sábado, março 08, 2008

UMA ESPECIAL HOMENAGEM DE BABY ESPÍNDOLA REPÓRTER, NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Que foi ontem. Que é hoje. E será amanhã.

Homenagem a todas as mulheres. À mulher-menina, mulher-moça, mulher-amiga, mulher-companheira, mulher-esposa, mulher-mãe, mulher-avó.

Especialmente à mulher-mulher.




AMOR EM SILÊNCIO

Baby Espíndola

Por que ficas assim tão assustada,

quando apenas insinuo que te amo?!

E eu nem confessei ainda,

o sentimento vulcânico,

a paixão que guardo no peito,

o carinho misturado com desejo...

E que só não te entrego,

com mil rosas

e cento e cinqüenta beijos,

porque me deixas um pouco sem jeito.

Não há porque ter medo,

se quase nada exijo de ti.

Pois me conformo com o teu sorriso,

esse sorriso sensual, meigo e franco

e esta maneira tão especial de olhar.

Tudo isso já é muito

para quem nem merece tanto!

Quero que saibas,

que não desejo apenas o teu corpo,

este corpo,

que me incendeia o sangue,

a um simples toque de mão;

este corpo,

todo feito de veneno

e maravilhosa sedução.

Mas, se for impedido

de confessar que te amo,

de viver este momento de encanto,

então andarei noites e dias

pelas ruas e avenidas,

e cantarei mil cantigas aos ventos,

todas rimando
amor e sofrimento.

sexta-feira, março 07, 2008

VEREADOR PITANTA PRESTA HOMENAGEM ÀS MULHERES, NA CÂMARA DE PALHOÇA




Foi uma solenidade rápida, descontraída, mas de um imenso significado, conforme muito bem definiu a Secretária da Ação Social, Dirce Heiderscheidt. Uma homenagem relativa ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no sábado, 8 de março. E elas, é claro, adoraram.

O vereador Nirdo Artur Luz (Pitanta), presidente da Câmara, reuniu esposas e até filhas de vereadores, além das funcionárias do Poder Legislativo, para uma “singela homenagem”, mas para dizer que, “eu, que já perdi minha mãe, uma mulher batalhadora (Natalina Martins Luz), sei o valor que tem uma mulher, o quanto uma mulher pode ser importante na vida de um homem”. Rita Pagani Luz, a esposa, não conseguiu esconder uma lágrima indiscreta.

Saiu até beijinho, como esse do Pitanta, na esposa Rita (na foto, lá no alto da página), confissões há muito enjauladas no peito, ganharam liberdade. Vôa, passarinho do amor, vôa!

Durante a cerimônia, foram distribuídas rosas vermelhas e caixas de chocolate. Falando em nome das mulheres, Dirce Heiderscheidt se comprometeu a colaborar na organização de um debate, para “se fazer um balanço da situação da mulher em Palhoça”.

O vereador João Carlos Amândio (“Bala”, do bem) improvisou um “Viva as mulheres de Palhoça”, numa alusão ao “Viva a nova Palhoça”, sua marca registrada na inauguração de obras

Muitas senhoras, que durante meses evitaram calorias, se libertaram do trauma do regime, por alguns minutos, e participaram de um coquetel.

As rosas vermelhas, que mesmo sendo lindas flores, ficaram com ciúmes de algumas senhoras, foram fornecidas pela Floricultura Cheiro Verde, com arranjos especiais de Cris Souza, da equipe V V - Vando/Vanderléia.

ALGUMAS FOTOS








Essa página é uma homenagem, do Blog do Baby Espíndola, a todas as mulheres.

E que os homens se ocupem dos espinhos, para que as mulheres convivam tranqüilamente com as flores.





SÃO JOSÉ: JUIZ CONFIRMA LIMINAR E MANTÉM FERNANDO ELIAS NO CARGO DE PREFEITO

O juiz Márcio Schiefler Fontes, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de São José manteve a sua posição inicial e não acolheu o pedido de reconsideração, apresentado pela Câmara de Vereadores. Na terça-feira, 4, o magistrado concedeu liminar ao mandato de segurança, impetrado pelo prefeito Fernando Elias (PSDB), suspendendo, temporariamente, a intenção da Câmara de Vereadores de afastá-lo do cargo, por até 180 dias.

Com certeza, esse é só mais um capítulo de uma longa batalha jurídica, que vem pela frente. A liminar permite que o prefeito continue no cargo, enquanto responde às investigações da Comissão Processante do Lixo.

Na manhã de quarta-feira, após ser considerado “desaparecido” por dois dias e “citado pela Câmara”, por algumas horas, Fernando Elias fez um retorno triunfal à Prefeitura. Chegou a bordo de um lustroso carro preto, escoltado pela Guarda Municipal, com batedores, postados na vanguarda e na retaguarda da comitiva. Foi recepcionado por centenas de funcionários, que, após uma improvisada coletiva à imprensa, o carregaram nos ombros.

Em seu despacho, o juiz argumentou que não “cabe o afastamento preventivo nas infrações político-administrativas”, a serem apuradas pela Câmara de Vereadores.

A Câmara recorreu da liminar, alegando que é a Lei Orgânica do município que define, nesses casos, o afastamento do prefeito, e não apenas o decreto lei 201/67, conforme consta do pedido de liminar do prefeito.

Sobre a festa do retorno do prefeito, alguns vereadores se manifestaram, na tribuna da Câmara. Cal Lélis Souza (PR), um antigo aliado de Fernando Elias, chegou a dizer que São José está mergulhado num mar de lama, por culpa da administração. O prefeito deveria ter retornado de cabeça baixa, com humildade”, aconselhou.

Osni Meurer (PP), presidente da Comissão Processante do Lixo, considerou “uma vergonha, o retorno do prefeito, escoltado pela Guarda Municipal, com batedores, depois de empreender fuga para não ser citado”.

(Leia, abaixo: “TRÊS PERGUNTAS, PARA FERNANDO ELIAS, EM SUA VOLTA TRINUFAL À PREFEITURA DE SÃO JOSÉ”.

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BABY ESPÍNDOLA REPÓRTER
??? QUER SABER ???

A sua opinião a respeito de tudo o que vem acontecendo em São José, na questão político-administrativa. Como os políticos devem agir, para acabar com a crise.

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quarta-feira, março 05, 2008

TRÊS PERGUNTAS, PARA FERNANDO ELIAS, EM SUA VOLTA TRIUNFAL À PREFEITURA

Só três perguntas. Nada mais. Mas que as respostas fossem objetivas e sinceras. O que não aconteceu.

Primeira pergunta: – Prefeito, sua assessoria informou, no final da tarde de terça-feira, que o senhor retornaria, no dia seguinte, de uma “viagem de trabalho”. O sr. pode detalhar a agenda dessa viagem? Para onde o sr. viajou, com que propósito?

Fernando Elias Por questões de segurança, nesse momento, a agenda não é pública.

Essa foi a primeira resposta. Diante da insistência do jornalista, para que desse detalhes da tal “viagem de trabalho”, o que ela significou para o município, já que o prefeito sumiu da prefeitura durante dois dias, Fernando Elias, saiu com essa.

Fernando Elias – Eu estava por aqui mesmo, no município. Só que não sou obrigado a ficar no meu gabinete.

Então, não houve a mencionada viagem de trabalho. Por dedução, pode-se afirmar que o prefeito simplesmente se escondeu, para não ser encontrado pelos vereadores, que tinham a missão de citá-lo, sobre seu afastamento da Prefeitura, aprovado pelo plenário da Câmara, no último dia 29. Suspensão cassada pela liminar da justiça.

Segunda pergunta: – Prefeito, o sr. foi o relator da CPI que, em 1994, cassou o mandato do então prefeito Germano Vieira?

Primeira resposta: Algumas pessoas fizeram de tudo para cassar o Germano Vieira.

O repórter insiste: – O sr. não respondeu a pergunta. O sr. foi ou não foi o relator da CPI, que resultou no impeachment de Germano Vieira?

Segunda resposta: Eu gosto muito do seu Germano, me dou muito bem com ele. Inclusive ele não sai do meu gabinete.

O jornalista não desiste: – Sr. prefeito, o senhor cassou ou não cassou o ex-prefeito Germano Vieira?

Terceira resposta, em forma de desabafo: – Esse foi o maior erro da minha vida pública. Me arrependo intensamente de ter participado daquilo. Os beneficiários (da cassação de Germano Vieira) são os Berger. O Orvino (Coelho de Ávila) era o presidente da Câmara. Os maiores articuladores da cassação do Germano Vieira foram o Édio (Vieira, hoje presidente), o “Juquinha”, ex- vereador, e o Dário Berger, prefeito de Florianópolis. Eu era muito inexperiente. Era o meu primeiro mandato de vereador. Eles me iludiram. Aplicaram um golpe naquela oportunidade e agora estão tentando aplicar de novo.

Terceira pergunta: – Senhor prefeito, na segunda-feira, a Guarda Municipal tentou impedir o acesso dos vereadores Osni Meurer e João Rogério de Farias, que o procuravam para citá-lo, a respeito do afastamento. Os guardas também barraram a passagem da imprensa, na recepção da Prefeitura. O sr. deu essa ordem à Guarda Municipal?

Sem resposta. Alguns aliados, percebendo que o prefeito estava numa situação de desvantagem, diante das perguntas do repórter, improvisaram um arrastão, do tipo torcida da geral, e carregaram Fernando Elias, literalmente, atropelando tudo e todos.

Será que, nesse episódio, se pode aplicar aquela regrinha que ensina: “Quem cala consente”. Se é possível, então a resposta é sim. É bom lembrar que, na manhã da confusão, no acesso à Prefeitura de São José, uma funcionária, muito exaltada, gritava: “Ninguém pode subir. São ordens lá de cima”. Quem deu essa ordem? Silencio...

A festa de recepção à triunfal volta de Fernando Elias à Prefeitura de São José, depois de ser considerado afastado por algumas horas, foi organizada, em sua essência, por secretários, funcionários efetivos, detentores de cargos comissionados.

Fernando Elias foi carregado nos ombros de funcionários ultra dedicados. Regressou à Prefeitura, como um guerreiro que enfrentou uma sangrenta batalha e conseguiu salvar a pele.

Elias, na verdade, salvou o mandado. Por enquanto. A Câmara recorreu da decisão judicial, que concedeu a liminar que suspendeu o afastamento do prefeito. E os trabalhos da Comissão Processante do Lixo vão continuar. A Comissão investiga supostas irregularidades no contrato entre a empresa Engepasa, que era responsável pela coleta e destinação final de resíduos sólidos. Uma longa caminhada jurídica está pela frente.

Todos na festa do retorno do prefeito. A Guarda Municipal compareceu em peso. Não se via um único uniforme azul em outro ponto da cidade, mesmo onde o trânsito confuso do meio-dia de quarta-feira, exigia a presença da Guarda Municipal. Prioridade absoluta para a festa do chefe. Possivelmente, todas as viaturas da GM estavam em volta do prédio da Prefeitura. Até algumas vagas, tão disputadas pelos motoristas, foram reservadas às viaturas da Guarda Municipal.

Segurança total no pátio da Prefeitura. Já no resto da cidade, se não fosse o esforço dos policiais do 7º. BPM, os bandidos já teriam dominado São José. O santo é de barro, não reage mesmo.

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Promotora representa contra

prefeito no Tribunal de Justiça

O vereador Osni Meurer (PP) afirmou que a promotora de Justiça, Glades Afonso, do Ministério Público em São José, fez uma representação contra o prefeito Fernando Melquíades Elias (PSDB), no Tribunal de Justiça, por “promoção pessoal”, porque veiculou um documentário sobre a cidade no qual o prefeito era o próprio apresentador.

A promotora acionou o prefeito, porque ele teria infringido o artigo 1º, inciso 2º, do decreto lei 201, que veda a promoção pessoal dos agentes públicos.

Segundo Meurer, se a denúncia for recebida pelo TJ, o prefeito também ficará afastado pelo prazo de 180 dias, assim que for citado. O vereador sugeriu que a Mesa Diretora da Câmara designe um advogado da assessoria jurídica do Legislativo, para acompanhar o processo no Tribunal de Justiça.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara

terça-feira, março 04, 2008

Editorial

O QUARTEL GENERAL DE FERNANDO ELIAS
Difícil prever o desfecho final do provável confronto, entre parte da imprensa e membros da Guarda Municipal, na Prefeitura de São José. Eu, particularmente, estava decidido a subir até a “cobertura”, onde está pomposamente instalado o gabinete do prefeito Fernando Elias. Não cometeria nenhum ato de agressão, nem de reação. Apenas pretendia chegar até o centro do poder público de São José, armado com caneta, papel, gravador e uma câmera digital. Mas, passaria pelo esquadrão do quartel general de Fernando Elias, passaria, sim, podem acreditar. Não há como entender, o motivo que levou Fernando Elias a restringir o acesso ao prédio público, que ficou isolado pela Guarda Municipal e Polícia Militar. Só os amigos do rei poderiam passar.

A imprensa simplesmente desejava subir até o gabinete de Fernando Elias, para registrar o trabalho dos vereadores Osni Meurer e João Rogério de Farias, citando o prefeito sobre seu afastamento. Não havia uma justificativa para impedir o acesso da imprensa. O que se observou no hall de entrada da Prefeitura de São José, na manhã de segunda-feira, 3, a partir das 9 horas, foi uma violência à liberdade de expressão.

Um notório abuso de poder. Até a recepcionista, gritava palavras de ordem por detrás de um balcão arredondado. Ela e membros da Guarda (particular de Elias) Municipal só argumentavam que receberam ordens para ninguém subir. Por conseqüência, até os vereadores, passaram um longo tempo, tentando convencer os guardas, para entrar no elevador.

A crise, de conseqüências imprevisíveis, somente foi resolvida, graças à sábia interferência da jornalista Rafaela Linhares, Chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, que, em poucos minutos, liberou o acesso à imprensa e aos vereadores, que são autoridades constituídas, formam o conjunto do Poder Legislativo.

Os senhores membros da Guarda Municipal estavam cumprindo ordens, estrategicamente postados, diante do elevador, e impedindo o acesso às escadas. Receberam ordens, que estavam cumprindo. Perfilados, firmes. Cumprindo o dever, por força de contrato. O erro, a grotesca falha, aconteceu a partir da estapafúrdia ordem, que tinha um único objetivo, impedir que os vereadores encontrassem Fernando Elias, que vinha fugindo do “comunicado de afastamento”, como aquele velhaco do inferno foge da cruz. Outra decisão, digna de escárnio, foi a restrição ao trabalho da imprensa. Por isso, montaram um clima de guerra na Prefeitura.

Há que se registrar que, com exceção de um empurrão a um cinegrafista, nada de grave, nada comparável ao coice de uma mula, os senhores da Guarda Municipal não cometeram exageros. Até que se comportaram bem, o que os faz merecedores de respeito – apesar das muitas multas que aplicam, isso é que, de fato, incomoda.

Porém, um aprendiz de segurança, diante da reação da imprensa, fez ironias, trocadilhos, ditou uma ameaça – “Vou te pegar! –, claro, em tom muito baixo, para a platéia não ouvir. E aí fica o questionamento: a que ponto chega um homem, na iminência de perder o poder, para postar, na entrada da prefeitura que administra, um rapazola, despreparado, dotado da arrogância das sarjetas.

Repentinamente revestido de poder, o pobre moço (ainda tem futuro, é novinho!) estava para reagir no hall de entrada da Prefeitura de São José, como reagiria numa contenda de bairro da periferia. Valente, irônico e supostamente ameaçador, mas sempre tentando fugir do foco da câmera digital. Mas, acabou sendo flagrado. Quase que escapou. Na foto, parece meio tombado, tocado pelo vento sul, mas ficou no registro fotográfico. Nem parece assim, tão ameaçador. Se cabe aqui, uma comparação, nos faz lembrar uma pulga no pelo de um elefante. Que não ameaça, apenas faz cócegas.

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NA PREFEITURA, ACESSO PROIBIDO
A Guarda Municipal isolou o elevador e as escadas de acesso ao gabinete de Fernando Elias. O moço da esquerda, é o personagem do editorial. Na foto, ele parece meio tombado, tocado pelo vento sul, mas ficou no registro fotográfico.
Foto: Baby Espíndola

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EFICIÊNCIA NA INFORMAÇÃO
Minutos depois da decisão judicial, na terça-feira, 4, o novo capítulo da novela Fernando Elias já estava no blog www.babyespindola.blogspot.com .Assim foi postada a informação: “O prefeito Fernando Elias (PSDB) acaba de ser beneficiado por uma liminar, da Justiça de São José, que suspende os efeitos do Decreto Legislativo 008/2008, que determinava o seu afastamento da Prefeitura (...)”. A Câmara vai recorrer à justiça. O blog existe exatamente para ser dinâmico e eficiente. Um jornal eletrônico que pode ser canal de informação a qualquer momento.

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QUEM TEM UM CAPITÃO,
NEM PRECISA DE PREFEITO

Façam suas apostas, senhores e senhoras. Quem será o prefeito de São José, nos próximos dias? O atual, Fernando Elias (PSDB), foi notificado pela Câmara, através do Diário Oficial, para deixar o cargo. O vice, Valdemar Schmidt (PSB), já mandou confeccionar o terno da posse. Elias ganhou uma liminar, que lhe permite permanecer no cargo. A Câmara está recorrendo da decisão judicial, para derrubar a liminar. Pelas ruas da cidade, o povo anda dizendo: Quem tem um “Capitão”, nem precisa de prefeito.

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A TERRA TREMEU NO NINHO TUCANO
Do fundo do baú: Na noite de quinta-feira, 28, um dia antes da Sessão Extraordinária, que votou o afastamento do prefeito Fernando Elias, de São José, a grande cúpula do PSDB promoveu uma reunião regional, no diretório ou ninho tucano, do edifício Terra Firme. Um dos temas da reunião da Executiva Regional, fez a terra tremer, no ninho dos tucanos. O vice-governador, Leonel Pavan, na posição de presidente estadual do PSDB, o deputado Marcos Vieira, presidente regional, o deputado federal, Gervásio Silva, chefe da Executiva Municipal, todos imploraram para que Édio Vieira cancelasse a Sessão Extraordinária, para afastar o prefeito Fernando Elias. Pelo menos adiasse, ou que ponderasse em sua determinação de enviar Elias para o passivo administrativo.
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CONTRA O JEITINHO BRASILEIRO
O vereador Édio Vieira não cedeu às pressões dos correligionários. Nenhum argumento, nem mesmo a velha cantilena, de que “é ano eleitoral, o partido vai sair perdendo”, foi capaz de sensibilizar o presidente da Câmara de São José. Nem mesmo o demorado telefonema do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Tanto é que, na sexta-feira, comandou a Sessão Extraordinária, visando “punir” Elias. Édio Vieira demoliu todas as pretensões daqueles que se mantém no poder, aplicando sempre a Lei de Gerson, pelos caminhos obscuros do jeitinho brasileiro.

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TODOS CONTRA O PEDÁGIO
Autoridades e lideranças de Palhoça estão mobilizadas contra a instalação de uma praça de pedágio, na BR-101 Sul, próximo ao posto da PRF. Foi formada uma comissão, que promete lutar de todas as formas contra o pedágio.

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PRIM NÃO ESTÁ INELEGÍVEL
Apesar dos comentários que circulam pelos corredores, esquinas e que fazem ponto em botecos, bares e barbearias o vereador Alberto Prim ainda não pode ser considerado inelegível. Isso porque, embora o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, decidindo pela inelegibilidade por três anos, ainda não saiu o acórdão. Por essa peça fundamental, Prim está esperando para “fazer o agravo, junto ao relator do processo”, ministro José Delgado, do TSE. Só depois, recorrerá ao Supremo Tribunal Federal, desde que seja matéria constitucional. E tudo indica que é. Enquanto a matéria não transitar em julgado e houver a chance de recorrer, não se pode afirmar que o vereador está inelegível.

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MOSQUITO OU GAMBÁ
Tem aquele ditado antigo... “Papagaio come milho, periquito leva a fama”. Pois é, algo quase assim está acontecendo em Palhoça. O agente de saúde, Zauri da Silva, o popular “Fuça”, bom zagueiro (chutava até pensamento), instalou armadilhas para capturar mosquitos da dengue, na região do bairro Pachecos, mas acabou pegando um gambá, bem fedorento, dizem. Línguas maldosas afirmam que o Fuca ficou na dúvida: afinal, o bicho da armadilha é um mosquito da dengue ou um gambá? Que maldade com o nosso Fuca!

SÃO JOSÉ: LIMINAR DA JUSTIÇA MANTÉM FERNANDO ELIAS NO CARGO DE PREFEITO

O juiz Márcio Schiefler Fontes, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de São José, concedeu liminar ao mandato de segurança impetrado pelo prefeito Fernando Elias (PSDB), suspendendo, temporariamente, a intenção da Câmara de Vereadores de afastá-lo do cargo, por até 180 dias. A Câmara já está recorrendo à Justiça, para derrubar a liminar. Com certeza, esse é só mais um capítulo de uma longa batalha jurídica, que vem pela frente. A liminar permite que o prefeito continue no cargo, enquanto responde às investigações da Comissão Processante do Lixo.

Logo após a decisão da justiça, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura enviou mensagem eletrônica, comunicando que a “justiça mantém Fernando Elias no cargo de prefeito”. O e-mail cita trechos do despacho do juiz Márcio Fontes, para quem, “as infrações político-administrativas não admitem o afastamento do prefeito, que deve seguir o rito estabelecido na legislação federal aplicável (Decreto Lei nº 201/67), concluindo que a atitude da Câmara Municipal de São José poderia ocasionar lesão irreparável a toda a sociedade josefense e ao prefeito, que foi consagrado nas urnas, em respeito à democracia”.

Em outra parte do despacho, o juiz considera conveniente salientar “que o afastamento preventivo é inconstitucional, pois ofende o princípio da ampla defesa e do devido processo legal, por antecipar a punição ao impedir o prefeito de exercer suas funções, antes mesmo do julgamento final”.

CÂMARA RECORRE DA DECISÃO
Logo que tomou ciência da decisão judicial, a Câmara Municipal de São José adotou medidas para recorrer “da liminar do juiz substituto da Vara da Fazenda Pública de São José, Márcio Schiefler Fontes, que suspendendo os efeitos do decreto legislativo nº 890, o que garantiu o retorno do prefeito Fernando Melquíades Elias ao cargo”.

Segundo o presidente da Comissão Processante do Lixo, “o cargo de prefeito de São José estava vago desde segunda-feira, 3 de março, quando ele (o prefeito) foi citado, através de seu procurador”. Na edição de terça-feira, 4, do Diário Oficial de Santa Catarina, consta um edital de citação do prefeito Fernando Elias, avisando-o do afastamento. “O prefeito foi citado e o argo estava vago”, afirma Meurer.

Na sessão da Câmara de segunda-feira, 3, Osni Meurer fez um relato das dificuldades que teve para notificar Fernando Elias. Meurer fez a citação através do advogado do prefeito e, também, através do Diário Oficial do Estado e de jornal diário com circulação local.
Na terça-feira, após tomar conhecimento da liminar favorável, Fernando Elias mandou avisar que retornaria à Prefeitura, na quarta-feira, após “viagem de trabalho”. Antes, não era visto por ninguém. “Viagem para salvar o mandato”, comentam os vereadores.

Um dos argumentos jurídicos, a ser usado para cassar a liminar, será o de que é a Lei Orgânica do município que define, nesses casos, o afastamento do prefeito, e não apenas o decreto lei 201/67, conforme consta do pedido de liminar do prefeito.

Segundo o presidente da Comissão Processante do Lixo, Osni Meurer (PP) “o juiz decidiu em cima dos documentos apresentados pelo prefeito.Temos convicção que, após prestarmos as informações e os documentos que temos, vamos conseguir uma reconsideração da decisão”, disse.

A Comissão Processante do Lixo se reúne nesta quinta-feira, 6, às 16 horas, para definir o calendário de trabalho nos próximos dias. Devem ser definidas as oitivas (tomadas de depoimento) das testemunhas indicadas pelo prefeito e o depoimento do próprio Fernando Melquíades Elias. O relator da Comissão, vereador João Rogério de Farias (PTB), disse que mesmo com a liminar mantendo o prefeito no cargo, “os trabalhos seguem normalmente”.


No dia da edição da liminar, aconteceu de tudo. “O governador Luiz Henrique da Silveira, declarou (04 de março, pela manhã), apoio ao prefeito Fernando Elias. Luiz Henrique acredita na inocência do Prefeito e se diz traído pela bancada de vereadores do PMDB de São José” informou a Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

CITAR O PREFEITO, UMA MISSÃO IMPOSSÍVEL
Os vereadores Osni Meurer (PP) e João Rogério de Farias (PTB), respectivamente, presidente e relator da Comissão Processante do Lixo, encarregados da citação do prefeito Fernando Elias (PSDB), sobre seu afastamento do comando da administração pública municipal, encontraram todos os tipos de dificuldades para cumprir a missão, considerada impossível. É que o prefeito sumiu da cidade e somente reapareceu após a concessão da liminar. Na segunda-feira, 3, Fernando Elias não apareceu na Prefeitura e também não foi encontrado em casa, no Bosque das Mansões, para assinar o “Comunicado de afastamento”.

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
A decisão de afastar “preventivamente” o prefeito Fernando Elias, por um período que poderá chegar a 180 dias, foi aprovada pelo plenário da Câmara, em Sessão Extraordinária, na tarde de sexta-feira, 29. Por nove votos a um e duas abstenções, a Câmara de São José aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 008/2008, que estabelece o afastamento imediato, após citação, do prefeito Fernando Elias. Exatamente às 17h20 da tarde de sexta-feira, 29, o presidente da Câmara e da Sessão Extraordinária, vereador Édio Vieira, fez a leitura do escrutínio. Nove votos pelo afastamento, um contra e duas abstenções. Se abstiveram de votar, os vereadores Agostinho Pauli, líder do governo na Câmara, e Clara Bernardes, ambos do PSDB. Para afastar o prefeito, a Câmara precisava de dois terços do total dos vereadores – são 12 cadeiras.

No entendimento dos vereadores, o vice-prefeito, Valdemar Schmitz (“Capitão”, PSB), deveria assumir imediatamente. Um detalhe, “Capitão” não tem sala no Centro Administrativo. Foi escorraçado pelo prefeito Fernando Elias, depois de um violento desentendimento político. E, agora, poderá passar a utilizar a sala do poder maior.

CONFUSÃO NA PREFEITURA
Na manhã de segunda-feira, 3, por volta das 9 horas, os vereadores tentavam driblar o aparato de guerra montado pela Prefeitura de São José, para impedir o acesso ao gabinete do prefeito. Depois de muita negociação, os vereadores Osni Meurer e João Rogério de Farias foram autorizados a subir. Mas a imprensa foi, temporariamente, impedida de trabalhar dentro da prefeitura. Foi impedida de utilizar o elevador, para registrar o ato de citação do prefeito. A liberdade de imprensa foi restabelecida, mais tarde, pela Assessoria de Imprensa.

Sobre as restrições ao trabalho da imprensa, assegurado por lei, o vereador Osni Meurer considerou “abuso de poder, exercido por uma força policial excessiva, por parte da Guarda Municipal. Não havia motivo para barrar o acesso à imprensa”, declarou. João Rogério de Farias também condenou a atitude da Guarda Municipal.

segunda-feira, março 03, 2008

VEREADORES TENTAM CITAR PREFEITO E ENCONTRAM CLIMA DE GUERRA NA PREFEITURA DE SÃO JOSÉ. FERNANDO ELIAS DESAPARECEU

ATENÇÃO!

De fonte fidedigna: O prefeito Fernando Elias (PSDB) acaba de ser beneficiado por uma liminar, da Justiça de São José, que suspende os efeitos do Decreto Legislativo 008/2008, que determinava o seu afastamento da Prefeitura. No momento dessa postagem (15h30 de terça-feira, 4 de março), o presidente da Câmara, Édio Vieira (PSDB) e o presidente da Comissão Processante do Lixo, Osni Meurer (PP) estavam reunidos, deliberando sobre quais passos jurídicos encaminhar, na Justiça.
Mais informações, a qualquer momento.
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Os vereadores Osni Meurer (PP) e João Rogério de Farias (PTB), respectivamente, presidente e relator da Comissão Processante do Lixo, encarregados da citação do prefeito Fernando Elias (PSDB), sobre seu afastamento do comando da administração pública municipal, estão encontrando dificuldades para cumprir tal missão, determinada pelo presidente da Câmara, Édio Vieira, do mesmo partido do prefeito. Pela manhã, o prefeito não apareceu na Prefeitura e também não foi encontrado em casa, no Bosque das Mansões.




Osni Meurer tem dificuldade para passar pelos guardas municipais. Prefeito não foi encontrado, em casa.

Pela manhã Meurer e Farias explicaram que continuariam tentando localizar Fernando Elias, para procederem a entrega do documento – “Comunicado de afastamento do prefeito”, mas, se ele “não acatar a citação”, na quarta-feira, a decisão da Câmara, de afastar Fernando Elias, por até 180 dias, que já está publicada no Mural Legislativo da Câmara, será também postada no mural da Prefeitura, além da divulgação, em forma de edital, no Diário Oficial e/ou em órgão de imprensa de circulação regional. Na tentativa de localizar Fernando Elias, Osni Meurer e João Rogério de Farias apelaram, também à telefonia celular, mas o prefeito não atende às ligações. “O prefeito não pode se esconder eternamente”, comentou Meurer.

DIÁRIO OFICIAL

Porém, à tarde outras decisões foram tomadas pela Mesa Diretora da Câmara. Publicação do comunicado de afastamento, no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina, que circula a partir das 13 horas dessa terça-feira. A partir da circulação do DO, a Câmara considerará o prefeito como “oficialmente citado”. Além disso, o advogado Samuel Lima, na condição de procurador do prefeito Fernando Elias, também recebeu a citação. (Informação atualizada logo após às 22 horas).

A decisão de afastar “preventivamente” o prefeito Fernando Elias, por um período que poderá chegar a 180 dias, foi aprovada pelo plenário da Câmara, em sessão extraordinária, na tarde de sexta-feira, 29. Por nove votos a um e duas abstenções, a Câmara de São José aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 008/2008, que estabelece o afastamento imediato, após citação, do prefeito Fernando Elias. Exatamente às 17h20 da tarde de sexta-feira, 29, o presidente da Câmara e da Sessão Extraordinária, vereador Édio Vieira, fez a leitura do escrutínio. Nove votos pelo afastamento, um contra e duas abstenções. Se abstiveram de votar, os vereadores Agostinho Pauli, líder do governo na Câmara, e Clara Bernardes, ambos do PSDB. Para afastar o prefeito, a Câmara precisava de dois terços do total dos vereadores – são 12 cadeiras.

Édio Vieira, presidente da Câmara, com Osni Meurer, presidente da Comissão Processante do Lixo, após a Sessão Extraordinária, que decidiu afastar Fernando Elias, por 180 dias.



No entendimento dos vereadores, o vice-prefeito, Valdemar Schmitz (“Capitão”, PSB), deve assumir imediatamente. Um detalhe, “Capitão” não tem sala no Centro Administrativo. Foi escorraçado pelo prefeito Fernando Elias, depois de um violento desentendimento político. E, agora, poderá passar a utilizar a sala do poder maior.

O presidente da Comissão Processante do Lixo, Osni Meurer, acredita que “é possível concluir as investigações, em 45 dias”, com citação e ouvida do prefeito, que “terá direito à ampla defesa”, além dos depoimentos de testemunhas arroladas no processo, que investiga possíveis “irregularidades na autorização de cobrança da taxa de lixo, diretamente aos contribuintes, por uma empresa particular”.

PREFEITO VAI RECORRER À JUSTIÇA
Já a assessoria do prefeito, citando o advogado Samuel Lima, informa que “o prefeito vai recorrer da decisão, uma vez que o afastamento preventivo é inconstitucional”. Segundo o advogado Samuel Lima, “não há nenhuma irregularidade político-administrativa, praticada pelo prefeito”. O que, segundo adianta, “ficará bem claro durante a instrução do próprio processo”.


Prefeito Fernando Elias



Através de e-mail, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, tenta “esclarecer alguns pontos: 1) O Prefeito de São José não teve seu mandato cassado e nem foi afastado do exercício de suas funções; 2) O que aconteceu foi que a votação pela Câmara de Vereadores, do decreto legislativo, que prevê o afastamento preventivo do Prefeito (...), é uma decisão que ainda não surtiu seus efeitos legais; 3) O ato de afastamento preventivo é inconstitucional, pois ofende o princípio da ampla defesa e do devido processo legal, por antecipar a punição ao impedir o prefeito de exercer suas funções, antes mesmo do julgamento final, ainda mais que a legislação federal aplicável (Decreto Lei nº 201/67) não prevê este tipo de afastamento; 4) Portanto, o atual prefeito, Fernando Elias, continua no exercício das funções de seu cargo, não havendo qualquer tipo de interrupção nos serviços públicos disponibilizados à população josefense pela administração municipal”. A nota de esclarecimento vem assinada pela jornalista Rafaela Linhares, chefe de Comunicação Social da Prefeitura.

“O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO”
O vereador Osni Meurer cita que “o prefeito entrou com mandado de segurança, no dia 25 de fevereiro, tentando anular os artigos 64 e 65 da Lei Orgânica do Município que disciplina o processo de afastamento”. Lembra, ainda, que esses artigos, votados em 1994 e que estão vigorando há 14 anos, resultaram de emendas do então vereador Fernando Melquíades Elias. Os tais artigos, 64 e 65, foram amplamente defendidos e utilizados pelo então vereador, Fernando Elias, em 1994, no processo de afastamento e cassação do ex-prefeito Germano Vieira, na época no PFL, hoje DEM. Fernando Elias foi o relator da CPI que investigou supostas irregularidades na administração de Germano Vieira. Como diz o velho ditado popular, “o feitio virou contra o feiticeiro”.

CONFUSÃO NA PREFEITURA
Na manhã de segunda-feira, 3, por volta das 9 horas, os vereadores tentavam driblar o aparato de guerra montado pela Prefeitura de São José, para impedir o acesso ao gabinete do prefeito. Depois de muita negociação, os vereadores Osni Meurer e João Rogério de Farias foram autorizados a subir.

Mas a imprensa foi impedida de utilizar o elevador, para registrar o ato de citação do prefeito. Houve bate-boca, um cinegrafista foi empurrado quando registrava o acesso dos vereadores ao elevador, dentre quatro membros da Guarda Municipal, estrategicamente postados na porta. A recepcionista, muito exaltada, alertava que “ninguém vai subir, porque estou cumprindo ordens”, enquanto homens da Guarda Municipal impediam o acesso dos jornalistas ao elevador ou às escadas. “Aqui, ninguém sobe”, era a ordem de comando.

A confusão aumentou quando um jornalista, alegando direitos constitucionais de acesso a um prédio público, afirmou que subiria até a recepção do gabinete do prefeito.

Quando, tudo indicava que haveria um confronto, na entrada da Prefeitura, a sábia e decisiva interferência da jornalista Rafaela Linhares, Chefe da Assessoria de Comunicação Social, acalmou os ânimos e liberou a imprensa, que subiu até a recepção do gabinete do prefeito. Como Fernando Elias não se encontrava, depois de uma rápida conversa com o chefe de gabinete, os vereadores Osni e João Rogério decidiram procurar Fernando Elias em sua residência.

Minutos depois, além de mais membros da Guarda Municipal (do prefeito), estrategicamente postados na recepção da Prefeitura, três militares da tropa de choque da Polícia Militar também se colocaram na porta principal.




Além da Guarda Municipal, policiais da tropa de choque da Polícia Militar também passaram a "proteger" a Prefeitura de São José

Sobre às restrições ao trabalho da imprensa, assegurado por lei, o vereador Osni Meurer considerou “abuso de poder, exercido por uma força policial excessiva, por parte da Guarda Municipal. Não havia motivo para barrar o acesso à imprensa”, declarou. João Rogério de Farias também condenou a atitude da Guarda Municipal.

Fotos: Baby Espíndola

LAMENTO E PREOCUPAÇÃO

Mensagem enviada pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Palhoça, por e-mail: “O prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, demonstrou preocupação e lamentou a atual crise política vivenciada pelo município de São José. Para ele, o josefense é um povo trabalhador, empreendedor e que está acostumado a vencer desafios. No entanto, observa Ronério, o josefense parece estar cansado com o descontrole político administrativo do município. O prefeito entende que está na hora dos políticos josefenses construírem um pacto pró-São José”.






domingo, março 02, 2008

AUTORIDADES APERTAM O CERCO AOS POLUIDORES DE RIOS E DO MAR, NA CIDADE DE SÃO JOSÉ

Água escura, com intenso mau cheiro, procedente do esgoto clandestino do Kobrasol, que aparece, ao fundo, na foto


Um problema antigo, que data de vários anos, está para ser resolvido – acredita-se –, em São José. E a punição, para os proprietários de 6.000 imóveis, do Kobrasol e Campinas, que jogam o esgoto sem tratamento na rede pluvial e em rios e canais, pode ser a solução. O mais inacreditável, é que esses milhares de consumidores, cadastrados pela Casan, pagam pelo serviço de esgoto tratado e não o utilizam, por comodismo e, principalmente, por ignorância.

Após a denúncia feita pelo site www.radiocambirela.com.br e, principalmente, pelo blog www.babyespindola.blogspot.com, matéria que também repercutiu em jornais de circulação estadual e regional, as autoridades passaram a adotar providências. Tanto fiscalizando, quanto punindo, multando.

Logo após a denúncia – a matéria foi postada no blog, em 7 de fevereiro, a Ceasa, considerada a grande poluidora do Rio Araújo, foi multada por falta de tratamento de esgoto. Segundo as autoridades, a Central de Abastecimento e o Hospital Regional, são os maiores poluidores.

Mais de 6.000 residências, lojas comerciais e escritórios, estabelecidos na região de Campinas e Kobrasol, estão utilizando, criminosamente, a rede de águas pluviais, canais e rios, como escoamento para o esgoto, sem nenhum tratamento. Esse fato, confirmado pelo Superintendente do Meio Ambiente do município, engenheiro Sílvio César dos Santos Rosa, em reportagem exclusiva ao site e ao blog, explica porque a água de rios, como o Araújo, na divisa entre São José e Florianópolis, é tão escura e apresenta um mau cheiro tão intenso – insuportável, pode-se dizer.

A agressão ao meio ambiente começa no Balneário Guararema (Ponta de Baixo) e se estende à Beira Mar.


A degradação ambiental parece irreversível. Autoridades demoraram demais para detectar o problema.



Sílvio Rosa assegura que a região mais densamente habitada de São José, que também é o centro comercial e administrativo do município, conta com cem por cento de rede de esgoto instalada, além de uma coleta de lixo eficiente.

Porém, fotos, tiradas no mês de janeiro, no Balneário Guararema (Ponta de Baixo), no Centro Histórico, inclusive nos fundos do prédio da Câmara Municipal, em toda a orla da Praia Comprida e também na Beira-mar de São José, onde a situação é mais crítica, mostram que parte do esgoto é jogada diretamente no mar, sem nenhum tratamento.



Nos fundos do prédio da Câmara, o flagrante do desrespeito.













Segundo revelação do Superintendente do Meio Ambiente, dos 15.000 pontos, residências, lojas, escritórios, cadastrados pela Casan, como usuários do sistema de água e esgoto tratados, somente 9.000 estão utilizando, devidamente, a rede de esgoto. Os demais, 6.000 pontos, o que corresponde a um número estimado entre 25.000 e 30.000 pessoas, enviam, através da rede pluvial, canais e rios, o esgoto sem tratamento para o mar.

Numa linguagem mais clara: estão urinando e defecando nas águas da Baía Sul, comprometendo, inclusive, a balneabilidade de algumas praias de Florianópolis, devido às correntes e aos ventos. A água das baías é uma só. Se, na Baía Sul, onde há rede de esgoto (Kobrasol e Campinas), a situação pode ser considerada gravíssima, imagine na Baía Norte, onde os benefícios do tratamento de esgoto ainda não chegaram à população.

HOSPITAL REGIONAL E CEASA

Na opinião de Sílvio Rosa, superintendente da Fundação do Meio Ambiente de São José, “a Ceasa é um dos grandes poluidores do Rio Araújo, que passa ao lado do terreno da empresa”. Ele analisa o fato, do ponto de vista da matemática: “Se, cerca de 4.000 pessoas passam pelo local, podemos considerar que a Ceasa polui o rio no mesmo volume de uma cidade de 2.000 habitantes”. Isso porque, não há uma estação de tratamento nem um programa de tratamento dos resíduos sólidos dentro da unidade.
Contudo, o diretor-técnico da Ceasa, Jairo Henken, não aceita o rótulo de empresa poluidora. “Nosso projeto na área ambiental, tanto no resíduo sólido (lixo) quanto no líquido (esgoto sanitário), é resolver a nossa parte”, disse.

Ainda, segundo afirmação do superintendente Sílvio Rosa, o Hospital Regional de São José, seria outro grande estabelecimento causador de poluição de um canal e do mar, muito embora a casa de saúde tenha “estação de tratamento e incinerador. Mesmo assim, há indícios de que o sistema está saturado”. O gerente administrativo do Hospital Regional, Cleiton Galicioli, afirmou que o hospital possui um sistema de tratamento de esgoto, através da prestação de serviço de “uma empresa especializada”.

VEREADORES VISITAM CEASA

Na manhã de 21 de fevereiro, vereadores de São José – Édio Vieira, presidente, Agostinho Pauli, Clara Bernardes, João Rogério de Farias, Sandra Martins e Osni Meurer, visitaram a Ceasa. Na semana anterior, visitaram o Hospital Regional.

Aos vereadores, o presidente da Ceasa, Geraldo Pauli, confirmou que a Fundação Municipal do Meio Ambiente notificou e multou a instituição, por poluir os afluentes do Rio Araújo e depositar lixo no pátio interno. Uma injustiça, segundo ele. “Não estamos poluindo o Rio Araújo”, afirmou. A multa chegou a R$ 250 mil. O vereador Édio Vieira, que já foi diretor da Ceasa, colocou a Câmara à disposição, para intermediar negociações que possam ajudar na resolução dos problemas. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara).

INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PREVÊ PUNIÇÃO RIGOROSA PARA OS POLUIDORES

Rio Araújo, na divisa de São José com Florianópolis, a grande vítima da poluição. Segundo as autoridades, Ceasa poluí o canal

Na tentativa de por um fim ao desrespeito com o meio ambiente, o Ministério Público da Comarca de São José está procedendo uma investigação, ao final da qual vai oferecer um prazo de 180 dias, para que os moradores e comerciantes liguem o esgoto de seus imóveis à rede coletora. Ao final do prazo, aqueles que não cumprirem essas determinações, serão processados por crime ambiental e punidos com multa.

Para chegar aos infratores, o MP está utilizando o sistema de cadastro da Casan, que indica que, em Campinas e Kobrasol, são 15.000 os cadastrados como usuários de água, mas somente 9.000 solicitaram, até fevereiro de 2008, a ligação na rede de esgoto. É a partir desses dados, com nomes e endereços dos infratores, que o Ministério Público vai adotar medidas para coibir os abusos.


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BABY ESPÍNDOLA REPÓRTER
??? QUER SABER ???

O que fazer para acabar com a poluição, causada pelo esgoto clandestino, em São José? Como as autoridades devem agir?

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sábado, março 01, 2008

SECRETÁRIO DA RECEITA DE PALHOÇA REVELA PROJETOS PARA MELHORAR A ARRECADAÇÃO

Conseqüência da reforma administrativa, empreendida pelo prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), a recém criada Secretaria da Receita está, gradativamente, ganhando forma estrutural. O titular da nova pasta, Gilberto Rosa, um técnico com larga experiência política, promete abrir um amplo diálogo com empresários e contribuintes em geral, empreender dinamismo nos trabalhos, organização funcional, para reduzir a inadimplência ao máximo possível.

Gilberto Rosa: “O recadastramento imobiliário vai significar um aumento de aproximadamente 40 % na arrecadação de IPTU, para o próximo exercício”. Prefeito Ronério com a homenagem do jornal Gazeta Mercantil: "Palhoça, 25a. Cidade Mais Dinâmica do Brasil".


O orçamento da Prefeitura de Palhoça para o exercício 2008 é de 140 milhões de reais. O secretário aposta numa arrecadação efetiva, algo muito próximo do orçamento previsto, até porque haverá, também, incremento de receita, por conta das muitas tentativas que o prefeito Ronério vem fazendo, junto a ministérios e outros órgãos do Governo Federal. Palhoça é uma cidade da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, com mais de 130 mil habitantes e uma economia em expansão.

Num primeiro momento, Gilberto Rosa está tratando da organização. O organograma funcional já está definido. A Secretaria da Receita vai funcionar apoiada em três diretorias: Diretoria Geral de Administração Tributária; Diretoria de Regularização Fundiária; e Diretoria de Receita.

DÍVIDA ATIVA: 48 MILHÕES DE REAIS

Com esse tripé estrutural, o secretário pretende agilizar a cobrança da dívida ativa, algo hoje em torno de 48 milhões de reais, além acelerar o que pode ser chamado de “plano de cobrança da receita de capital”, referente aos terrenos vendidos às empresas, que ocupam a Área Industrial. Essa receita soma cerca de quatro milhões e 500 mil reais. Essas duas cobranças podem significar um incremento significativo de 52 milhões de reais para os cofres do município.

A inadimplência não é mais um fantasma em Palhoça. Até bem pouco tempo, de cada dez carnês de IPTU, emitidos pela administração municipal, somente três eram quitados. Sete avolumavam-se numa montanha tributaria, um problema que parecia sem solução. A situação atual é bem mais confortável, comemora o prefeito Ronério. Isso porque, hoje, oito em cada dez contribuintes estão saldando os débitos referentes ao Imposto Predial e Territorial Urbano.

Para o secretário Gilberto Rosa, essa performance pode ser melhorada ainda mais, desde que a Prefeitura, agora através da Secretaria da Receita, abra canais competentes de diálogo, inclusive criando programas como o Profis. “É possível chegar bem próximo do cem por cento, no caso da arrecadação do IPTU”, aposta Rosa, que explica: “À medida em que a Prefeitura vai realizando obras, vai aumentando a auto-estima dos munícipes, que retribuem a confiança pagando o IPTU, que é transformado em obras”.

No início de março, a Secretaria da Receita, já estruturalmente capacitada para agir, vai dinamizar as ações do Profis, visando atingir pequenos e grandes devedores do município, facilitando a negociação. “Esse é o objetivo principal”, afirma o secretário. “Nossa meta é facilitar, ao máximo, o acesso do contribuinte, facilitando no parcelamento do débito. Estamos criando uma estrutura que visa atender o melhor possível”. Além disso, na Diretoria da Receita, vai atuar um técnico, que tem larga experiência na arte de lidar com empresários.

PALHOÇA TEM MAIS DE 10.000 IMÓVEIS IRREGULARES

Gilberto Rosa também aposta no desempenho da Diretoria de Legalização Fundiária, através da qual pretende, além de aumentar a arrecadação, resolver um problema social, que se arrasta por várias décadas, desde que Palhoça passou a ser alvo da especulação imobiliária. Esse setor da Secretaria da Receita vai contatar e atender os moradores interessados em legalizar seus imóveis, mal documentados, irregulares, produtos de invasões. Segundo levantamentos preliminares, mais de 10.000 imóveis irregulares se escondem do fisco municipal, em terras de Palhoça.

O secretário aponta vantagens para o contribuinte regularizar seu imóvel: com a documentação do terreno em dia, o contribuinte pode, por exemplo, viabilizar um financiamento, para investir em melhorias, construção, reforma, aumento da área construída, etc. Isso melhora o padrão de vida e reflete na auto-estima e, consequentemente, reflete no contexto geral da cidade.

Antes da criação da Secretaria da Receita, essa atividade era desenvolvida pela Secretaria da Fazenda, que, para tanto, contava com a Diretoria Geral de Tributos. Porém, por se tratar apenas de uma diretoria, não contava com a estrutura ideal para a atividade-fim. Com carta-branca do prefeito Ronério, Gilberto Rosa pretende, com a ajuda de uma equipe que ele mesmo está selecionando, empreender um ritmo bem mais ousado e dinâmico no setor Receita. “Oferecendo vantagens e facilidades para o contribuinte e aumentando a arrecadação de tributos”, afirma o secretário.

Uma tarefa a ser implementada é o recadastramento imobiliário, através do geo-processamento, o que, segundo Gilberto Rosa, depois de concluído, vai significar um aumento de aproximadamente 40 por cento na arrecadação de IPTU, para o próximo exercício. Sem aumentar o valor do imposto, simplesmente procedendo o lançamento de imóveis, até então desconhecidos da Receita.

Visando a agilização desse trabalho, Gilberto Rosa pretende se reunir com a direção da Unisul, para recolher informações mais precisas sobre o projeto de recadastramento, que a Prefeitura encomendou para a universidade, e que teria custado mais de um milhão de reais. “Esse trabalho precisa ser concluído, é da maior importância”, atesta o Secretário da Receita.


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