Vitória. O nome é fictício. Maria, por ser comum. Vitória, porque sobreviveu às torturas, e conquistou a liberdade.

E a mãe biológica, em dois anos, nunca falou com a filha, não teve oportunidade de ver suas chagas. A fala da menina está prejudicada, porque a língua quase lhe foi arrancada. Segundo os fatos, a menina foi adotada pela mulher Sílvia, há dois anos. A mãe biológica tinha acesso à casa, onde trabalhou para a agressora, como doméstica.

"Nunca vi um caso assim”, disse a delegada Adriana Accorsi, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, que também apreendeu, no apartamento, instrumentos como alicate comum, alicate de unha, que teriam sido usados para ferir a menina na língua, costas, mãos e pés. Sílvia foi denunciada por vizinhos. Por isso, questiona-se: só agora, dois anos depois do calvário de Maria Vitória, os vizinhos resolveram denunciar.

Além dos vizinhos omissos, vamos tratar, aqui, da cachorrada do próprio apartamento: o marido, o engenheiro civil Marco Antonio Calabresi Lima, um filho do casal, estudante de Engenharia, que confessou, sabia das sessões de tortura, mas não denunciou, um outro adolescente. Só escapa, o menino de seis anos.

É claro, tratava-se de um ritual. É possível que o tal marido engenheiro e os dois filhos adolescentes participassem com alguma reza braba, ou que se deleitassem lambendo o sangue da pobre vítima. E violência sexual? Disso ninguém tratou ainda. Mas não fica descartada a hipótese do sadismo da família Calabresi ter chegado ao estupro, penetração da menina com objetos pontiagudos, coisa desse tipo.

Querem ouvir a maldita empregada, enquanto a menina ainda geme? A tal Vanísia, empregada dos Calabresi, tinha uma função no ritual do senhor diabo. Ela amarrava a criança e a ungia com pimenta. Está bom assim? Pimenta, tempero picante.

Os policiais que invadiram o apartamento, encontraram a menina amarrada, sem forças para reagir, com um olho roxo. A língua sangrava muito, devido a mais uma investida com um alicate.

Sangrando, sofrendo, gemendo, em nenhum momento a menina Maria Vitória reclamou de algo. Mais parecia um cordeiro imolado para a Páscoa, que se aproxima. Ela não exige nada em especial. Só desejava uma família, estudar e “crescer na vida”, disse, com dificuldade, devido aos ferimentos na língua.

Mas, não se sabe que futuro ela teria na casa da tal empresária. Quanto tempo de vida restava à pobre Maria Vitória? Os rituais seriam sempre iguais? Queimaduras com ferro de passar, beliscões com alicates comuns e de unha, murros no rosto delicado, espancamento. Ou, com o tempo, as sessões de tortura seriam mais requintadas, do tipo, extração de vísceras, amputação de órgãos.

O Conselho Tutelar, para onde a criança foi encaminhada, já que a adoção era irregular, ainda não é o lar à altura de Maria Vitória. Se condenada, a empresária Sílvia pode pegar algo em torno de vinte anos de prisão. Aposto que em 2010, 2011, não estará mais na cadeia. Afinal, aqui é o Brasil. Qualquer advogado esperto poderá alegar que Sílvia agia com agressividade, porque foi criada por mãe adotiva, que ela estava se vingando do que sofreu na vida. Coisas desse tipo, que comovem a Justiça, no país do direito humanitário.

Nem quero polemizar, com os membros das falanges dos fervorosos defensores do Senhor Todo Poderoso. Mas, mesmo assim, lanço essa pergunta, para provocar uma reflexão: Onde estavam os Anjos da Justiça Divina, durante as sessões de tortura de Maria Vitória? Estariam de folga? Dormindo, no paraíso? Ou também foram omissos? E não me venham com ladainhas, pois sou conhecedor da maioria delas. Principalmente porque nada pode explicar ou justificar a série de torturas a que essa indefesa criança foi submetida. Há que se revelar que, desde o ano passado, ela não freqüentava a escola: era a cobaia favorita de uma mente pervertida, capaz de dilacerar a carne e os sonhos de uma menina.

Para os diabos, qualquer teoria.

segunda-feira, março 17, 2008

SÃO JOSÉ SERÁ SEDE DO PORTO TURÍSTICO INTERNACIONAL DE SANTA CATARINA

São José sediará o Porto Turístico Internacional de Santa Catarina, que irá inserir o litoral catarinense nas rotas náuticas internacionais, resgatando a vocação marítima estratégica e ampliando o turismo da Região Metropolitana de Florianópolis.

Ao completar 258 anos de história, São José é um portal aberto ao turismo, principalmente o marítimo. Na foto, o Morro da Pedra Branca, visto do lado de São Pedro de Alcântara

Para viabilizar esse empreendimento, um importante passo será dado, nessa terça-feira, às 10 horas, no Centro Multiuso, na Avenida Beira-Mar de São José. O governador Luiz Henrique da Silveira, o prefeito Fernando Elias e representantes da empresa Porto Turístico de Florianópolis Empreendimentos e da Associação Brasileira para o Desenvolvimento Local e Sustentável – Qualicity, assinarão um “Acordo de Cooperação”.

"O porto será instalado em área do distrito de Barreiros, caso os estudos de viabilidade técnica sejam favoráveis", informa Ernesto São Thiago, administrador do empreendimento. “Toda a Grande Florianópolis, o Estado de Santa Catarina e o Hemisfério Sul serão beneficiados, com a correta utilização dos recursos náuticos, atraindo turistas e passageiros rodoviários, aeroviários e hidroviários, que realizam cruzeiros na costa brasileira", observa.

Além da valorização de toda a região costeira, o porto promoverá a descentralização do turismo para o interior de Santa Catarina, uma vez que o deslocamento até as principais cidades turísticas do estado ocorrerá em um período de até duas horas.

O projeto prevê uma ampliação considerável da capacidade para atracar navios transatlânticos que visitam o País. Por sua vez, o estaleiro de manutenção permitirá mobilizar uma nova dimensão de mercado para os pólos catarinenses metal-mecânico, moveleiro, confecções, indústria alimentícia e de produtos químicos, capaz de gerar a oportunidade de milhares de empregos diretos e indiretos. A qualificação profissional, um dos itens prioritários para o turismo de alto nível, será direcionada e beneficiará principalmente a juventude, como novas alternativas de trabalho qualificado internacionalmente.

A sua integração aos sistemas de transporte e logística permitirá realizar o manejo ecológico continuado do desassoreamento do canal norte, cujo produto tratado poderá ser utilizado em outras obras da região, como o aterro da Beira-Mar Continental de Florianópolis e da Beira-Mar de Barreiros.

Assinam o acordo, no evento desta terça-feira, os representantes das secretarias de Desenvolvimento Econômico Sustentável, de Articulação Nacional e de Turismo, Cultura e Esporte, além do envolvimento direto dos secretários do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Onofre Agostini, do Turismo, Gilmar Knaesel e Geraldo Althoff, da Secretaria de Articulação Nacional.

Fernando Elias, com o Secretário Regional, Valter Gallina: "O porto terá ampla estrutura de lazer e serviços"

Fotos: Baby Espíndola

"O público contará com produto turístico de qualidade internacional", explica o prefeito Fernando Elias, "pois o porto terá ampla estrutura de lazer e serviços". Está prevista a instalação de centro gastronômico e de eventos, cinema, museu da maricultura, galeria de arte, centro náutico para recepção de veleiros, hotelaria, escola de vela, central de abastecimento e estaleiro de manutenção de navios, iates e grandes estaleiros, terminal de transporte multimodal, inclusive por via marítima e central de recepção.

A cerimônia de assinatura do Acordo de Cooperação faz parte da programação de aniversário de 258 anos de São José.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São José

sexta-feira, março 14, 2008

EDITORIAL: CLIMA DE TERROR NA EDUCAÇÃO

A coluna do jornalista Moacir Pereira (DC, sexta-feira, 14), traz uma denúncia grave, contra a “existência de um estado policialesco em regiões de Santa Catarina”, através do qual, o Governo do Estado tenta resolver problemas crônicos da Educação, com intimidação e constrangimento. O caso mais grave, segundo o jornalista, teria ocorrido em Brusque, “onde, dois policiais militares entraram na casa do professor Agenor Real, coordenador regional do sindicato (da categoria)”.

Durante 10 minutos, conta Moacir Pereira, “fizeram um interrogatório com a esposa Sandra, que, em estado de choque pela ausência do marido, que se encontrava em Florianópolis, apegou-se no consolo de duas filhas menores, uma de nove anos e outra de oito meses. Só queriam saber das ‘atividades políticas’ do marido”, denuncia o colunista, sobre aquilo que ele classifica como “A política da intimidação”.

Moacir reclama porque “Ao invés de buscarem uma saída para a greve com diálogo e negociação ou via uma disputa limpa na arena política, investiram contra líderes do Sinte. Objetivo evidente de tentar deslegitimar o movimento e maculá-lo perante a opinião pública. Não refutaram os grevistas; procuraram eliminá-los do jogo político”. Pereira qualifica essa surrada tática como “infeliz iniciativa de alguns governistas, que negam o passado glorioso dos líderes que lutaram corajosamente pelas liberdades públicas”.

O relatório do comando de greve dos professores traz informações graves, comprometedoras, para aqueles que ostentam a estrela da Democracia no peito. Cita, por exemplo que policiais militares estiveram, também, nas escolas de Criciúma, Blumenau, Jaraguá do Sul e Brusque. “Para quê?” – indaga Moacir Pereira. “Em Chapecó, segundo o mesmo documento sindical, a PM ocupou o Colégio Bom Pastor. Por quê? Em Balneário Camboriú, ‘policiais à paisana documentam a movimentação dos professores com uso de máquinas fotográficas’. Por que motivo?”

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Policiais militares seguindo o movimento, fotografando professoras. Oh, como são perigosas, essas professoras! Coitadas, quantas cicatrizes elas carregam nos corpos, quantas marcas na alma, produzidas pelos atentados de alunos delinqüentes. Quantas mágoas, pela pobreza em que vivem!

Ao comando da PM, um recado: Orientem os PMs para seguirem bandidos! Isso é o que os catarinenses esperam da PM, que tem uma história merecedora de respeito e admiração.
Ronaldo Benedet, Secretário de Segurança e o comandante da Polícia Militar, coronel Eliésio Rodrigues, estiveram reunidos, para tratar do assunto. Se intoxicaram de cafezinho e nada decidiram. Engoliram importantes decisões. O constrangimento que PMs estão impondo aos professores é “voluntarismo", explicou Benedet. Significa dizer que alguns policiais resolveram agir por conta própria, talvez até em suas horas de folga, muito zelosos, para combater as perigosas ações dos professores. Se a moda pegar, o crime estará com os dias contados em Santa Catarina. PMs voluntariosos perseguindo bandidos, em dias de descanso. Toda vez que um homem público mente, em situações importantes, deveria ser atingido por um raio. Não exatamente um raio tipo descarga. Um raio de verdade.

Tais atitudes emprestam munição para a oposição. Assim agiu o deputado Joares Ponticelli, na AL: metralhou o governo, que foi qualificado como “autoritário, por não negociar com os professores e fazer ameaças contra uma classe laboriosa”, cita Moacir Pereira. Os ataques subiram as escadas do Centro Administrativo, no Itacorubi, e se alojaram na sala do governador LHS.

Quanto à gloriosa luta desses que hoje estão no poder, é verdade, um dia lutaram, sim, “corajosamente pelas liberdades públicas”. Mas, os fatos estão a indicar, tanto em Santa Catarina, quanto no Brasil, que aqueles que tomaram a bandeira da Democracia e choraram ao som do Hino Nacional, estão, agora, envolvidos em arbitrariedades, denúncias de corrupção, ou com mandato pendurado no guarda-volume da Justiça Eleitoral. Alardeiam direitos humanos para a bandidagem, dentro do princípio do Direito Humanitário, e perseguem trabalhadores honrados, como os professores.

Voltando ao tema central, que é a ação intimidadora de policiais militares... Quanta valentia e coragem, pode-se detectar nos atos dos policiais fardados que, em nome de um estado autoritário, invadiram a residência do professor Agenor Real e causaram constrangimento a sua esposa, Sandra. Quanta bravura, diante de duas crianças assustadas!

Esse fato deve ser apurado rigorosamente. E, se comprovado for, a sociedade catarinense exige punição em todos os níveis, desde os policiais autores da façanha, até superiores. Inclusive o comandante geral da PM deve ser responsabilizado. A investigação deve também auferir o nível de envolvimento do secretário Paulo Bauer, da Educação, nesse episódio de Brusque. Até que ponto ele tem conhecimento dessas gloriosas atitudes de PMs, que, em nome do estado policialesco, estão atemorizando professores, envolvidos com o movimento grevista, que é permitido por lei.

Tanto é assim, que o juiz Hélio do Valle Pereira não tomou conhecimento das argumentações do governador LHS, que reivindicava a ilegalidade da greve. O magistrado não concedeu a liminar, solicitada, na quarta-feira, 12, pelo Governo do Estado, para decretar a greve dos professores.

A greve é mais que legal. É justa. Pois, além dos salários miseráveis, os professores padecem pela falta de condições de trabalho, como escolas inadequadas, falta de material escolar, etc. Mas, principalmente, porque os profissionais da Educação se tornaram reféns de delinqüentes e bandidinhos uniformizados, a serviço do tráfico, nas salas de aula.

A situação é grave, do ponto de vista moral. Nas salas de aula, no deslocamento, no sagrado direito de ir e vir, ou mesmo em suas comunidades, professores e professoras são ofendidos, agredidos, espancados, por adolescentes que jamais poderiam freqüentar uma sala de aula, e até por seus pais e/ou (ir)responsáveis. Alunos, que somente não ocupam vagas em algum presídio, porque são protegidos pelo IBI – Instituto Brasileiro da Impunidade.

Pior, ainda: Quando os professores tentam lutar por seus direitos, são acuados pela farda estatal. Isso não está certo. Se o secretário Paulo Bauer insistir em alegar que desconhece tais fatos, deve ser aconselhado a desocupar a moita, de onde, a cada crise na Educação, estica o pescoço para cantar de galo, abandonando a trincheira do diálogo.

A greve estressa os mais de 30.000 professores, provoca insegurança nos pais dos alunos, que nunca sabem se os filhos estão em sala ou nas ruas, mas prejudica, principalmente, os próprios estudantes, até pela desordem mental que toda essa confusão provoca. Solução, no momento é uma brisa muitíssimo distante. Para afastar a tempestade que atinge a Rede Estadual de Educação, é preciso que o comando de greve e a direção da Secretaria de Educação busquem o diálogo.


COMENTÁRIO
Parabéns pela brilhante matéria!!!!
A voz da democracia não pode emudecer!!!!

Atenciosamente,
Edna Aparecida Goulart Pires

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RÁDIO CAMBIRELA
Em breve, no ar.
www.radiocambirela.com.br


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quinta-feira, março 13, 2008

EMERGÊNCIA DO HOSPITAL REGIONAL FECHA PARCIALMENTE PARA OBRAS DE AMPLIAÇÃO

A direção do Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, em São José , precisou limitar o funcionamento da Emergência durante as obras de reforma e ampliação da unidade, iniciadas em fevereiro. A partir desta quinta-feira, 13 de março, serão atendidos apenas casos de urgência e emergência, em que os pacientes correm risco de morte ou tenham sido encaminhados ao Hospital pelo SAMU, Corpo de Bombeiros ou outros serviços de Saúde.

Por causa da reforma, atendimento, só em caso de extrema urgência
Foto: Baby Espíndola

A grande quantidade de poeira e o forte ruído das máquinas não permitem que os pacientes fiquem muito próximos ao local da reforma. “Como estamos atendendo com uma estrutura improvisada, não temos condições de manter o funcionamento regular da Emergência, até a conclusão das obras”, explica o diretor-geral do Hospital, Jorge Coelho.

Até a metade do ano, portanto, a Emergência do Regional vai receber apenas pacientes que corram risco de morte ou se enquadrem nos quadros de Prioridade 1 e 2: com parada ou iminência de parada respiratória, trauma grave, comprometimento hemodinâmico (hipotensão), insuficiência respiratória, alteração do estado mental, queimaduras, intoxicação exógena, hemorragia, asma e dispnéia, anafilaxia, infecções graves, imunossupressão, dados vitais alterados, glicemia (histórico de diabetes), convulsão, diálise ou inflamação articular.

Casos mais comuns, e que normalmente respondem por 80% das situações registradas nas emergências dos hospitais públicos, serão encaminhados aos postos responsáveis pela Atenção Básica na área continental de Florianópolis e nos demais municípios da Grande Florianópolis.

“Essa medida é uma forma de garantirmos o atendimento a quem realmente se enquadra em uma situação de urgência e emergência, e que, portanto, precisa de cuidados imediatos. A grande concentração de pacientes em um ambiente pequeno, aumenta o risco de infecção hospitalar, e é isto que queremos evitar”, ressalta Jorge Coelho.

Mensalmente, a Emergência Geral do Hospital atende 13.000 pacientes, a Emergência Pediátrica 5.000 pacientes e a Emergência Obstétrica 1.500 pacientes. Na última quarta-feira, em função das obras, 35 pacientes estavam internados no corredor da instituição.

A Secretaria de Estado da Saúde está investindo mais de um milhão de reais na reforma de 690 metros quadrados e ampliação de mais 424 metros quadrados, no setor que não recebia melhorias desde a inauguração do hospital, há 21 anos. Após a conclusão das obras, será mantido o sistema de atendimento implantado este ano na instituição. Ou seja: os pacientes não são atendidos por ordem de chegada, mas de acordo com a gravidade do problema. A classificação é feita por cores e já na recepção os pacientes serão encaminhados ao Instituto de Cardiologia ou, em casos clínicos, cirúrgicos e ortopédicos, ao Hospital Regional. De janeiro a novembro de 2007, foram realizados mais de 216 mil atendimentos na Emergência do hospital.

Fonte: Assessora de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde
(Ana Lavratti)

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quarta-feira, março 12, 2008

VEÍCULOS DE PALHOÇA PODEM SER ISENTOS DO PAGAMENTO DE PEDÁGIO NA BR-101 SUL

Baby Espíndola, de Brasília
A proposta inicial, de um acordo que poderá ser definido, já na próxima semana, foi apresentada, ao diretor geral em exercício da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Noboru Ofugi, pelo prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB) e pelo presidente da Câmara, Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), que lideraram uma comitiva de autoridades, lideranças comunitárias e empresariais. O diretor da ANTT considerou a proposta viável. Por isso, representantes do órgão federal estarão em Palhoça, na próxima semana, para tratar do assunto.

Palhoça é uma progressista cidade da Grande Florianópolis, estado de Santa Catarina, com mais de 130.000 habitantes, belíssimas praias e economia em expansão.


Diretor geral da ANTT, Noboru Ofugi, ouve atentamente a explanação do prefeito Ronério

Os palhocenses viajaram a Brasília, na segunda, 10, em busca de uma solução, para o impasse criado, com a informação da instalação de uma praça de pedágio, no quilômetro 221 da BR-101, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal e, diante da dificuldade jurídica de transferir o pedágio para o km 246, a melhor alternativa passou a ser a isenção da cobrança de pedágio para os veículos emplacados em Palhoça.

Durante a audiência na ANTT, o vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM) e o representante de trinta entidades representativas dos moradores do Massiambu, da CDL/Palhoça e do Sindicargas, empresário Júlio César Hess, entregaram, ao diretor geral da ANTT, Noboru Ofugi, documentos justamente propondo a manutenção do projeto inicial, ou seja, a praça de pedágio no quilômetro 246.


Noboru Ofugi recebe documentos dos palhocenses, observado por Pitanta, pelo empresário Júlio César Hess, e pelo vereador Manoel

Contudo, diante da resistência da direção da ANTT, em ceder à reivindicação dos palhocenses, surgiram duas outras alternativas, que serão estudadas e detalhadas mais profundamente, na próxima semana, provavelmente na quarta-feira, dia 19, quando da visita de técnicos e diretores da Agência, a Palhoça. Pela primeira proposta, que sensibilizou as autoridades e lideranças de Palhoça, os veículos emplacados no município, ficariam isentos da taxa de pedágio. Isso já ocorre em outras cidades brasileiras, como Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e Simão Pereira, em Minas Gerais.

Uma outra alternativa, sinaliza com a possibilidade da construção de um acesso exclusivo para os veículos emplacados no município. "Vamos discutir e estudar, durante a semana, a melhor proposta", comentou o prefeito Ronério. Segundo o vereador Pitanta, “a reunião foi muito produtiva. Justamente porque, além da proposta de isentar os veículos emplacados em Palhoça, da cobrança de pedágio, existe uma segunda alternativa: a construção de um acesso exclusivo para os carros de Palhoça”, revelou o presidente da Câmara, ao final da reunião na ANTT. A audiência na ANTT começou por volta das 11h30 e terminou pouco antes das 13 horas.

O deputado Renato Hinnig (PMDB), que integrou a comitiva de palhocenses, é contra a instalação de praças de pedágio nas rodovias federais BR-101 e BR-116, porque são iniciativas do Governo Federal que vão “penalizar os moradores”. Segundo Hinnig, o pedágio no km 246, “é a solução possível, mas inoportuna, porque a rodovia ainda não está duplicada”.

Deputado Renato Hinnig (esq.), único parlamentar na reunião, é contra a cobrança de pedágio

Além do prefeito Ronério e do presidente da Câmara, Nirdo Luz, também participaram da audiência mais oito vereadores (Otávio Martins Filho, João Carlos Amândio (Bala), Manoel Scheimann da Silva, Maurício Roque da Silva, Adelino Machado (Keka), Cláudio Ari Leonel (Biriba), Ademir Farias, e Isnardo Brant), além do secretário municipal de Agricultura e Pesca de Palhoça, Edenir Niehues. A senadora Ideli Salvatti (PT) e os deputados federais João Pizollatti (PP) e Cláudio Vignatti (PT) mandaram representantes. O deputado federal Edinho Bez (PMDB) telefonou ao diretor geral da ANTT, no momento da audiência, manifestando solidariedade à reivindicação palhocense. O deputado federal, Djalma Berger, que marcou a audiência na ANTT, apóia a “iniciativa das autoridades de Palhoça, em busca da melhor solução, na questão do pedágio”.

OBSTÁCULO CONTRATUAL

Noburo Ofugi considerou justa a proposição apresentada pelo prefeito Ronério e pelo presidente da Câmara (a transferência da praça de pedágio, do km 221 para o 246, seguindo o projeto inicial), mas alertou para a existência de um obstáculo de difícil solução: o trecho da duplicação, sob a responsabilidade da concessionária espanhola OHL / Auto Pista Litoral Sul, termina justamente no quilômetro 221, no Rio Cubatão. Isso permite uma outra interpretação: mudar a praça de pedágio para o km 246, forçaria a ANTT a cancelar uma e realizar outra licitação, o que, no momento, é juridicamente inviável.

Ao centro, Pitanta e Ofugi, ladeados pelos vereadores, com documento que sugere solução para o pedágio

O documento das entidades representativas dos moradores do Massiambu lembra que “a colocação de praça de pedágio, no km 221, ponto médio do município de Palhoça, vai resultar, efetivamente, na cobrança de um Imposto de Circulação aos munícipes”. Considera, ainda, que “qualquer cobrança de pedágio nessa localidade deve ser, obrigatoriamente, precedida dos investimentos de execução de mais faixas na rodovia, minimizando os congestionamentos, e de soluções definitivas para os locais de maiores acidentes”.

Fotos: Baby Espíndola